Roteiro pelo sul da Espanha: Córdoba e Granada

Como contei semana passada, estivemos na Espanha e Portugal no início de dezembro. Depois de quatro dias intensos em Barcelona – você pode clicar aqui para conferir o nosso roteiro por lá – partimos para o sul da Espanha, onde encontramos a minha irmã e meu cunhado (eles moram em Paris). Nosso roteiro pelo sul da Espanha inclui as cidades de Córdoba, Granada e Sevilha e, no post de hoje, vou contar um pouco do nosso roteiro pelas duas primeiras cidades. Nós fomos pra lá para encontrar a minha irmã – ela já estava com essa viagem marcada. Confesso: não participei de muita coisa do planejamento dessa parte da viagem.

Nós fomos de Barcelona para Sevilha de avião. Pesquisamos voos internos pelo Google Flights e compramos as passagens com a Vueling. É uma companhia low cost – você paga para marcar assentos, paga para despachar bagagem… Nós optamos por comprar uma bagagem despachada (a bagagem de mão e um item pessoal estavam incluídos). O check-in foi feito sem problemas, assim como o embarque. O vôo para Sevilha é rápido – cerca de uma hora e meia. De lá, retiramos o carro que minha irmã já havia alugado – pela Avis – e pegamos a estrada em direção a Córdoba. A estrada é ótima e muito bem sinalizada. Nós dormimos em Córdoba e passaríamos o dia seguinte passeando na cidade. Alugamos um apartamento pelo Airbnb – Se você nunca usou o Airbnb, clique aqui e ganhe U$40 em créditos. Não foi muito fácil encontrar lugar para estacionar, pois as ruas são estreitas e a cidade estava lotada devido aos feriados da Espanha. Combinei com o host um horário e ele estava nos esperando. O apartamento era ótimo – super espaçoso, com dois quartos e ele ainda nos deixou comida. O único problema foi a água quente – fui a primeira a tomar banho e, antes de terminar, a água já estava fria. Thiago tomou banho quase frio. Naquela mesma noite, jantamos em um restaurante praticamente do lado do apartamento, o Sociedad Plateros María Auxiliadora. Pedimos tapas – incluindo um prato típico do sul da Espanha, berinjelas fritas com mel. Uma delícia!

No dia seguinte, acordamos bem cedo, colocamos as malas no carro e partimos para a nossa primeira parada em Córdoba – a Mesquita-Catedral de Córdoba. Para entrar,  é preciso comprar um ingresso, que custa €10. O local data do século X, quando a cidade atingiu seu apogeu, sob o governo do emir Abderramão III, um dos maiores governantes da história islâmica. Naquele tempo, Córdoba era a cidade mais próspera da Europa, ofuscando o Império Bizantino e Bagdá em ciência, cultura e artes. Quando Córdoba foi reconquistada, em 1236, a mesquita foi convertida em uma catedral cristã. Isso fez com o que o local se tornasse uma fusão entre a cultura islâmica e cristã. A estrutura é gigantesca e é interessantíssimo observar os elementos cristãos dentro de uma mesquita. Passamos um bom tempo lá dentro e depois saímos para tomar café. Escolhemos o Los Patios de la Marquesa, um food court com várias opções. Pedimos café, chocolate quente e o pastel cordobês, que mais lembra uma torta.

De barriga cheia, saímos caminhando e explorando a região ao redor da Mesquita, que é cheia de ruas estreitas, super bonitinhas. É como um labirinto, hehe. Um dos destaques fica por conta da Calleta de Las Flores, uma rua estreita cheia de vasinhos de flores pendurados, uma fofura. Por essas ruelinhas, você vai encontrar uma infinidade de restaurantes e de lojinhas dos mais diversos segmentos. Por ali, também a La Casa Andalusí. É como um museu – o local foi restaurado pelo arquiteto Arturo Ramírez Laguna,  recuperando parte do legado das gerações passadas. A decoração tem inspiração marroquina e é cheia de detalhes interessantes. Pagamos €4 para entrar. Nossa última parada em Córdoba foi a Ponte romana de Córdoba. Essa ponte, por onde hoje só passam pedestres, foi, por 2 mil anos, a única ponte da cidade. Também foi cenário de Game of Thrones! Ah, também tentamos visitar o Alcázar de los Reyes Cristianos, também conhecido como Alcázar de Córdova. É uma alcáçova medieval localizada ao lado da Mesquita. Porém, ficamos um tempão na fila e o lugar estava fechando.

Pegamos o carro – que estava em um estacionamento próximo à Mesquita – e seguimos nossa viagem em direção a Cúllar Vega, uma cidade muito próxima de Granada. Nosso objetivo em Granada era um só: visitar AlhambraPor conta do feriado, não encontramos Airbnb na cidade e alugamos um quarto em Cúllar Vega. A experiência foi péssima. Ainda bem que foi apenas uma noite, pois passamos frio e tivemos, novamente, problemas com água quente. No outro dia, partimos cedinho em direção a Alhambra. Esse lugar era um palácio e fortaleza, que alojava o monarca da Dinastia Nasrida e a corte do Reino de Granada. É uma das atrações turísticas mais visitadas da Espanha, que recebe 8 mil pessoas todos os dias. No interior, o lugar exibe elementos da arquitetura islâmica no país, juntamente com estruturas cristãs do século XVI.

Como mencionei no início,  não participei do planejamento da viagem pelo sul da Espanha. Minha irmã inclui Granada no roteiro porque ela e meu cunhado queriam muito conhecer Alhambra. Eu não fazia ideia do que era o lugar – e, confesso, nem pesquisei, porque estava na correria produzindo conteúdo para o blog. Quando fomos comprar as entradas pelo site oficial – custa €14 por pessoa – já estavam esgotadas. Acredito que isso se deu ao fato de que era feriado e se trata de uma atração muito famosa – porém, eu deixo a dica: se você está planejando visitar o local, compre assim que possível, com o máximo de antecedência. Estávamos sem ingressos e aí minha irmã pesquisou algumas alternativas até descobrir o passeio guiado do GranaVisión, que incluía as entradas e uma tour pelo local com guia por 59 por pessoa. Sim, é caro, mas era isso ou nada, pois só tínhamos um dia na cidade. Eu e Thiago pegamos o tour em espanhol e minha irmã e meu cunhado pegaram em inglês. A sede do GranaVisión, ponto de encontro, fica próxima à Alhambra. Nossa experiência foi ótima: aprendemos muito com o guia e ele era muito tranquilo e paciente. Foram três horas de tour. Minha irmã não teve a mesma experiência – segundo ela, o guia fez tudo às pressas.

Independente das experiências positivas ou negativas, preciso dizer: Alhambra é incrível. O lugar é enorme e tanto os palácios como os jardins são maravilhosos. A vista para a cidade também é de tirar o fôlego. Sem contar o que aprendemos. Saímos de lá muito satisfeitos. E cansados claro! Se você estiver planejando visitar Alhambra, vista calçados confortáveis e prepare-se para andar muito. E chegue cedo, quando o lugar está mais vazio. Caso você compre os ingressos pelo site, não esqueça de baixar o app oficial, que serve como áudio guia. É muito mais interessante visitar o local escutando as curiosidades e entendendo melhor.

Depois da visita, descemos à cidade e almoçamos num restaurante mexicano antes de pegar a estrada de volta para Sevilha, onde devolvemos o carro no aeroporto e ficamos por mais dois dias. Mas isso é assunto para outro post.

Espero que tenham gostado das dicas de Córdoba e Granada! 

 

Diário de viagem a Nova York – Aline Mazzeto Moreira

O Diário de Viagem é uma seção que traz relatos de leitores do blog. Nesses relatos, eles contam como foi a viagem a Nova York, o que mais gostaram de fazer, o que não gostaram, dividem dicas, enfim: um diário mesmo. A convidada de hoje é a Aline Mazzeto Moreira, de Jundiaí, SP. Ele ficou 7 dias na cidade, em dezembro 2017.  Para conferir mais relatos, clique aqui.

Estive em Nova York de 18 de dezembro a 25 de dezembro. Fui de American Airlines, vôo direto, e cheguei por volta das 7h da manhã, e retornei no dia 26, saindo de lá bem cedinho também, fazendo escala em Miami. Nova York é um destino com o qual eu sonhava há pelo menos 10 anos, e meu amor pela cidade só se intensificou através do que eu via em filmes, como Encantada (que foi quando me apaixonei pelo Central Park), e séries como Friends, Sex and the City, Gossip Girl, The Bold Type, entre outras (para quem também ama NY, são séries que recomendo).

Fiquei hospedada no West Side YMCA, na região de Columbus Circle. Como era minha primeira viagem sozinha, e é um hostel, optei por um quarto privativo, que ficou mais em conta do que um hotel. Não tenho do que reclamar, é bem tranquilo, a localização é excelente, com metrô, Starbucks, Century 21, Zara, tudo muito perto, além de estar do lado do Central Park. A única coisa que colocaria como “contra” (mas que foi ok, porque estava sempre limpo) é o banheiro, que é semi-privativo (fica no corredor).

O que fechei antes: os dois Movie Tours da A Grande Maçã (usei código de desconto da Laura – Original e Downtown), com o Jayme Ribeiro, a ida ao observatório Top of the Rock (Rockefeller Center), que comprei com a Paty Nyorquina, e o ensaio fotográfico com a Michelle Cadari (maravilhosa! O perfil dela no insta é @fotografabrasileiraemny) no Central Park. Também reservei antes os restaurantes para a véspera e o dia de Natal.

Clique aqui e saiba mais sobre o Movie Tour A Grande Maçã – tour em português por locações de filmes em Nova York

A minha viagem começou com uma ideia nada certa, pois eu não sabia se conseguiria juntar dinheiro o suficiente. Mas, fui fazendo acontecer, com muita determinação, desde o começo do ano passado. Fiquei muito animada depois que vi um vlog da Taciele Alcolea (blogueira), e graças a esse vídeo descobri o tour da Grande Maçã. Aos poucos, pelas redes sociais, cheguei no blog da Laura, no perfil da Nyorquina e da Martha Sachser, entre muitos outros. Todos eles me ajudaram a organizar minha viagem, anotar dicas, conhecer mais sobre a cidade e pensar no que eu gostaria de fazer. E digo uma coisa: os vídeos da Laura com a Paty sobre como andar de metrô são indispensáveis, não passei nenhum aperto em relação a isso (fica o meu agradecimento a vocês!). Comprei as passagens em setembro, e reservei o hostel e um dos tours nesse mesmo dia, e tudo foi se tornando real. Quando me dei conta, tinha chegado o dia de viajar. Então, compartilho com vocês um pouco da minha felicidade ao conhecer o lugar que mais queria no mundo (spoiler: pretendo voltar esse ano).

Confira a série de vídeos sobre o metrô.

1º dia (18/12): Cheguei no JFK por volta das 7h da manhã. Meus olhos encheram de lágrimas no momento que aterrissei! Peguei o Airtrain até Howard Beach, e, de lá, o metrô para Columbus Circle. Quando saí do metrô, que ficava a três quadras do meu hostel, eu me senti inundada de felicidade, numa cena de filme, olhando para cima e impressionada com tudo o que me cercava hahahah…. o pessoal do hostel liberou meu quarto mais cedo, e deu tempo de me trocar, avisar as pessoas que eu tinha chegado bem e sair pra bater perna. Neste primeiro dia comi o hot dog do Nathan’s, dei uma passeada pela feirinha de Natal da Columbus Circle, andei pelo Central Park, 5ª Avenida, conheci a Saint Patrick’s Cathedral e o Rockefeller Center. Subi no observatório e já estava escuro. É lindo demais ver todas aquelas luzes de cima, a cidade inteira acesa… vale muito a pena! Numa próxima viagem, pretendo voltar ao observatório durante o dia. Também conheci a loja da NBC, que fica no prédio do Rockefeller, e lá tem uma cadeira de técnico do The Voice, que você pode tirar foto. Saí de lá com um produto oficial de Friends (um kit de lápis com as frases mais famosas dos personagens), porque sabe como é fã, né… hahaha… depois disso, voltei pro hostel, pois estava bem cansada ainda da viagem, e no dia seguinte, teria o Movie Tour, o que significava andar ainda mais!

Vídeo: Aeroporto em Nova York – como usar o Airtrain?

2º dia (19/12): dia do Movie Tour, com o Jayme Ribeiro. Acordei cedo e fui ao encontro dele e do grupo, perto da Times Square, e, de lá, partimos. A primeira cena que ele mostrou foi de Birdman, vencedor do Oscar de melhor filme de 2015, um filme que gostei demais. Já sabia que o tour ia ter muita coisa boa, até porque já acompanhava o perfil do Instagram toda terça, e imaginava o dia em que eu participaria. Para quem gosta de cinema e séries, é obrigatório participar. Destaques para Hotel Edson (de O Poderoso Chefão), The Soupman (a sopa deles é uma delícia), Pub McGee’s (How I Met Your Mother), Washington Square Park, prédio de Friends, casa da Carrie Bradshaw (Sex and the City) e Magnolia Bakery (experimentem o banana pudding e tenham uma sobremesa preferida para o resto da vida). Depois do tour, decidi ir para a Times Square, em busca do Naked Cowboy (que não estava lá). Também fui conhecer a loja da Disney, que é apenas sensacional e dá vontade de comprar tudo!

Saiba mais sobre o Movie Tour – e garanta um desconto especial com nosso código.

3º dia (20/12): nesse dia, eu iria ao outlet Jersey Gardens com uma amiga que estava em New Jersey, mas tivemos que fazer uma mudança de planos. Dessa forma, foi um dia mais livre. Fui conhecer a Macy’s e, depois, fui novamente em busca do Naked Cowboy (eu queria muito zoar com ele na Times hahaha), mas sem sucesso. Aproveitei para explorar mais as lojas da Times e nesse dia e almocei no Bubba Gump (o hambúrguer deles é muito gostoso). Fui em algumas farmácias também, como Duane Reade e CVS, que eram próximas ao meu hostel. Não tive tempo de ir na Harmon! Nesse dia, deixei para ir ao Metropolitan mais pro final da tarde, e quando fui checar no Google, descobri que os museus fecham cedo, não me atentei aos horários. Isso me deixou triste. Também fui nas estátuas de LOVE e HOPE, e andei mais um pouco pela Quinta Avenida. Aproveitei para fazer umas aquisições de make na MAC e fui muito bem atendida pelo Robert, que me maquiou e me ajudou muito na escolha do tom certo de base e corretivo. Eu já estava me sentindo em casa! Voltei à noite para o hostel, mas antes passei para pegar um chocolate quente no Starbucks. Nisso, esqueci minha sacola da MAC lá, e me dei conta quando estava atravessando a rua. Quase tive um ataque cardíaco! Mas quando voltei pra buscar, o moço que trabalha lá tinha guardado e disse que estava torcendo pra eu voltar. Só amor por NY!

4º dia (21/12): dia do Movie Tour Downtown, novamente com o Jayme Ribeiro. Eu me surpreendi demais, a parte histórica dessa região é muito rica, sensacional! O ponto de encontro é no ferry para Staten Island. A balsa é gratuita, e dá pra ter uma vista da Estátua da Liberdade. Para quem não faz questão de ir até a ilha, é uma chance de ver a estátua um pouco mais de perto. A região do Financial District, onde tem o touro e a Fearless Girl, é bem legal. A Trinity Church é linda também. E claro, o maior destaque é passar pelo One World Trade Center. Conforme o Jayme vai contando, a gente vê o tanto que se passou naquele lugar, e dá pra sentir uma bad. Além disso, também passamos pelo SoHo e Tribeca, região onde muitos famosos moram, como Beyoncé e Adam Levine. Depois do tour, fui conhecer o Flatiron Building com uma amiga brasileira que fiz no tour. Fomos numa loja de quadrinhos e outra de fantasias ali perto também. Íamos comer no Eataly, mas como estava muito lotado, terminamos comendo no Shake Shack, que é uma delícia.

Saiba tudo sobre o ferry gratuito para Staten Island

5º dia (22/12): comecei o dia indo ao Museu de História Natural, que era um dos que eu mais queria conhecer. Fiquei lá em torno de 2h e meia – 3h, o que foi o suficiente (cada um dedica o tempo que achar melhor, isso é muito pessoal). Gostei bastante, principalmente da parte dos dinossauros. Mas estejam avisados: não é exatamente o museu do filme “Uma noite no museu”, ok? Não esperem encontrar isso. Ainda assim, vale a visita? Com certeza! Voltei com um mamute de pelúcia de uma das lojinhas, porque sou dessas hahaha… neste mesmo dia, minha amiga que estava em New Jersey foi se encontrar comigo em NY, e de lá seguimos para o Brooklyn. E que lugar! Fiquei encantada! Almoçamos no Shake Shack (que era o que estava mais fácil), e começamos a explorar a região do Dumbo. É incrível ver as pontes, e a vista do skyline de Manhattan é linda também. Tirei a clássica foto com a Manhattan bridge de fundo, naquela rua de “tijolinhos”. Para voltar, fizemos a travessia a pé da Brooklyn Bridge, que é obrigatório (além de poder fazer mais algumas fotos do tipo “tem que ter”). De lá, fomos até Chinatown e demos uma passeada pelo Chelsea Market.

Saiba tudo sobre a travessia da Brooklyn Bridge

6º dia (23/12): o dia estava chuvoso. Íamos ao One World Observatory, mas desistimos devido ao mau tempo. Então, fomos até a Grand Central Station e a Public Library. Ambos valem a pena, são lindos! De lá, fomos para Port Authority, pegar o ônibus que vai até o outlet Jersey Gardens, e encontramos a minha amiga do tour, que iria conosco. Um pouco de perrengue para chegar lá. Por conta da chuva, o motorista bateu o ônibus em um carro (na verdade, foi só um “beijo”), o que gerou um transtorno para nós, passageiros, que ficamos quase uma hora sem poder descer – o ônibus já estava entrando no estacionamento do outlet quando isso aconteceu. Mas tirando essa parte, tudo ok. Ficamos lá por volta das 13h até às 22h. Preparem-se para andar, o lugar é bem grande! E não esqueçam de pegar o livrinho com os descontos logo na entrada – é necessário pagar U$5 por ele. Na minha opinião, as lojas que realmente valeram a pena foram: Aeropostale (comprei uma calça jeans por U$18 e tr&es camisetinhas por menos de U$6), Guess (comprei duas bolsas e uma carteira, e peguei um desconto muito bom), GAP e Kipling. Fui na Nike e na Adidas, e não achei os modelos que procurava, acabei não levando nada. Comprei uma mala da Samsonite na Marshalls, preço justo pelo tamanho, visto que no Brasil uma mala dessas custa muito caro. A quem possa interessar, comprei uma bota da Bearpaw (tipo UGG) na Famous Footwear por U$70 (ela é mais barata que a UGG e é impermeável). Achei que os casacos estavam bem caros, e acabei não comprando porque iria pagar um valor alto em algo que não usaria no Brasil depois. Minha opinião sobre o Jersey Gardens: vale a pena para algumas lojas, e dependendo, tem que garimpar.

O que fazer em Nova York em dias de chuva? Parte 1  e parte 2.

7º dia (24/12): véspera de Natal. Aproveitei o tempo livre de manhã para ir na Uniqlo, para comprar um daqueles casacos que “corta” o vento, e na Sephora, comprar mais algumas makes. Fui também numa loja chamada I love Souvenirs (379 5th Avenue). Quem segue a Martha Sachser, do blog NY & About, já ouviu falar. Fui em algumas lojas de souvenir e achei tudo muito caro, então confirmo o que a Martha diz sobre encontrar presentes a um preço justo. Esqueçam Chinatown, e visitem essa loja. Se disserem que são seguidores da Martha, ganham 10% de desconto. O dono é muito simpático e até arriscou um portunhol comigo. Depois disso, foi o tempo de voltar para o hostel, retocar a maquiagem, trocar de roupa e seguir para o meu compromisso no Central Park: fazer um ensaio fotográfico com a Michelle Cadari (@fotografabrasileiraemny). A Michelle faz um trabalho incrível, a edição das fotos, então, nem se fala. Super recomendo! Além de ser uma fofa, fiquei super confortável para fazer as poses com ela… hahaha… ensaio feito, já era final da tarde, comi uma batata do Nathan’s para não morrer de fome até o jantar. Eu me arrumei e fui para o restaurante Brazil Brazil, perto da Times, para ter a minha primeira ceia de Natal sozinha. Uma das amigas tinha retornado para New Jersey, enquanto a amiga do tour estava voltando para o Brasil. A comida lá é muito boa, e gostei bastante do atendimento, embora o restaurante estivesse bem cheio. O preço também foi justo, por se tratar de uma data comemorativa.

Guia de compras na Uniqlo

8º dia (25/12): Natal, o último dia em Nova York. Tentei não pensar muito nisso. Por ser dia de Natal, não tem tanta coisa aberta. Aproveitei para fazer um tour por lugares do Central Park que ainda não havia explorado: Strawberry Fields, Shakespeare Garden, Belvedere Castle e a estátua da Alice. Fui até o MET, que estava fechado, mas queria ao menos ter a foto clássica na escadaria (referência a Gossip Girl). Esse foi um museu que fiquei chateada por não ter ido, mas será um dos primeiros lugares que irei na minha próxima vez. Fui ao Madame Tussaud’s, e, para quem gosta de música e TV, vale a pena para conhecer. Algumas estátuas são, de fato, bem parecidas! De lá, segui para a loja de souvenirs, de novo, porque tinha esquecido alguns presentes. Como era perto do Empire State, passei por lá (vai que desse certo), mas a fila estava gigantesca e logo desisti. Sorte que o Empire não era algo que eu fazia muita questão, ficou para a próxima vez também. Meu “almoço” (almojanta) estava marcado para às 18h, no 230 Fifth. O restaurante é um rooftop na Quinta Avenida, e sendo temporada de festas ou não, estando frio ou calor, é um lugar que vocês devem conhecer. A vista é maravilhosa, com o Empire de frente. Neste dia, eles estavam servindo um buffet especial de Natal (tinha até peru, e a comida estava deliciosa, além do preço justo). Retornei ao hostel, e foi o tempo de me organizar e arrumar minhas coisas para ir para o aeroporto de madrugada, já que meu vôo saía de NY às 6h15.

Um guia para explorar o Central Park

Nova York é uma cidade para ser descoberta a pé, prepare-se para andar muito. O metrô facilita a vida. E caso você se perca, esteja aberto a isso, pois você pode acabar conhecendo algum lugar inesperado. Voltei feliz por ter realizado um sonho, mas agora que já se passaram uns bons dias, a depressão pós-viagem tem batido forte. Ter ido sozinha para NY foi menos assustador porque falo inglês e porque foi uma decisão que fui amadurecendo por alguns meses antes de comprar minha passagem, ganhando segurança. Fui praticamente logo que entrei de férias do trabalho, e depois de um ano super intenso e muita informação junta, veio em um momento em que seria importante passar um tempo comigo mesma. Foi a minha primeira viagem sozinha, e eu recomendo para qualquer pessoa. Já ouviram aquela frase “Tá com medo? Vai com medo mesmo!”? Era assim que me sentia quando pensava em viajar sozinha. Mas foi a melhor decisão que tomei, já que fiz uma viagem importante do meu jeito, sem muitas influências externas, e isso não poderia ter sido melhor. Quer uma dica? Se jogue no seu sonho! Nova York é incrível, e voltei ainda mais apaixonada pela cidade do que já era. Planejo voltar logo, para ir em lugares que não consegui dessa vez e explorar um pouco mais do que a cidade tem a oferecer.

Obrigada, Aline, pelo seu relato incrível!

Gostaram do relato da Aline? Se você quiser participar, envie seu relato para análise para laura@lauraperuchi.com COM FOTOS, seu nome completo e cidade/estado. LEMBRE-SE que é preciso ser detalhista. Não precisa escrever um livro, mas seu relato tem que ser informativo!

The Ordinary em Nova York: um guia para comprar os produtos

Se tem uma coisa que eu aprendi durante esses anos escrevendo, pesquisando e estudando sobre beleza, é: nem todo produto caro é o melhor, nem todo produto barato é o pior. No mercado de beleza, existe, sim, estratégias de marketing e branding muito fortes, que ajudam a agregar valor aos produtos. Quanto mais você se informar sobre a indústria, mais vai entender sobre os produtos que você usa – e também os que você deseja. Muitas marcas novas surgiram no mercado – e isso é ótimo. Tenho adorado acompanhar o surgimento de novos nomes e, sem dúvidas 2017 foi o ano da The Ordinary. Já fazia muito tempo que eu queria escrever um post bem completo a respeito e, finalmente, consegui. Para quem não sabe, a The Ordinary é apenas uma das marcas da Deciem, grupo canadense que está revolucionando o mercado de skincare.

The Ordinary – ofundador da Deciem, Brandon Truaxe, trabalhava em softwares para indústria da beleza e notou que muitas marcas produziam cremes e séruns e vendiam esses itens por preços altos – mesmo quando o ingrediente ativo era barato. Ele e seu laboratório então criaram uma série de séruns e batizaram a marca de The Ordinary. Esses séruns contam com uma fórmula que leva apenas o ingrediente ativo e o que mais for necessário para transportá-lo para a pele. Ele cortou todos os outros custos e criou uma gama de produtos de skincare com eficácia comprovada e preços muito baixos – e quando eu falo em muito baixos, é baixo mesmo. Os produtos custam a partir de U$5,80 e vão até, no máximo, U$13,80. São todos séruns, que levam no nome seu ingrediente ativo (muitas vezes a fórmula contem apenas um ingrediente) – vários deles talvez conhecidos por vocês:

RETINOIS:

Granactive Retinoid 2% in Squalane  – Granactive Retinoid 5% in Squalane – Granactive Retinoid 2% Emulsion  – Retinol 0.2% in Squalane – Retinol 0.5% in Squalane – Retinol 1% in Squalane – Retinol 1%

Os retinois são excelentes ingredientes no combate aos sinais de envelhecimento – e estão disponíveis em versões diferentes (listadas acima), mais ou menos concentradas. Devem ser aplicados sempre à noite – e, durante o uso, você deve evitar exposição solar sem proteção (use proteror sempre!).

VITAMINA C:

Vitamin C Suspension 30% in Silicone – Vitamin C Suspension 23% + HA Spheres 2% – 100% L-Ascorbic Acid Powder – Ascorbyl Glucoside Solution 12% – Ascorbyl Tetraisopalmitate Solution 20% in Vitamin F – Magnesium Ascorbyl Phosphate 10%

A Vitamina C é um dos ingredientes mais queridinhos de cuidados com a pele. Tem ação antioxidante efetiva, ajuda a reverter múltiplos sinais de idade e também a clarear a pele.

ÁCIDOS DIRETOS

Glycolic Acid 7% Toning Solution – é como um peeling. Esfolia a pele moderadamente, promovendo radiância e também ajudando a clarear. Promete melhorar a textura da pele com uso contínuo.
Salicylic Acid 2% Solution  – é ideal para tratar espinhas, esfoliando as partes internas dos poros e minimizando a aparência da acne.
Azelaic Acid Suspension 10% – ilumina o tom de pele, melhorando visivelmente a uniformidade da textura e reduzindo a aparência das imperfeições. É um ingrediente de suporte multifuncional para todos os tipos de pele e também atua como um antioxidante eficaz
Lactic Acid 5% + HA / Lactic Acid 10% + HA – é um outro ácido que esfolia a pele, disponível em duas concentrações.
AHA 30% + BHA 2% Peeling Solution – é um peeling que promove uma esfoliação mais profunda para ajudar a combater as imperfeições visíveis e deixar a pele radiante. A fórmula também melhora a aparência da textura da pele e reduz a aparência das linhas finas com o uso contínuo. É usado como máscara.
Alpha Lipoic Acid 5% – é um antioxidante altamente potente e renova a pele melhorando sua a textura e tom visíveis.

ANTIOXIDANTES:

Resveratrol 3% + Ferulic Acid 3% – combina concentrações muito altas de dois dos antioxidantes poderosos e importantes no cuidado da pele: Resveratrol e ácido ferulico. Resveratrol é um fenol natural encontrado em várias plantas. O ácido ferulico é um antioxidante fitoquímico de alta potência encontrado naturalmente em paredes de células vegetais. As fórmulas geralmente incorporam Resveratrol com 1% ou menos e ácido ferúlico a 0,5% ou menos. Esta fórmula contém 3% de cada um, uma concentração excepcionalmente alta.
EUK 134 0.1% – Embora esteja no mercado por muitos anos, muito poucos produtos no mercado usam este antioxidante, que pode se regenerar para oferecer ação antioxidante 24 horas por dia
Alpha Lipoic Acid 5% – é um antioxidante altamente potente e renova a pele, melhorando a textura e tom.

HYDRATORS E ÓLEOS

Hyaluronic Acid 2% + B5 – Natural Moisturizing Factors + HA – 100% Plant-Derived Squalane – 100% Organic Cold-Pressed Rose Hip Seed Oil – 100% Organic Cold-Pressed Moroccan Argan Oil – 100% Cold-Pressed Virgin Marula Oil – High-Adherence Silicone Primer – High-Spreadability Fluid Primer

Hyaluronic Acid é excelente para promover a hidratação da pele. O Natural Moisturizing Factors (NMF) é um hidratane não oleosso que conta com elementos para manter a camada exterior da pele hidratrada e protegida. A The Ordinary também tem óleos 100% – Rose Hip (rosa mosqueta), Argan, Marula – e eles são ótimos para hidratar a pele e também contam com outras funções. O Rose Hip e o Marula são excelentes antioxidantes. Vale também experimentar os primers, que são muito bons.

OUTRAS MOLÉCULAS:

Niacinamide 10% + Zinc 1% – é indicada para diminuir a aparência de manchas
“Buffet” – é uma fórmula combinada para combater sinais de idade, um sérum universal.
Matrixyl 10% + HA – reduz a aparência de rugas – é ótimo para ser usado na área abaixo dos olhos também.
Alpha Arbutin 2% + HA – reduz a aparência de manchas e hiperpigmentação.
Caffeine Solution 5% + EGCG – para combater inchaço na área dos olhos e olheiras.
Argireline Solution 10% – melhora a aparência das áreas faciais propensas ao desenvolvimento de rugas, inclusive ao redor dos olhos e na área da testa.

A The Ordinary ainda conta com maquiagem – há duas opções de bases: Serum Foundation e Coverage Fountation. Uso a Coverag e gosto muito. A gama de cores é vasta, sem contar o preço: U$6,90 cada.

Tá bem, aí você viu todos esses nomes complicados e pensa: o que eu faço agora? Como saber o que devo usar? Bem, diria que esse é um dos “defeitos” da marca: não é tão fácil escolher aquilo que serve para você. Lá no site, tem alguns exemplos de rotinas e eu pesquisei mais algumas para fazer o esquema abaixo. Procurei incluir bastante variações. Lembre-se: é preciso sempre limpar e tonificar a pele antes de aplicar os produtos e sempre, SEMPRE, use filtro solar! 

Lembrando que essas rotinas são apenas sugestões. Como eu disse, lá no site da The Ordinary tem um guia que ajuda você a entender como usar os produtos. Além disso, as vendedoras da loja – sim, tem loja, espere até chegar ao fim do post – podem te ajudar a escolher o que é melhor para você.

Alguns pontos importantes para você montar seu regime:

  • Cada um dos produtos se enquadra em uma categoria: Water Solition – Oil/Cream – Anhydrous Solution – Suspension – Emulsion
  • A ordem a ser priorizada é: Water Solutions devem ser aplicadas primeiro, seguidas de Anhydrous Solutions e Oil/Cream (sempre última etapa). 
  • Para saber a qual categoria seu produto pertence, cheque aqui.
  • Os produtos não são testados em animais e não contam com parabenos, sulfatos, óleos minerais, óleos animais, dentre outros ingredientes.
  • Se optar por um retinol, escolha apenas um: eles NÃO devem ser combinados.
  • Não combine o EUK 134 0.1% com formulações altamente ácidas, como ácido ascórbico.
  • Não combine Niamicide com Vitamina C na mesma rotina. 
  • A não ser que você tenha apenas um problema para tratar – o que é improvável – o ideal é combinar fórmulas e não usar apenas um produto.
  • Cheque se o produto é para uso noturno ou diurno – veja mais aqui nesta tabela.
  • Quanto a resultados: recomenda-se o uso por 12 semanas para ver resultados e avaliar de verdade!
  • SEMPRE USE FILTRO SOLAR!

Como achei que vocês iam gostar, decidi listar também os produtos que eu tenho usado. A minha rotina varia bastante de acordo com o que eu acho que minha pele está precisando, com a época do ano e com meu nível de preguiça (#sinceridades). Tenho o Hyaluronic Acid 2% + B5 e aplico como sérum, depois de limpar e tonificar. Geralmente, completo com um hidratante depois. Pode ser tanto o Natural Moisturizing Factors + HA ou outro hidratante que eu goste. Agora no inverno, tenho usado muito o Rose Hip Oil (óleo de rosa mosqueta). O meu óleo nem é o da The Ordinary, mas como são os mesmos óleos, achei que valia mencionar. Para essa rotina, limpo e tonifico, aplico o óleo e depois termino com hidratante. Estou usando o óleo há algumas semanas e notei que a textura e o tom da minha pele estão ótimos.  Sempre uso também um creme para a área dos olhos. Além disso, estou amando o High-Adherence Silicone Primer e também a base – Coverage Foundation. Acho a cobertura dela média, mas para mim está ótimo. Também vou fazer minha menção honrosa ao AHA 30% + BHA 2% Peeling Solution (não está na foto). É um peeling para ser usado como máscara facial. Eu não testei o da The Ordinary, mas usei uma amostra do BabyFacial da Drunk Elephant, e, pelas resenhas e vídeos que já assisti, são produtos similares. Considerando que curti muito e que são produtos similares, recomendo também!

Como eu mencionei lá no início, a The Ordinary é apenas uma das marcas da Deciem. A Hylamide e a Niod são outras marcas ótimas, com fórmulas bem superiores às da The Ordinary e que também merecem sua atenção. Como esse post já ficou gigante, estou pensando em escrever outro falando dessas marcas, o que vocês acham?

Onde comprar em Nova York: A Deciem inaugurou uma loja aqui em Nova York em dezembro, mais precisamente no Soho. Essa foi apenas a primeira – o grupo deve abrir mais lojas na cidade em breve. Além disso, vocês também encontram os produtos na London Pharmacy, oo35mm e nas lojas da Ricky’s! Baixe o app NYC Beauty para checar todos os endereços. 

Endereço: 26 Prince Street. 

Os golpes e ciladas para serem evitados em Nova York

É sempre a mesma história: nós, brasileiros, temos uma certa síndrome de vira-lata e achamos que tudo fora do Brasil é melhor e que todos os povos gringos vivem no paraíso. É verdade que muita coisa é melhor – outras são piores – e, como sempre digo: não existe lugar perfeito e 100% livre de problemas! Só que com esse nosso pensamento, a gente acaba achando que não existem espertinhos e charlatões – o que é mentira. Estamos sempre ligados e prevenidos no Brasil – mas muita gente baixa a guarda quando está viajando e aí é que mora o perigo. Turistas são alvos fáceis dessas pessoas. Na alegria da viagem, na empolgação do momento, parece que perdemos o senso crítico e fica fácil cair em ciladas. Em Nova York não é diferente. Existem muitos espertinhos espalhados pela cidade tentando tirar vantagem de você. E uma das melhores maneiras de não cair nesses golpes é saber um pouco de cada um deles para identificar a situação e cair fora rapidinho. Por isso, listo abaixo os principais golpes e ciladas que você deve evitar na Big Apple.

Estátua da Liberdade – os barcos de passeios para a Estátua da Liberdade saem todos do Battery Park, na região Downtown. Antes de mais nada, é bom reforçar uma coisa: existe apenas UM barco que desembarca na ilha da Estátua, da Statue Cruises. Você pode comprar o seu ticket pelo site oficial clicando aqui ou também na hora. E é aí que mora o perigo. Há muitos espertinhos abordando turistas na região do Battery Park. Eles perguntam se você está indo visitar a Estátua da Liberdade e mentem, dizendo que não há mais tickets e que você deve seguí-los. Eles vão te vender um passeio mais caro e que não para na ilha. Ignore essas pessoas. Você escuta estranhos? Não, né? Então, não dê ouvidos para essas pessoas! Se você quiser comprar o seu ticket na hora, vá até o Castle Clinton, que fica no Battery Park. É o único lugar autorizado de compra de tickets para a Estátua da Liberdade. Ah, e esse pessoal também costuma ficar em frente à estação do Staten Island Ferry – o ferry gratuito que vai até Staten Island e proporciona uma vista para a Estátua. Eles vão abordar você dizendo que não dá para ver a Estátua, etc, etc, etc.

Meu conselho aqui é: pesquise sobre as opções. Há o passeio do Staten Island Ferry, que é grátis, há outros passeios que chegam perto da Estátua – como o Water Taxi – e há o passeio oficial, que desembarca na ilha. Decida com base no seu desejo e prioridades, pesquise a respeito e não dê ouvidos a estranhos!

Clique aqui para ver as fotos dos barcos do Statue Cruises e aqui para saber como identificar o Castle Clinton. 

Metrocard – como eu sempre falo aqui, você vai usar muito o metrô em Nova York – é a maneira mais prática, rápida e barata de se locomover pela cidade. Recomendo muito  clicar aqui e conferir a série de vídeos sobre o metrô que eu fiz junto com a Nyorquina. Através dos nossos tutoriais, você vai aprender tudo: desde como comprar o Metrocard até como se localizar. Lembre-se: não há funcionários da MTA (empresa que administra o sistema de metrô) auxiliando na compra de Metrocard. Os únicos funcionários da empresa que atuam antes da catraca são os que ficam dentro dos quiosques (se você não for usar cartão, pode comprar o Metrocard com eles. Aproveite e peça um mapa das linhas também). Cuidado com espertinhos que ficam na catraca oferecendo passar o Metrocard – o que eles fazem é ilegal! E cuidado com pessoas oferecendo ajuda não solicitada!

Times Square – o lugar preferido de muitos turistas também pode ser uma cilada. Estátua da Liberdade, Mickey, Mario Bross, Naked Cowboy… você vai ver pessoas dando vida aos mais diversos tipos de personagem na Times Square. Mas, não esqueça que quase nada nessa vida é de graça e essas pessoas não estão ali só para que você tire uma foto e leve de lembrança para casa… se fizer isso, lembre-se de dar uma gorjeta! Atualmente, essas pessoas tem uma área delimitada na região da Times – estão pintadas no chão. Não se sinta intimidado caso algum deles aborde você. Se você não quiser fotos, agradeça e diga não. Além disso, recomendo passar longe das lojas de souvenirs da área, que costumam ter preços bem salgados! Um bom local para isso é o bairro de Chinatown – caminhando pela Canal Street você verá vários locais vendendo esse tipo de produto. Além disso, preste atenção aos vendedores de rua: em frente ao Metropolitan Museum e na Ponte do Brooklyn, por exemplo, dá para encontrar chaveiros e imãs de geladeira por U$1 – U$2. Confira mais no post Times Square: manual de sobrevivência e dicas sobre a área.

Eletrônicos – muita gente tem aquele costume de pechinchar, de procurar pelo mais barato, de tentar um desconto. Tudo para economizar. O esforço é válido, mas pode te colocar em ciladas. Nova York e outras cidades americanas são o paraíso de quem procura eletrônicos, mas, lembre-se: compre esses produtos somente em lojas de rede, de confiança, como Best Buy, Adorama e BH Photo. Aqui em Nova York, há muitas lojas menores – principalmente perto da região da Times Square. Elas vendem de tudo um pouco – eletrônicos e souvenirs. Muita gente já se deu mal com produtos falsificados e até golpe em cartão de crédito. Não arrisque! Não existem milagres. E isso vale para IPhone também!

Perfumes e bolsas – nas mesmas lojas de eletrônicos e também em lojinhas em Chinatown – e até mesmo em bancas de rua – você vai encontrar muitos perfumes. De todas as marcas, de todos os tipos. Novamente, não caia no conto do vigário: esses perfumes são falsificados. Neste post, você confere lugares de confiança para comprar perfumes. Recomendo muito assistir a esse vídeo do Refinery 29 que mostra a indústria de falsificação em Nova York. E vale para outros itens também tá? Não pense que as maquiagens da Kylie Jenner nas banquinhas de rua são verdadeiras! Vou aproveitar o tópico para falar também das famosas “bolsas de grife” vendidas em Chinatown e também em outras partes da cidade. Essas bolsas não são réplicas: são falsificações.

CD’s – cuidado também com indivíduos que oferecem CD’s – e ainda dizem que é grátis. Eles forçam você a pegar o CD e depois querem te cobrar por isso. Ignore, diga não.

Transfers – cuidado com motoristas que ficam na área de desembarque do aeroporto abordando os viajantes. Sempre acerte o preço antes de sair. Aliás, se você quiser contratar motorista, o melhor é já fazer o contato antes e deixar tudo agendado. Clique aqui e confira nossas recomendações.

Pedcab – são aquelas bicicletas com dois assentos atrás, basicamente a pessoa pedala levando você – como uma carruagem? Hahaha. Enfim, há vários desses dentro do Central Park e também nas avenidas mais turísticas. Se o cansaço bater e você quiser usar os serviços, tenha cuidado e fique atento. Pergunte sobre o preço final, combine o trajeto, enfim: não deixe espaço para surpresas. Muitos deles querem cobrar a mais no final e se tornam agressivos se você reclamar.

Taxas escondidas – não é um golpe, mas é algo que você deve levar em consideração na hora de comprar seus ingressos para qualquer atração – principalmente para espetáculos da Broadway e shows de artistas famosos. Lembre-se que, geralmente, o preço anunciado nunca é o preço final – como acontece com quase tudo aqui! As taxas são incluídas na última etapa, antes de efetuar o pagamento. E algumas taxas são bem salgadas!

Gostaram do post? Eu fico muito revoltada quando fico sabendo de pessoas que caíram em golpes e espero que o post ajude muitos de vocês a não caírem nessas ciladas!

Recomendo muito assistir à série Scam City (Capitais do Delito no Brasil) no Netflix! Eles mostram os golpes aplicados em turistas em várias cidades famosas do mundo.