Blog da Laura Peruchi – Tudo sobre Nova York
Diário de viagem

Diário de viagem a Nova York – Luciana Ribeiro

O Diário de Viagem é uma seção que traz relatos de leitores do blog. Nesses relatos, eles contam como foi a viagem a Nova York, o que mais gostaram de fazer, o que não gostaram, dividem dicas, enfim: um diário mesmo. A convidada de hoje é a Luciana Ribeiro. Ela pasou 2 semanas na cidade, em maio de 2022. Para conferir mais relatos, clique aqui.

Eu poderia dizer que minha viagem para Nova York começou no meio da pandemia, mas a verdade é que ela começou mesmo num intercâmbio que fiz em Toronto, Canadá, em dezembro de 1998. Naquela viagem, eu teria uma semana de férias, e Nova York estava nos meus planos. Acabei me decidindo por visitar Vancouver, o que fazia muito sentido, pois pertencia ao país que eu estava vivendo, além de um lugar lindo e, sinceramente, não me arrependi, afinal eu poderia voltar para visitar Nova York num outro momento qualquer. A vida passou, outras prioridades vieram, e eu precisei de uma pandemia que me deixou trancada em casa para finalmente perceber que não posso mais postergar meus sonhos e planos, pois não sabemos nada sobre o dia de amanhã.

E foi assim, com bastante tempo em casa, que eu tive a oportunidade de aprender tudo possível sobre Nova York e planejar a viagem mais incrível dos últimos tempos. Busquei todas as informações possíveis, e aos poucos fui encontrando e conhecendo os brasileiros que prestam um serviço inestimável para amantes do planejamento de viagem, como eu. Foi assim que conheci a Laura e aprendi a andar de metrô pela cidade com ela e a Paty Nyorquina, muito antes de botar os pés na cidade, comprei o guia da Martha, iniciei meu roteiro e por fim tive uma bela ajuda da Nyorquina para aparar todas as arestas e deixar tudo “realizável” e olhe que meu roteiro ficou super, mega lotado… 

Passei 12 dias em Nova York, me hospedei no Chelsea, na 28th St no TownePlace, escolhi esse hotel pela localização próxima a metrô e por ter uma cozinha no quarto, como ia sozinha, a sensação de segurança de estar perto de estações de metrô era muito importante, além de ser novo, pois ouvi muitas histórias de hotéis antigos e sujos. A quadra é cheia de floriculturas que de dia deixavam a rua super colorida e cheirosa, um charme extra à minha rotina diária de ir e vir.

Como pesquisei bastante, às vezes tinha a sensação de já até ter ido, e por outras tentava segurar a ansiedade, me preparando para não me decepcionar se continuasse mantendo as expectativas tão altas. E a verdade foi que aproveitei cada segundo. Claro que Nova York não é perfeita, eu sabia que encontraria lugares sujos, alguns sem teto vivendo nas ruas, mas me surpreendi mesmo com algumas pessoas, visivelmente, com problemas mentais. Por esse motivo, dei preferência para andar a pé ou de ônibus à noite, e metrôs durante o dia, me sentia mais segura desse modo. Seguia sempre as dicas de alguns vídeos da Laura para não manter contato visual com essas pessoas, esperar o metrô longe dos trilhos e entrar nos vagões mais cheios, e se me sentisse desconfortável, me sentava do lado de alguém para não parecer que estava sozinha. Eu não tive nenhum tipo de problema nem inconveniente nesses dias todos, apenas mantendo a atenção para lugares muito cheios, mas sinceramente, achei muito tranquilo, não precisei pegar um uber sequer e táxi apenas uma única carona de um casal supersimpático de idosos que conheci num show de jazz no Dizzy’s e que não se sentiu confortável em deixar voltar pro hotel de metrô, mesmo eu insistindo que eram apenas poucas estações direto e sem baldeação. Foi aí que tomei a decisão de não pegar mais metrô sozinha durante a noite.

Tive um presente de uma grande amiga, Lili, que mora em Delaware, que me fez companhia nos meus três primeiros dias, o que foi ótimo, pois consegui me localizar e me adaptar incialmente com o apoio de alguém, além de matarmos a saudade dos velhos tempos da faculdade.

Eu planejei meu roteiro por vizinhança e assim otimizei muito meu tempo. Comprei o NYPass, passe de atrações por dias corridos, que eu podia usar ilimitado dentro de um período de 10 dias, muitas pessoas não acham uma boa ideia, preferem o por quantidade de atrações, mas para mim foi excelente e valeu muito a pena. Fui aos principais museus, MET, MOMA, História Natural, 911 e me surpreendi muito com o tamanho do Metropolitan, realmente gigante como dizem, tem um rooftop no quinto andar no qual paramos para descansar um pouco e retomarmos a expedição pelas incríveis obras de lá. Importante dizer que o Met saiu dos passes de atrações em março de 2022. Não sei se já voltou, tive que pagar por fora. Quanto ao museu de 11 de setembro, precisei voltar num outro dia, pois quis evitar fila e quando voltei já estava sold out, portanto, como sugestão, não posterguem nem esperem a fila diminuir, eu acho que só diminui por não receberem mais ninguém.

A minha estratégia de conhecer todo o charme do Central Park de bike foi por água abaixo logo na primeira tentativa. De bike a gente só dá a volta por fora, o gostoso mesmo é caminhar por ele, fiz isso mais duas vezes e não conseguir conhecer por inteiro. 

Muitas pessoas têm dúvidas sobre descer ou não na estátua, eu achei que valeu a pena, dei uma volta pelo novo museu e depois visitei o museu da imigração, achei bem bacana. Um dos meus museus favoritos nessa viagem foi o Tenement Museum, ele não está na lista dos mais visitados, inclusive não está em passes, paguei a parte e foi muito interessante visitar os cortiços onde os imigrantes viviam em NY, foi na verdade uma continuação da história vista no museu da Imigração na Ellis Island. Eu recomento para quem quer fugir um pouco do padrão.

Uma outra dica que peguei da Laura e achei imperdível foi um brunch no Harlem. Fui num domingo no Red Rooster e posso dizer que me emocionei, muito fácil de chegar, literalmente grudado numa estação de metrô, não tem como errar.

Fiz um dia de sessão de fotos com a Carol Biazotto e contamos com o apoio de um carro a disposição do Roosevelt da W7, posso dizer que foi equivalente à um dia de princesa na Disney para uma criança. As fotos ficaram incríveis, e eu aproveitei para conhecer alguns lugares, alguns eu gostei tanto que voltei outras vezes como o Soho e DUMBO, outros eu já tirei da lista, pois uma visita já era suficiente.  

Visitei os principais observatórios, Summit, Edge, Top of the Rock e One World já em ordem da minha preferência, como tinha o passe, paguei a parte só o Summit, decidi por não ir no Empire States, pois o legal pra mim era “namorar” ele dos outros observatórios e das ruas, dia e noite, nas minhas caminhadas, sempre olhava pra cima procurando por ele. 

Uma outra visita, que para mim é imperdível, é a Roosevelt Island, para onde podemos ir de metrô ou de bondinho e nos presentear com uma incrível vista do skyline. Aproveitei e subi no rooftop do Panorama hotel e foi realmente lindo.

Um outro passeio muito gostoso foi um de barco do Circle Line que sai do Pier 83, pertinho da Times Square, peguei o barco das 7PM, e dei sorte de ser um dos dias do Manhattanhenge, presenciei o pôr do sol mais bonito da viagem. E engraçado, perdi o passeio dois dias antes, acabou que na viagem toda, até o que deu errado deu certo no final.

Para alguns lugares mais distantes, eu aproveitei um ônibus turístico que estava no passe, foi ótimo colocá-lo mais no final da viagem, pois já estava bem cansada das intermináveis caminhadas, adoráveis, mas realmente cansativas no fim do dia. E como o dia estava bem quente, confesso que o ar-condicionado foi muito bem-vindo para visitar South Bronx, Queens, e alguns bairros mais afastados do Brooklyn.

Bem, para mim, NY é e foi apaixonante, certamente foi minha primeira de muitas visitas, e estou muito feliz em poder compartilhar essa grande viagem com vocês.

Se você quiser participar, envie seu relato para análise para laura@lauraperuchi.com COM FOTOS, seu nome completo e cidade/estado. LEMBRE-SE que é preciso ser detalhista. Não precisa escrever um livro, mas seu relato tem que ser informativo!


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