Mitsuwa: um mercado gastronômico japonês pertinho de Nova York

Já fazia tempo que o Mitsuwa estava na minha lista de lugares para visitar aqui em Nova York. Trata-se de um marketplace japonês, que reúne restaurantes, mercado e outras lojas – tudo japonês. Algumas amigas já tinham me indicado – inclusive uma de família japonesa. Fiquei curiosa para conferir, já que né, se os japoneses vão lá, é porque o lugar deve ser bom mesmo. O Mitsuwa não fica exatamente em Nova York e sim em Edgewater, uma cidade em New Jersey, aqui do ladinho. Dar um pulinho no estado vizinho não é nunca tarefa muito difícil – já que é lá que ficam lugares carimbados nos roteiros dos brasileiros, como Walmart, Carlos Bakery e Jersey Gardens.

Primeiro, vamos falar da comida: no prédio maior do Mitsuwa, você vai encontrar uma ampla praça de alimentação, com restaurantes que servem prátos clássicos como ramen e sushi. Praticamente todos contam com uma vitrine com uma espécie de réplica de cada prato – é estranho, confesso, mas ajuda bastante a ter uma ideia de como é cada uma das opções. Nossas opções foram um prato com arroz, dumplings e carne e também um bowl de ramen, ambos por volta de U$8 cada e em porções bem generosas. Não é um conceito gastronômico super luxuoso, mas a comida é muito gostosa e bem preparada. O esquema é simples: você pede, paga, pega uma senha e aguarda seu prato ficar pronto. Além das diversas opções de almoço, há também uma bakert com delícias doces, como bolos e também uma filial da Matcha Love, um lugar que oferece chá, café, shakes e sorvetes à base de matcha – chá verde. A Royce, marca luxuosa de chocolates japoneses, também tem espaço no Mitsuwa – prove o chocolate refrigerado deles, tem consistência cremosa e é um dos melhores chocolates que já comi na vida! Ah e vale lembrar que também há um supermercado – claro, com vários produtos japoneses.

No prédio anexo do Mitsuwa, você vai encontrar algumas lojas: tem de brinquedos e até uma da Shiseido. Mas o destaque fica por conta da livraria/papelaria com infinitos títulos em japonês – incluindo livros e revistas – e o verdadeiro paraíso para quem é fã de animes e mangás. Fiquei impressionada com a coleção, mesmo não sendo fã nem entendendo nada desse mundo.

O Mitsuwa também tem filiais em outros estados dos EUA – como California e Texas – e você pode conferir todos os endereços aqui. Acho que é um programa interessante para quem mora aqui em Nova York ou para quem não está visitando a cidade pela primeira vez. Vale lembrar que o Walmart de Secaucus fica a cerca de 20 minutos de carro do Mitsuwa, então, dá para conciliar os dois até!

Para chegar ao Mitsuwa, você deve pegar o ônibus da empresa New Jersey Transit saindo do Port Authority. É a linha 158 e o ticket de ida e volta custa U$9. A parada dele é em frente ao Mitsuwa – acompanhe pelo Google Maps para saber quando solicitar a parada. O trajeto dura cerca de 30 minutos. 

Workshops de culinária em Nova York: aula sobre queijos e vinhos

Já falei em algumas outras oportunidades aqui no blog que eu aprecio muito uma boa culinária e uma das coisas que eu e meu marido mais gostamos de fazer é explorar novos restaurantes. E, definitivamente, também amo cozinhar, além de adorar passar o maior tempo na seção de temperos e condimentos. Por isso, não preciso nem dizer o quanto amei o convite da Our Name is Farm + Agritecture para a uma aula de queijos e degustação de vinhos, na semana passada.A Our Name is Farm é uma empresa de consultoria especializada em ajudar produtores de alimentos e bebidas sustentáveis a desenvolver suas marcas e públicos.  A empresa é fundada por mulheres e tem uma forte missão social de defender o aumento do acesso e da educação a respeito alimentos saudáveis.  E a Agritecture é um blog voltado para o mundo da agricultura, com tendências e novas tecnologias. O evento, voltado para a imprensa, foi uma amostra da Summer of Mindful Eating series, que vai oferecer aulas e workshops  voltados à gastronomia e afins durante esse verão aqui em Nova York.

A gente conheceu um pouco sobre cada parceiro do projeto – quase tudo que foi servido durante a aula vinha de produtores e empresários locais, desde o pãozinho condimentado até os temperos usados! Na primeira parte da aula, aprendemos como fazer queijo mozzarella. Nossa professora nos ensinou todo o passo a passo, salientando a importância da escolha de um bom leite para a fabricação do queijo. Inclusive, cada um de nós finalizou a etapa do processo, dando “vida” às bolas de queijo mozzarella fresco. O mais bacana de tudo? Depois nós degustamos o queijo que ajudamos a fazer, numa salada com tomate deliciosa e outros frios.

E queijo combina com vinho, certo? Também tivemos uma degustação de vinhos oferecida pela Vinfluence. É um serviço de assinatura de vinhos, mas que inclui apenas vinhos escolhidos a dedo de vinícolas boutique. Um conceito bem exclusivo. Nós degustamos três vinhos – sendo dois brancos e um tinto – e claro que rolaram aquelas dicas básicas sobre o que observar ao degustar um vinho. Eu e meu marido adoramos a experiência! Aprender colocando a mão na massa – e experimentando tudo – foi delicioso!

Achei a iniciativa excelente! Aqui em Nova York, há um apelo cada vez maior para incentivar o consumo não só de alimentos orgânicos mas também de produtos de empresas e fazendas locais. A Summer of Mindful Eating series vai oferecer aulas e workshops até setembro e os eventos acontecem em Bushwick, no Brooklyn. Se você clicar aqui, consegue conferir o cronograma – mais aulas serão anunciadas em breve, então, fique de olho! Acho que é uma ótima oportunidade, tanto para quem mora aqui como para quem está viajando e busca programas locais e nada óbvios – além disso, se você estiver por aqui estudando é uma ótima oportunidade de treinar seu inglês!

 

Tour pelo Madison Square Garden em Nova York

Há alguns dias, a leitora Marta Bosse compartilhou conosco a experiência dela fazendo o tour pelo estádio do Yankees aqui em Nova York. Porém, esse não foi o único tour dela durante sua estadia na Big Apple. A Marta também aproveitou para conhecer mais sobre o Madison Square Garden, um dos estádios mais famosos da cidade, tanto pelas competições esportivas como pelos grandes shows musicais. Confiram o relato dela!

Algumas fotos são do citysightseeingnewyork.wordpress.com

“O Madison Square Garden é a casa do New York Knicks (basquete) e do New York Rangers (hóquei). O tour é formado por um grupo pequeno e seguimos a guia por toda a arena. A nossa guia era ótima, super animada! Ela começa falando da história do MSG que começou em 1879 – eu nem sabia, mas esse já é a quarta arena! A primeira foi lá perto do Madison Square Park mesmo e foi subindo. Ele foi completamente reformado em 2013 e está impecável. O MSG abrigou muitos acontecimentos históricos, eventos políticos, shows, lutas, jogos… de tudo mesmo, é impressionante! Por todo o estádio tem fotos e lembranças de cada evento importante realizado no MSG. Não tem nem como falar de todos, então, em alguns pontos vamos passando e olhando as fotos e datas nas paredes. Entre tantos momentos, constam as fotos das visitas de dois Papas (a última do Papa Francisco, em 2015). Durante o tour, aprendemos mais sobre a estrutura e a capacidade da arena atual e como fazem para manter tudo perfeito para todos os eventos. Nessa parte, nossa guia mostrou um ponto bem curioso: o tal do Beer Room (na verdade são 4 salas dessa), que é uma sala enorme onde fica toda a cerveja do lugar. São 1.042 barris, que descem pelos 521 canos para cada um dos pontos de venda.

Depois, fomos ver as famosas Suítes, que são os camarotes chiquérrimos. É lá que os ricos e famosos veem os jogos e shows. É incrível! Tem uma vista maravilhosa e todo conforto possível. Todo mundo perguntou sobre o preço e a guia nos explicou que o preço sempre depende de cada exigência do contrato. Muitas empresas poderosas compram uma Suíte pela temporada e vão oferecendo ingressos para agradar aos clientes.

O teto do MSG é uma história à parte, pois é côncavo, ao invés de convexo como a maioria das casas de shows – e isso é para que tenha uma acústica melhor. Há um mega telão de alta tecnologia para que todo assento tenha uma ótima visão. E a quadra? O chão do MSG é o ponto mais impressionante de todos. Assim que começa a temporada de hóquei, eles montam a quadra de gelo com 38.066 litros de agua, feita cuidadosamente em camadas para que a pintura fique perfeita e o gelo branquinho. A temporada regular da NHL vai de outubro a abril e durante todo esse tempo o gelo fica lá. Quando tem um jogo da NBA, eles montam a quadra em cima com milhares de peças que vão se encaixando como um quebra cabeça – o trabalho leva 3 horas para ser concluído. Se tiver show também, eles montam a proteção e o piso tudinho em cima do gelo. Muito legal!

Durante o nosso tour, infelizmente não conseguimos ir aos vestiário, pois os Ranger estavam lá para treinar. Mas vimos um vídeo mostrando detalhes e falando de ambos os times. O formato circular dos vestiário foi um pedido dos jogadores, para que todos do time ficassem mais próximos.

Nível de inglês necessário? Na opinião da Marta, vale fazer o tour mesmo sem entender muito a língua, pela oportunidade de conhecer os locais. Mas para compreender a história, tem que ter pelo menos um nível intermediário.

Conclusão? É um tour super legal, que vale a pena! Se você gosta de esportes então, nem se fala. Como não tinha nenhum evento para ir no estádio durante minha estadia, achei que seria uma ótima oportunidade para conhecer o MSG.

Quanto custa e onde comprar? U$26,95, através do site. NY Explorer Pass, NY CityPass e NY Pass também são aceitos. Crianças de até 12 anos pagam U$19.95

Quando ocorrem os tours? Todos os dias, das 9h30 às 15h, duração de 1h20 – com exceção de algumas datas, dependendo da agenda de eventos. Mais informações no site. Vale lembrar que o tour do MSG é um bom programa para dias chuvosos, pois é uma arena fechada.

Endereço: 4 Pennsylvania Plaza.

Marta, amei, obrigada, mais uma vez, pela colaboração! Espero que tenham gostado de conferir um pouco da experiência dela!

Os destaques da nossa viagem a Londres

Se você me segue no Instagram (aproveita e segue aí @laura_peruchi), viu que eu e o Thiago estivemos em Londres e Paris no início de junho. Essa viagem já teve história antes mesmo de se concretizar. Nós conseguimos uma super promoção com a Wow Airlines – uma companhia aérea da Islândia – e compramos passagens para viajar em março. Nossa partida seria, mais precisamente, dia 14. Mas, para quem não sabe, teve uma nevasca terrível nesse dia e, obviamente, nosso vôo foi cancelado. A companhia aérea nos deu a opção de remarcar sem custo e aí jogamos a viagem para junho. No fim das contas, foi ótimo, porque em março ficaríamos apenas 5 dias e aproveitamos a remarcação para esticar nossa viagem. No total, foram 8 dias de viagem, divididos entre Londres e Paris.

Gravei alguns vlogs que vão entrar em breve no canal e também vou dividir algumas dicas com vocês aqui no blog. Não foi nossa primeira vez em nenhuma das duas cidades – estivemos nas duas cidades em 2012 e eu ainda estive em Paris em 2015 (tem post sobre a viagem aqui). Temos uma amiga morando em Londres e minha irmã morando em Paris, o que acabou nos dando um ótimo suporte (e estadia gratuita, hehe). Estávamos bem relax no quesito roteiro: queríamos curtir tudo numa boa, sem pressa.

Antes de começar as dicas em si, queria falar brevemente sobre a Wow. É uma companhia aerea super nova, que tem apenas 5 anos de existência e tem um conceito low cost, fazendo trechos entre os EUA e a Europa – com escalas na Islândia. Nossa experiência foi bem boa, mas acho importante salientar como tudo funciona. A Wow cobra por tudo: desde a comida e bebida até a escolha de assentos. É importante ter isso em mente. Não há entretenimento de bordo. É permitido somente um item pessoal por pessoa, sem cobrança de taxas – mala estilo carry on e malas despachadas exigem pagamento.

Bem, partindo para o que interessa, vamos começar com o primeiro destino: Londres! Fizemos alguns passeios clássicos – como passar pela região do Big Ben e da London Eye e também caminhar na Oxford Street. Vou falar nos passeios que foram novidades para gente: alguns são até conhecidos mas outros não são tão óbvios. Ah, farei um post separado sobre os restaurantes, ok?

Vamos começar pela Tower Bridge! Essa ponte é um dos símbolos mais icônicos da cidade e claro que a gente tinha visto ela da primeira vez aqui, mas foi somente durante o dia e de longe. Na sexta à noite, primeiro dia na cidade, fomos beber e comer em um pub ali perto – aguardem o post dos restaurantes – e aproveitamos para caminhar à beira do rio Tâmisa e apreciar a lindeza dessa ponte. Ela é toda iluminada e muita gente caminha por ali. Eu já falei em algumas oportunidades que tenho um encantamento por pontes, e adorei ter conferido a Tower Bridge à noite. Para quem tiver interesse, tem como fazer um tour na parte superior da ponte e você pode conferir os detalhes neste link.

A Carnaby Street fica no coração de Londres, bem pertinho de Oxford Circus e Piccadilly Circus. Além da rua ser super charmosinha – tem uns prédios coloridos que são uma graça – é cheia de lojas legais (são cerca de 150!). Tem muitas marcas conhecidas e lojas diferentes, como a Irregular Choice, que vende calçados criativos e super diferentes – são os mesmos usados pela Louisa Clark em “Como eu era antes de você”(35 Carnaby Street). É na Carnaby Street que também está a loja da Urban Decay (w1 9pp, 44-45 Carnaby St) e a da Estée Lauder, da The Estée Edit (46 Carnaby Street). Vale passar também no Kingly Court, que reúne vários restaurantes num espaço super delicinha!

Notting Hill é sempre figurinha carimbada no roteiro de quem visita Londres, mas na nossa primeira vez na cidade não conhecemos o bairro. E acreditem ou não, também  nunca assisti ao filme! Hehehe. É super charmosinho, com as casinhas coloridas – minha amiga Jaqueline me explicou que as cores mudam de tempos em tempos. Quando eu postei que estava vindo para Londres, muita gente disse que eu não poderia deixar de visitar o bairro no sábado, quando acontece o Portobello Market, uma feira de rua. Tem de tudo: roupas, artigos vintage, comida, itens de decoração. Absolutamente tudo. É bem gostosinho caminhar por ali!

Camden Town, o bairro onde morava Amy Winehouse, também é muito bacana! Cheio de gente jovem e alternativa, o bairro estava bastante movimentando no sábado em que estivemos lá. Além de uma paradinha básica em um pub, que vai entrar no post de restaurantes, aproveitamos que estávamos pelo bairro e fomos conferir a Camden Town Brewery, uma cervejaria do bairro. Para os amantes de cerveja, é parada certa. A degustação com 5 tipos de cervejas – que você pode escolher – custa £7. Endereço: 55-59 Wilkin Street Mews.

Também aproveitamos essa ida a Londres para conhecer a Tower of London! Não é o tipo de passeio que eu iria por minha conta, mas o Thiago estava louco pra conferir o lugar e, no fim, curti muito! O lugar é um castelo histórico, que fica às margens do rio Tâmisa (do ladinho da Tower Bridge). O local foi fundado por volta do ano 1066 e foi utilizado como prisão e também como residência real. Os tickets custam £21.50 (online) e a dica é alugar um áudio guia por £4 (tem em português) para ter uma experiência completa. Os destaques ficam por conta do Line of Kings, com exibição das armaduras usadas e também a The Crown Jewels, uma exibição com as joias da realeza – incluindo as coroas. Não é permitido fotografar lá dentro – mas é incrível!

Por fim, como uma apaixonada por cosméticos, não poderia deixar de recomendar uma passadinha na loja da Lush na Oxford Street! A Lush é uma marca inglesa, com cosméticos naturais e feitos à mão. A gama de produtos é extensa e inclui cuidados com o corpo, rosto e cabelos. Essa loja é a maior da marca no mundo e além da variedade de produtos, há alguns serviços free e dá para experimentar tudo. O grande destaque fica por conta da linha de maquiagem, que ainda não chegou aqui nos EUA. Endereço: 175-179 Oxford St.

Sobre o transporte em Londres: é uma cidade super bem-servida no quesito transporte público, com ônibus, trem e metrô (Underground). Compramos o Oystercard por £5 cada (valor que você pega de volta em um máquina quando for embora) e ele serve para tudo (ônibus, trem, metrô). Sempre conferíamos nosso cartão e deixávamos carregado com £7,75 para ter uso ilimitado – ele é um sistema inteligente e calcula o quanto você já usou para aplicar o ilimitado ou não. Por exemplo, se você usar só uma vez, só vai descontar £3,90. Usamos transporte público inclusive para sair do aeroporto – e nem preciso dizer que o Google Maps foi nosso melhor amigo na hora de traçar as rotas e saber quais linhas pegar, né?

Espero que tenham gostado do post! Aproveito para agradecer à minha amiga Jaqueline e seu marido Reinaldo pela hospedagem e hospitalidade durante nossa estadia na casa deles. =)