Category

turismo

Conhecendo o New York Transit Museum

Uma das experiências mais “locais” de qualquer pessoa que visita Nova York é andar de metrô. Sempre digo que é no metrô que a verdadeira rotina novaiorquina acontece. Metrô sempre rende histórias engraçadas, performances interessantes e figuras excêntricas. Mas, além do fator entretenimento, não dá para negar o fator praticidade: o metrô tem uma cobertura incrível e funciona 24 horas por dia. E eu amo isso! Amo poder ir pra lá e pra cá de metrô, acho incrível. Óbvio que precisaria de muitas melhorias, mas eu tento focar no que é bom, principalmente depois de ter conhecido mais sobre a história do metrô, através da nossa visita ao New York Transit Museum.

Fundada em 1976, o New York Transit Museum  é dedicado a contar e preservar as histórias do transporte de massa na cidade, um sistema que funciona 24 horas por dia, todos os dias do ano. O museu fica localizado no subsolo, em uma autêntica estação de metrô, do ano de 1936, no centro do Brooklyn. Através de artefatos, fotos, vídeos e textos, o local conta a história do sistema de transporte de Nova York. Uma das exposições conta como foram feitas as construções na década de 20, quando o metrô começou a ser desenvolvido. Condições de trabalho precárias e acidentes marcaram o período. A exposição que eu mais gostei é a que mostra como a MTA gerenciou o sistema de transporte frente a diversas crises – como ataque de 11 de setembro, o furacão Sandy e um blackout que deixou a cidade sem luz. Com fotos e vídeos das épocas e depoimentos de funcionários da empresa, dá para reviver um pouco do que cada um desses episódios causou à cidade.

Na área da plataforma, dá para viajar pelo tempo, através dos trens de diversas décadas, e ver como tudo foi se modernizando. Amei ver os trens vintage! O interior preserva propagandas e mapas de cada época. Falando em propaganda, se você já veio para Nova York, sabe que sempre está veiculando alguma campanha sobre boas maneiras e etiqueta no metrô. E no New York Transit Museum tem uma sala que reúnve vários cartazes de campanhas antigas. Eu adorei! E além dos trens, tem também uma área menor, dedica aos sistema de ônibus. Dá até para embarcar e fingir que você é o motorista.

Já falei algumas vezes que não sou uma pessoa muito fã de museus, mas adorei conhecer mais sobre o sistema de transporte da cidade através do New York Transit Museum. É um programa diferente e incrível! Mas é preciso ter um bom entendimento de inglês porque há muito conteúdo para ser lido e escutado. Os ingressos custam U$10 (adultos) e U$5 (crianças acima de 2 e idosos acima de 62). O museu abre de terça a sexta, das 10 às 16h e aos sábados e domingos, das 11 às 17h.

Ah, e não poderia deixar de falar da loja de souvenirs do museu, cheia de produtos temáticos do metrô e da cidade de Nova York, com opções para todas as idades!

Endereço: Boerum Pl & Schermerhorn St. (tem uma Harmon pertinho!) 

 

Aula de trapézio em Nova York (com vídeo!)

Estava muito animada para escrever esse post para vocês! Na semana passada, mais precisamente na sexta-feira, encarei uma das experiências mais “radicais” da minha vida: fiz uma aula de trapézio. Já fazia tempo que essa atividade estava na minha lista de coisas para fazer, mas nunca priorizava. Quem já assistiu Sex and the City vai se lembrar que em um dos episódios a Carrie aparece praticando trapézio. O local em questão é a New York Trapeze School, com unidades no Pier 40 (Manhattan) e no Brooklyn.

Eu reservei a minha aula pelo site da escola com dois dias de antecedência, para uma segunda-feira, no fim do dia. Como começou a chover antes de eu sair de casa, fiquei em dúvida se a aula aconteceria. Liguei pra lá e me deram a opção de remarcar. Achei melhor, porque já que a aula no Pier 40 é ao ar livre, queria que o dia estivesse lindo. Confesso que rolou um medo nos dias anteriores, uma vontade de desistir, sabem? Ainda bem que não deixei o desânimo vencer.

Cheguei lá uns 20 minutos antes do horário da aula, marcada para às 18 horas. Você entra pelo Pier 40, caminha até a quadra de futebol e sobe pelas escadas à esquerda até o último andar. Nem preciso dizer que o fato da aula acontecer em cima do Pier já torna a experiência muito mais legal né? A vista de lá é incrível e como o Pier está no lado oeste, as cores do pôr do sol são um show à parte. Nossa turma tinha 10 alunos, sendo 8 iniciantes e 2 intermediários. Três instrutores comandaram a nossa aula. Um fica no topo do trapézio e te prepara para o salto, outro fica embaixo, soltando os comandos e um outro mostra o que devemos fazer. Todos os alunos saltam presos a cabos, o que torna até mesmo a queda bem tranquila.

As primeiras dicas são a respeito da posição para o salto: treinamos no chão e aprendemos o que cada comando significa. Daí a importância de ter um bom nível de inglês, para poder ouvir e compreender o que o instrutor ensina. Cada um de nós saltou cerca de cinco vezes. A primeira vez que subi fiquei bastante nervosa: apesar de não parecer alto olhando de baixo, quando a gente chega lá em cima é bem diferente, mas o primeiro salto foi suficiente para dar uma quebrada no gelo. Quando o instrutor nos falou que deveríamos subir as pernas e soltar os braços, eu me apavorei. Mas, quando você está lá em cima, percebe que é mais fácil do que parece. Só que a cada vez que você sobe, o instrutor adiciona mais uma “tarefa”. E é bacana ir se desafiando a cada salto. Nosso último salto incluía soltar o trapézio e agarrar os braços do instrutor. Dá medo, né? Mas é indescritível a sensação de dever cumprido.

Saí de lá renovada! Repetiria a experiência com certeza e recomendo muito, tanto para quem mora aqui quanto para quem está viajando e busca programas diferentes na cidade! É recomendado reservar sua aula online. Os preços variam conforme a aula. A que eu reservei – Flying Trapeze – custa U$60 (+U$10 de taxa de inscrição). Cada aula dura duas horas. Vale lembrar que a unidade do Pier 40 abre de abril a outubro e a do Brooklyn abre o ano todo. Não esqueça de levar roupas de ginástica e meia.

Gostaram do vídeo e do post? Ficaram com vontade? 

Nova York para cadeirantes: dicas úteis

Um dos meus maiores objetivos aqui no blog é oferecer um conteúdo democrático sobre Nova York. Nem sempre consigo cobrir todos os tópicos que gostaria só com as minhas experiências – por questões de gosto, de estilo de vida, etc. Por isso, como já aconteceu algumas vezes, convido leitores e amigos para escrever sobre assuntos e experiências que acho que são relevantes para você. E a convidada de hoje é a Luana Sanches, que é leitora do blog. A Lu é cadeirante e já veio para Nova York. Eu já tinha recebido algumas dúvidas sobre a acessbilidade da cidade e acho que nada melhor do que alguém que realmente viveu essa experiência para contar suas impressões a vocês…

“Sempre via Nova York pelos filmes e tinha o sonho de conhecer a cidade. Achava esse sonho muito distante e caro para a minha realidade, mas, sempre levei ele comigo… Até que, quando eu comecei a trabalhar, fiz um plano para guardar dinheiro e viajar para lá nas minhas primeiras férias e convenci minha mãe a ir comigo. Deu certo e assim aconteceu nas duas férias seguintes. Desde a minha primeira vez em Nova York, eu tinha em mente que a cidade não era completamente acessível. Por isso, estudei bem as estações de metrô que tinham elevadores e também estudei roteiros usando o sistema de ônibus – já que todos os ônibus são acessíveis. 

Os lugares preferidos:

  • Coney Island – a praia é TODA acessível – tem até uma espécie de piso tátil que te leva até o mar;
  • MoMa (meu museu preferido) também todo acessível;
  • Bryant Park (pra relaxar da loucura da cidade);
  • Dumbo, no Brooklyn – para mim, uma das vistas mais bonitas da cidade.
  • Fazer o passeio grátis de Ferry até Staten Island (também todo acessível).

Cuidados antes da viagem:

  • Tenha em mente que Nova York é um lugar que se anda muito a pé. Por isso, se você não tem muita prática ou resistência física para tocar a cadeira sozinho, alugue uma motorizada.
  • Informe com antecedência à companhia aérea de que você possui uma deficiência e que vai embarcar com sua própria cadeira rodas (se for o caso) e que irá precisar de cadeira de embarque na ida e na volta.
  • Se você depende de auxílio para comer e ir ao banheiro na aeronave, pode ter direito ao desconto MEDIF (desconto de no mínimo 80% para compra da passagem do seu acompanhante). Busque por MEDIF no site da companhia aérea que você escolher para viajar para saber os procedimentos – e lembre-se que esse desconto é válido para todas as companhias aéreas que voam a partir do Brasil, pois se trata de uma norma da ANAC.

Embarque / vôo:

  • Quem tem alguma deficiência tem prioridade no embarque e desembarcará por último por questões de segurança.
  • Temos prioridade no assento espaço plus, sem pagar a mais por isso.
  • Lembre-se que o banheiro não é acessível (é minusculo). Se você possuir bastante dificuldade, considere viajar com sonda de alívio e bolsa coletora ou fralda (afinal, é um vôo longo).

Durante a viagem:

  • Eu busquei um hotel sem banheira (já que a maior dificuldade é entrar e sair da banheira) e com elevador.
  • Não encontramos grandes dificuldades de acesso em Nova York,  já que as ruas são planas e têm rampas.
  • As pessoas (em sua maioria) são solícitas e tem prazer em ajudar.
  • Fique de olho no funcionamento do elevador da estação de metrô que você irá usar (é super fácil olhar isso no site da MTA)

Para mim, o melhor programa em Nova York é olhar as pessoas e sentir a liberdade de ser “diferente” em uma cidade que tudo é normal!”

Lu, obrigada por compartilhar suas experiências na Big Apple! Espero que seus relatos ajudem os cadeirantes que estão planejando uma visita a Nova York!  

Tour pelo Madison Square Garden em Nova York

Há alguns dias, a leitora Marta Bosse compartilhou conosco a experiência dela fazendo o tour pelo estádio do Yankees aqui em Nova York. Porém, esse não foi o único tour dela durante sua estadia na Big Apple. A Marta também aproveitou para conhecer mais sobre o Madison Square Garden, um dos estádios mais famosos da cidade, tanto pelas competições esportivas como pelos grandes shows musicais. Confiram o relato dela!

Algumas fotos são do citysightseeingnewyork.wordpress.com

“O Madison Square Garden é a casa do New York Knicks (basquete) e do New York Rangers (hóquei). O tour é formado por um grupo pequeno e seguimos a guia por toda a arena. A nossa guia era ótima, super animada! Ela começa falando da história do MSG que começou em 1879 – eu nem sabia, mas esse já é a quarta arena! A primeira foi lá perto do Madison Square Park mesmo e foi subindo. Ele foi completamente reformado em 2013 e está impecável. O MSG abrigou muitos acontecimentos históricos, eventos políticos, shows, lutas, jogos… de tudo mesmo, é impressionante! Por todo o estádio tem fotos e lembranças de cada evento importante realizado no MSG. Não tem nem como falar de todos, então, em alguns pontos vamos passando e olhando as fotos e datas nas paredes. Entre tantos momentos, constam as fotos das visitas de dois Papas (a última do Papa Francisco, em 2015). Durante o tour, aprendemos mais sobre a estrutura e a capacidade da arena atual e como fazem para manter tudo perfeito para todos os eventos. Nessa parte, nossa guia mostrou um ponto bem curioso: o tal do Beer Room (na verdade são 4 salas dessa), que é uma sala enorme onde fica toda a cerveja do lugar. São 1.042 barris, que descem pelos 521 canos para cada um dos pontos de venda.

Depois, fomos ver as famosas Suítes, que são os camarotes chiquérrimos. É lá que os ricos e famosos veem os jogos e shows. É incrível! Tem uma vista maravilhosa e todo conforto possível. Todo mundo perguntou sobre o preço e a guia nos explicou que o preço sempre depende de cada exigência do contrato. Muitas empresas poderosas compram uma Suíte pela temporada e vão oferecendo ingressos para agradar aos clientes.

O teto do MSG é uma história à parte, pois é côncavo, ao invés de convexo como a maioria das casas de shows – e isso é para que tenha uma acústica melhor. Há um mega telão de alta tecnologia para que todo assento tenha uma ótima visão. E a quadra? O chão do MSG é o ponto mais impressionante de todos. Assim que começa a temporada de hóquei, eles montam a quadra de gelo com 38.066 litros de agua, feita cuidadosamente em camadas para que a pintura fique perfeita e o gelo branquinho. A temporada regular da NHL vai de outubro a abril e durante todo esse tempo o gelo fica lá. Quando tem um jogo da NBA, eles montam a quadra em cima com milhares de peças que vão se encaixando como um quebra cabeça – o trabalho leva 3 horas para ser concluído. Se tiver show também, eles montam a proteção e o piso tudinho em cima do gelo. Muito legal!

Durante o nosso tour, infelizmente não conseguimos ir aos vestiário, pois os Ranger estavam lá para treinar. Mas vimos um vídeo mostrando detalhes e falando de ambos os times. O formato circular dos vestiário foi um pedido dos jogadores, para que todos do time ficassem mais próximos.

Nível de inglês necessário? Na opinião da Marta, vale fazer o tour mesmo sem entender muito a língua, pela oportunidade de conhecer os locais. Mas para compreender a história, tem que ter pelo menos um nível intermediário.

Conclusão? É um tour super legal, que vale a pena! Se você gosta de esportes então, nem se fala. Como não tinha nenhum evento para ir no estádio durante minha estadia, achei que seria uma ótima oportunidade para conhecer o MSG.

Quanto custa e onde comprar? U$26,95, através do site. NY Explorer Pass, NY CityPass e NY Pass também são aceitos. Crianças de até 12 anos pagam U$19.95

Quando ocorrem os tours? Todos os dias, das 9h30 às 15h, duração de 1h20 – com exceção de algumas datas, dependendo da agenda de eventos. Mais informações no site. Vale lembrar que o tour do MSG é um bom programa para dias chuvosos, pois é uma arena fechada.

Endereço: 4 Pennsylvania Plaza.

Marta, amei, obrigada, mais uma vez, pela colaboração! Espero que tenham gostado de conferir um pouco da experiência dela!

Tour pelo estádio do Yankees em Nova York

Vocês lembram do post sobre jogos de baseball em Nova York, escrito pela Marta Bosse? A Marta é leitora do blog e torcedora do Yankee, um dos times de baseball aqui em Nova York. Em maio, ela esteve na Big Apple novamente e aproveitou a oportunidade não apenas para assistir a alguns jogos, mas também para fazer um tour pelo estádio do time.  Como esse é um passeio que interessa bastante gente, pedi para ela dividir um pouco da experiência dela para vocês!

“Bom, o que falar do tour no melhor estádio do mundo?! Incrível! Esse é o novo Yankee Stadium, inaugurado em 2009, ano de uma vitória da World Series – assim como o antigo estádio, inaugurado em 1923, também um ano de vitória. O estádio mais caro do mundo custou mais de 2 bilhões a uma das franquias esportivas mais importantes do mundo, sem patrocinadores, como ocorre com muitos estádios esportivos.  Fizemos o tour com dois espanhóis, um casal de americanos e mais dois brasileiros. Quem era fã do esporte? Só os brasileiros! Olha só o esporte crescendo no Brasil! Nosso guia, o Chris, contou logo de cara que cresceu no The Bronx e amando o Yankees. Ele narrou a história muitíssimo bem e com amor mesmo.

De cara nós fomos para o Yankee Museum, onde tem todo a história do time. Não é uma sala muito grande, mas cheia de história. Mesmo que você não seja fã do esporte, com certeza já ouviu em algum lugar de Babe Ruth, Lou Gehrig, Yogi Berra, Joe di Maggio, Mickey Mantle, Alex Rodriguez e Derek Jeter. Todos eles foram jogadores do Yankees! Lá tem toda a história do time e seus mais importantes personagens desde 1901, ano de sua fundação. Você vai visualizar os primcipais acontecimentos do time, uniformes, luvas e tacos usados pelos jogadores famosos, os troféus dos títulos (são  27 campeonatos, o maior campeão desse esporte). Os troféus antigos não ficavam com o time vencedor, mas nessa área pudemos ver os 7 novos troféus que, por coincidência, são os que foram conquistados desde que George Steinbrenner comprou o time. Lá que fica também a Ball Wall, que tem 870 bolas autografada por jogares e técnicos do passado e atuais também. Ela é um tributo ao 1º jogo perfeito (sem rebatidas ou corridas) do Yankees, arremessado por Don Larsen e com Yogi Berra como catcher.

Logo depois fomos ao famoso Monument Park, que é um tributo aos melhores jogadores da história do time. É lá que ficam os números aposentados, que com a recente adição do nº 2 Derek Jeter, são 22 no total. Esses números não podem mais ser utilizados pelos jogadores atuais. Todos têm uma placa no local falando da sua história e contribuição para o time, um lugar muito emocionante para os fãs, com certeza. No Monument Park, e também durante a visita ao museu também, nosso guia respondeu muitas perguntas gerais sobre o esporte que os companheiros do tour fizeram. Eles não conheciam muito sobre baseball e o Chris explicou tudo com muita atenção. Achei muito legal ver que, mesmo sem conhecer o esporte, essas pessoas estavam lá pra conhecer o estádio como ponto turístico mesmo.

Saindo do Monument Park,  passamos pelo 1 andar (são 3 no total) e aprendemos sobre a estrutura do estádio e os eventos que acontecem lá sem ser baseball. Na off-season, o estádio é a casa do time de futebol de NYC o NYCFC –  o nosso futebol ou, para eles, soccer. Quando o Papa João Paulo II esteve em Nova York em 1979, ele também celebrou uma missa no Yankee Stadium.

Passando pelas lojas de comida e do time nosso guia deu a melhor notícia: estávamos indo para o dugout! O dugout é como um banco de reservas no futebol – só que o baseball não tem exatamente reservas. É lá que todos os jogadores ficam esperando sua vez de entrar em campo. Nesse momento, eu quase saí correndo! Pisamos no campo e sentamos nos lugares onde os jogadores estão todas as noites. A visão é incrível! Os bancos são aquecidos, pois no inicio da temporada e no post season pode ser frio. Além dos bancos, os lugares onde ficam os capacetes e tacos também são quentinhos para que os jogadores tenham mais conforto. No dia que fizemos o tour, estava friozinho e ventava bastante, mas lá tava bem quentinho mesmo.

O  passeio acabou por lá. Saímos do tour direto pro Hard Rock Cafe – sim: dentro do estádio tem um Hard Rock Cafe”.

Conclusão? Recomendo muito, mesmo se você não entender baseball. É um ponto turístico, cheio de história, principalmente se você tiver curiosidade sobre o esporte, mas não quiser comprar um ingresso para um jogo. Excelente passeio! E mais uma vez, sério:  se você parar e resolver entender esse jogo, vai gostar! É muitooooo legal!

Nível de inglês: na opinião da Marta, vale fazer o tour mesmo sem entender muito a língua, pela oportunidade de conhecer os locais. Mas para compreender a história, tem que ter pelo menos um nível intermediário. Há tours em espanhol também – que ocorrem diariamente, às 13h.

Quanto custa e onde comprar? U$20 pelo site ou U$23 na bilheteria do estádio. NY Explorer Pass, NY CityPass e NY Pass também são aceitos

Quando ocorrem os tours? Todos os dias, das 11h às 13h40, com tours iniciando a cada 20min e duração de 1h20min, em média. Faça chuva, sol ou neve: há tours!

Endereço: 1 E 161st St, Bronx.

Quer saber mais sobre jogos de baseball em Nova York? Clique aqui e acesse o post escrito pela Marta!

Marta, amei, obrigada, novamente, pela colaboração! Espero que tenham gostado de conferir um pouco da experiência dela!

Tecnologia: o espaço Samsung 837 em Nova York

Se ganhasse um U$1,00 para cada vez que li em algum roteiro “Visitar a Apple”, com certeza poderia comprar vários smartphones da marca. É um fato. Mas, você sabia que a Samsung possui uma loja ainda mais legal e num dos pontos mais descolados da ilha? No coração do Meatpacking District, ao lado do Chelsea Market e do High Line, a Samsung abriu seu primeiro ponto em Manhattan e, olha, é de fazer inveja a qualquer outra loja de tecnologia pelo mundo.

 Para começo de conversa, não é uma loja. A Samsung 837, como é chamada, se classifica como um “playground digital”. Ali você pode vivenciar e experimentar todos últimos lançamentos da marca, fazer reuniões em suas mesas, tomar um café com a curadoria do famoso Smorgasburg e até curtir um som enquanto um dos DJs residentes comanda a playlist ao vivo. O mais incrível? Ali não se vende nenhum produto da marca. O objetivo não é esse. Não espere um vendedor chato te perguntando e querendo tirar dúvidas a qualquer momento. A Samsung quer – e espera – que quem visite se dê alguns minutos para conhecer e vivenciar um pouco mais a marca.

O telão interativo é um show a parte: são 96 TVs com display de 55 polegadas. Conseguiu imaginar? São quase três andares de TV de frente para um auditório aberto. O que mais gosto? As experiências no Gear VR, os óculos de realidade aumentada da Samsung. Em uma delas você se sente fazendo bobsled no meio das olimpíadas de inverno. A mais impressionante, em um lance de 20 cadeiras, simula com perfeição uma montanha russa em parceiria com a Six Flags. Há também uma cadeira flutuante que dá até voltas de ponta cabeça. Quase que um parque de diversões sem sair da cidade. No 2º andar você pode vivenciar o que é uma casa conectada, com todos os eletrodomésticos da marca. Você, em poucos minutos, se sente num episódio dos Jetsons. Ali também há uma cabine para fotos em 360 com a câmera Gear 360.

O melhor? Tudo, tirando a comida, é 100% de graça. É muito comum ver pessoas chegando à loja para realizar reuniões nas mesas distribuidas no 2º andar. Sem burocracia, sem olhares feios. Ali é feito para isso. Nesse ponto você deve estar se perguntando: e se eu quiser comprar algum item dali? É só falar com um dos “atendentes” que ele poderá te indicar a loja mais próxima ou website para que você conclua a compra. Para quem é fã de tecnologia é uma visita extremamente necessária. Garanto, há ainda muito mais a ser explorado do que eu citei! O Samsung 837 também promove eventos muito legais e gratuitos! Para conferir a agenda de eventos, basta clicar aqui.

Endereço: 837 Washington St.

Esse post foi escrito por Gustavo Camargo: marketeiro, fã de viagens; odeia aviões mais do que o último filme do Quarteto Fantástico. Fã de NY, sempre que pode dá uma fugida para a Grande Maçã.