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Brunch no castelo de Caras, em Upstate NY

Meu marido estava de aniversário na segunda-feira. Nós tínhamos planejado uma viagem para Fort Lauderdale para o fim de semana que passou, mas, devido ao furacão Irma, achamos melhor cancelar. Logo, tivemos que reprogramar o fim de semana e pensar em como fazer algo especial no sábado e no domingo – já que aniversário em segunda-feira complica um pouco, né? No sábado, assistimos à uma peça da Broadway e no domingo fomos conhecer um lugar que já estava na minha lista, o Castle Hotel & Spa, que fica em Tarrytown, no norte do estado de Nova York – a gente chama essa região de upstate NY. Quando eu estava lá, fiz alguns Insta Stories (@laura_peruchi) e uma seguidora me lembrou de um fato muito interessante: o Castle Hotel & Spa é o Castelo de Caras. Interessante é que eu já sabia disso e não tinha me dado conta! hahahaha

Localizado a trinta minutos a norte de Manhattan, o Castle Hotel & Spa está localizado em um dos pontos mais altos do condado de Westchester, com vista para o rio Hudson, em meio a extensas áreas de jardins e terrenos bem cuidados. O lugar, que tem mais de 100 anos, tem uma história bem interessante, que começou um pouco antes do início do século 20, quando o General Howard Carroll, jornalista e respeitado homem de negócios, comprou a terra para ser a casa de sua família. A construção foi erguida em duas fases, entre 1897 e 1907, e foi inspirada nos fortes da Escócia e da Irlanda, com 45 quartos. Howard Carrol e sua esposa eram figuras notáveis na sociedade de Westchester e de Nova York. Em 1910, o castelo foi expandido. Após a morte do General Carroll em 1916, sua viúva e filhos ocuparam o Castelo até 1940, quando foi alugado por um breve período para uma escola local. Em 1941, Emerson e Ruth Axe compraram o castelo e transformaram o lugar na sede da H.W. Axe & Company, empresa de investimentos. Em 1981, a cidade de Tarrytown designou o castelo como patrimônio histórico, protegendo a estrutura externa de qualquer alteração no futuro. Entre 1994 e 1996, o castelo foi transformado num hotel de luxo, com restaurante gourmet e estrutura para eventos. Em 2013, o local inaugurou a instalação anexa do THANN Sanctuary Spa, conhecido na Asia como um oasis de paz e tranquilidade.

A esta altura, você já deve imaginar que o preço das diárias e dos serviços de spa não é o que podemos chamar de acessível. Quem sabe um dia a gente desfrute dessa parte mais de perto, mas, agora, a gente se contentou com uma experiência no restaurante Eqqus, que fica dentro do hotel e serve café da manhã, almoço, jantar e brunch. Pesquisamos a respeito antes e descobrimos que o brunch tem um menu com preço fixo. Achamos a proposta atraente e fizemos nossa reserva. Apesar do sistema do OpenTable mostrar que não havia mais mesas disponíveis, ligamos e conseguimos reservar uma mesa.

O ambiente do restaurante é lindo e, na parte onde sentamos, havia uma vista maravilhosa para o jardim – onde, inclusive, estava rolando um casamento. O brunch custa U$42 (mais taxas e gorjetas) e inclui uma entrada, um prato principal e uma sobremesa, além de uma taça de Mimosa ou Espumante. De entrada, Thiago escolheu o Chicken Liver Mousse – patê de fígado de frango, servido com torradas. Eu escolhi o Sweet Corn Risotto – risoto de milho – em uma porção bastante generosa se considerarmos que era um aperitivo. De prato principal, decidimos escolher uma opção doce e outra salgada, para dividir. Optamos pelo burger, acompanhado de ovo e batata frita e as panquecas com blueberry. Gente, sério, morri por essas panquecas. Estou salivando só de lembrar! Nossas sobremesas foram o Espresso Crème Brulée e o Opera Cake. Tudo delicioso, não aguentávamos mais comer!

O Eqqus também tem opção de menu com preço fixo para jantar e para almoço, e também a la carte. Você pode conferir todos os menus aqui. Para fazer reserva, clique aqui.

Depois do almoço, aproveitamos para explorar os arredores do castelo e tirar algumas fotos. É tudo tão lindo e tranquilo. Fico imaginando o quão mágica deve ser a paisagem na época do outono! Vale lembrar que há pacotes especiais que incluem serviços de spa + brunch. Vocês podem conferir tudo no site.

Como chegar? De trem, da Metro-North. Os trens partem da Grand Central e também da estação 125th Street, no Harlem. Você compra o ticket nas máquinas de auto atendimento e escolhe “Round trip” (ida e volta) e o destino final é TarryTown. O preço do ticket varia conforme o horário. No nosso caso, era um domingo, off peak (fora do horário de pico) e os tickets custaram U$20 por pessoa, ida e volta. Cheque no painel as informações sobre os trens para saber em qual track você deve esperar. Guarde o ticket com você, pois um funcionário confere durante o trajeto. Saímos do Harlem às 10:54 e chegamos em Tarrytown às 11:25. Muito rápido, não? O trajeto passa à beira do Hudson River – e, vale avisar, a vista é incrível. Ao chegar em Tarrytown, havia vários táxis já esperando na área. Da estação de trem até o Castelo são cerca de 5 minutos e a corrida custa de U$8 a U$10. Vale baixar o app do MetroNorth: o Train Time (para horários) e eTix para tickets.

DICA! Você pode aproveitar a ida a Tarrytown e combinar a visita ao castelo com outro passeio: a residência dos Rockefeller! Clique aqui e confira meu post a respeito!

Aula de culinária na The Brooklyn Kitchen

Eu sempre amei cozinhar, não sei se já comentei isso aqui no blog. Adoro pesquisar e testar novas receitas e amo receber os amigos em casa para um jantar especial. Cozinhar é como uma terapia! Minhas amigas me conhecem tão bem nesse quesito que no meu último aniversário, em julho, fui surpreendida por elas com um presente para lá de especial: uma aula de culinária na The Brooklyn Kitchen! Acabou demorando um pouquinho para fazer a aula, mas estive lá há algumas semanas e a minha experiência foi bem bacana e achei que merecia ser compartilhada aqui no blog. Aliás, minhas amigas me conhecem tão bem que quando me presentearam já disseram: você pode escrever no blog depois! E, claro, elas estão esperando um convite pra jantar também, que eu bem sei. Espertinhas, né? Hehehe.

A história da The Brooklyn Kitchen começou em 2006, quando a então loja de cozinha oferecia algumas aulas de vez em quando. Taylor Erkkinen e Harry Rosenblum reconheceram uma oportunidade de criar espaço comunitário no bairro de Williamsburg, Brooklyn. Em 2009, depois do sucesso insano das aulas de carne de porco, mudaram-se para um novo endereço. Em julho deste ano, a The Brooklyn Kitchen abriu seu novo estúdio de cozinha em Industry City, um endereço menor, projetado para operar em um modelo de Cozinha Contínua. A filosofia da Cozinha Contínua opõe-se à culinária baseada em comidas e baseada em projetos e, em vez disso, promove a prática de cozinhar um pouco de cada vez, o tempo todo.

A The Brooklyn Kitchen acredita que o ato de cozinhar não deve ser difícil. Pessoas reais devem comer alimentos caseiros todos os dias. A comida deve ser algo que apreciamos todos os dias, uma oportunidade de nutrir seu corpo, mente e alma com cuidado e esforço razoável. Cozinhar não é competição ou exibição. Apesar de Nova York ser uma cidade com ritmo frenético – e com cozinhas pequenas – a escola acredita que há tempo e espaço para cozinhar. As aulas são concebidas para que os alunos incorporem a atividade em seu dia a dia de uma maneira natural.

O catálogo da escola conta com mais de 30 aulas diferentes! São aulas individuais, que englobam desde técnicas – tem aula para ensinar só sobre corte – e receitas – tem massa, sopas, molhos, tacos, comida de rua japonesa, comida vegana… Eu escolhi a aula de pizza! Eu amo pizza, já fiz muita pizza em casa – mas sempre comprando a massa pronta. Aí não tem graça, né gente? Minha aula foi na unidade de Industry City (é um complexo do Brooklyn que está crescendo, farei post a respeito em breve). Nossa turma tinha 8 alunos e nós aprendemos tudo sobre a pizza napolitana: desde como fazer a massa e todas as técnicas envolvidas até dicas de como escolher os ingredientes que vão em cima da massa. Obviamente, tivemos o trabalho duro de experimentar tudo depois… hahaha. A escola ofereceu, inclusive, duas cervejas por pessoa para o jantar. Eu trouxe para casa massa fresca para assar depois e também recebi a receita por e-mail no outro dia. A aula foi muito proveitosa e divertida: nosso professor era muito querido e animado e acompanhava de perto tudo que estávamos fazendo.

Recomendo muito! Já estou doida para fazer a aula de massas! Acho que é uma ótima oportunidade para quem mora aqui e quer fazer algo diferente – e, de quebra, incrementar suas habilidades culinárias. Também acho que seja bacana para quem esteja passeando e tenha mais tempo na cidade – afinal, é uma ótima oportunidade para treinar o inglês! Vale lembrar que as aulas da The Brooklyn Kitchen são todas individuais. Cada aula dura cerca de duas horas e custam U$95 cada. Você pode clicar aqui para conferir todas as aulas. Para saber disponibilidade das aulas, clique em “view details” ou confira o calendário aqui.

Endereços: 100 Frost St / 220 36th St #2-A.

Acumule experiências: programas incríveis para fazer em Nova York sem gastar muito!

Este artigo foi escrito em colaboração com a campanha do Flights.com – Unboxing the next travel experience

Dentre as milhares de frases de auto-estima e motivação que enchem a timeline das redes sociais todos os dias, existe uma bem famosa: colecione momentos, não coisas. Por mais clichê que isso possa parecer, é a mais pura verdade. A ciência inclusive já provou que essa é mais do que uma frase bonita para ser usada naquela legenda do Instagram. De acordo com várias pesquisas realizadas ao longo dos últimos anos, investir em experiências aumenta as chances de levar uma vida mais feliz, mais plena de sentido e significado. Uma dessas pesquisas, liderada pelo americano Thomas Gilovich, na Universidade de Cornell, aqui dos EUA, revelou que, quando compramos algo, ficamos felizes, pois conquistamos algo que queríamos, mas apenas por um determinado tempo. Isso porque  se trata de mais uma coisa que adaptamos aos nossos hábitos. Logo, fica sem graça.

Muita gente leva tempo para se dar conta disso. Na realidade, nenhuma dessas milhares de coisas que a gente acha que precisa serão tão importantes lá na frente. É só parar e pensar um pouquinho sobre as melhores memórias da sua vida até aqui – provavelmente, elas envolvem pessoas, momentos e experiências, certo? Experiências enriquecem a alma e o coração. Elas nos fazem refletir, crescer, amadurecer. É aquilo que trocamos, é o que permeia nossas conversas, nossos relacionamentos. Eu lembro até hoje do meu processo de mudança para os Estados Unidos. Eu sempre quis morar fora e tudo acabou acontecendo muito rápido. Quando eu soube que a gente se mudaria pra cá, fiquei eufórica. Passada a alegria do primeiro momento, eu pirei. Eu tinha um apartamento (alugado, ok) todo mobiliado. Móveis que eu amava, roupas que eu queria trazer comigo, dezenas de sapatos, livros, cosméticos. Em algumas semanas, ainda bem, eu me dei conta de como eu estava sendo idiota ao me preocupar com os bens materiais. Eu estava me mudando para Nova York! A gente dá um jeito nas coisas materais – o que importa são as experiências. E eu aprendi tanto durante essa maravilhosa jornada… Eu mudei tanto – para melhor, acredito eu – e desconstruí tanta coisa em mim! É disso que eu vou sempre lembrar se um dia eu for embora de Nova York: dos lugares que conheci, das coisas que aprendi, dos sabores que experimentei.

É por isso que eu adorei quando a Flights.com me convidou para escrever sobre sua última campanha. Ela prega que os últimos lançamentos materiais – sejam roupas, eletrônicos ou acessórios – não vão te fazer mais feliz, mas experiências e viagens vão. Isso tem muito a ver com o jeito que eu viajo hoje, porque apesar de sim, gostar de roupas e cosméticos, o que eu e meu marido mais amamos em Nova York é a possibilidade de conhecer incontáveis lugares diferentes e também de ter contato com a gastronomia de países diferentes. Não é à toa que quando a gente vai para outra cidade, nosso roteiro é focado nisso: restaurantes e lugares incríveis. Para celebrar essa campanha, listo abaixo 10 experiências incríveis em Nova York que não custam tanto assim (e, com certeza, custam menos que o preço do último smartphone do momento!). Há várias atividades gratuitas e você pode ver os detalhes sobre todas elas (inclusive o preço das pagas) nos posts linkados.

1. Aula de trapézio – não importa se você vai repetir a experiência ou não. A aula de trapézio que fiz na Trapeze School aqui em Nova York foi uma das experiências mais marcantes da minha vida. Impossível descrever a sensação de liberdade e de satisfação por concluir todos os movimentos da aula. Além disso, durante os meses quentes a escola tem uma unidade no Pier 40. É incrível saltar com a vista para o One World Trade Center e o Hudson River. Saiba mais sobre a aula de trapézio aqui.

2. Aula de culinária – uma das coisas que eu mais amo na vida é cozinhar. Adoro pesquisar e testar receitas novas, e gosto de preparar jantares especiais para o meu marido e para os meus amigos. Comida conecta as pessoas. É um momento tão especial! A The Brooklyn Kitchen tem um catálogo de mais de 30 aulas individuais. Que tal aprender a fazer pizza ou massa aqui em Nova York? Saiba mais aqui.

3. Fazenda de lavanda em Long Island – a Lavender by the Bay é uma fazenda de lavandas que fica em Long Island, mais precisamente em East Marion, no estado de NY. A Lavender By the Bay é uma das maiores fazendas de lavanda dos Estados Unidos e pertence a uma família que toca o negócio há mais de 15 anos. São mais de 6 hectares de terra onde são cultivados 20 tipos de lavandas em mais de 80 mil pés da planta. Foi uma das coisas mais lindas que já vi na minha vida! Saiba mais detalhes aqui.

4. Passeio de caiaque – além dessa atividade ser uma delícia, ela é gratuita! Sim, á pra andar de caiaque em Nova York sem desembolsar um centavo. O Hudson River e o East River têm espaços especiais para a prática durante o verão. E tá aí mais uma atividade para engrossar a lista de coisas para se fazer aqui durante os meses mais quentes.A experiência é fantástica! É uma delícia andar de caiaque e ainda ter como bônus a vista linda para Manhattan. Encantador, é o máximo estar ali contemplando toda aquela beleza, curtindo uma brisa fresca e reforçou ainda mais o meu conceito de que essa cidade é fantástica. Saiba mais detalhes aqui.

5. Tomar um drink num rooftop – um dos programas mais legais de se fazer aqui em Nova York é frequentar os rooftops. Localizados nos terraços de prédios da cidade – em sua maioria hoteis – são bares que acabam tendo a vista privilegiada como destaque. Há inúmeros rooftops na cidade e o mais bacana é que sempre tem um espaço novo abrindo. O meu favorito, até hoje, é o Westlight, o rooftop que fica no The William Vale, localizado em Williamsburg, Brooklyn. A vista é de tirar o fôlego. Pense nesse combo: vista, pôr do sol e drinks. Tem coisa melhor? Saiba mais detalhes aqui.

6. Degustação de massas – o restaurante Lupa, do chef Mario Batali, chef que está por trás do Eataly, conta com o Pasta Tasting Menu, ou, menu degustação de massas, que conta com cinco tipos de massas. Todas as massas são caseiras, fabricadas no próprio restaurante. A experiência é maravilhosa e, claro deliciosa! Saiba mais detalhes aqui.

7. Fazer um picnic no Central Park – poucas coisas simples da vida são tão gostosas quanto sentar-se à sombra num parque para relaxar, ler um livro e comer comidinhas gostosas. E eu sempre recomendo esse tipo de programa para quem visita a cidade durante o período quente. Além de gostoso, é um costume bem local. Você nem vai ver o tempo passar! Saiba mais detalhes aqui.

8. Atravessar a Brooklyn Bridge –  a Brooklyn Bridge é uma das pontes suspensas mais antigas do mundo – e a primeira construída para ligar Manhattan ao Brooklyn, com quase dois quilômetros de extensão. Foi inaugurada em 1883 – 13 anos após o início de sua construção. Hoje, em média, 120 mil veículos cruzam a Brooklyn Bridge todos os dias, além de 4 mil pedestres e 2600 ciclistas. A travessia dessa ponte é passeio obrigatório para quem vem para Nova York pela primeira vez – e vale repetir se você tiver outras oportunidades. Saiba mais detalhes aqui.

9. Apreciar a beleza das cerejeiras – a primavera em Nova York é mágica. Durante um certo período – entre o fim de abril e o início de maio – as cerejeiras tomam conta da cidade. E um dos lugares mais lindos para ver essa mágica da natureza é o Brooklyn Botanical Garden. Durante a florada, a área das Cherry Blossom é a mais disputada e lotada. Eu ficaria a manhã toda só tirando fotos delas. São tantas e tão floridas que formam uma espécie de túnel. Inesquecível! Saiba mais detalhes aqui.

10. Brunch no Rainbow Room – o Rainbow Room abriu em 1934 e fica no 65° andar do Rockfeller Plaza – o mesmo prédio do observatório Top of the Rock. Não se trata de um mero restaurante, mas de uma experiência como um todo. A decoração, a comida, o atendimento, a música ao vivo e a vista: todos esses elementos fazem do Rainbow Room um lugar inesquecível para um brunch/almoço em Nova York. Saiba mais detalhes aqui.

Gostaram do post e das sugestões de experiências? Não esqueçam de visitar o Flights.com para pesquisar passagens para o seu próximo destino!

Atualizando o roteiro na região da Columbia University!

Já tem um bom tempo desde que eu escrevi um post sugerindo um roteiro básico pela região da Columbia University – se você não conferiu, é só clicar aqui para ler. Gosto muito daquela área e é uma dica nada óbvia para quem quer fugir das dicas já batidas do que fazer na cidade. Semana passada, acabei indo conferir de perto mais uns lugares da minha lista e coincidiu que todos eram pertinho da Columbia. Como eu amei esses lugares, resolvi fazer esse post para atualizar o roteiro pela área. Assim, se você estiver pensando em conhecer a universidade, pode aproveitar o tempo e incrementar o seu passeio por lá.

General Grant National Memorial –  é um mausoléu onde se encontram os restos mortais de Ulysses S. Grant, 18º Presidente dos Estados Unidos, e sua esposa, Julia Grant.  É o maior mausoléu da América do Norte. Ele testemunha a gratidão de um povo pelo homem que acabou com o conflito mais sangrento da história americana como Comandante Geral do Exército da União e então, como Presidente dos Estados Unidos, se esforçou para curar uma nação após uma guerra civil e tornar os direitos para todos os cidadãos uma realidade. Sua arquitetura é maravilhosa, por dentro e por fora. A região é tranquila e há um pátio gigantesco com árvores em frente, além de uma escadaria. O lugar é uma calmaria. Lembra muito alguns monumentos de Washington DC. Abre de quarta a domingo, das 10 às 17 horas. Há um Visitor Center do outro lado da rua, onde é possível assistir a um vídeo sobre a história da Guerra Civil.

Endereço: W 122nd St & Riverside Dr. 

Riverside Church – quase em frente ao Memorial está localizada a Riverside Church. Ela foi inspirada numa catedral gótica do século 13, de Chartres, na França. Sua torre gótica é como um farol para o mundo. Está situada em um dos pontos mais altos da cidade de Nova York, com vista para o Rio Hudson e a Rua 122. Sua construção começou em 1927 com a primeira celebração realizada em 5 de outubro de 1930. Tem capacidade para 2.000 pessoas. Dentro da igreja, há esculturas requintadamente detalhadas, gravuras, vitrais e outra iconografia, uma homenagem aos artistas, artesãos e arquitetos e sua dedicação à glória de Deus. O labirinto no chão da capela foi adaptado do labirinto de Chartres, um dos poucos modelos medievais existentes. É aquele tipo de lugar que você entra e pensa: uau. Realmente, linda demais! Abre das 9 às 17 horas.

Endereço: 490 Riverside Dr.

PS: os ônibus Hop On, Hop Off passam pelo memorial e pela igreja. Então, se você for fazer esse tour, saiba que tem a possibilidade de descer e explorar a área.

Riverside Park – na lateral do memorial e da igreja, você tem acesso ao Riverside Park, um parque super comprido da cidade, que começa na rua 72 e vai até a rua 158. O destaque desse bairro fica por um detalhe mega especial: a vista para o Rio Hudson. Playgrounds, quadra de tênis, área para skates, quadras de basquete e lanchonetes são só algumas das coisas que fazem parte da estrutura do parque. Um dos destaques fica por conta do Cherry Walk, um caminho contínuo de quatro quilômetros de extensão ao longo do rio Hudson, da rua 72 à 158. É lindo demais e uma delícia caminhar por ali!

Pisticci – o Pisticci é um restaurante italiano incrível, que acaba sendo uma opção para almoçar ou jantar pela região. Quando ele foi aberto, em 2002, a ideia era despretensiosa: ser aquele restaurante de bairro, que todo mundo gosta de ir. Aos poucos, os proprietários pararam de olhar para o Pisticci como apenas um restaurante mas como um lugar para mudança. Os funcionários têm horários flexíveis e partipação nos lucros. Além disso, é um Green Certified Restaurant e também usa energia renovável. O Pisticci também teu sua própria fazenda urbana, Pisticci Full Circle Farm, sem uso de insumos químicos ou maquinaria pesada. Os insumos são derivados da matéria orgânica recuperada do restaurante, e crescem sustentando a princípios orgânicos estritos. A matéria orgânica é derivada de restos de comida, guardanapos e todos os produtos de papel. Os destaques ficam por conta das massas, cujos preços variam de U$10 a U$16, dependendo da sua escolha. Uma das melhores massas que já comi aqui em Nova York. Clique aqui e confira um post completo sobre o local.

Endereço: 125 La Salle Street.  Almoço de segunda a sexta das 12 às 15h; jantar de segunda a domingo, das 17h às 23 horas, e brunch, sábados e domingos, das 11 às 15 horas. 

Clique aqui e confira o outro post com a outra parte do roteiro pela região da Columbia University!

Um guia para explorar o Harlem!

Toda vez que eu falo sobre o Harlem – ou que vejo alguém comentando sobre o bairro – leio pelo menos um comentário do tipo: “mas não é perigoso?”. Esse tipo de mito a respeito de algumas regiões do bairro aumenta a fama ruim e te faz perder a chance de explorar uma região de Manhattan cheia de história, de cultura e de muita coisa para se fazer. Durante o tempo em que eu fazia inglês na Biblioteca Pública, minhas aulas eram na unidade do Harlem e eu passei um ano e meio indo pra lá, duas vezes por semana e nunca aconteceu nada comigo. Pessoalmente, não curto muito a região East Harlem – acho que a parte central e West é mais legal.

Se você é leitor antigo, deve se lembrar que o Harlem já apareceu em vários posts aqui no blog agora acho que já tenho conteúdo – e conhecimento – suficente para montar esse roteirinho com várias dicas do que fazer pela região. Obviamente, não é um guia definitivo – o Harlem tem muito mais a oferecer, mas acho que essas dicas já são ótimas para começar!

Restaurantes – obviamente, não poderia deixar de começar o post falando de comida! Esses não são todos os restaurantes do Harlem que já frequentei, mas são os que eu mais gostei. Nunca tive experiências negativas em restaurantes do bairro! Começo sugerindo um dos locais mais clássicos e famosos da região, o Red Rooster! É especializado em culinária do sul dos Estados Unidos – ou Soul Food. O ambiente é uma delícia – você pode escolher uma mesa dentro e aproveitar o clima badalado que o local ganha com o som de jazz ao vivo, ou sentar na parte de fora, se o clima permitir, e acompanhar o movimento da rua. Eu recomendaria fazer reserva para o brunch, num sábado ou domingo, com música ao vivo, é imperdível! O preço dos pratos principais varia de U$18 a U$37. Saiba mais clicando aqui.

Endereço: 310 Lenox Avenue.

Para quem curte uma boa carne, o Ricardo Steakhouse é uma boa pedida. O restaurante foi recomendado no Guia Michelin de 2016 e também no Zagat. É um restaurante bem famoso em Nova York, principalmente pela qualidade das carnes servidas, além do preço relativamente acessível para uma steak house em Nova York. A atmosfera do local é muito bacana, a decoração inclui paredes com tijolo à vista e um pátio coberto que é aberto o ano todo. Os pratos com carne custam a partir de U$26. Clique aqui e confira um post completo sobre o local.

Endereço: 2145 2nd Ave.

O Cantina é um dos mexicanos que eu mais amei na cidade! Tem um ambiente bem descolado e o menu é bem completo: tem aperitivos como guacamole, quesadilla e nachos, além de tradicionais pratos mexicanos como burritos e tacos, e os rice bowls, porções bem generosas que contam com arroz, milho, pimentão, cebola e alface, acompanhados de uma carne de sua escolha. Os preços também são ótimos: burritos a partir de U$12, bowls a partir de U$11 e tacos a partir de U$9. O menu de drinks também é super variado, com margaritas e outros coqueteis (a partir de u$10), além de vinhos e cervejas (a partir de U$5) e, claro, shots de tequila (a partir de U$6). Aos sábados e domingos, o Cantina tem brunch, das 11 às 15h e é pra lá de interessante: U$12,95 por pessoa + um prato a sua escolha (começam a partir de U$10) com drinks como Sangria, Mimosa e Margarita à vontade, por uma hora.  Clique aqui e confira um post completo sobre o local.

Endereços: 1838 7th Avenue /  329 Lenox Avenue.

Por fim, para quem curte um lanche rápido e quer uma opção nada convencional, a dica é o Harlem Shake! Tem duas filiais no bairro e a decoração é charmosa e com pegada vintage. O menu conta com opções de burgers, uma variedade de batata-frita além de sanduíches e pratos clássicos de brunch. Vale lembrar que também há opção de burger vegetariano! Os preços dos burgers variam de U$7 a U$8,50. E, claro, tem os milkshakes, bem famosos! Os sabores são variados: baunilha, chocolate, caramelo, pêssego… e o mais famoso: Red Velvet! O valor é ótimo: U$5 pelo pequeno e U$7 pelo regular. Clique aqui e confira um post completo sobre o local.

Endereços: 100 W. 124 Street / 2162 Second Avenue.

E para os amantes de doces, destaco duas opções de sobremesas. Uma é a Sugar Hill Creamery – Sugar Hill é o nome da uma região do Harlem – uma sorveteria local, que serve sorvetes caseiros, num ambiente aconchegante e super fofo. O de Salted Caramel tem pedaços de Brownie! A bola – super generosa – custa U$4 em média e o local também serve café e sanduíche de sorvete. Outra opção para matar aquele desejo de doce é a Levain Bakery, que oferece os cookies mais famosos da cidade. Sim, a Levain tem um endereço no Harlem – sem aquelas filas quilométricas do Upper West Side.

Endereços: Sugar Hill Creamery  – 184 Lenox Avenue / Levain Bakery – 2167 Frederick Douglass Blvd.

Que tal um pouco de história? O Apollo Theather é um teatro super antigo, clássico e importante na história da música do Harlem. Inaugurado em 1914, o teatro desempenhou um papel importante no surgimento do jazz, swing, bebop, R & B, gospel, blues e soul . Ella Fitzgerald, Sarah Vaughan, Billie Holiday, Sammy Davis Jr., James Brown, Bill Cosby, Gladys Knight, Luther Vandross, D’Angelo, Lauryn Hill e muitos outros começaram a sua carreira para o estrelato no palco do Apolo. Hoje, o Apollo é um respeitado sem fins lucrativos, que apresenta shows, artes cênicas, educação e programas de divulgação comunitária.

O concurso Amateur Night – ou, noite dos calouros – começou em 1934 e acontece até hoje! É uma das experiências de entretenimento ao vivo mais populares de Nova York, atraindo artistas e público em todo o mundo. A competição clássica é conhecida por seu público notoriamente “difícil”, decidindo alegremente quem fica e quem sai. A Amateur Night rola todas as quartas e os ingressos custam a partir de U$16. Clique aqui e confira o calendário de eventos.

Também é possível explorar o Apollo Theather através de um tour pelo local. O público aprende mais sobre a história do teatro, além de ter acesso aos bastidores. O preço é de U$17 a U$19 por pessoa e é preciso agendar com antecedência. Mais detalhes aqui.

Endereço: 253 W 125th St – em frente ao teatro, há uma calçada da fama! 

O Harlem também é super famoso por conta das igrejas com corais gospel! Muita gente sonha em ter uma experiência como essa e o bairro tem muitas, mas muitas igrejas, com celebrações em horários variados. Se você quiser conferir de perto, vale clicar aqui e conferir o Guia de cultos gospel no Harlem, que eu publiquei aqui no blog. Lá tem todos os detalhes, horários e endereços.

O Harlem também é um ótimo local para compras! Um dos locais que eu mais gosto é o O East River Plaza, que nada mais do que um centro comercial que reúne algumas lojas de grandes redes americanas, famosas, principalmente, pela variedade de produtos e pelos preços acessíveis. A região é tranquila e o local é bem frequentado por famílias da região. Tem Target, Burlington, Marshalls, Costco, Old Navy… Clique aqui e confira um post completo.

Endereço517 E 117th St

Ainda sobre o assunto compras, vale lembrar que o Harlem conta também com uma Gap Factory Store – ou loja de fábrica da Gap – e também com uma Banana Republic Factory Store. A Gap é super popular entre os brasileiros e a Banana Republic é do mesmo grupo. Conta com roupas femininas e masculinas e é ideal para quem busca peças mais sofisticadas, sociais. O mais prático é que elas ficam uma em frente à outra – e lembre-se: uma Factory Store é uma loja com descontos bem especiais, tipo outlet. Para quem está querendo fazer enxoval, vale lembrar que a Carters tem uma loja no Harlem também!

Endereços: Gap – 264 W. 125 th Street / Banana Republic – 261 W 125th St  / Carters – 215 W 125th St. 

Por fim, uma dica nada óbvia de um lugar que acabei descobrindo por acaso – por conta de um outdoor! – numa das minhas últimas visitas ao Harlem! A Romantic Depot é uma rede de… sex shops! E essa unidade do Harlem é, provavelmente, o maior sex shop da cidade. Por lá, vocês vão encontrar de tudo: brinquedinhos, fantasias e até itens de decoração para festinhas. É, no mínimo, divertido!

Endereço: 3418 Broadway.

Bônus! Vou aproveitar e deixar a dica do Amigo Gringo sobre um bar de Jazz que também fica no Harlem e é super bem recomendado: o Paris Blues, que abriu em 1969. Apertem o play e confiram! Endereço: 163 W 121st St.

No mapa abaixo, vocês conferem as dicas do post! Além disso, caso queiram esticar o passeio, vale também explorar a região da Columbia University – e já escrevi post a respeito aqui no blog. 

Um guia para Rockway Beach, a praia do Queens em Nova York

Muita gente nem sonha que Nova York tem praias – mas Coney Island, no Brooklyn, e Hamptons, que fica em Long Island, no estado de Nova York, estão aí para provar que existe vida além de Manhattan hahaha. Porém, quem conhece um pouco das praias daqui sabe que elas não competem com outros destinos famosos, como Miami ou West Palm Beach. Talvez seja por isso que eu nunca tenha me animado a explorar muitas praias da região. Uma das praias mais famosas na cidade é Rockaway Beach, que fica no Queens – a poucos minutos do aeroporto JFK. Passei mais de três anos ignorando Rockaway – culpando, muitas vezes, a preguiça da viagem longa de metrô até lá. Porém, sempre acabava vendo alguma coisa sobre a praia, com fotos de amigas que sempre estão por lá. Meu marido de vez em quando sugeria o passeio e eu relutava. Até que no último sábado resolvemos conferir. E eu confesso: eu subestimei Rockaway Beach.

Famosa na canção dos Ramones, Rockaway Beach atrai cerca de 1 milhão de visitantes todos os anos. O clima lá é  bem diferente do ar urbano de Manhattan – parecia que eu estava em outra cidade, uma cidade praiana, daquelas que bombam no verão e viram um reduto de tranquilidade nos meses mais frios. Essa península tem uma população de cerca de 13 mil pessoas. Ao chegarmos lá, de metrô, já ficamos encantados com a arquitetura das casas e com a estrutura. O calçadão à beira da praia, com pouco mais de sete quilômetros de extensão, foi revitalizado e inaugurado há pouco mais de 2 anos – já que a região sofreu danos graves por conta do furacão Sandy. Da estação até a praia, caminhamos cerca de cinco minutos e, à medida que caminhávamos, ficávamos cada vez mais encantados com tudo que víamos. Talvez o fato de que chegamos lá com expectativa zero ajudou nessa primeira impressão.

Praia

Cada ponto da praia é dividido pelas ruas. Começamos a explorar o local a partir da Beach 67. Dali até a Beach 77, a praia costuma ser mais tranquila e é o reduto de surfistas e escolas de surf – aliás, Rockaway é a única praia da cidade onde a prática de surf é permitida legalmente. O trecho entre a Beach 80 até a Beach 100 é o mais movimentado, com as concessões de restaurantes e muitas famílias. Porém, vale lembrar que a praia vai da Beach 9th Street até a Beach 149th Street. As águas são calmas – mas bem geladas!

Estrutura:

A estrutura da praia foi algo que nos impressionou muito: há muitos banheiros públicos espalhados ao longo do calçadão, além de chuveiros e até mesmo distribuição de protetor solar gratuitamente. Nas entradas para a praia, há “tapetes”, que facilitam o acesso de carrinhos de bebê e cadeirantes. O único ponto negativo, ao meu ver, é a ausência de serviço de aluguel de cadeiras e guarda-sol. Há também quadras para a prática de esportes e playgrounds para as crianças.

Alimentação: 

Rockaway Beach tem muitos restaurantes e barzinhos, porém, a maioria deles não está localizada à beira-mar. Há quatro concessões – (B.17th Street, B.86th Street Island, B.97th Street Island, e B.106th Street Island). As concessões mudam de temporada pra temporada. Nós abrimos o Foursquare e encontramos várias opções de restaurantes variados, de frutos do mar a burgers. Optamos pelo restaurante Pico – 419 Beach 129th St – um mexicano que, inclusive, abre o ano todo. Pedimos guacamole, burrito (dividimos), cerveja e margarita e gastamos cerca de U$50. Adoramos a comida e o atendimento. Para chegar lá, pedimos um Lyft, e depois voltamos caminhando pela praia.

Como chegar:

A linha A vai até Rockaway Beach e faz várias paradas. Saindo da estação do One World Trade Center, são cerca de 45 minutos até lá. Além disso, o NYC Ferry também faz o mesmo trajeto – clique aqui e saiba mais.

Dicas gerais:

  • As praias em Nova York têm temporadas: tanto Rockaway como outras praias da cidade abrem no fim de semana do Memorial Day (fim de maio) e seguem funcionando até o fim de semana do Labor Day (início de setembro). 
  • Só é permitido nadar e banhar-se no mar durante período acima, das 10h às 18horas, que é o período que os salva-vidas estão trabalhando.  Algumas áreas são impróprias para banho – veja as bandeiras vermelhas. 
  • O calçadão é fechado das 10 da noite às 6 da manhã.
  • Não é permitido consumir bebidas alcoólicas na praia. 
  • Do lado oposto à praia, na Beach Channel Drive, você tem uma vista incrível para Manhattan.

Conclusão: adorei Rockaway Beach! Estrutura excelente e uma ótima opção para curtir aquela prainha nos dias quentes na cidade! Obviamente, não recomendaria para uma primeira vez em Nova York, mas para quem mora aqui ou para quem já é turista veterano, vale a visita!