Blog da Laura Peruchi – Tudo sobre Nova York
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Minha experiência com aulas de pronúncia em inglês

Eu já comentei algumas vezes aqui no blog sobre minha trajetória com o aprendizado de inglês. Acho que compartilhar essa experiência pode ser enriquecedor e inspirador para quem está no início do aprendizado ou para quem já tem mais conhecimento mas tem insegurança. A não ser que você tenha sido alfabetizado em inglês ou mudado para um país de língua inglesa muito cedo, aprender este idioma não é algo simples. Claro que inglês – pelo menos na minha opinião – é uma língua mais fácil se comparada a outras por aí e muito pelo fato de que temos muito contato com a cultura americana desde cedo, seja por filmes, seriados, músicas, marcas e até mesmo expressões. Falar uma segunda língua exige estudo, esforço e dedicação – afinal de contas, vocês já pararam pra pensar que é uma OUTRA língua? É reaprender palavras, verbos e expressões e até uma nova maneira de se comunicar, já que regras gramaticais são diferentes. Valorize esse esforço! Muitas pessoas falam apenas a sua língua materna.

Morando fora há mais de 7 anos – e num país onde se fala a língua inglesa – eu sempre acreditei em evolução constante. Estamos sempre aprendendo algo novo – seja uma palavra, um verbo, uma expressão – e também construímos a nossa auto-estima naquele idioma. Sei que muitos de nós ficam inseguros ao falar e, consequentemente, acabamos nos fechando e nos privando de experiências e oportunidades pelo medo do julgamento alheio (um julgamento que já começa por nós mesmos). Sobre esse tema, eu já escrevi um post bem bacana aqui no blog e também já fiz um podcast totalmente dedicado a esse assunto de ter “vergonha” e você pode clicar aqui para ler mais.

Tendo essa minha crença de aprendizado constante em mente e apesar de nos últimos anos me sentir super confortável com o meu inglês, eu queria mais. Neste ano, decidi tirar do papel dois objetivos que eu tinha em relação ao inglês e investir neles: a escrita e a fala. A escrita porque, como jornalista, amo escrever e apesar de eu confiar muito no meu taco para textos em português, a minha confiança com textos em inglês era péssima, muito pela falta de prática e por não entender algumas regras de gramática. A fala porque apesar de eu me sentir confortável me comunicando sabia que ainda dava para melhorar, principalmente no quesito pronúncia.

  • Antes que me perguntem sobre as aulas de redação, eu faço online com uma professora no italki –  uma plataforma online que conecta alunos e mais de 10.000 professores ao redor do mundo! Você escolhe o professor de acordo com seus objetivos e interesses e pode contratar aulas individuais ou pacotes especiais e foi assim que encontrei minha professora. Clique aqui e faça seu cadastro.

E deixa eu falar um pouco sobre esse meu mindset de aprendizado constante. Eu escolhi morar em outro país, vivo aqui há mais de 7 anos e não tenho planos a curto prazo de ir embora. Aqui é a minha casa, é onde estão as oportunidades que eu busco, é onde eu moro. Por isso, acredito em sempre estar aprendendo. Além disso, mesmo que um dia eu vá embora dos EUA, o inglês é um idioma super requisitado e necessário no mundo todo, para as mais diversas circunstâncias. Pra concluir, eu também acho que conhecimento não ocupa espaço!

Agora, voltando ao tema da fala, eu e Thiago tivemos uma experiência com aulas de pronúncia no primeiro ano morando em Nova York. Tínhamos uma professora particular e fizemos aulas por cerca de dois meses e essas aulas foram essenciais, por exemplo, para eu aprender o som do TH. O inglês tem muitos sons que não temos no português (e vice-versa) e praticar é essencial para incorporar esses sons no nosso vocabulário do dia a dia. Desde que fizemos essas aulas – e tivemos que parar por motivos financeiros, afinal, primeiro ano morando fora não sobrava muito dinheiro – eu sempre falava pra mim mesma que queria voltar a praticar. Mas, sabe como é, a gente vai procrastinando, deixando para depois, e o tempo vai passando. Ao mesmo tempo, eu sabia que precisava melhorar alguns sons e queria me sentir mais confiante! Foi quando decidi procurar uma professora de pronúncia e encontrei a Claudette Roche, The Accent Coach. Logo no começo das aulas com ela, fiz alguns stories comentando que eu estava praticando e recebi muitas perguntas a respeito. Prometi falar quando eu terminasse e cá estou!

Sobre as aulas e o método

Eu encontrei a Claudette numa pesquisa no Google. Eu queria alguém especializado nisso e que pudesse focar 100% nas minhas necessidades – e que atendesse online. Eu até encontrei algumas opções de cursos (gravados), porém eu queria alguém para se comprometer junto comigo, ter horário marcado, me dando exercícios, essas coisas. Do contrário, eu sabia que a minha taxa de sucesso seria baixa, eu procrastinaria e a chance de não terminar seria grande. Entrei em contato com a Claudette para entender mais sobre as aulas, o método dela e os valores. Depois de receber mais informações, eu pensei bastante por uns dois meses e decidi entrar em contato novamente para marcar uma consulta online gratuita de 15 minutos, onde eu falei mais das minhas necessidades e o que estava procurando. Ela tirou minhas dúvidas e resolvi fechar um pacote de 12 aulas.

Claudette tem mais de 15 anos de experiência como Accent Coach (o que numa tradução livre pode ser chamado de “treinadora de sotaque”/”professora de sotaque”) e ganhou o prêmio da revista Backstage, de Los Angelos, por dialeto favorito/treinador de voz por dois anos consecutivos, numa escolha dos leitores.  E 2010 ela foi nomeada uma das 5 melhores treinadoras de voz pela Hollywood Weekly Magazine. Sim, ela é especialista em redução de sotaque – eu não estava procurando exatamente por isso, mas eu curti muito a proposta dela e sabia que aulas assim trariam o que eu estava buscando: uma pronúncia mais clara, aprofundando nos sons das palavras que eu não domino. E o mais chocante: ela é britânica – mas fala o inglês americano, perfeitamente.

Veja, eu sei que esse papo de sotaque e tudo mais sempre causa polêmica, porém, queria deixar claro que: sotaque nunca fez eu ter vergonha de falar inglês. E nem acho que sotaque deveria inibir alguém. Eu acredito em estar sempre aprendendo algo – mas jamais se deixar paralisar pelo processo de aprendizagem. Afinal é errando que se aprende também!

As aulas duram uma hora e eu escolhi fazer uma vez por semana. Isso varia muito de pessoa pra pessoa e da sua disponibilidade de treinar fora da aula também. A cada aula, nós trabalhamos de 1 a 2 sons, dependendo da minha dificuldade com aquele som. Geralmente, isso gira em torno de treinar o som isolado, depois treiná-los com uma lista de palavras e, por fim, em frases. Ao fim da aula, ela sempre me dava uma tarefa – que envolve geralmente gravar as palavras e as frases e enviar pra ela analisar. Depois disso, ela sempre me dá um feedback de como me saí e quais palavras/frases eu pronunciei bem e quais eu preciso melhorar. Em 12 aulas, trabalhamos mais de 15 sons. Além disso, todas as aulas são gravadas (Skype ou Zoom), o que é ótimo, pois consigo assistir novamente e focar naquilo que tenho mais dificuldade e treinar sozinha. Ela também oferece todo o material didático – instruções do som, palavras e frases.

O que eu achei das aulas

Um dos melhores investimentos que fiz pelo meu aprendizado no inglês, sem dúvida nenhuma. O que mais gosto nas aulas com a Claudette é que ela explica questões técnicas do som de uma maneira muito simples. Posição da língua, velocidade, ar – tudo isso influencia na pronúncia das palavras. Também adoro o fato de eu ter todas as aulas gravadas e, esses dias, revendo as primeiras, fiquei feliz da vida ao perceber como já melhorei com vários sons. Ela é uma professora muito paciente, tranquila e divertida – e ela vai te incentivar e fazer você dar o melhor de você. Tem muitas vezes que eu empaco numa palavra e não consigo falar de maneira nenhuma e ela inventa outras tantas palavras e frases para facilitar a minha compreensão e construção do som.

Aprendi tanto sobre sons durante essas aulas com ela – e algumas das aulas simplesmente foram de “explodir a mente” com as informações processadas. Sabe quando você acha que sabe sobre algo e descobre que na realidade não sabia nada? Pois é! Descobri tantos sons que não conhecia (ou que eu ignorava) na língua inglesa e aprendi e incorporei diversos outros. Tem sido um processo muito gostoso! A cada som novo que eu aprendia nas aulas eu prestava mais e mais atenção ao assistir uma série ou filme ou ao escutar alguém falando. Surreal como a nossa mente presta atenção e acho que isso inclusive ajuda absorver ainda mais o conhecimento adquirido.

Nós acabamos de concluir as 12 aulas e agora eu fechei mais um pacote de 7 aulas que acontecerão a cada 3 semanas. Segundo a Claudette, meu desempenho foi muito bom e ela disse que não tem como eu “retroceder” no aprendizado – e eu concordo, tem palavras que eu não consigo mais pronunciar como pronunciava antes. Uma vez que você aprende, absorve e incorpora, não tem como voltar atrás.

Mas, lembre-se: não dá pra depositar todas as suas expectativas somente nas aulas. Como quase qualquer coisa que a gente estuda na vida, é preciso dedicação fora do período da aula também!

Sobre os preços

Você pode entrar em contato diretamente com a Claudette para saber mais sobre os pacotes e valores por aula. Não acho que é um valor “acessível” – como muitos gostam de usar esse adjetivo – mas eu vi como um investimento em mim e que valeu cada centavo. Acho que o caro/barato depende muito do seu orçamento e do quanto você valoriza esse tipo de serviço.

Outra coisa que é bom lembrar é que eu só indicaria um investimento como esse para alguém com um nível avançado/fluente no idioma!


4 Comentários

  1. Olá Laura, obrigada pelo post! Estava ansiosamente aguardando por ele! Entrarei em contato com ela 🙂 Seria possível , por gentileza, passar o contato da sua professora no italki de Redação? Não sei é possível, pois não sei como a plataforma funciona direito, mas imaginei que desse para procurar direto pelo nome da pessoa… Obrigada novamente!

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