Diário de viagem

Diário de viagem a Nova York – Giovana Penatti

O Diário de Viagem é uma seção que traz relatos de leitores do blog. Nesses relatos, eles contam como foi a viagem a Nova York, o que mais gostaram de fazer, o que não gostaram, dividem dicas, enfim: um diário mesmo. A convidada de hoje é a Giovana Penatti . Ela ficou 10 dias na cidade, em março de 2018.  Para conferir mais relatos, clique aqui

No final de 2017, fui impactada no Facebook por uma super promoção de passagens para Nova York – e bem no dia do meu aniversário! Na hora, negociei 10 dias de férias no trabalho e, alguns meses depois, embarquei, na véspera do dia 15 de março, para a minha cidade preferida do mundo (depois de Piracicaba, porque berço a gente não pode negar), para completar 28 anos de maneira inesquecível.

Como foi minha terceira vez na cidade – fui pela primeira em 2012; depois, em 2013 – , fiz um ou outro programa turístico que tinha deixado passar ou não tive a oportunidade antes, como o observatório do One World Trade Center, que só ficou pronto em 2014.

Então, para me guiar pela Nova York menos turística, peguei várias dicas do blog e do grupo da Laura no Facebook. E, como forma de retribuição, trago minhas dicas também, com base nas vivências que tive nesses 10 dias de março de 2018.

Uma das coincidências quase mágicas que aconteceram comigo em Nova York: assim que pus o pé na rua, uma garota passou com esses balões – era aniversário dela também!

Começo deixando mais um aviso que um conselho: Nova York é uma cidade que te entrega o que você procura, mas é preciso permitir. Então, é preciso realmente viver a cidade – olhar para frente, para cima, para as pessoas, conversar, sorrir, deixar que as coisas aconteçam. Se isso ocorrer, você com certeza voltará para casa com as melhores lembranças possíveis.

Poderia me alongar um bom tempo falando sobre as coincidências e – na falta de palavra melhor – bruxarias que aconteceram comigo lá, mas fica para outro momento! 😉

BARES

Cheguei em NY no meu aniversário e, apesar de ter passado o dia batendo perna em busca de coisas grátis (HEHE), não poderia deixar de aproveitar a noite – mesmo estando super gelada, com um vento cortante! Afinal, dormir em dólar foge do meu orçamento. Para escolher o primeiro bar, dei uma olhada neste post e escolhi o B-Side (204 Avenue B). De lá, fui em outros três da região:

  • Maiden Lane (343 E 10th St B), um misto entre bar com música boa e restaurante de frutos do mar. Curiosidade para quem curte musicais: ele funciona no mesmo lugar onde ficava o Life Cafe, do Rent, e no Google Street View dá para ver como era nessa época;
  • Planet Rose (219 Avenue A), um karaokê de decoração kitsch e muitos pisca-pisca onde descobri que todo novaiorquino canta, no mínimo, de forma decente;
  • Crocodile Lounge (325 E 14th St), o que mais curti de todos – acabei indo três vezes durante a viagem. Nele, você compra um drink – qualquer um – e ganha uma pizza. Não uma fatia – uma pizza individual, mesmo! O ambiente é gostoso, a música é boa e a galera que frequenta é bem divertida. Para quem viaja sozinho, como eu viajei, pode ser um pouco intimidador puxar papo, porque é cheio de grupinhos, mas todo mundo é simpático e, se você optar por não se juntar a outro grupo, também é um lugar confortável para sentar no balcão e curtir seu pint e sua pizza.

Outro bar que adorei conhecer na viagem foi o Rudy’s (627 9th Ave), que é mais tradicional, tem pitchers (aquela jarrinha de cerveja) por 8 dólares e hot dog de graça!

Crocodile Lounge: pint a partir de 5 dólares com pizza grátis.

Quem, como eu, for aniversariante em NY, aproveite a data e fale que é seu aniversário. Pergunte se eles oferecem algo de presente, mesmo que não seja no dia exato da comemoração. Em todos os bares que fui e fiz isso, acabei ganhando um shot – e parabéns 😉

Broadway

Não consegui ingresso mais barato pela lottery, nem na rush hour, nem de qualquer outro jeito. Por isso, só fui no que já tinha comprado antes da viagem: o do Bob Esponja! E, se você torceu o nariz, destorça imediatamente: foi INCRÍVEL! É um musical muito divertido, com um elenco muito diversificado e extremamente talentoso. Até quem não assistia o desenho vai curtir, porque as piadas são muito bem colocadas e tem um viés político muito interessante e importante, ainda mais no momento atual dos EUA. É diferente de tudo que você vai ver na Broadway, com certeza. Peguei ingresso do balcão, na primeira fileira, e paguei uns 60 dólares. Os olhos brilhando no meu primeiro show da Broadway!

Outros musicais que estão em cartaz e eu queria muito ter visto são Mean Girls (às quartas-feiras, você pode chegar antes do box office abrir – umas três horas antes, por conta da fila! – com uma peça de roupa rosa e comprar ingressos com preço de lottery), Frozen (estreou durante minha viagem!), Come From Away (elogiadíssimo), Escape To Margaritaville (idem), Dear Evan Hansen (ganhador de tudo quanto foi Tony no ano passado) e Friends (uma paródia Off Broadway inspirada no seriado).

Como comprar ingressos baratos para a Broadway

One World Trade Center

Opinião bem pessoal: não gostei muito do observatório do One World Trade Center. Achei caro (37 dólares) e a vista, sinceramente, não me impressionou tanto. O Top Of The Rock, que tem vista de um lado para o Empire State e de outro para o Central Park, tem uma perspectiva mais bonita e mais interessante de Manhattan e me impressionou muito mais da vez que fui. Questão de gosto!

O Empire State ali no meio: essa cidade é MUITO grande!

Coney Island

Quem for agora provavelmente pegará o Luna Park aberto e, por isso, imagino que a região esteja mais cheia. Como eu fui um pouco antes do parque abrir e um dia depois da neve que caiu na metade de março, não tinha quase ninguém, e foi inesperadamente delicioso ficar sentada ouvindo a playlist do Nathan’s, vendo o mar e a neve juntos, pensando na vida! Tem algo nas cores de Coney Island que é muito charmoso, parece saído de um sonho.  As cores! <3

Wi-Fi

Não comprei chip de celular pra usar lá porque só fiquei 10 dias e achei que não valia o investimento. Mas não sofri muito sem ter internet o tempo todo, porque TODO LUGAR tem Wi-Fi! Nas estações de metrô, nos parques e praças, nas lojas, TUDO tem Wi-Fi! Se não tem onde você está, ande uns dois quarteirões que você encontra, com certeza.

Souvenirs

Eu não sou muito de trazer lembrancinha de viagem – acho caro e meio inútil, sabe? Prefiro ter as experiências lá e voltar com história pra contar, ou então trazer das viagens coisas que eu realmente precise e vá usar. Pensando nisso, encontrei a Strand Bookstore, que é uma livraria sensacional – e raramente vejo falarem dela entre as “lojas turísticas” de Nova York.  Lá, tem algumas alternativas mais originais – e baratas! – de souvenir, como bottons de 1 dolar, meias divertidas, ecobags, cadernos de anotações, ímãs de geladeira… E, claro, livros: são uns 4 andares de livros sobre TUDO, incluindo exemplares antigos vendidos por um preço beeem em conta.

Foi uma viagem inesquecível, que, de verdade, mudou a minha vida. Parece exagero, mas eu sou outra pessoa depois desses 10 dias e sou muito, muito grata por ter vivido isso tudo. Nesse post, incluí algumas fotos de momentos em que a única coisa que consegui sentir foi toda essa gratidão para tentar passar um pouco da emoção para quem está planejando a viagem – e, claro, para mostrar um pouco mais da nossa cidade preferida 😉

Também fiz dois vídeos falando da viagem, para quem quiser ver de outra perspectiva:

Muito obrigada por tudo, grupo e Laura! E boa viagem a todos!

Que relato bacana, Giovana! Muito obrigada por participar!

Gostaram do relato da Giovana? Se você quiser participar, envie seu relato para análise para laura@lauraperuchi.com COM FOTOS, seu nome completo e cidade/estado. LEMBRE-SE que é preciso ser detalhista. Não precisa escrever um livro, mas seu relato tem que ser informativo!


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