Category

turismo

10 programas no Brooklyn!

Por muito tempo, Manhattan foi a protagonista dos roteiros das viagens a Nova York. Não dá para negar que a ilha tem uma gama ilimitada de coisas para fazer, mas, como eu sempre digo, nem só de Manhattan vive Nova York! Os outros grandes bairros da cidade rendem programas incríveis e hoje decidi listar 10 coisas legais para se fazer no Brooklyn. Sim, o Brooklyn vai muito além da icônica ponte e não, não tem como cobrir esse bairro em apenas um dia (nem em uma vida). Abaixo, sugestões do que fazer pela região!

Atravessar a Brooklyn Bridge e curtir a região do Dumbo – a travessia dessa ponte é quase que passeio obrigatório para quem vem para Nova York pela primeira vez – e vale repetir se você tiver outras oportunidades. A Brooklyn Bridge é uma das pontes suspensas mais antigas do mundo – e a primeira construída para ligar Manhattan ao Brooklyn, com quase dois quilômetros de extensão. Foi inaugurada em 1883 – 13 anos após o início de sua construção. John Augustus Roebling era o engenheiro responsável pela obra – ele era alemão, mas vivia nos EUA há muitos anos – e tinha muita experiência na área de construção de pontes suspensas e a Brooklyn Bridge foi seu projeto mais ambicioso. Hoje, em média, 120 mil veículos cruzam a Brooklyn Bridge todos os dias, além de 4 mil pedestres e 2600 ciclistas. Depois de atravessar a ponte, você vai chear ao Brooklyn Bridge Park. Aproveite e tire um tempo para explorar o lugar  e sua vista maravilhosa.

Clique aqui e confira mais detalhes sobre esse passeio.

Estique o passeio e explore Brooklyn Heghts Promenade.

Visitar o Brooklyn Botanical Garden – é o Jardim Botânico do Brooklyn. São mais de 12 mil espécies, num espaço anexo ao Prospect Park (como o Central Park do Brooklyn), com muito espaço verde e flores lindas. Um dos lugares mais lindos para conferir a temporada de cherry blossom. Tem jardins de tulipa, jardins de rosas e o Jardim Japonês, que fica à beira de um lago e é uma lindeza só. A entrada é gratuita aos sábados das 10 ao meio-dia (exceto quando há eventos especiais). Às terças, também não se paga nada para entrar. Nos outros dias, o ticket custa U$12 (adultos) e U$6 para idosos acima de 65 anos e estudantes com ID válida. Crianças de até 12 anos não pagam.

Endereço: 990 Washington Ave.

Clique aqui e confira mais detalhes sobre esse passeio.

Conferir as street arts em Bushwick – Bushwick é o bairro do Brooklyn onde está a The Bushwick Colletive, um projeto sob a curadoria de Joseph Ficalora, que tenta encontrar e fornecer paredes vazias para os artistas de rua – que não são apenas dos Estados Unidos, mas também de países como França e Itália. A galeria a céu aberto começa na Jefferson Street e continua através da Troutman Street até a Saint Nicholas Avenue.

Como chegar: de metrô, use a linha L e desça na Jefferson St. Quando você sair, já verá algumas artes. A galeria começa na Jefferson Street e continua através da Troutman Street até a Saint Nicholas Avenue. A região não é extensa, então dá pra caminhar tranquilamente, sem pressa.

Clique aqui e confira mais detalhes sobre esse passeio.

Coney Island – Coney Island está longe de ser uma praia perfeita para o verão. Mas, levando em conta que Nova York é uma selva de pedras, o local é um bom lugar pra fugir do vuco-vuco da cidade grande e fazer um programa mais relax. Eu, particularmente, acho Coney Island um local mágico, encantador e nostálgico – já que muitos filmes, séries e clipes foram gravados lá. O  maior charme e diferencial de Coney Island são os dois parques de diversões que ficam na beira-mar, dando uma aura mágica ao lugar. A montanha-russa mais antiga do mundo, a Cyclone, fica lá, e ainda há outros tantos brinquedos radicais e outros nem tanto. Que tal uma voltinha na Wonder Wheel, roda-gigante que é um dos símbolos do local? Lá de cima, a vista é simplesmente incrível e dá até pra enxergar Manhattan. Além disso, a praia conta com muitos locais gostosinhos para comer.

 Para chegar em Coney Island, basta usar as linhas D, N, F ou Q.

Clique aqui e confira um vídeo sobre Coney Island.

Clique aqui e confira coisas para fazer no local.

Mast Brothers Chocolate –  a Mast Brothers foi criada por dois irmãos, Rick e Michael Mast, em 2007, e hoje conta com lojas em Nova York e também em Londres – em breve em Los Angeles. O destaque da marca fica por conta do processo de fabricação dos chocolates. Com cacau proveniente de lugares como Tanzânia e Peru, os chocolates levam poucos ingredientes – e todos orgânicos – e não contam com conservantes. Ou seja, são super naturais. A fabricação segue todo um ritual para garantir chocolates com sabor intenso e textura que derrete na boca. Não são fórmulas cheias de açúcar – mas também não são super amargos. Quem gosta de sabores mais intensos certamente vai curtir. É um conceito bem gourmet.  A Mast Brothers Chocolate tem loja e fábrica no bairro de Williamsburg – e o mais bacana é que é possível fazer um tour para conhecer mais sobre o processo de fabricação dos chocolates.

Endereço: 111 N 3rd St – use a linha L. 

Clique aqui e confira mais detalhes sobre esse passeio.

Smorgasburg – é uma das feiras de comida de rua mais famosas em Nova York.  Ela rola o ano todo, no Brooklyn, mas é no verão que ela fica mais legal, quando o evento rola ao ar livre. São mais de 80 barraquinhas que oferecem os mais diversos tipos de pratos e lanches, doces e salgados. A Smorgasburg rola todo fim de semana no Brooklyn. Aos sábados, no East River State Park, Williamsburg. Aos domingos, no Prospect Park. Sempre das 11 às 18h, faça chuva ou faça sol, até novembro. Depois, a feira parte para outro local, coberto. Acompanhe o site para conferir detalhes e clique em locations para checar os outros endereços da Smorgasburg (com menos barraquinhas).

Clique aqui e confira 5 delícias para provar na Smorgasburg.

Red Hook – Localizado ao sudoeste do bairro Carroll Gardens, Red Hook é um bairro do Brooklyn um tanto isolado por conta da falta de estações de metrô próximas. Isso acaba dando à região esse ar de “exclusividade”, digamos assim. Red Hook não é das áreas mais exploradas pelos turistas – o que é uma pena, pois há várias coisas legais para se fazer por lá. O bairro abriga muitos negócios artesanais e fábricas pequenas e foi drasticamente atingido pelo furacão Sandy. Para quem nunca ouviu falar do bairro, é lá que fica localizada a Ikea. Mas, Red Hook tem muito mais do que a Ikea para oferecer. Suas ruas calmas com paralelepípedos fazem você se sentir numa cidadezinha do interior. Rica em gastronomia, a área conta com restaurantes e fábricas perfeitos para um dia de degustação de muitas delícias. Tem vinícola, churrascaria texana, restaurante de frutos do mar e duas fábricas de chocolate.

Clique aqui e confira dicas do que fazer em Red Hook.

Explorar Greenpoint – localizado na parte noroeste do Brooklyn – um pouco acima de Williamsburg e ao sul de Long Island City – Greepoint tem ganhado cada vez mais destaque, com abertura de ótimos restaurantes e cafés, além do investimento em novos imóveis. Com uma atmosfera tranquila – com ruas tranquilas, de arquitetura que encanta – Greenpoint pode ser uma ótima opção para um dia em Nova York – especialmente se você busca por lugares fora da rota turística. Tem cervejaria, loja de chocolate, loja de cosméticos e uma vista incrível para Manhattan.

Clique aqui e confira um roteiro pelo bairro.

Ver as luzes de Natal em Dyker Heights – esse é um programa que só pode ser feito durante a época de Natal. Essa região é famosa pelas casas super decoradas na época de Natal. São milhares de luzes coloridas e bonecos em várias residências, iluminando as ruas e atraindo vários turistas para a região. A tradição começou em 1986 e agora o local atrai cerca de 100 mil turistas todos os anos, que visitam o bairro para conferir este show de decoração de perto. As casas contam com aquele design tipicamente americano, que deixa tudo ainda mais charmoso. Geralmente, algumas luzes já aparecem depois do Thanksgiving (fim de novembro), mas o período em que você certamente vai encontrar várias casas iluminadas  na metade de dezembro – e elas seguem assim até mais ou menos dia 8 de janeiro. Além disso, é melhor visitar o bairro durante os fins de semana, das 17h às 21h – pois as luzes são apagadas após este horário, geralmente. As casas estão localizadas entre a 11th Avenue e a 13th Avenue, da 83rd a 86th Street.

Confira mais fotos e informações sobre como chegar aqui.

Visitar o Brooklyn Museum – ótima alternativa para fugir dos museus lotados em Manhattan, o Brooklyn Museum tem um acervo caprichado. Dentre os destaques, uma coleção egípcia de 4000 peças – que inclui uma múmia preservada em seu caixão de origem. Há obras de Cézanne e Monet, além de esculturas e galerias de arte da África e Ilhas do Pacífico. O Museu ainda conta com exposições especiais periodicamente – já rolou uma sobre sapatos e outra de Jean-Paul Gaultier.  O ingresso custa U$16 mas a entrada é gratuita aos sábados, das 17 às 23h

Endereço: 200 Eastern Pkwy.
Gostaram? Não deixem de explorar os posts relacionados a cada um dos lugares, pois eles contam com mais detalhes, informações e fotos!

Para se despedir de Girls: 16 locações do seriado em Nova York

No último domingo, um dos meus seriados favoritos acabou: Girls. Exibido pela HBO, a mesma emissora que exibiu Sex and the City há anos atrás, Girls estreou na TV gerando toda uma expectativa. Afinal, a série trataria sobre a vida de quatro amigas morando em Nova York. Rapidamente, muita gente já fez a comparação com Sex and the City – para reforçar, Hannah, a protagonista, também é escritora (Carrie Bradshaw feelings). Quando a série estreou, rapidamente deu para perceber que a comparação com Sex and the City não poderia mais existir. Girls retratou a vida quatro amigas de 20 e poucos anos vivendo em Nova York.Hannah, Marnie, Jessa e Shoshanna se viram como podem para pagar o aluguel, não frequentam os melhores restaurantes e festas e seu figurino passa longe das grifes famosas. As meninas são cheias de defeitos (e quem não é?) e, para mim, a série fez ainda mais sentido depois que vim morar em Nova York, pois acho que a história retrata mais a realidade da cidade. Sem contar que o enredo é nada óbvio e previsível. Girls vai deixar saudades no meu coração… e como já fiz post falando de locações de Mad Men e também dos restaurantes de Sex and the City, achei que seria bacana fazer um post para mostrar 16 locações do seriado.

Acima, vocês conferem uma foto da cena e, abaixo, os pontos marcados no mapa, com a informação da temporada e um pequeno resumo da cena. Obviamente, esses não são as únicas locações de Girls em Nova York. Neste link, dá para conferir mais de 40 locações da série. 

Bônus: para celebrar as seis temporadas da série, a HBO e o Refinery 29 promoveram uma exposição especial na semana passada. Durou apenas dois dias e passei lá para conferir. Tinha vários objetos, alguns figurinos, roteiros… nostálgico demais! Teve até reprodução do apartamento da Hannah! Como não amar?

Bônus 2: a foto do pôster da sexta temporada foi feitam em frente ao River Deli, um restaurante que fica em Brooklyn Heights e que é uma delicinha – já falei dele neste post aqui!

Girls vai deixar muitas saudades! Quem quiser uma lembrança da série, dá para passar na loja da HBO e garantir algum souvenir especial. Tem mais infos sobre a loja aqui.

Gostaram do post? Quem aí assistiu Girls?

Conhecendo o Conservatory Garden, no Central Park

O Central Park é um dos locais mais famosos de Nova York. Não importa qual seja a estação, o parque sempre tem seu charme. É como o oásis da cidade, o ponto de refúgio dos novaiorquinos, um lugar para relaxar, fazer atividades físicas, ver a vida passar. Nevou? Todo mundo vai para o Central Park brincar. Dia lindo de sol? Todo mundo vai para o Central Park curtir. Costumo dizer que, nos dias quentes, é como se fosse a nossa praia: todo mundo acaba indo para o parque – e há quem leve o conceito de praia bem a sério e até toma sol de biquini. Sempre digo que é o tipo de lugar que merece bastante tempo do seu roteiro – pelo menos uma tarde, dependendo da temperatuta, obviamente. Afinal, o lugar é enorme: vai da 59th St até a 110th Street. Há vários pontos famosos por lá – tô planejando um post para guiar vocês nesse quesito – mas hoje eu queria falar sobre um ponto muito especial: o Conservatory Garden. Não vejo muita gente falando a respeito, mas acho que o lugar merece muito uma visita durante o seu passeio pelo Central Park.

Localizado na altura da 105th St com a Quinta Avenida, o Conservatory Garden é o único jardim “formal” do parque. Tem uma atmosfera silenciosa, um clima mais calmo – já que bicicletas não são permitidas ali dentro. Aberto em 1937, é composto por belas plantas sazonais que são organizadas em três estilos: Inglês, francês e italiano. Estava super curiosa para conhecer o lugar de perto e no último fim de semana, com o domingo super ensolarado – e como agora estamos na época de cherry blossom – aproveitei para dar uma passada lá, conhecer o local e fotografar para vocês! Fiquei encandada – realmente, a vibe dos jardins é bem diferente do restante do parque, é como um jardim botânico. O lugar não está no auge da sua beleza – as fontes de água não estavam ligadas e algumas árvores ainda estavam secas. Porém, havia muitas árvores floridas, o que deixa qualquer lugar mágico. O Conservatory Garden tem vários lugarzinhos para sentar e também uma passarela mais elevada, de onde dá para visualizar todo o jardim. É, inclusive, um dos locais preferidos de quem escolhe casar no parque!

Adorei o Conservatory Garden! Lá no site do jardim, dá para acompanhar a época de florada – segundo as informações do site, a temporada de flores vai de março a agosto. 

Times Square: manual de sobrevivência e dicas sobre a área

Não preciso contratar uma empresa para ter certeza de que estou certa: 90% dos turistas que visitam Nova York ficam encantados com a Times Square. Conhecida como esquina do mundo, a Times Square está localizada na junção da Broadway com a 7ª Avenida, entre a ruas 42 Oeste e 47 Oeste, na região central de Manhattan. Sua característica mais marcante? Os letreiros luminosos. O estabelecimento que se instala na região é obrigado a instalar um letreiro – as luzes ficam acesas 24 horas por dia, 7 dias por semana – e o custo desses paineis é de U$5 mil a U$20 mil por mês. É muita grana né?

Confesso: a Times Square já foi meu local favorito aqui em Nova York – e adivinhem em qual período? Quando eu me mudei pra cá. Hoje, evito passar pela região. Muita gente, muita muvuca, não vejo muito motivo para se gastar tantoooooo tempo num lugar só. Óbvio que você deve visitar se quiser, afinal, é um lugar icônico, famoso. Mas, como eu sempre digo, a cidade vai muito além da Times. E como o local é tão popular entre os visitantes, resolvi fazer um post para dar alguns toques e dicas que podem ser bem úteis!

Fique atento aos personagens – Estátua da Liberdade, Mickey, Mario Bross, Naked Cowboy… você vai ver pessoas dando vida aos mais diversos tipos de personagem na Times Square. Mas, não esqueça que quase nada nessa vida é de graça e essas pessoas não estão ali só para que você tire uma foto e leve de lembrança para casa… se fizer isso, lembre-se de dar uma gorjeta! Atualmente, essas pessoas tem uma área delimitada na região da Times – estão pintadas no chão. Não se sinta intimidado caso algum deles aborde você. Se você não quiser fotos, agradeça e diga não.

Tudo fecha muito tarde – a grande maioria das lojas em Nova York fecha as portas entre 20 e 21 horas. Mas não  na Times Square. Lá, lojas como Forever 21 e H&M só encerram o expediente 1 da manhã, o que pode até ser vantajoso algumas vezes. Não esqueça que a grande maioria das lojas presentes na área são de grandes redes (para citar outras: American Eagle, Sephora, Mac, Disney Store) e muitas delas contam com outras lojas espalhadas pela ilha. No caso de grandes redes, é bom salientar que os preços serão sempre os mesmos, não importa a localização.

TKTS e os tickets para espetáculos da Broadway – a escadaria vermelha, um dos pontos para fotos na área e localizada bem no coração da Times Square, também abriga uma unidade da TKTS (atrás). Este local costuma vender ingressos para espetáculos da Broadway com descontos. O problema são as filas gigantescas. Lembre-se que a TKTS tem outros dois endereços na cidade, com filas menores: um no Lincoln Center (no David Rubenstein Atrium – 61 West 62nd Street) e outro em South Street Seaport (190 Front Street). Esses locais costumam ter menos filas e, além de oferecer ingressos para espetáculos na mesma noite também há ingressos para matinês do dia seguinte.

Alimentação – a Times Square é cheia de restaurantes de rede, como Red Lobster e Bubba Gump. Sou bem enfática quando me pedem opinião sobre onde comer na área: sempre sugiro procurar outro lugar. Explico: Nova York é uma cidade rica em gastronomia, com restauntes de culinárias do mundo todo, verdadeiras delícias. Um restaurante de rede não proporciona uma experiência gastronômica autêntica: tudo que é servido num lugar assim, é servido igual em todas as outras incontáveis unidades. Mas, gosto é gosto, né? Se você tem curiosidade, vá conhecer, mas não limite suas refeições à area. Explore a aba Gastronomia aqui no blog que tem várias outras sugestões. Quer uma dica para jantar e não ter que ir muito longe? Caminhe da Times Square até a Nona Avenida! Essa área é conhecida como Hell’s Kitchen e é cheia de restaurantes legais! Baixe o aplicativo Yelp ou o Foursquare e faça uma busca. E quanto à Times, minha dica de local é o Dallas BBQ (241 W 42nd St), que tem uma comida bacana por um preço justo, e também a John’s of Times Square (260 W 44th St), uma pizzaria que fica dentro de uma antiga igreja!

Souvenirs – não se assuste com os preços dos souvenirs nas lojinhas da Times Square: os preços ali costumam ser beeeeem salgados! No geral, não recomendo comprar lembrancinhas ali. Um bom local para isso é o bairro de Chinatown – caminhando pela Canal Street você verá vários locais vendendo esse tipo de produto. Além disso, preste atenção aos vendedores de rua: em frente ao Metropolitan Museum e na Ponte do Brooklyn, por exemplo, dá para encontrar chaveiros e imãs de geladeira por U$1 – U$2.

Ano novo – não se engane pelas luzes encantadoras e pela queda da bola: o ano novo na Times Square não tem nada de glamouroso. Aliás, eu costumo dizer que ninguém saber dar boas-vindas ao ano novo como os brasileiros. Lembre-se que 31 de dezembro é inverno por aqui – e faz muito frio! Some a isso o fato de você ter que chegar na Times Square muito cedo (tipo antes das 16 horas) e ficar horas em pé sem nem poder ir ao banheiro. O melhor é ver os fogos do Central Park ou procurar uma festa fechada. Aqui tem um post com dicas.

Gostaram dessas dicas sobre a Times Square? Deixo vocês com o vídeo que fiz na região, bem no comecinho do canal!

A programação da Governors Island para 2017

Uma das coisas que mais gosto em Nova York é a capacidade da cidade se reinventar. Sempre digo às pessoas que tudo aqui costuma mudar dependendo da estação do ano. Curto muito o período entre maio e setembro, porque é quando dá pra fazer atividades na rua – restaurantes com mesas na calçada, piquenique e outras incontáveis coisas. Muitas atrações da cidade só ficam abertas durante esses meses – e eu diria que é nesse meio tempo que há mais coisas para se fazer em Nova York. Uma das atrações sazonais da cidade é a Governors Island! Já falei sobre essa ilha algumas vezes aqui no blog. É um destino ainda pouco explorado pelos turistas – mas um verdadeiro oásis da cidade. Serviu como base militar por quase 200 anos e fica a apenas 800 metros ao sul de Manhattan. Como a temporada da Governors Island está quase começando, achei justo fazer um post para contar as novidades para 2017.

Abertura antecipada – uma das novidades mais legais dessa temporada, é que a Governors Island vai abrir mais cedo! A tradição é a ilha abrir ao público no final de maio –  mas, neste ano, a abertura acontece no dia 1 de maio, segunda-feira, esticando seu período e dando a chance pros moradores e turistas aproveitarem mais.

Holi Hai Festival of Color  – pela primeira vez, a Governors Island vai ser sede do Holi Hai Festival of Color. Para quem não está familiarizado, o Holi Hai é uma festa que celebra a chegada da primavera, com música, dança e cores. Sim, cores! Os convidados jogam pó colorido uns nos outros! O resultado é lindo! A melhor parte? O evento é gratuito e você pode reservar seu ingresso aqui.

Bicicletas gratuitas – uma das coisas mais legais de se fazer na Governors Island é pedalar. Quem visita a ilha, pode alugar uma em dos pontos da Citi Bike. Porém, de segunda a sexta, das 10 ao meio-dia, será possível usar uma bicicleta na ilha sem pagar nada. Vale lembrar que também é possível levar sua própria bike.
New beer garden and oyster bar!
Beer Garden / Oyster Bar – a Governors Island conta com uma seleção de food trucks, que servem os mais diversos tipos de comida. Nesse ano, a ilha ainda vai contar com três beer gardens – que servem cerveja – e uma delas é a Island Oyster, que além de cerveja também vai oferecer frutos do mar e vários coqueteis. Delícia, hein?
Segunda edição do Pinknic – ano passado, a Governors Island foi palco da primeira edição do Pinknic. O evento foi sucesso e retorna à ilha esse ano também. É um piquenique de grande escala e festival de música da cidade dedicado exclusivamente ao vinho rosé, com animação de DJs e bandas. O público é convidado a comparecer vestindo rosa e branco. Mais informações sobre o evento e ingressos no site.
Como chegar? O acesso à ilha é feito por um Ferry diariamente durante a temporada e o ticket (ida e volta) custa apenas U$2! O lugar de onde o Ferry sai – e onde você compra o ticket – fica ao lado do Staten Island Ferry, bem fácil (10 South Street). O primeiro barco sai por volta das 10h e o último sai às 19h (aos fins de semana).  Aos sábados, até meio-dia, o ferry é grátis.

Viajar não é “riscar da lista”: como organizar seu roteiro para Nova York

Um dos tipos de mensagens que mais recebo das pessoas que me seguem nas redes sociais e acompanham o blog é referente ao roteiro. Esse tópico também é recorrente lá no grupo do Facebook. São sempre as mesmas questões: ou as pessoas querem um roteiro pronto, ou elas querem saber os pontos imperdíveis, ou elas querem saber quanto tempo devem ficar em cada atração ou como dividir cada dia da viagem. Depois de ver essas perguntas se repetirem inúmeras vezes, decidi escrever um post para tentar esclarecer alguns pontos para vocês.

1. É impossível conhecer Nova York em apenas uma viagem – faz três anos que eu escrevo sobre Nova York e eu costumo brincar com o meu marido que a gente deve muita coisa ao blog. Se não fosse o meu exercício de postar todos os dias, eu duvido muito que a gente conheceria tantos lugares diferentes por aqui. Isso sem contar os restaurantes e lojas. Nova York é uma cidade que se reinventa todos os dias. Você sabia, por exemplo, que já há mais dois observatórios programados para abrir nos próximos anos? E que Staten Island vai ganhar um outlet e uma roda gigante no estilo da London Eye? Não dá para pensar que você vai cobrir toda a cidade em 7 dias aqui. E, para mim, essa é a graça da Big Apple. Por isso que eu sempre fico surpresa quando alguém comenta que “já viu tudo em Nova York”. Tudo é impossível. Uma vida inteira aqui não é suficiente para aproveitar tudo.

2. Roteiro é algo muito pessoal – existem vários tipos de viajantes. Há aqueles que não abrem mão do conforto de ficar em um hotel e há os aventureiros que curtem um hostel. Há ainda quem prefira a experiência de alugar um quarto no Airbnb. Também existem viajantes com os mais diferentes orçamentos: gente com grana para comprar muito e gente com grana para comprar pouco, gente com grana para comer em restaurantes bacanudos e gente que prefere comprar lanches e fast food. A internet é maravilhosa: dá pra encontrar roteiros prontos em vários sites de viagens e também nos grupos de Facebook. Mas, não esqueça de uma coisa: roteiro é algo pessoal. É bem interessante olhar o dos outros para ter uma ideia nova para o seu. Mas, lembre-se: seja o seu orçamento apertado ou não, uma viagem para Nova York não é algo barato. E aí eu te pergunto: você vai gastar toda a sua grana para usar o roteiro de um estranho? Dedique-se, arranje tempo: é a sua viagem. Faça dela algo especial.

3. Planejamento, planejamento, planejamento – não adianta dizer que não tem tempo. A gente arranja tempo para as coisas boas da vida e se você arranjou tempo para pesquisar passagens e para pesquisar opções de estadia, você também pode arranjar tempo para fazer a pesquisa para a sua viagem. Sugiro dividir o seu processo em etapas. Primeiro, liste tudo o que você já conhece ou ouviu falar sobre Nova York – pontos turísticos, lojas, restaurantes, programas. Depois, pesquise sobre a cidade. No caso, vou puxar a sardinha e dizer: faça um “intensivão” aqui no blog e no meu canal do YouTube. Gente, sério, tem tantas perguntas que eu recebo que estão respondidas aqui… O conteúdo está aqui, prontinho pra vocês e DE GRAÇA. Acessem o índice do blogque lista todos os posts, de todas as categorias. Fica muito fácil visualizar o conteúdo. E pesquisem outros blogs, outros sites, outras fontes… dicas nunca são demais!

4. Organização dos dias – depois de pesquisar bastante, filtre aquilo que te interessa e acrescente à sua lista. Depois, abra o Google Maps e vá marcando os pontos no mapa, priorizando aquilo que mais te interessa. Lembre-se que em Nova York dá pra se locomover facilmente de metrô – e tem uma série de vídeos explicando tudo aqui no blog. O Google Maps simula os trajetos de um ponto ao outro a pé, usando metrô ou carro. E assim fica fácil como dividir cada dia. É mais prático, obviamente, explorar uma mesma região por dia.

5. Viajar não é riscar da lista – Você calcula duas horas para caminhar no Central Park mas aí você chega lá e vê que o lugar é muito maior do que imaginava. Você começa a caminhar, decide alugar uma bike, depois resolve comer alguma coisa. O tempo está estourando. E agora? Relaxa! Viajar não precisa ser um “riscar da lista”. É aproveitar! Curtir cada momento! E se permitir mudar de ideia. Por isso que eu confesso que acho até engraçado quando vejo roteiros cronometrados. Planejamento é algo ótimo, sim, mas não se sinta mal se não conseguir fazer tudo que colocou no papel. Essa cidade é tão intensa que é um desperdício passar pelos lugares só para dizer que passou. É por isso que, por mais que me peçam, eu ainda acho que não devo escrever posts para falar sobre o tempo gasto em cada atração. Quem sou eu para colocar tempo na viagem dos outros?

6. Faça uma viagem do seu gosto – óbvio que você vai encontrar milhares de sugestões do que fazer em Nova York – tanto aqui no blog como em vários outros blogs, portais, livros e revistas. Mas, lembre-se: a viagem é sua. Não ache que você precisa ir a determinado lugar só porque todo mundo vai ou porque alguém indicou. Não existe certo e errado. Existem opiniões, vivências, relatos e existem os seus gostos e os seus sonhos. Não tem vontade de ir na Estátua da Liberdade? Bem, então você não precisa gastar dinheiro para ir até lá só porque todo mundo vai. Não curte museus? Eu também não curto. Por que você vai perder tempo (em dólar, diga-se de passagem, hehe), para fazer algo que não gosta ou não está a fim?

7. Lembre-se que gastos também são pessoais – todo mundo quer saber quanto dinheiro trazer para Nova York, mas a verdade é que isso depende de muitos, mas muitos fatores. Vários detalhes influenciam no seu orçamento, e isso inclui o seu estilo como viajante e suas intenções com a viagem. Como sempre digo, é necessário bastante pesquisa e organização, para você ter uma ideia, adiantada, de quanto vai gastar. Atrações têm preços estipulados, restaurantes têm menus e para produtos que você quer comprar há sites para pesquisar preços. Clique aqui e confira um post para ajudar a definir os seus gastos.

Dica extra: ok, você ainda se sente perdido, você fica muito nervoso sem saber decidir, você não encontra tempo, você está desesperado… ? Ok! Não tem problema! Existem profissionais especializados em assessoria para viagem, com conhecimento para montar um roteiro de acordo com o seus gostos e preferências. Recomendo muito o trabalho da Patricia Toussie, mais conhecida como Nyorquina. Ela faz roteiros personalizados e também presta assessoria durante o seu período de viagem. O e-mail de contato dela é [email protected]