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Sweet Corner: uma bakery com toque brasileiro em Nova York

Eu já conhecia a Sweet Corner de nome, sabia da história por cima – e que pertencia a brasileiros – , mas nunca tinha visitado o local. Semana passada, aproveitei para dar um pulo lá depois de conferir que eles tinham lançado milkshakes lindos – uma desculpa boa para finalmente conferir essa bakery de perto. Além do mais, sempre dá uma pontinha de orgulho quando a gente descobre brasileiros fazendo sucesso na Big Apple.

Vários fatores fazem da Sweet Corner um lugar interessante e que está longe de ser uma escolha exclusiva de brasileiros que moram ou visitam a cidade. Primeiro, a escolha do local, numa esquina do West Village, um dos bairros mais charmosos da cidade. Segundo, o mix de produtos oferecidos. O pão de queijo, o guaraná, o brigadeiro e o pudim dividem espaço com outras criações não brasileiras, como cookies, cheesecakes e bolos maravilhosos.

A história começou em 2009, quando Rodolfo Gonçalves e sua esposa Patricia começaram a fazer bolos no apartamento deles em Astoria, para família e amigos. O hobby fez tanto sucesso que mais pessoas começaram a perguntar sobre o trabalho e a demanda cresceu rápido. Em 2011, depois de ser incentivado por um de seus clientes, Rodolfo participou de um concurso da Brides Magazine e seu bolo foi i eleito um dos mais bonitos do país.  Mais tarde, uma das clientes, Priscilla de Barros, foi quem veio com a ideia de abrir uma bakery. Ela investiu no negócio e foi então que nasceu a sociedade dos dois. Hoje, a Sweet Corner já tem quatro anos.

O sucesso da casa fica por conta dos cookies de Sea Salt Chocolate – que leva 4 tipos de chocolate e sal francês – e o Red Velvet Nutella Bomb – cookie de red velvet com recheio de Nutella. O primeiro já foi eleito como o melhor Sea Salt Chocolate cookie de NY! Estava super curiosa para experimentar esses cookies e, sinceramente? São de comer rezando. Se fosse para escolher um só, nem sei qual escolheria! Não acho que perdem para os da Levain Bakery nem para o Imsomnia Cookies, na minha humilde opinião. Os tamanhos são super generosos. Além disso, há cookies de outros sabores como chocolate tradicional,  – e os preços variam de U$2 a U$3,75.

Os lançamentos do momento são os milkshakes – aqueles, dignos de cliques para o Instagram, em apresentação linda e tamanhos exagerados. Os sabores são os mesmos dos cookies best-sellers: sea salt chocolate e red velvet. Curti mais o primeiro, porque o de Red velvet tem morango e eu não sou muito fã de milkshake de morango (mas isso é questão de gosto). Cada milkshake vem, inclusive, com metade de um cookie. Recomendo dividir porque o negócio é grande mesmo! Cada um custa U$13.

A Sweet Corner ainda conta com bolos diversos, como Red Velvet, Chocolate e Cenoura, açaí, café e outras delícias. Além disso, o design do local é todo fofo! Vale a pena passar por ali e observar as ruas charmosinhas do West Village – e ainda prestigiar nossos conterrâneos.

Endereço: 535 Hudson St.

As fotos foram feitas pela Adriana Carolina, fotógrafa brasileira que está aqui em NYC até dia 6 de junho. Ela mora em Buenos Aires e também faz ensaios por lá! Quem tiver interesse, é só escrever para [email protected]

Pizza em Nova York: Kesté, no West Village

Eu já falei milhões de vezes que a culinária italiana está entre as minhas favoritas. Mas chega a ser engraçado perceber que, quase sempre, em nossas idas a um restaurante italiano, a gente acaba sempre optando por um prato de massa ao invés de escolher uma piza (praticemente todo restaurante italiano tem pizza no menu). Porém, outro dia, fomos em uma turma no Kesté, que é uma pizzaria tradicional italiana. Daí, não teve outro jeito, tudo acabou em pizza, literalmente –  por mais idiota que esse trocadilho possa soar neste momento hahaha.

O Kesté é especializado em pizza no estilo napolitano e pertence a Roberto Caporuscio, um chef renomado mundialmente. Para vocês terem uma ideia, o local já recebeu selos como a pizza número 1 de Nova York pela New York Magazine, “Best Pizza” no estado de Nova York pelo Food Network Magazine, está entre os top 25 melhores lugares para pizza nos EUA, pela Food and Wine Magazine e entre as 5 mais autênticas pizzas fora da Itália (único local nos EUA) pelo Mr Porter. Com tantas indicações de peso, não é à toa que o restaurante conta com três filiais na cidade.

Kesté conta com mais de 70 tipos de pizzas napolitanas, todas originalmente criadas por Caporuscio. Além disso, o menu também conta com mais de 15 opções de pizzas sem glúten. A mais famosa é a Marguerita, feita com ingredientes orgânicos, incluindo a farinha, o queijo e o molho. Quem já teve oportunidade de comer pizza aqui nos EUA sabe que as porções são geralmente individuais – cada pessoa costuma comer uma pizza sozinha, de tamanho médio. Na nossa mesa, algumas pessoas dividiram e, para mim, foi suficiente dividir, mas depende da sua fome (cada pizza rende umas quatro fatias grandes). Eu e a Juliana escolhemos o sabor Del Re, com creme trufado, muzzarela, cogumelos, presunto de parma e manjericão. Estava deliciosa! Os sabores são mega variados – tem até opções veganas! Sério, são tantos sabores que fica até difícil escolher. No site do restaurante você pode conferir todas as opções. Os preços também são ótimos – diga-se de passagem. Há pizzas a partir de U$10! E não poderia deixar de falar da pizza de Nutella – sério, comam, vem com 12 fatias pequenas. Não tem explicação!

O Kesté não aceita reservas – mas, como mencionei anteriormente, há três endereços na cidade. Vale você chegar no Google os horários de maior movimento.

Endereços: 271 Bleecker St (West Village, aberto para almoço e jantar), 77 Fulton St (Wall Street, aberto para almoço e jantar) e 232 N 12th St (Williamsburg, aberto para jantar). 

4 restaurantes japoneses incríveis em Nova York

O post de hoje foi escrito pelo Gustavo Camargo. O Gustavo é leitor do blog, amante de Nova York e participante assíduo no nosso grupo lá  no Facebook. Pelos nossos papos lá, percebi que ele tem muito bom gosto, sempre recomendando restaurantes diferentes e, por isso, convidei ele para escrever um post para o blog e ele prontamente topou. O tema? Restaurantes japoneses em Nova York – ele confessa que tem uma certa fascinação com essa culinária.

Falar de New York – e de Estados Unidos – é falar de multiculturalismo. São milhões de estrangeiros em um país que se orgulha – ou, aparentemente, se orgulhava – de seus imigrantes. São carrinhos de comida halal, supermercados chineses, trattorias italianas, bistrôs franceses, casas vietnamitas… É possível que, por mais de 150 dias ininterruptos, você possa comer uma cozinha diferente. Imagine só que existem mais de 45 mil residentes japoneses na cidade. O país é terceiro colocado, apenas atrás do próprio Japão e do Brasil, em números absolutos de japoneses. Isso explica a forte presença nipônica nos cardápios nova iorquinos. Na minha última visita à terra da Estátua da Liberdade, pude conhecer quatro restaurantes totalmente distintos.

Yakitori Totto – o restaurante, ou melhor, isakaya – termo japonês que se traduz em algo como “boteco” –  leva a comida de rua japonesa a um outro nível. Ali, é difícil não encontrar uma opção que felicite até o mais chato dos viajantes. O cardápio é extenso. Há mais de duas dezenas de entradas. Dessas, destaco o Yakumi Zaru Tofu, um queijo feito de soja com uma textura muito semelhante às burratas italianas que derretem na boca. Delicado e delicioso.Mas, não fique apenas nas entradas, afinal, a casa é reconhecida pelos tradicionais espetinhos japoneses. Comece com um de takoyaki, espécie de bolinho recheado de polvo. Siga com o negi pon, espetinho de porco com molho ponzu levemente adocicado e o espetinho de Yaki Nasu, uma berinjela com pasta de misô. Se, assim como eu, for fã de gohan, o arroz japonês, peça um Yaki Onigiri, uma bola de arroz grelhada e acompanhada de molho (dê preferência ao misô). Se ainda tiver apetite, o Tsukune, uma espécie de almôndega de frango japonesa, é uma escolha certeira. Se quiser provar algo mais desafiador, vá de Una-Jyuu: fatias de enguia laqueada em um molho levemente adocicado sobre arroz. Para beber, não fuja do tradicional sakê ou shochu. Enquanto o sakê é um fermentado de arroz, o shochu é feito através da destilação. Se preferir um cocktail, peça o fresh fruit shochu, que vem com água com gás, shochu e uma fruta a ser espremida dentro do copo. Vale uma foto ou vídeo. O preço? Atraente. Dificilmente você gastará, com bebida, mais que $80 por casal.

Endereço: 251 W 55th St – site.

Sushi On Jones – o clima estava bom na primeira vez que fui ao Sushi On Jones. Ainda bem, porque o espaço fica a céu aberto em um dos cinco quiosques do Bowery Market. Não espere firulas. O foco aqui é algo rotineiro nas estações de metrô no Japão: uma degustação de doze peças em 30 minutos. A reserva, feita apenas através do arcaico SMS, é  necessária. São somente 6 lugares distribuídos no exterior do pequeno quiosque. O tempo, apesar de parecer curto, foi preciso. Conseguimos desfrutar da refeição de forma muito boa, sem qualquer entrevero. Na verdade, sobrou tempo para degustarmos duas peças extras. Todas excepcionais. O cardápio, como disse, não existe. Paga-se U$50 por uma degustação de peças pré-definidas. São 12 unidades que surpreendem a cada chegada. Caranguejo, camarão, vieira, peixe olho-de-boi, ouriço, enguia e até mesmo carne Wagyu maçaricada. Todos, claro, montados na hora – e finalizados com shoyu – e servidos do balcão para seu prato. O melhor, claro, ficou para o final. Um niguiri que unia carne wagyu maçaricada e ouriço. No final, faça questão de finalizar a refeição com algo extra. Aceite o hand roll – espécie de temaki –   ou peça pelo Big Mac, um niguiri que leva carne wagyu, ouriço, barriga de atum e mais um pedaço de ouriço. Ele não é bom. É celestial. O mundo precisa de mais Sushi on Jones.

Endereço: 251 W 55th St – site.

Ivan Ramen – a história do restaurante, por si só, já vale a visita. Mas, sinceramente, não vou entrar nisso. Abra seu Netflix e assista a 3ª temporada de Chef’s Table. Lá você encontrará a história e muito mais sobre Ivan Orkin, o dono da casa.  Com um cardápio enxuto e com preços atraentes ($16 por uma tigela de lamen quente), a casa preza por um dos melhores caldos que já provei. E, diga-se de passagem, não foram poucos. A reserva aqui é obrigatória. Desde o lançamento da nova temporada da série, a casa vive lotada e com filas. Pule as entradas e  mova rapidamente seus olhos para a parte de “Noodles”. Se estiver buscando algo sem muita potência, vá de Tokyo Shio Ramen. Uma tigela de caldo de frango temperada com dashi e sal e acompanhada de barriga de porco, ovos, cogumelos e o macarrão. Se estiver buscando algo mais complexo, vá de Tokyo Shoy Ramen que, ao invés de temperado apenas com sal, o caldo leva molho de soja. Mas, se seu dia foi cansativo, se sua perna está cansada e seu corpo precisa sentir que você o ama, faça um favor para ele e peça o triple pork. Como o próprio nome diz, é um mergulho de corpo e alma numa tigela rica de sabores suínos. Para beber? Siga a dica de quem te servir. Os preços são razoáveis se comparados a outros lugares da ilha e possui bons drinks japoneses e cervejas.

Endereço: 25 Clinton St – site.

Baohaus – não estranhe o local. Ele é realmente diferente de todos outros citados acima. Mas, acredite, isso não faz dele pior. Ele não é exatamente um restaurante. Considere ele um “fast food oriental”. Não há reservas, não garçons. Peça. Pague. Pegue. Mas, voltando, você não sabe o que é um Bao? Bao, ou bun, é a nova moda gastronômica. Pequenos pães cozidos no vapor e então recheados. Acredite. Vale a pena. Ao chegar, peça por um Chaiman Bao, que leva barriga de porco, picles, amendoim triturado, molho levemente adocicado e um pouco de coentro. O melhor? Ele custa apenas $4. Depois de três desses você estará satisfeito e me agradecendo pela dica. Torça para estar em um dia com algum Bao especial. Na última ida havia um de buffalo wings. Não era bom. Era genial. Se estiver pelo Brooklyn no final de semana você também poderá experimentá-los em Smorgasburg. Eles possuem uma barraca com um trabalho social com ex-presidiários. Inclusive escreveram um livro sobre receitas feitas na prisão.

Endereço: 238 E 14th St – site.

Bônus!  Kang Ho Dong Baekjeong – se você aguentou até aqui é porque gosta e quer visitar restaurantes um pouco diferentes, correto? Se esse for seu caso, recomendo adicionar o Kang Ho Dong Baekjeong a sua lista de restaurantes a serem visitados. É farto e delicioso. Fácil entender porque casas do famoso “churrasco coreano” não param de surgir na cidade. Quer um outro motivo para ir? O restaurante é uma parada de chefs renomados, como é o caso do inventor do “cronut”, Dominique Ansel e até mesmo do crítico gastronômico Anthony Bourdain. Se você não confia em mim, confie neles. O cardápio é simples e descomplicado. Seleciona-se o tipo de carne (bovina, suína) e só. O garçom chegará com mais de uma dezena de acompanhamentos, entre eles um tofu apimentado, kimchi e um delicioso picles do que pareceu ser beterraba. O carro chefe da casa é o Short Rib bovino. Se estiver em mais pessoas recomendo o Combo, que agrega mais carnes.

Endereço: 1 E 32nd St – site.

Gustavo, muito obrigada pelo excelente post! Já estou morrendo de vontade de visitar todos os restaurantes que você sugeriu!

Dois restaurantes brasileiros em Nova York que eu adoro!

Em uma viagem, eu sou a favor de experimentar tudo de diferente em termos de comida. Afinal, o habitual você come em casa, certo? Quando falamos em Nova York, as opções se multiplicam, porque além dos excelentes restaurantes de comida americana (e aqui leia-se não apenas burgers, mas também outras iguarias, como a culinária tradicional do sudeste do país, conhecida como Soul Food), há restaurantes de todas as culinárias do mundo. E aí, se você focar apenas em fast food estará perdendo a oportunidade da sua vida de comer em lugares incríveis – e que não, não são tão caros como você imagina. É por isso que eu meio que torço o nariz quando alguém quer comer comida brasileira em Nova York, durante a viagem. Não me entendam mal: amo nossa culinária, acho que é uma das mais incríveis do mundo, mas se você tem a oportunidade de comer comida brasileira durante mais de 300 dias por ano, porque comer comida brasileira ao viajar para o exterior? Enfim, deixamos as polêmicas de lado, afinal, é apenas a minha opinião, e quem sou eu para definir o almoço e jantar dos outros, né? Mas tá, vamos supor que você está sentindo falta da comida brasileira, que não está a fim de comer nada diferente, ou você mora aqui como eu e morre de saudades de alguns pratos, ou quer levar um gringo amigo para conhecer a nossa culinária, enfim – motivos não faltam, certo? Hoje vou falar sobre dois restaurantes brasileiros aqui em Nova York que eu adoro!

Emporium Brasil – esse restaurante fica localizado em uma região conhecida como Little Brazil, que conta com alguns outros restaurantes brasileiros e até mesmo um mercado, o Búzios. Hoje, acredito que a maior concentração de restaurantes e lojas/mercados brasileiros seja em Astoria, no Queens, mas Little Brazil tem a vantagem de estar bem no coração de Manhattan, um local de fácil acesso. O Emporium Brasil já lembra muito os nossos restaurantes pelo tamanho – é enorme. Penso nele sempre como aquele restaurante para um típico almoço de fim de semana, com a família toda – já que a estrutura deles permite. A comida? Mais tradicional impossível! O menu é super completo: tem opções com peixes e frutos do mar – como camarão na moranga e moqueca – carnes – como picanha e churrasco gaúcho – e frango – como estrogonofe e frango à milanesa. Claro que ainda há a tradicional feijoada e também salgadinhos clássicos para entrada. Os preços variam de U$16 a U$36, dependendo da sua escolha de prato principal. Vale lembrar que as sobremesas também são maravilhosas – não posso nem pensar no pudim… Veja o menu completo aqui.

Endereço: 15 W 46th St – aberto para almoço e jantar.

Berimbau – eu adoro o Berimbau porque ele tem uma vibe mais descolada – primeiro, porque ele fica localizado no Greenwich Village, um dos bairros mais legais de Nova York. O restaurante é pequeno, mas muito aconchegante e eu sinto que é um lugar que eu posso ir a qualquer hora para comer uma comida brasileira bem gostosa, sabem? É porque, geralmente, pelo menos pra gente, é sempre uma super ocasião ir a um restaurante brasileiro – mas o Berimbau, não sei, é diferente pra mim. O menu é mais enxuto – e a pedida aqui é o estrogonoffe (ai, salivo só de pensar) e também sei que a feijoada é ótima. Além disso, eles contam com um preço especial para almoço – tem pratos por U$10,95. Veja o menu completo aqui.

Endereço: 43 Carmine Street – aberto para almoço e jantar.

Comidinhas novas para provar na Smorgasburg

A Smorgasburg é, certamente, a feira de comida de rua mais famosa em Nova York. E, por conta disso, a disputa para ser um dos vendedores da feira é acirrada. Para vocês terem uma ideia, de dezembro a abril, o time que organiza a feira teve degustações em seu escritório no Brooklyn.  Foram cerca de 75 no total, selecionados de 300 candidatos iniciais – para determinar quem iria se juntar ao time. Mais de 20 novos vendedores foram selecionados e, a seguir, vocês podem conferir algumas das novidades da Smorgasburg em 2017.


Raclette sandwich – depois do sucesso da barraquinha na feira de Natal do Bryant Park, o Baked Cheese Haus agora volta à cena na Smorgasburg, com o sanduíche de Raclette. Raclette é um prato de origem suíça, bem tradicional inclusive.  Em sua preparação, o queijo é aquecido e raspado diretamente sobre o prato – mas, neste caso ele é servido em um sanduíche, com pão baguete e presunto de parma.

Halo Halo – a Ube Kitchen tem vários pratos filipinos, mas o destaque é o Halo Halo, uma sobremesa servida em uma pitaia coratada ao meio. O recheio leva pedaços de pitaia, amoras, mangas, tapioca, flocos de coco, molho de leite de coco, entre outros ingredientes. É doce, refrescante e cheia de sabores ousados.

Stroopwafels – o stroopwafel é um biscoito de origem holandesa, em uma tradução livre significa “waffle com calda”. Trata-se de um biscoito formado por duas finas partes de massa, unidas por uma espessa calda, em formato de disco. A versão da Rutte’s Dutch Waffles é fresca, quentinha… e certamente uma delícia!

Spaguetti donuts – depois do ramen burger (burger feito com miojo ao invés de pão), essa é a nova bizarrice da Smorgasburg. A Pop Pasta inventou um donut feito de massa spaguetti, com molhos que incluem vermelho clássico, alho e óleo e carbonara. São assados e crocantes.

John’s Juice – “só sucos, sem copos” é o lema da John’s Juice. Graças a uma máquina japonesa importada, as frutas são instantaneamente misturadas dentro de si para fazer um suco refrescante enquanto a casca fica completamente intacta.

Churros ice cream sandwich – a Dulcinea Churros serve churros de duas formas. Na versão tradicional, em palitos, com molhos à sua escolha – doce de leite, Nutella ou geléia de morango – ou em formato de sanduíche, com chocolate, manteiga de amendoin ou sorvete.

Gostaram das dicas? Ficaram curiosos para provar alguma dessas delícias? Aqui nesse post tem mais sugestões do que comer na Smorgasburg.

A Smorgasburg rola de abril a outubro, aos sábados em Williamsburg – 90 Kent Avenue, das 11 às 18 horas – e aos domingos no Prospect Park – Breeze Hill (East Drive at Lincoln Rd.), também das 11 às 18 horas. 

Se a sua viagem é fora desse período, fique de olho no site oficial da feira, pois há uma edição de inverno (anunciada em outubro)

 

Pisticci: restaurante italiano delícia no West Harlem

Acho que já falei um milhão de vezes do meu amor por comida italiana. Como não amar uma boa massa? Sempre que alguém recomenda o Carmines ou o Olive Garden como restaurantes italianos para visitar em Nova York, eu fico triste e, confesso, acho um desperdício. Restaurante italiano que se preze tem que ter massa fresca, para começo de conversa. A minha opinião é de que você não deveria restringir suas experiências gastronômicas a restaurantes que fazem a mesmíssima comida em todas as suas unidades… E Nova York tem tantas opções incríveis de restaurantes italianos que é um desperdício você vir pra cá e não fazer proveito desse fato. Eu, particularmente, adoro explorar as opções daqui!  Semana passada, estivemos no Pisticci, que fica em West Harlem – bem pertinho da Columbia University, o que acaba sendo uma opção fantástica para almoçar ou jantar pela área.

Antes de apresentar o restaurante em si, acho bem interessante falar da história dele, porque o Pisticci tem todo um conceito interessante envolvido em sua história. Quando ele foi aberto, em 2002, a ideia era despretensiosa: ser aquele restaurante de bairro, que todo mundo gosta de ir. Aos poucos, os proprietários pararam de olhar para o Pisticci como apenas um restaurante mas como um lugar para mudança. Os funcionários têm horários flexíveis e partipação nos lucros. Além disso, é um Green Certified Restaurant e também usa energia renovável. O Pisticci também teu sua própria fazenda urbana, Pisticci Full Circle Farm, sem uso de insumos químicos ou maquinaria pesada. Os insumos são derivados da matéria orgânica recuperada do restaurante, e crescem sustentando a princípios orgânicos estritos. A matéria orgânica é derivada de restos de comida, guardanapos e todos os produtos de papel. Eu não sabia disso antes de ir ao restaurante, mas encontrei essas informações pesquisando para o post e adorei. Fiquei mais fã ainda.

Como estamos falando de um restaurante italiano, obviamente aqui os destaques ficam por conta das massas, cujo preço varia de U$10 a U$16, dependendo da sua escolha. O Thiago optou pelo Tuscan Bean Ravioli (U$15), recheado com ricota e com molho de tomate. Geralmente, nos restaurante que vamos, a porção de ravioli nunca é generosa. Não no caso do Pisticci: o prato foi super bem servido. Eu optei por um especial da noite, uma massa papardelle com trufas, cogumelos e carne. Uma das melhores massas que já comi aqui em Nova York – e também numa porção super generosa. Os drinks custam em média U$14 e a gente pediu um com romã (pomegranate) que estava uma delícia. Não costumamos pedir sobremesa, mas não resistimos à Torta de coco, numa fatia bem generosa que foi suficiente para nós dois. Gastamos cerca de U$60 com gorjetas, o que é um preço bem justo para um jantar incluindo um drink e sobremesa. Além disso, o atendimento do restaurante é ótimo e o ambiente também é uma gracinha. A região onde ele fica localizado é super charmosa.

O Pisticci abre para almoço, jantar e brunch! Você pode conferir mais detalhes no site.

Endereço: 125 La Salle Street.