Diário de viagem

Diário de viagem a Nova York – Laila Moraes

O Diário de Viagem é uma seção que traz relatos de leitores do blog. Nesses relatos, eles contam como foi a viagem a Nova York, o que mais gostaram de fazer, o que não gostaram, dividem dicas, enfim: um diário mesmo. A convidada de hoje é a Laila Moraes, de Porto Velho, RO. Ela ficou 5 dias na cidade, em setembro de 2018. Para conferir mais relatos, clique aqui.

Depois de pouco mais de um mês que cheguei em casa depois de quase cinco dias de muita aventura, encantamento, descobrimentos e emoções, resolvi parar para escrever e compartilhar minhas experiências com os leitores do Blog da Laura. Coloquei na cabeça que queria passar meu aniversário (23 de setembro) aos pés da magnífica Estátua da Liberdade e fui! Fui sozinha e sem falar inglês, loucura total e diversão garantida! Claro que pesquisei muito, comprei o e-book da Laura e li tudo que podia de dicas.

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Saí da minha cidade (Porto Velho), na quarta de manhã, mas só embarcaria para Nova York na quinta à noite, preferi ir um dia antes para não correr riscos e mesmo assim, quase perdi o voo. Cheguei para despachar a mala às 22:49, e fechava as 22:50. Fui de Avianca, voo tranquilo, refeição satisfatória, dois copinhos de vinho e um dramin, acordei nos “estates”.

Estava com muito receio e medo de passar na imigração sozinha, já tinha ido para Paris, Portugal e Miami, mas com pessoas que falavam inglês. Foi tudo tranquilo, passei pelo totem, e depois no guichê, ela apenas perguntou quantos dias iria ficar, consegui entender e falei “five’. Eu levei os meus principais trajetos impressos, afinal de contas não sabia quando teria internet. Não solicitei transfer para ir do aeroporto (JFK) para o hostel (HI New York City Hostel), tracei a rota pelo Maps, mas tive a sorte de encontrar três brasileiros que iriam fazer o mesmo percurso e não precisei seguir a minha rota, fui na “carona” deles. Comprei o Metrocard ilimitado para 7 dias por $32,00, vale muitooooooo a pena. Afinal você vai para todos os lugares usando o metrô e ele funciona 24 horas. Entre o desembarque, imigração, retirada de bagagem até chegar no hostel, gastei cerca de 2 horas e meia.

Cheguei no HI New York City Hostel meio-dia, porém o check-in só poderia ser feito às 16:00. Guardei minha mala no guarda-volume deles e fui para a Times Square para comprar um chip de internet. Me recomendaram comprar o T-Mobile. Achei a loja logo que sai da estação de metrô, contudo, o chip deles não funcionava no meu celular, um Samsung C7 que comprei ano passado em Miami. Ainda bem, pois logo depois encontrei a loja da AT&T e comprei um chip de 2 gigas por 25 dólares, sendo que na T-Mobile, ele custaria 30.

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Devidamente conectada, já fui fazendo chamada de vídeo para família!! Alô mãe, tô na Times!! Local surreal, vibrante e crazy! Dei uma volta e já comi a pizza de $0,99. Foi meu almoço, na verdade. Voltei pro hostel e enfim entrei no quarto. Tinha 5 beliches, ar condicionado, armários, tomadas e luz em todas as camas, muito organizado e limpo. O banheiro fica fora do quarto, mas sempre muito limpo também. O hostel é um mimo, grande e bem localizado. Com área de convivência, lanchonete, cozinha, lavanderia e outras. Super recomendo. Paguei $260 para 4 diárias.

No meu segundo dia, tinha pago um passeio guiado pelos locais de filmagem do seriado Gossip Girl. Estava programada para as 10h, me enrolei, me perdi e perdi o tour. Resolvei explorar a região do ponto (Madison Avenue, entre as ruas 50 th e 51st) de encontro. Tracei a rota no maps e fui para a Grand Central. Uauuu, quando entrei e desci as escadas já me senti no “Intocáveis”. Por sorte tem uma loja da Apple lá dentro, comprei o novo Iphone rapidinho, nem precisei entrar em fila.

Quando sai de lá, peguei o metrô rumo ao teleférico Roosevelt Island Tram, afinal de contas, com o bilhete ilimitado do MetroCard você acessa de boa. A entrada para pegar o teleférico Roosevelt fica na esquina da 2nd Avenue com a 60th Street. O teleférico demora cerca de 5 minutos até Roosevelt Island. De lá, a vista para Manhattan é linda. Fiquei um tempo e voltei.

Em seguida, peguei o metrô para ir para Brooklyn Bridge. Acho que demorei cerca de 40 minutos para chegar lá. Tava lotadaaaaaaaaaaaaaaaa, gente pra dedeu mesmo. Fiquei meia hora e fui pro hostel, tempo tava corrido porque eu tinha comprado ingresso para assistir o Aladdin na Broadway. Cheguei no hostel, vapt vupt e fui para a Broadway. Eu tinha dúvidas entre Aladdin e Rei Leão, claro que queria os dois, mas meu orçamento não permitia. Escolhi o Aladdin por ser um pouco mais barato e pelos comentários que li nos grupos que era muito divertido.

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Como disse no começo, não sei falar inglês, muito menos entendo e mesmo assim resolvi assistir um musical em inglês. Quando você chega lá, tem a opção de pegar o Sound Associates Translation System, que faz uma pequena tradução das cenas, não traduz palavra por palavra, mas te deixa bem situado no que está rolando. O aparelhinho custa $10 e você precisa deixar um documento também. Realmente, o gênio da lâmpada é muito engraçado, o som, os efeitos especiais são de outro mundo. Chorei quando o Aladdin e a Jasmine subiram no tapete voador e ficaram voando nas estrelas, perfeito.

Meu terceiro dia, era o meu dia! O dia que idealizei. Acordei cedo e fui para a Estátua da Liberdade.  Fiquei quase duas horas lá. Ah, é tudo tão encantador que não dá vontade de ir embora. Na volta conheci um casal mineiro e fomos pegar no chifre e nas bolas do Touro de Wall Street, afinal de contas, segundo as lendas dá sorte e dinheiro.

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Em seguida fomos visitar o novo World Trade Center e ver o local onde ficavam as torres gêmeas. Acho que é inevitável sentir dor e tristeza, afinal de contas, vem um filme na cabeça, aquela imagem delas caindo, tantas vidas perdidas.

Saímos de lá e fomos bater perna na Times Square e depois me despedi dos amigos mineiros e fui para o Rockefeller Center com a intenção de ir para o Top of the Rock Observation Deck, mas estava com muita neblina e a mulher disse que só tinha 3% de visibilidade. Foi uma pena. Sai de lá e fui para o 230 Fifth Rooftop-Bar, sensacional. Uma vista privilegiada do Empire State. Tomei dois drinks lá e fui pro hostel. Comprei umas coronas e fiquei curtindo o finalzinho do meu aniversário conversando com meu marido, família e amigos.

Na segunda, acordei cedo e fui para a região do Dumbo, fiz algumas fotos lá, mas começou a esfriar. Voltei no hostel, troquei de roupa e voltei pra lá, nesse intervalo de tempo encontrei com uma pessoa que conheci em um desses grupos de viagem e fomos juntos. Paramos em um lugar para comer, quando fui ver estava sem minha carteira. Voltei desesperada para o hostel, pois tava tudo nela, dinheiro, cartão, passaporte (NÃO FAÇAM A MESMA COISA), deixe as coisas separadas. Chegando lá, a mulher tinha limpado o quarto e guardado minha carteira com outras coisas que ficaram na cama. Não estava faltando nada. Voltei para o Dumbo e atravessei a ponte até a ilha de volta. Fiquei mais de duas horas lá na Brooklyn Bridge. Ah gente, e tão gostoso ficar lá curtindo a vista, o vento… recomendo.

Para o meu último dia, deixei programado ir para o outlet  Jersey Gardens. Fiz mais que certo. Sorte das grandes, pois choveu o dia todo em Manhattan, quando voltei foi o tempo de pegar minhas coisas e ir para o aeroporto. Tive que ir de Uber, pois o metrô deu problema. Fiquei 30 minutos esperando e nada, então tive que morrer em U$35 até o JFK.

Galera, levei U$ 700,00 para andar, comer e pagar o hostel. O iphone que comprei não era pra mim, mas salvou minha viagem, afinal, ele faz fotos surreais. Passei apenas o chip no cartão e duas besteiras na farmácia. Só comia, hot dog e pizza praticamente. Não queria perder meu pouco tempo em restaurantes, lanchonetes ou sei lá o que. Passava pegava e saia comendo. O único lugar que entrei para sentar e comer, por muita indicação, foi no Shake Shack.

Depois dessa experiência, só digo uma coisa para vocês, NUNCA DEIXE DE VIAJAR POR FALTA DE COMPANHIAS OU POR NÃO FALAR INGLÊS. NINGUÉM É QUADRADO. O Maps e o tradutor me ajudaram muito e foram ótimas companhias.

  • Passei diversas vezes pelo Central Park mas não explorei tanto.
  • Não consegui ir no MET que eu queria muito, contudo, Nova York não é uma cidade para se conhecer em um única vez.
  • Deixei muitos lugares para conhecer quando volta lá e espero que seja em breve.

Ah, ainda encontrei uma menina da minha cidade na Times. Loucura total!


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