Minha experiência na New York Fashion week: convites, bastidores e uma análise

Vou ter que ser repetitiva e começar esse post com a legenda que usei para postar a minha foto no Instagram na sexta-feira passada, quando minha experiência na New York Fashion Week começou: se me falassem anos atrás que um dia eu estaria conferindo a NYFW de perto, acho que eu não acreditaria. Eu, blogueira e jornalista que nunca foi famosa no Brasil e nunca conseguiu um convite para a São Paulo Fashion Week, agora estava conferindo uma das mais importantes semanas de moda do mundo de perto. Hoje, uma semana depois – e com o evento oficialmente encerrado – há vários sentimentos e pensamentos que tomam conta da minha mente. Quando eu saí de casa sexta passada, com um frio de -11 graus, eu me questionei: será que devo fazer um vlog dos meus dias? Rapidamente, cheguei à conclusão que não. Afinal, o resultado seria um compilado de imagens de desfiles e acredito que isso não interessaria a vocês no geral. Na era das redes sociais, onde desfiles são transmitidos ao vivo pelo Instagram, Snapchat e outras plataformas, prefiro deixar a parte de análise de moda para os entendidos. Bastou eu conferir dois desfiles para um turbilhão de pensamentos dominar a minha mente. No fim do dia, já tinha uma ideia: depois do evento acabar, faria um post com as minhas impressões a respeito – mas não sobre tendências e looks legais, e sim sobre comportamento e como tudo funciona.

Vou começar pelo assunto que sei que gera muita curiosidade nas pessoas: os convites. A New York Fashion Week acontece duas vezes por ano – em fevereiro e em setembro, gera mais de U$2 milhões em atividade econômica para Nova York e atrai mais de 1 milhão de visitantes. Durante a semana, vários designers/marcas, incluindo nomes famosos como Calvin Klein, Michael Kors e Kate Spade, apresentam suas coleções. Uma coisa que é preciso saber é que cada desfile é um evento único (e acontecem em locações diferentes). Não existe um passe livre para a NYFW, existem os convites para cada desfile. Esses convites são disputados – quanto mais prestígio tem a marca, mais difícil é conseguir um convite ou mais importante você precisa ser para estar lá. O público dos desfiles pode ser definido em imprensa, blogueiros e compradores. As assessorias de imprensa das marcas são as responsáveis por selecionar os convidados. E, obviamente, como a organização de um desfile gera um investimento alto, a marca quer ter resultados à altura, ou seja, muita exposição na mídia. Ou seja, quem está lá tem que ter números, engajamento. E como muitas coisas na vida, tudo gira em torno de networking, contatos.  Se você tem um blog e quer conferir os desfiles, tem que correr atrás: descubra as assessorias de imprensa, apresente seu trabalho, faça contatos. Aqui nos Estados Unidos também existem muitas agências de influencers, que conectam os blogueiros com as marcas.

Ao todo, eu devo ter recebido uns 12 convites para desfiles e conseguir ir a 7 deles. Alguns eu recebi com bastante antecedência, outros só chegaram menos de uma semana antes do desfile. Conforme a lista de compromissos ia aumentando, aumentava também a minha felicidade. Como eu mencionei no início do post, é muito louco poder conferir de perto algo que antes você só via pelas redes sociais. Meu sentimento era de euforia, que se misturava à ansiedade. A New York Fashion Week traz para a cidade celebridades e blogueiras famosas do mundo todo, que contam com estilistas renomados enviando looks para esse pessoal todo vestir. Bem, eu não estou nesse patamar, não fui convidada para os desfiles mais famosos, mas é inegável a insegurança que tudo isso gerou em mim. O que vestir? Desde que me mudei para Nova York,  meu estilo mudou muito. Eu passei a apostar em peças mais funcionais, roupas que eu pudesse usar no dia a dia, que fossem versáteis e práticas. Meu closet inclui pouquíssimas peças que resultariam em looks “montados” ou super elaborados. Pesquisei algumas imagens na internet e fui anotando as minhas opções  de looks. Eu ia me virar com o que eu tinha. Mas e o medo de me sentir excluída?

No meu primeiro dia, não posso negar que fiquei feliz da vida com os comentários que recebi a respeito do meu casaco de pelo (fake, ok?) da Forever 21. Sabe quando você se apaixona por uma peça? Foi assim com esse casaco. E quando as pessoas começaram a falar tão bem dele, fiquei ainda mais confiante e com a certeza de que tinha feito um dos meus melhores investimentos. Aquela ansiedade que eu estava sentindo foi passando à medida que fui analisando todas as pessoas que chegavam para os desfiles. Percebi que, literalmente, você vê de tudo. E me senti bem. Minha auto-confiança foi aumentando à medida que eu observava as pessoas. Eu não queria vestir algo que não tinha a ver comigo. Eu via algumas meninas usando roupas muito “diferentonas”, com penteados, maquiagens super produzidas, gente de perna de fora num frio de -11, gente trocando de roupa na esquina do local do desfile, gente que parecia desconfortável com o que estava usando… Aí eu parei e pensei: a troco de quê? Qual o foco da NYFW? Os designers e as coleções apresentadas ou o público? Não se pode negar a influência do street style para a moda – há muitas meninas com estilos incríveis e looks incríveis, que trazem inspiração e ideias para o dia a dia. Mas eu vi produções que me pareceram ter sido pensadas com o único propósito de causar. Não quero julgar ninguém, mas acredito que ser fiel ao seu estilo traz muito mais personalidade e auto-confiança. Se cada um faz o que bem entender, eu decidi ser fiel ao meu estilo e vestir o que tinha a ver comigo e que me fizesse sentir bem. Nos desfiles seguintes, não saí com preocupacão excessiva nenhum dia. Tanto que não queria saber de passar frio nos trajetos entre estações de metrô (sim, vida real! hahaha) e locações e usei, sim, o meu casaco de inverno de capuz e nada fashion.

Agora, voltando ao evento em si, quando as luzes se apagavam, anunciando que o desfile estava prestes a começar, eu me lembrava como era incrível estar ali. Fiz fotos e fiz snaps, mas não deixei essa preocupação excessiva com as redes sociais atrapalhar a minha experiência. Eu não presenciei isso, mas tenho uma amiga que participa da Fashion Week há mais tempo e me contou sobre meninas que estavam mais preocupadas com a foto perfeita do que viver o momento…  Eu queria observar e perceber o que estava acontecendo à minha volta, ver cada look. Amei a modernidade dos looks de Hakkan Akkaya, fiquei apaixonada pelos vestidos maravilhosos de Leanne Marshall e Sherri Hill e ainda senti muito orgulho de ser brasileira ao conferir o desfile incrível de Layana Aguilar e a apresentação da Farm. Mas olha, é tudo muito rápido, sabem? Admiro todo o trabalho dos designers e das equipes que se desdobram para dar conta desses eventos que duram minutos…

Depois de muitos dias de correria, fico feliz por ter tido essa oportunidade tão única. É incrível o encantamento que a NYFW causa nas pessoas né? E por saber que tanta gente gostaria de ter essa chance, eu me sentia mais grata ainda. Realmente, nunca imaginei que um dia iria viver isso e fico mais feliz ainda por Nova York ter me surpreendido de mais um jeito. Foi maravilhoso fazer parte de um evento tão famoso, conferir desfiles, fazer contatos e, o mais importante: não deixar a auto-estima cair no meio de um lugar onde aparência conta muito…

Restaurantes em Nova York para ir com crianças

Eu bem que gostaria, mas eu, sozinha, não consigo falar de absolutamente tudo sobre Nova York. Há assuntos/programas que não me interessam muito e também não me encaixo em alguns perfis – eu não tenho filhos, por exemplo, então, tem coisas que só quem é mãe vai saber falar a respeito. Há alguns dias, a leitora Fernanda Simão pediu dicas de restaurantes para ir com crianças. Nem todos os locais são adequados para os pequenos, e achei a pauta bem pertinente, para, pelo menos, dar uma ajuda inicial, com opções para quem viaja com os filhos. Para isso, contei com a ajuda de três mamães brasileiras que moram aqui em Nova York. Espero que curtam as dicas delas!

Patricia Toussie, mais conhecida como Nyorquina, mãe de três filhos, mora em Nova York há 15 anos. A Paty faz roteiros de viagem personalizados e dá assessoria remota. Para entrar em contato, escreva para nyorquina@gmail.com / Instagram: @nyorquina

Ninja – o Ninja é um restaurante japonês muito bacana. Ele é tipo “speakseasy”, meio secreto. Quando voce chega ao local, parece mesmo uma vila japonesa. No cardápio, você verá uns itens com um asterisco – altamente recomendo pedir todos com esse sinalzinho, pois significa que vai ter surpresinha do garçom ao trazer o prato. As crianças (e adultos) vão se surpreender. Abre apenas para o jantar. Você pode ver o menu aqui.

Endereço: 25 Hudson Street. 

Big Daddy’s – o Big Daddys tem todas as comidinhas que as crianças amam – burgers, shakes, queijo quente, batata frita…. Além disso, as suas lojas são super coloridas e tem aquelas maquininhas com moedas para conseguir brinquedos e balas. É tão popular entre as crianças novaiorquinas que algumas atá fazem festinhas por lá. Abre o dia todo. Você pode ver o menu aqui.

Endereço: 2454 Broadway. 

American Girl Cafe – a American Girl , que fica localizada na Quinta Avenida pertinho do Rockerfeller Center, é a meca das meninas! Suas bonecas, que não são nada baratas (começam a partir de U$100) são uma verdadeira febre por serem customizadas. As roupinhas das bonecas são super modernas, e a loja ainda conta com salão de beleza  (para as bonecas, claro – corte, escova haha) e hospital. Mesmo se você não tem filhos, voce tem que entrar nessa loja para entender…  A loja tem um café, e se voce levar uma menina lá, assegure-se de carregar a sua boneca, pois em cada mesa tem um cadeirão onde a “filha” da sua filha senta para acompanhar a refeição, claro. CAUTELA – Se não levar a sua boneca, seguramente você vai acabar tendo que comprar uma na hora hahahaha. Você pode ver o menu aqui.

Endereço: 609 5th Ave.

Carla Paredes, do blog Futi – Um papo sobre auto-estima, mãe do Arthur, de 1 ano. O blog da Carla e da sócia Joana é voltado à auto-estima e cheio de posts inspiradores! Além disso, a Carla divide as dores e as delícias de ser mãe de um jeito muito pé no chão. “Eu sou o tipo de mãe que leva o filho em todos os lugares possíveis e nesses quase 8 meses morando em Nova York conto nos dedos de uma mão a quantidade de restaurantes que não tem estrutura para receber crianças pequenas. Quando falo estrutura digo cadeirão, porque pouquíssimos têm trocador caso precisemos resolver alguma emergência.” Instagram: @futilidades

Nice Matin – é ótimo para aquele brunch de domingo. A comida é deliciosa, o ambiente é aconchegante, os pratos custam entre 18 e 25 dólares (o steak frites é muito saboroso, a batatinha ótima). Importante: tem trocador! Você pode ver o menu aqui. Abre para almoço e jantar.

Endereço: The Lucerne Hotel, 201 W 79th St.

Jack’s Wife Freda –  eu amo esse restaurante, apesar de ser um pouco apertado e ter filas gigantes no fim de semana – o brunch é famosinho. A comida é incrível e o que eu acho fofo é que eles dão giz de cera e papel para as crianças se distrairem, além de ter copo de plástico com canudo para água. Pode parecer besteira, mas esse foi um detalhe que me surpreendeu, mesmo sabendo que o Arthur ainda não sabe desenhar. Você pode ver o menu aqui. Abre para almoço e jantar.

Endereço: 50 Carmine St.

Carmine’s – o que eu gosto nesse restaurante é que o ambiente dele é muito tranquilo para levar crianças, em qualquer hora do dia – sem contar que o esquema de pratos gigantes, que servem 4 pessoas tranquilamente faz com que ele seja muito barato (costuma dar uns U$20 por pessoa, dependendo das bebidas). É super turístico, fica no meio da Times Square, mas eu adoro. Tem cadeirão, trocador e staff atencioso. Você pode ver o menu aqui. Abre para almoço e jantar.

Endereço: 200W 44th St / 2450 Broadway.

Café Mogador – esse restaurante marroquino é um dos meus preferidos! Ambiente espaçoso e charmoso, comida maravilhosa, tem cadeirão e, apesar de não ter trocador, tem um banquinho na entrada dos banheiros que facilitou a minha vida na hora que precisei trocá-lo (mas é pequeno, acredito que crianças acima de 2 anos não cabem ali). O Arthur se esbalda no pão pita quentinho de entrada. Pratos na média de U$18 a U$20, ótimo para almoço – mas no fim de semana costuma lotar! Abre para almoço e jantar. Você pode ver o menu aqui.

Endereço: 133 Wythe Ave (Williamsburg) / 101 Saint Marks Pl # 1.

Van Leuween –  não é restaurante, é sorveteria. Mas achei que valia indicar porque ela é simplesmente a melhor sorveteria de Nova York, na minha opinião. Eles têm lojas em Greenpoint, no Brooklyn e no East e West Village em Manhattan, mas acho que a de Williamsburg (Wythe Ave) é a melhor para crianças. Grande, espaçosa, com banquinhos do lado de fora, muitas mesas dentro e – trocador! 🙏🏻 hahaha

Endereços: 48.5 East 7th St /52 West 10th St / 620 Manhattan Ave (Brooklyn) / 81 Bergen St (Brooklyn) / 204 Wythe Ave (Brooklyn).

Fernanda Seelos, mãe do Dylan, de 2 anos. A Fê escreve sobre Nova York – e sobre a vida de mãe na Big Apple – em seu blog Me and the City. Tem muitas dicas por lá e ela divide bastante as experiências dela com o pequeno! Instagram: @meandthecity

BareBurger –  (vamos sempre no do Greenwich Village). Lugar super gostoso, tudo orgânico, comida maravilhosa e eles são super kid friendly. Sempre cheio de crianças por lá, eles dão giz de cera para as crianças colorirem e tem um menu específico para as crianças. Nós geralmente pedimos o mini cheeseburger pro Dylan e vem com batata frita, maçã e chocolate milk. Escrevi mais sobre esse restaurante nesse post do meu blog. Você pode ver o menu aqui. Abre para almoço e jantar.

Endereços: 535 LaGuardia Pl – a rede tem mais de 10 endereços na cidade – clique aqui para conferir todos.

Dos Caminos – esse restaurante não é super friendly na hora do jantar, mas na hora do almoço/brunch é sim. Nós basicamente vamos lá todos os domingos desde que o Dylan nasceu e ele AMA a comida de lá. A staff adora crianças, eles também dão giz de cera, papel e umas outras coisinhas para as crianças ficarem distraídas. Uma coisa que muita gente não sabe, quando chegar lá é só pedir o veggies for kids que eles trazem pedaços de vegetais e guacamole para os pequenos de graça. Enquanto isso, a mamãe e o papai vão de frozen margarita, hehe. Nós geralmente vamos no do SoHo e não temos do que reclamar, tanto que vamos toda semana! O Dylan se acaba de comer. Eu acho o preço de lá bem em conta se você for no brunch de fim de semana, porque a refeição inclui a margarita ou outro drink para os adultos. Você pode ver o menu aqui.

Endereços: 675 Hudson Street / 373 Park Avenue South / 475 West Broadway / 825 Third Avenue / 1567 Broadway.

Otto – é um restaurante Italiano delicioso. Igual ao Dos Caminos, não é muito friendly para jantar, mas é para almoços com criança. E é isso que eu gosto em Nova York, os restaurantes se transformam na hora do almoço e jantar, hehe. O menu de lá é maravilhoso e as massa e pizzas individuais não são caras. Eles não tem um menu específico para crianças lá, mas trazem pão assim que a gente senta na mesa e tem uma seleção de sorvetes maravilhosos para sobremesa! Vale super a pena. Você pode ver o menu aqui.

Endereço: 1 5th Ave. 

Gostaram do post pessoal? Espero que tenham curtido as dicas da Paty, Carla e Fê! Obrigada meninas por colaborarem com esse post!

Conheça Muji, rede japonesa com decor, roupas e mais!

Talvez alguns de vocês já tenham ouvido falar da japonesa Muji. Fundada em 1980, sua origem foi uma racionalização completa do processo de fabricação com o objetivo de criar produtos simples, de baixo custo e de boa qualidade.  Seus produtos são sucintos, mas não estão no estilo minimalista e baixo preço e simples são alguns dos termos para se referir à marca. Existem mais de 700 lojas Muji em todo o mundo, com mais de 7.000 itens que vão desde roupas e utensílios domésticos até itens de decoração. Já tinha visto alguns posts nas redes sociais sobre a loja e estive em uma há alguns dias para conferir de perto e achei que valia a dica aqui no blog.

É o tipo de loja para encontrar de tudo um pouco, sabem? Na parte de vestuário, há peças femininas e masculinas, com uma pegada atemporal. Como estamos no inverno, vi muitos casacos, jaquetas, suéters, camisas e blusas de manga comprida, tudo em tons neutros ou estampas discretas e clássicas, com preços a partir de U$10. Também há calças jeans e meias. Para quem ama louças, há uma variedade de pratos, bows, vidros e outros recipientes, além de panelas e formas. A parte de papelaria inclui canetas diversificadas, carimbos, cadernos, blocos e post-its. Na sessão de cama, mesa e banho, tem toalhas, cobertores e lençois.  Quem ama organização também encontrar produtos nessa categoria. A Muji tem até uma linha de cosméticos, com óleos essenciais, produtos para o corpo e para o rosto, além de acessórios como pinceis de maquiagem.

A Muji é, realmente, aquele tipo de loja que dá pra encontrar de tudo. Apesar de design clean, gostei de tudo que vi por lá e achei os preços bem acessíveis. Para você ter uma ideia dos valores praticados, basta navegar na loja virtual. Quando estive lá, várias peças de inverno estavam com 30 e 50% de desconto. A Muji tem cinco lojas em Nova York.

Endereços: 620 8th Avenue / 475 5th Ave / 16 W 19th Street / 455 Broadway / 52 Cooper Square (a que eu visitei).

Futebol americano em Nova York: ingressos, calendário e mais dicas!

Depois de falarmos sobre basquete e sobre baseballchegou a hora de falar sobre futebol americano, outro esporte super popular aqui nos Estados Unidos. A final do campeonato – Super Bowl – é um dos eventos esportivos mais famosos no país – e que movimenta milhões com o show do intervalo – quem assistiu à performance de Lady Gaga? Quem lembra do show de Beyoncé? Pois é… Para este post, contei com a ajuda do leitor Geison Paschoal, verdadeiro apaixonado pelo esporte.

Calendário –  o calendário é dividido em três etapas. Primeiro, rola a Off-Season (pré-temporada),  que vai de fevereiro a agosto e aqui se inclui o famoso Draft Day onde os meninos do College Football são selecionados para jogar pelas equipes da NFL – National Football League. Se você quise entender melhor sobre esse sistema Draft da NFL, veja o filme DraftDay com Kevin Costner (tem no Netflix). Depois vem a Season (temporada regular), que começa em setembro e vai até dezembro. Durante a Season, ocorrem jogos toda quinta à noite (Thursday Night Football), domingos com vários jogos e também o Sunday Night Footlball, e segundas à noite (Monday Night Football, ou simplesmente MNF).  Alguns dos jogos que mais se destacam durante a Season são os que acontecem no Thanksgiving Day, onde os americanos param em frente a TV para ver os jogos e comer com a família. No dia de Natal também é comum ter jogos, mas não com a mesma a importância do Thanksgiving, até porque a temporada já está praticamente definida em dezembro. Em janeiro, começam os Playoffs (que são os melhores jogos). Nos playoffs, passam apenas 16 equipes das 32, sendo que as duas melhores equipes de cada conferência (Conferência Americana e Conferência Nacional) descansam na primeira semana que acontece o chamado WildCard. Na segunda semana de Playoffs, os times que descansaram voltam para a disputa do Divisional Card contra os vencedores do WildCard (essa é a melhor semana de todas da NFL), daí, os times vencedores se enfrentam para a disputa do título da Conferência na semana seguinte.

Este ano o New England Patriots venceu a Conferência Americana e o Atlanta Falcons venceu a Conferência Nacional. Os campeão de cada conferência se enfrentam no Super Bowl. Este ano, o SuperBowl foi em Houston, TX, no dia 5 de fevereiro. É o jogo mais importante dos Estados Unidos. Ele acontece geralmente no primeiro domingo de fevereiro e a cada ano bate recorde de audiência na televisão (por isso tem o horário comercial mais caro do mundo). Para conseguir um ingresso para assistir ao Super Bowl é preciso muita antecedência ou então pagar um preço muito alto. Para se ter uma ideia, para o Super Bowl LI, que aconteceu no dia 5 de fevereiro, os ingressos estavam sendo vendidos por valores entre US$4.500 e US$10 mil. Vale lembrar que o Halftime Show do SuperBowl que é um espetáculo à parte. Este ano tivemos Lady Gaga. Em anos anteriores aconteceram show épicos com Bruno Mars, Beyoncé, Katy Perry, Coldplay e outros.

Os times de Nova York –  Nova York tem o privilégio de ter dois times de Football na NFL, o New York Giants (que pertence à Conferência Nacional) que venceu recentemente o SuperBowl XLII (em 2008) e o SuperBowl XLVI (2012), e o New York Jets (Conferência Americana) que vem passando por uma fase difícil…  Os times mais populares da NFL são os GreenBay Packers, New York Giants, New England Patriots (onde joga Tom Brady, marido da Gisele Bundchen), o Seattle Seahawks, Dallas Cowboys e o San Francisco 49ers. Embora outros times também sejam muito populares, esses são os que têm maior torcida dos brasileiros.

Os estádios de Nova York – os estádios dos times da liga são os mais incríveis que você possa imaginar. Repletos de tecnologia, pensados em cada detalhe, não tem como se decepcionar.  O estádio onde os times de Nova York jogam é o MetLife Stadium, que fica em East Rutherford, New Jersey, a 30 minutos de Manhattan. Ele é o segundo estádio mais moderno dos Estados Unidos, perdendo apenas para o AT&T Stadium em Dallas (casa dos Cowboys). Além dos jogos de futebol americano, ele é palco constante de outros eventos esportivos (a seleção brasileira jogou recentemente lá) e também de grandes shows musicais. Se você tiver tempo sobrando, pode ir também até Boston, no Gillette Stadium, para ver o New England Patriots jogar, ou até Philadelphia, no Lincoln Financial Field (casa do Philadelphia Eagles), em Baltimore, no M&T Bank Stadium (casa do Baltimore Ravens) ou mesmo em Washington, no FedEx Field, para assistir ao Washington Redskins.

Como chegar ao MetLife? Chegar ao MetLife Stadium parece complicado mas não é. Além de ser divertido, não demora muito. O estádio fica num complexo esportivo chamado “Meadowlands”. O ponto de partida é a Penn Station, em Manhattan. Chegando lá, procure pelas placas “NJ Transit”, que te levarão até o local de onde saem os trens. Dirija-se a uma das máquinas automáticas ou ao guichê e compre o ticket para “Meadowlands Complex”. Para achar os portões de embarque, nem precisa procurar, basta seguir os milhares de torcedores que estarão indo para o mesmo lugar que você.  O trem vai cheio e os torcedores vão fazendo festa e bebendo, mas tudo com muita tranquilidade. Depois de 20 minutos, o trem para em Secaucus, uma grande estação em New Jersey. De lá você tem duas opções: seguir a multidão ou as placas “Meadowlands Complex”. Em dias de jogos, os trens de Seacaucus para Meadowlands partem a cada 10 minutos, a viagem leva 15 minutos e te deixa literalmente na porta do estádio. Lá você vai apresentar o seu ticket, passar pela revista, e procurar o seu assento (que é muito fácil de achar). Se tiver dificuldades, há vários funcionários pra te ajudar. Dentro do estádio, você vai ver uma enorme variedade de estabelecimentos para comer, que oferecem de tudo, de hot dog a sanduíches. Além disso, uma grande variedade de cervejas, e o preço nem é tão caro. Vale mencionar que o estado de New Jersey proíbe por lei a venda de bebidas alcoólicas depois que começa o segundo tempo do jogo. Essa medida visa evitar acidentes de carro. Portanto, não se assuste se você ver torcedores com 5 ou 6 latas de cerveja na mão…

Preços e lugares – o preço de um ingresso varia muito de um time para outro, pois depende da capacidade do estádio, da fase que o time vive, do lugar do assento entre outras coisas. Por exemplo, quando o Giants venceu o SuperBowl em 2012, no ano seguinte os ingressos estavam muito mais caros do que os jogos do NY Jets. Então a escolha pode depender disso. Tenha em mente que não é muito fácil conseguir ingresso, pois cada time joga somente 16 vezes em média ao longo da temporada e os torcedores fanáticos não deixam sobrar… O preço do ingresso pode variar de U$50 até U$10 mil. É recomendável comprar  assim que você já tiver a passagem em mãos. Assim que o calendário oficial dos jogos é divulgado em abril, os times começam a vender os tickets. Portanto, entre fevereiro e abril não há ingressos disponíveis. (exceto para o SuperBowl). Sobre os assentos, a visibilidade da arquibancada é muito boa de qualquer lugar, mesmo que você sente lá no alto. Mas o mais recomendado é que consiga um lugar mais para baixo. É mais emocionante.

Onde comprar?  O site para conferir o calendário de jogos e que redireciona para o site de compra de ingressos é o www.nfl.com . Mas aqui vai uma dica legal que vale para qualquer evento esportivo dos Estados Unidos:  o Stubhub funciona como uma revenda de ingressos daqueles torcedores que compraram os tickets e revendem, seja porque desistiram ou porque adquiriram o carnê para a temporada inteira e não podem ir a algum jogo específico. Ele é fácil, mais barato, e você ainda pode escolher o assento analisando a vista que terá do campo.
Dicas do Geison para acompanhar um jogo – caso você não esteja familiarizado com as regras:
“O primeiro passo para acompanhar um jogo é entender um pouco do funcionamento dele. Muita gente começa a assistir e compara com o futebol brasileiro e como é totalmente diferente, acaba achando chato ou fica sem paciência ao ver o reloginho parando toda hora e aqueles ‘brutamontes’ derrubando uns aos outros…rs  Eu comecei devagar, entendendo as regras básicas e assistindo os jogos toda semana. Depois que entendi a coisa, fui aprendendo outras regras e acabou se tornando um vício. Ou seja, não perco nenhum jogo e na off-season eu fico doido kkkk”
Regras básicas:
– O Futebol Americano é jogado num campo de 100 jardas, por dois times de 11 jogadores cada. Na NFL, os elencos de 53 jogadores se dividem em times de ataque, defesa e times especiais que se revezam no campo. 
– O objetivo do jogo é levar a bola até a ‘Endzone’ (final do campo) do oponente para marcar o Touchdown (que vale 6 pontos) seguido de um Extra-Point (+1 ponto). Para conseguir isso, é preciso avançar o campo em uma série de jogadas (chamados Downs/Descidas). O avanço pode ser conquistado pelo ar, através de um passe do QuarterBack para o Recebedor, ou por um RunningBack, que corre com a bola pelo campo. 
– O ataque tem que avançar pelo menos 10 jardas a cada 4 jogadas para manter a posse de bola e assim sucessivamente até conseguir levar a bola até a Endzone adversária e marcar o Touchdown. Mas se a defesa do outro time conseguir evitar o avanço de 10 jardas, o time que está atacando deve devolver a bola com um “punt” que é um chute de devolução da bola, ou se estiver perto da Endzone, pode tentar um chute chamado “Field Goal” (que vale 3 pontos) passando a bola entre aquelas traves enormes.  Depois de quatro períodos de 15 minutos, o time com mais pontos vence o jogo.
Obrigada Geison pela super ajuda com esse post! Espero que as dicas ajudem vocês!

As estações do ano em Nova York

Uma das principais preocupações de quem tem viagem marcada para Nova York é o clima. Como vai ser a temperatura durante a estadia aqui, se faz muito frio, se faz muito calor, se vai nevar, se vai chover… Bem, eu já fiz um post aqui no blog falando sobre esse assunto – e você pode conferir aqui. As estações do ano vão influenciar diretamente o clima aqui – até porque elas são super bem definidas. Hoje resolvi escrever esse post para falar um pouco sobre cada uma delas e o que você precisa saber. Lembre-se que as estações do ano no Hemisfério Norte são opostas às estações do ano no Hemisfério Sul. Traduzindo: quando é inverno no Brasil, é verão aqui.

Inverno – vamos começar pelo inverno, a estação mais amada pelos turistas e mais odiadas pelos novaiorquinos, haha. Brincadeiras à parte, vale lembrar que o inverno começa oficialmente dia 21 de dezembro e termina dia 20 de março. Eu diria que 99% das pessoas que visitam Nova York no inverno têm um desejo bem específico: ver neve. Neve não é algo comum no Brasil e a gente entende este encantamento, afinal, crescemos  vendo cenários branquinhos em filmes americanos. Uma coisa muito importante que você precisa saber sobre neve em Nova York: aqui não neva dias a fio. É muito comum as pessoas me perguntarem se “ainda está nevando” depois que elas sabem que começou a nevar. A verdade é que aqui neva um dia apenas – não é como em outras cidades que a neve cai por dias sem parar. Lembre-se que neve é um fenômeno que precisa de condições muito específicas para acontecer (então, só acredite em previsões de neve com dois dias de antecedência). Também é bom ter em mente que janeiro e fevereiro são os meses com mais tendência a nevar (em dezembro e março é mais raro – mas pode acontecer).  Além disso, esses dois meses costumam ser os meses mais gelados – com fevereiro sendo sempre o pior. Sobre as tempestades de neve – elas ocorrem, mas diria que são fenômenos mais raros por aqui e não, você não vai ficar dias trancado no hotel. Esse eventos climáticos fortes são anunciados com antecedência e o governo sempre divulga as medidas que serão tomadas. No auge do inverno (janeiro e fevereiro), temos dias com temperaturas negativas – e sensações térmicas piores ainda. Nova York é uma cidade que venta, por isso, é preciso estar preparado – veja este vídeo com dicas para se vestir e este vídeo com dicas de produtos essenciais. As temperaturas variam de 0ºC a 6ºC em dezembro, 3ºC a -3ºC em janeiro, 5ºC a -2ºC em fevereiro e 1ºC a 9ºC em março – ressaltando que essas são médias, ok? Ah, e você só vai sentir o frio quando estiver na rua – porque todos, absolutamente todos os lugares (de lojas ao metrô) contam com calefação. Outro ponto importante sobre o inverno é a paisagem: as árvores perdem todas as folhas e ficam “peladas” durante o inverno. É por isso que não acho interessante visitar jardins botânicos nessa época.  Lembre-se que algumas atrações não funcionam no inverno, como o Luna Park em Coney Island e a Governors Island. De resto, a cidade funciona normalmente! Muita gente acha que os transportes param ou que não há balsas para a Estátua da Liberdade, mas a verdade é que Nova York é mesmo a cidade que nunca dorme – nem mesmo no inverno.

Primavera –  uma das estações mais lindas em Nova York, a primavera começa dia 21 de março e termina dia 20 de junho. É a famosa meia-estação: ela começa fria e termina quente. Isso significa que ainda será preciso usar roupas mais quentes no fim de março e durante o mês de abril, mas em maio o cenário tende a melhorar muito – considero maio e junho dois ótimos meses para quem não gosta de temperaturas extremas. As temperaturas variam de 6ºC a 16ºC em abril, de 12ºC a 21ºC em maio e de 17ºC a 26ºC em junho. O cenário na cidade fica lindo, com muitas flores. A temporada de cherry blossom deixa a cidade toda rosa. Mas, infelizmente, elas duram cerca de duas semanas – geralmente a última semana de abril e a primeira semana de maio. No site do Brooklyn Botanical Garden, dá pra acompanhar o status. Você também vai ver muitas flores pelos canteiros da cidade (tulipas são minhas favoritas). Nesta época, as pessoas também costumam sofrer com alergias – quem tem rinite, deve ficar atento, pois o ar fica cheio de pólen. Se você for sensível, já traga o seu remédio – as farmácias aqui vendem também e sem receita. Procure na embalagem por  “indoor and outdoor allergies” e também pelo termo “non-drowsy”- isso vai garantir que você não fique caindo do sono e estrague sua viagem!

Verão – é até engraçado quando comento com algumas pessoas do Brasil sobre o verão novaiorquino. A cidade é tão conhecida pelo inverno que há quem ache que aqui não faz calor. Mas faz… e como faz! O verão começa oficialmente dia 21 de junho e termina dia 22 de setembro. Deixe seus casacos no Brasil, porque você não vai precisar deles no verão novaiorquino. No geral, eu não acho o calor daqui pior do que o do sul do Brasil (de onde eu sou e onde temos dias bem infernais). Tenha em mente que o verão novaiorquino é muito úmido, o que piora a sensação de abafamento e faz piora aquela sensação de que absolutamente todos os milímetros do seu corpo estão grudando. Mas, no geral, eu diria que são poucos os dias insuportáveis. Depende do ano, claro. Julho e agosto costumam ter as médias mais quentes – principalmente a segunda quinzena de julho e a primeira quinzena de agosto. Em setembro, o clima é uma delícia –  é outro mês ideal para quem não curte extremos. As temperaturas variam de 20ºC a 28ºC em julho, 19ºC a 27ºC em agosto e 15ºC a 23ºC em setembro. A paisagem é verde – as árvores estão no auge da folhagem, os parques estão “vivos”, as pessoas fazem piquenique, os restaurantes colocam mesas nas calçadas…

Outono – outra estação linda em Nova York! Começa dia 23 de setembro e termina dia 20 de dezembro. E tem o mesmo esquema da primavera, de meia-estação, só que ao contrário: começa quente e termina gelada. A paisagem se transforma completamente, com as folhas das árvores trocando de cores e caindo, o que faz o visual ficar digno de um filme. Sério, ver as folhas amarelas, laranjas e vermelhas é uma das coisas mais lindas aqui. Não há nada mais inspirador que caminhar no Central Park durante essa época, que costuma durar umas três semanas.  Não dá pra definir um dia exato para mudança de cores, mas, em geral, a paisagem começa a mudar a partir da segunda quinzena de outubro – ou seja, depois do dia 15. Infelizmente, o outono é como a primavera e toda essa beleza dura pouco – o ápice da paisagem dura umas três semanas. Quer saber como está o status da folhagem?Acompanhe por esse site. E, claro, para apreciar toda essa beleza a dica é visitar os vários parques e jardins da cidade. Além do Central Park, vale dar um pulo no Brooklyn Botanical Garden, New York Botanical Garden, Randall’s Island, Roosevelt Island, Prospect Park, dentre outros. Outono marca a celebração do Halloween, a temporada de abóbora e a celebração do Dia de Ação de Graças – veja aqui um post com sugestões de programas. As temperaturas variam de 10ºC a 17ºC em outubro, 5ºC a 11ºC em novembro e 0ºC a 6ºC em dezembro. Ah, alérgicos também devem ficar atento, pois há polén no ar também no outono.

PS: as médias de temperaturas foram pesquisadas no site do National Weather Service. Como mencionei, são médias. Lembre-se sempre de baixar um app de tempo – como o Yahoo – e acompanhar a previsão para o período da sua viagem, checando inclusive a sensação térmica. 

Não deixe de conferir esse post com os eventos mais importantes que acontecem em Nova York!