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Brunch no castelo de Caras, em Upstate NY

Meu marido estava de aniversário na segunda-feira. Nós tínhamos planejado uma viagem para Fort Lauderdale para o fim de semana que passou, mas, devido ao furacão Irma, achamos melhor cancelar. Logo, tivemos que reprogramar o fim de semana e pensar em como fazer algo especial no sábado e no domingo – já que aniversário em segunda-feira complica um pouco, né? No sábado, assistimos à uma peça da Broadway e no domingo fomos conhecer um lugar que já estava na minha lista, o Castle Hotel & Spa, que fica em Tarrytown, no norte do estado de Nova York – a gente chama essa região de upstate NY. Quando eu estava lá, fiz alguns Insta Stories (@laura_peruchi) e uma seguidora me lembrou de um fato muito interessante: o Castle Hotel & Spa é o Castelo de Caras. Interessante é que eu já sabia disso e não tinha me dado conta! hahahaha

Localizado a trinta minutos a norte de Manhattan, o Castle Hotel & Spa está localizado em um dos pontos mais altos do condado de Westchester, com vista para o rio Hudson, em meio a extensas áreas de jardins e terrenos bem cuidados. O lugar, que tem mais de 100 anos, tem uma história bem interessante, que começou um pouco antes do início do século 20, quando o General Howard Carroll, jornalista e respeitado homem de negócios, comprou a terra para ser a casa de sua família. A construção foi erguida em duas fases, entre 1897 e 1907, e foi inspirada nos fortes da Escócia e da Irlanda, com 45 quartos. Howard Carrol e sua esposa eram figuras notáveis na sociedade de Westchester e de Nova York. Em 1910, o castelo foi expandido. Após a morte do General Carroll em 1916, sua viúva e filhos ocuparam o Castelo até 1940, quando foi alugado por um breve período para uma escola local. Em 1941, Emerson e Ruth Axe compraram o castelo e transformaram o lugar na sede da H.W. Axe & Company, empresa de investimentos. Em 1981, a cidade de Tarrytown designou o castelo como patrimônio histórico, protegendo a estrutura externa de qualquer alteração no futuro. Entre 1994 e 1996, o castelo foi transformado num hotel de luxo, com restaurante gourmet e estrutura para eventos. Em 2013, o local inaugurou a instalação anexa do THANN Sanctuary Spa, conhecido na Asia como um oasis de paz e tranquilidade.

A esta altura, você já deve imaginar que o preço das diárias e dos serviços de spa não é o que podemos chamar de acessível. Quem sabe um dia a gente desfrute dessa parte mais de perto, mas, agora, a gente se contentou com uma experiência no restaurante Eqqus, que fica dentro do hotel e serve café da manhã, almoço, jantar e brunch. Pesquisamos a respeito antes e descobrimos que o brunch tem um menu com preço fixo. Achamos a proposta atraente e fizemos nossa reserva. Apesar do sistema do OpenTable mostrar que não havia mais mesas disponíveis, ligamos e conseguimos reservar uma mesa.

O ambiente do restaurante é lindo e, na parte onde sentamos, havia uma vista maravilhosa para o jardim – onde, inclusive, estava rolando um casamento. O brunch custa U$42 (mais taxas e gorjetas) e inclui uma entrada, um prato principal e uma sobremesa, além de uma taça de Mimosa ou Espumante. De entrada, Thiago escolheu o Chicken Liver Mousse – patê de fígado de frango, servido com torradas. Eu escolhi o Sweet Corn Risotto – risoto de milho – em uma porção bastante generosa se considerarmos que era um aperitivo. De prato principal, decidimos escolher uma opção doce e outra salgada, para dividir. Optamos pelo burger, acompanhado de ovo e batata frita e as panquecas com blueberry. Gente, sério, morri por essas panquecas. Estou salivando só de lembrar! Nossas sobremesas foram o Espresso Crème Brulée e o Opera Cake. Tudo delicioso, não aguentávamos mais comer!

O Eqqus também tem opção de menu com preço fixo para jantar e para almoço, e também a la carte. Você pode conferir todos os menus aqui. Para fazer reserva, clique aqui.

Depois do almoço, aproveitamos para explorar os arredores do castelo e tirar algumas fotos. É tudo tão lindo e tranquilo. Fico imaginando o quão mágica deve ser a paisagem na época do outono! Vale lembrar que há pacotes especiais que incluem serviços de spa + brunch. Vocês podem conferir tudo no site.

Como chegar? De trem, da Metro-North. Os trens partem da Grand Central e também da estação 125th Street, no Harlem. Você compra o ticket nas máquinas de auto atendimento e escolhe “Round trip” (ida e volta) e o destino final é TarryTown. O preço do ticket varia conforme o horário. No nosso caso, era um domingo, off peak (fora do horário de pico) e os tickets custaram U$20 por pessoa, ida e volta. Cheque no painel as informações sobre os trens para saber em qual track você deve esperar. Guarde o ticket com você, pois um funcionário confere durante o trajeto. Saímos do Harlem às 10:54 e chegamos em Tarrytown às 11:25. Muito rápido, não? O trajeto passa à beira do Hudson River – e, vale avisar, a vista é incrível. Ao chegar em Tarrytown, havia vários táxis já esperando na área. Da estação de trem até o Castelo são cerca de 5 minutos e a corrida custa de U$8 a U$10. Vale baixar o app do MetroNorth: o Train Time (para horários) e eTix para tickets.

DICA! Você pode aproveitar a ida a Tarrytown e combinar a visita ao castelo com outro passeio: a residência dos Rockefeller! Clique aqui e confira meu post a respeito!

Alimentação barata em Nova York – Soho/Greenwich Village – parte 2

Essa é a parte 2 das dicas do Thiago, meu marido. Como foi mencionado no primeiro post, ele trabalhou por um bom tempo no Soho, e descobriu muitos lugares legais – e baratos – para comer. Ele reuniu as dicas dos lugares que ele adora e acha que vale a pena e nós dividimos essa série em três posts! Para conferir o primeiro post, clique aqui. 

IMPORTANTE: para todas as opções listadas abaixo, a média de preço para uma pessoa é de U$8 a U$12. 

1. Parisi Bakery – Com mais de 100 anos de história e com gestão e operação familiar, a Parisi Bakery é uma padaria italiana que tem os melhores (e talvez os maiores) “sandubas” da cidade. Além disso, eles também fornecem pão para uma grande variedade de restaurantes de Nova York diariamente. Se essa for sua primeira vez na Parisi, minha recomendação aqui é o famoso “The Dennis” sandwich. Se o atendente perguntar qual tipo de pão você quer, peça o “Parisi Bread”. O “The Dennis” é um super sanduba, com frango à milanesa fatiado, mozzarella fresca, tomate, presunto de parma e molho pesto especial da casa. Além do “The Dennis”, duas outras escolhas excepcionais são o “Egg and Potato on a hero” ou o “Salami, Muenster, Lettuce, Tomato, Pickles, Mayo, Mustard, on potato bread”. De qualquer forma, na Parisi não há escolha errada. Frank Sinatra comprava pão na Parisi na Mott Street e o mais interessante é que, depois de sua mudança para a California, ele fazia uma encomenda de pães da Parisi de Nova York para a California toda semana. Observações importantes: Pagamento somente em cash; filas durante o horário de almoço são praticamente certas e o tempo de espera é entre 10 a 20 minutos.

Endereço: 198 Mott Street (entre Spring e Kenmare Street).

2. Saigon Vietnamese Sandwich Deli – Como o próprio o nome diz, o Saigon é uma lanchonete especializada no Banh mi, sanduíche típico da culinária do Vietnã, preparado com frango ou carne de porco e repleto de legumes e folhas verdes (normalmente coentro) em um pão baguete. Introduzido pelos franceses, que no começo do século 20 levaram o pão baguete para o Vietnã, o Banh mi inicialmente tinha apenas pão, manteiga e presunto ou patê – típico sanduíche parisiense. Porém, com o tempo, durante o período de colonização da Indochina francesa, alguns ingredientes nativos da região como os pepinos, a cenoura e o nabo começaram a ser adicionados na receita até chegar à maravilha que temos hoje. Minha recomendação é o Bánh mì #1 House Special com carne de porco. O número #3, “Grilled Minced Pork with Sweet Glaze”, com carne de porco moída com molho agridoce, número #4 “Meatball of Pork & Water Chestnut”, com almôndegas de carne de porco, e o número #8 “Curry Chicken”, também são escolhas sensacionais! Todos os sandubas vietnamitas do Saigon levam coentro, pepino fatiado, cenoura e nabo ralado, além da opção de jalapeño adicional (mas só recomendo adicionar se você gostar de comidas apimentadas). Observação importante: pagamento somente em cash.

Endereço: 369 Broome Street (entre Mott e Elizabeth Street).

3. Taim Falafel and Smoothie Bar – Mais uma opção com comida do oriente médio. O grande diferencial do Taïm comparado a outros lugares de falafel em Nova York é que aqui você escolhe o sabor de falafel que você quer. As opções são: Green (o tradicional, com coentro, salsa e menta), Harissa (com temperos da Tunísia) e Olive (com azeitonas kalamata). Como sou um grande apreciador de falafel, minha escolha aqui não podia ser diferente. Dependendo do tamanho da minha fome, fico entre o Falafel Sandwich (no pão pita), o Falafel Salad ou o Falafel Platter. Se você optar pelo sanduíche, você tem que escolher, além do sabor do seu falafel, também o tipo de pão pita (branco ou integral) e os acompanhamentos adicionais (pode pedir todos). Dentre as opções de acompanhamentos, tem o amba (molho feito de puré de manga e de grãos de feno-grego), s’rug (molho verde com coentro, alho e pimentão), picles e pimentão. Se você optar pelo prato (platter) de falafel, os acompanhamentos são fixos: hummus, salada israelense, salada de repolho e tahine. O Sabich Sandwich, apesar de não ter falafel, é uma combinação perfeita com beringela, ovo cozido, hummus, salsinha, tahine e salada israelense. Esta também é uma das minhas recomendações. E, para fechar com chave de ouro, você tem que experimentar a sobremesa mais tradicional da Turquia, o Baklava. É uma massa bem parecida com a massa de croissant, bem molhadinha, recheada com pistachio e nozes. Ah, e se você for como eu, não vai ter como não pegar uma das “vitaminas” (smoothies) da casa. Minha predileta é a “Date + Lime + Banana + Soy” (Figo, Limão, Banana e leite de soja).

Endereço: 45 Spring Street (entre Mulberry e Mott Street).

4. Tuck Shop – Lugar especializado em tortas australianas. As tortas australianas lembram muito as nossas tradicionais empadinhas, mas num tamanho bem maior e com uma massa mais grossa, molhadinha, deliciosa. A variedade de recheios é grande, com opções como carne, cordeiro, porco, frango, mac’n cheese e vegetais. As tortas são caseiras – ou seja, fabricadas e assadas no local, com ingredientes naturais. Meu combo favorito no Tuck Shop é a torta de “Guinness Steak and Mushroom” ($6) acompanhada da Kale Salad ($6). Esse combo, para mim, é suficiente para me deixar satisfeito no almoço. O local é pequeno e conta com algumas mesas para sentar.  Sou completamente apaixonado pela mistura de massa e carne – adoro o famoso “empadão” brasileiro – então, não é difícil entender porque eu gosto e recomendo o Tuck Shop. Às sextas e sábados, o local fica aberto até às 5 da manhã. Recomendo as tortas australianas para qualquer hora do dia, seja almoço ou jantar, ou até mesmo para um lanche rápido – e reforçado – da tarde.

Endereço: 68 E 1st Street (entre 1st e 2nd Avenue).

5. Bite – Com um dos menus mais ecléticos da cidade, o Bite é um dos poucos estabelecimentos que conheço que consegue misturar cozinhas como a mediterrânea, tailandesa e israelense de uma forma tão criativa. Os pães e os queijos usados são de produtores locais. As sopas são preparadas do zero, todos os dias. O destaque, na minha opinião, fica para os sanduíches mediterrâneos e paninis, servidos do delicioso pão ciabatta. Se você gosta de atum e de comida levemente apimentada como eu, o Mediterranean Tuna Panini com adicional de queijo suíço (swiss cheese) é a minha recomendação absoluta. O Bite tem 3 localizações em Manhattan, mas uma observação importante sobre a unidade da Lafayette é que não existe lugar para sentar e comer, somente a opção de pedir para levar.

Endereço: 335 Lafayette Street (entre Bleecker e Houston Street).

Gostaram das dicas do Thiago?

 

Alimentação barata em Nova York – Soho/Greenwich Village – parte 1

O post de hoje foi escrito por uma pessoa muito especial: Thiago, meu marido. Ele trabalhou por um bom tempo no Soho, um dos bairros de Nova York que eu mais gosto, e, almoçando por lá, no ritmo frenático novaiorquino, ele descobriu muitos lugares legais – e baratos. Ele reuniu as dicas dos lugares que ele adora e acha que vale a pena e nós dividimos essa série em três posts! Espero que vocês gostem! 

Depois de três anos trabalhando no Soho e saindo para experimentar lugares na hora do almoço quase todos os dias, compartilho a primeira parte da lista dos meus favoritos. A região da rua Macdougal entre a Blecker e o Washington Square Park é o verdadeiro paraíso gastronômico do Soho e do Greenwich Village. Vamos começar a lista por lá. IMPORTANTE: para todas as opções listadas abaixo, a média de preço para uma pessoa é de U$8 a U$12. 

1. The Kati Roll Company –  O Kati Roll é uma rede especializada em um tipo de comida de rua criada na cidade de Kolkata, na India, os famosos “kati rolls”. Minha definição favorita: uma espécie de “burrito” indiano. Minhas recomendações absolutas são os “unda” rolls (meus favoritos: Unda Chicken Roll e Unda Beef Roll) e definitivamente o Mango Lassi para acompanhar. Para quem não conhece, os lassis são iogurtes indianos combinados com frutas e/ou temperos, praticamente um mousse. O clássico é o lassi de manga. O de frutas vermelhas também é super popular. Além dos meus dois “rolls” favoritos, eu também recomendo as opções vegetarianas de rolls, como o Chana Masala Roll, feito à base de grão de bico, e o Aloo Masala Roll, bem similar às famosas Samosas indianas, feitos à base de batata, tomate e pimentão verde. A principal diferença entre os rolls e os unda rolls, é que os unda rolls contam com uma pincelada de ovos batidos na massa. Para o almoço, no meu caso, dois rolls são a medida perfeita.
Porque que eu gosto: sou um amante da culinária indiana e de comidas apimentadas em geral. O Kati Roll, além de combinar essas duas características, também adiciona uma dose de praticidade no meio: os rolls são uma excelente opção para quem não quer parar para comer. Além disso, esse lugar apresenta uma comida bem diferente para os padrões brasileiros. Nunca tinha ouvido falar dos famosos kati rolls até eu me mudar para Nova York.

Endereço: 99 Macdougal Street (entre Bleecker e West 3rd Street).

2. Masala Times – o Masala Times serve uma grande variedade de pratos da culinária indiana e oriente médio, de Tandoori, Kebabs, Samosas a todas as variedades de curry. Minha recomendação é a “box” ou “curry box”, para oqual você escolhe uma proteína (há várias opções vegetarianas, frango, peixe, camarão ou cordeiro) e o curry/tempero (os mais famosos: Tikka Masala, Vindaloo e Curry), além de um acompanhamento de sua preferência, que pode ser arroz ou o pão. O combo também acompanha uma salada de cebola e o famoso daal, uma sopa de lentilha vermelha indiana. Minha opção favorita é o box de Chicken Tikka Masala. Se você gosta muito de comida apimentada, minha recomendação é o Chicken ou Lamb Vindaloo. Porém, esteja preparado, o Vindaloo do Masala Times é um dos mais apimentados da cidade. Na primeira vez que eu comi o Chicken Vindaloo lá, eu conseguia sentir a pimenta queimando os meus lábios e mal consegui finalizar o combo.
Porque eu gosto: o ambiente do restaurante é super cool e é inspirado nos filmes de Bollywood. Além, é claro, da trilha sonora. O restaurante fica aberto até super tarde, de domingo a quinta até às 3 da manhã, e sexta e sábado até as 5 da manhã. Uma excelente escolha para o pós-balada/bar.

Endereço: 194 Bleecker Street

3. Mamoun’s Falafel –  como o próprio nome sugere, o Mamoun é um estabelecimento especializado em falafel. Para quem não conhece, falafel é um bolinho à base de grãode bico, geralmente frito. Porém, eles também servem um delicioso Chicken Kabob e Lamb Shawarma para acompanhar o famoso sanduíche ou prato. Minha recomendação aqui é o pedido mais popular da casa, o “falafel sandwich”, que é servido num pão pita com hummus, salada de tomate e alface e além, é claro, dos falafels. Se você estiver com aquela fome, uma combinação perfeita é o “falafel plate”, acompanhado com um adicional de chicken kabob (também conhecido como chicken shawarma), frango assado na roleta, bem tradicional na culinária do oriente médio.
Porque eu gosto: aberto em 1971 e desde então considerado por muitos o melhor falafel da cidade, o Mamouns é outra excelente escolha para o late night. A lanchonete fica aberta todos os dias até às 5 da manhã. O ambiente é bem informal e sem frescuras. Existem duas bancadas onde é possível comer dentro do estabelecimento, porém, como o lugar é pequeno e o movimento de clientes é constante, quase ninguém acaba comendo dentro do estabelecimento. Filas são comuns, mas normalmente andam bem rápido, o pessoal é super ágil no atendimento e no preparo. Um detalhe importante, pagamento em cartão de crédito é aceito somente para valores a partir de U$20.

Endereço: 119 Macdougal Street (entre Bleecker e West 3rd Street).

4. Go! Go! Curry! –  apesar do nome, o Go Go Curry não é um restaurante indiano ou tailandês, mas sim japonês. É especializado em curry japonês, que é bem diferente dos curry comuns nas cozinhas indiana e tailandesa. Minha recomendação aqui é o “Home Run Curry”, para o qual você pode escolher entre porco (o mais tradicional) ou frango à milanesa, acompanhado além do arroz e do delicioso curry, também de uma linguiça de porco, um ovo cozido e um camarão gigante à milanesa.
Porque eu gosto: o nome curry assusta muita gente por estar associado geralmente com uma pimenta bem ardida. Porém, o curry japonês é bem diferente e o teor de pimenta é praticamente zero. Ele tem um sabor doce no começo e é bem temperado. Além dessa localização no Soho, a rede consta com outros 6 endereços em Manhattan. Para quem gosta de culinária japonesa, mas nunca experimentou nada além do Sushi e Ramen, o Curry Japonês é com certeza um “must” durante a sua viagem a Nova York.

Endereço: 231 Thompson Street (entre Bleecker e West 3rd Street) (veja todos os endereços na cidade).

5. Calexico (food truck) – Depois de anos, eu entendi: não foi à toa que os meus colegas de trabalho me levaram para almoçar nesse lugar no meu primeiro dia de trabalho aqui na terra do tio Sam. Simplesmente o melhor burrito que você vai encontrar em Nova York. Além dos burritos, as “rolled quesadillas” (que você pode pedir para adicionar arroz e feijão) e os tacos também são excepcionais. Minha recomendação: Burrito. Qualquer um. Não tem escolha errada de burrito no Calexico. Depois de três anos comendo pelo menos uma vez por semana no Calexico toda santa semana, posso dizer que tive fases: a fase do Burrito Pollo Asado, a fase do Chicken Mole, a fase do Chipotle Pork, a fase do Gringo Ground Beef e a fase do Black Bean Burrito. Ahh, eu também tive a fase das “rolled quesadillas” para todas as combinações anteriores, é claro, sempre com arroz e feijão adicional.  Minha ordem de preferência se eu fosse pedir um burrito nesse exato momento que eu estou escrevendo (quarta-feira às 22:30): 1. Chipotle Pork Burrito, 2. Chicken Mole Burrito ou 3. Black Bean Burrito (opção vegetariana).
Porque eu gosto: ir “pegar” um burrito no carrinho do Calexico no Soho é uma verdadeira experiência nova-iorquina por si só. Caminhar na Prince Street na hora do almoço, ver os verdadeiros mestres da culinária mexicana preparando o seu burrito enquanto que, num dos raros momentos do dia por aqui, você pode parar alguns minutos para respirar, observar o movimento e agradecer por morar em Nova York.

Observações importantes sobre o Calexico: Cash only.  Tempo médio de espera na fila é de 10 a 20 min – horário de pico é normalmente entre 12:30 e 13:30). Dias e Horários: O carrinho do Calexico está lá somente de segunda a sexta, das 11:30 às 15h30. Se você for no horário de pico, não esqueça de anotar o número do seu pedido para agilizar o processo quando o seu número for chamado.

Endereço: 132 Wooster St (entre Houston e Prince Street). (veja todos os endereços na cidade)

Gostaram das dicas do Thiago? Logo tem mais! 

Enoteca Maria: o restaurante que emprega vovós em Nova York

É incrível como alguns lugares viralizam na internet, certo? Aqui em Nova York, isso é bem comum. Vários estabelecimentos acabam ficando muito famosos por sua popularização na internet: seja pela localização privilegiada, pela decoração fofa, pelo tema inusitado ou por um prato diferente. Com o advento dos vídeos rápidos no Facebook, todo mundo tem descoberto mais e mais lugares. Neste ano, a Enoteca Maria foi um dos locais que foi notícia por conta destes vídeos. Trata-se de um restaurante aqui da cidade que contrata vovós para cozinhar.

Quando esses vídeos viralizam, parece que se trata de algo novo, né? Mas a verdade é que a Enoteca Maria já está na atividade há cerca de 10 anos. E o que faz do lugar algo especial? Sua proposta: aqui, os chefs não são celebridades. São avós. E quem não gosta de comida de vó? Eu tenho tantas lembranças dos almoços de domingo na casa da minha avó… Aquela fartura, aquele pão caseiro, aquela polenta… É por mexer com esse imaginário das pessoas que a Enoteca Maria faz sucesso.  No começo, todas as nonnas – como as chefs são chamadas carinhosamente chamadas – eram italianas. O proprietário recrutava as mesmas através de anúncios em jornais italianos. Depois, a ideia expandiu: a cada dia, uma nonna de nacionalidade diferente comanda a cozinha, com as especialidades de seu país de origem. Porém, é uma nonna italiana que faz as massas frescas do menu fixo da casa.

Curiosos a respeito do local e atraídos pela proposta diferenciada, fomos conferir de perto o local no último sábado. O ambiente do restaurante é super simples. Tivemos sorte, já que não fizemos reserva e o local já estava com todos os horários reservados. O proprietário, Jody Scaravella, nos ofereceu dois lugares no balcão, e sentamos ali mesmo. Scaravella é quem cuida das reservas, à moda antiga – ele gerencia tudo por um caderno. Com um dispositivo acoplado na orelha, atende às ligações e vai gerenciando os horários da clientela.

O espaço do restaurante não tem firulas. De fato, não há muitas mesas disponíveis e dá para ver a nonna trabalhando na cozinha. No dia que estivemos lá, era uma ucraniana que estava cozinhando e o menu inclui as especialidades do dia. Dentre as opções, escolhemos o ravióli de batata, com bacon e cebola salpicada. Do menu tradicional – cheio de opções de pratos italianos – escolhemos uma entrada de cogumelo (U$17) e uma lasanha com molho branco (U$23). Pão com antepasto é cortesia da casa. Nós dividimos tudo – porém, só a lasanha já teria sido suficiente para nós dois. O prato era muito bem servido. E, claro, tudo delicioso, com aquele sabor caseiro. A gente amou, saímos super satisfeitos. E a sensação era de que estávamos em casa. Fomos super bem atendidos! No site do restaurante, dá para conferir o menu completo e também o calendário de nonnas.

A Enoteca Maria fica em Staten Island. Não é o restaurante mais perto para se almoçar ou jantar em Nova York, mas, é uma opção para esticar o passeio depois de pegar o Staten Island Ferry – a barca gratuita que atrai muitos turistas por causa da vista para a Estátua da Liberdade (tem post com vídeo aqui no blog).

O restaurante abre de quarta a domingo, a partir das 15 horas – quando a nonna está presente. Também abre para almoço do meio-dia às 15 horas, de quarta a sexta, mas sem a presença da nonna

Endereço: 27 Hyatt Street – fica a 5 minutos andando da estação do Ferry! Se você for até lá, certifique-se de fazer reserva (718) 447-2777.

Dekalb Market, no Brooklyn, e o City Point

Eu sempre bato na tecla de que Nova York é a cidade para se jogar nas experiências gastronômicas. Além da variedade imensa de restaurantes com cozinhas do mundo todo, há também os food halls – cuja tradução mais próxima seria praça de alimentação. Esses food halls são bastante populares por aqui e a vantagem é que eles reúnem vendedores em variedade e quantidade, proporcionando uma experiência bem completa, já que é possível experimentar de tudo um pouco no mesmo lugar! O Dekalb Market, localizado no Brooklyn, é um desses Food Halls – ele foi inaugurado recentemente e estivemos lá há alguns dias para conferir de perto!

O Dekalb Market reúne 40 vendedores, que refletem a diversidade cultural e étnica do bairro, e incrementando ainda mais a fama da região de reunir cozinhas e experiência inovadoras. Com opções doces e salgadas, o local pode ser sua opção para almoço, jantar ou lanche. Dentre as opções salgadas, há arepas, burgers, pizzas, tacos, churrasco americano, sushi, frutos do mar, paella, até opção para veganos! Para quem quiser um doce, há churros, sorvete, crepes e bolos. Além disso, também tem café e cervejaria. Um dos destaque do Dekalb Market é a presença da Kat’s Deli – que tem o sanduíche de pastrami mais famoso da cidade. Outro destaque fica por conta da Home Frite, que serve batata frita rústica – é uma das barracas de mais fila na Smorgasburg! Também dá pra comprar carnes, peixes, queijos e pães frescos. Você pode clicar aqui e conferir a lista de vendedores.

Sempre que eu e Thiago visitamos locais assim, a gente tenta experimentar um pouco de cada vendedor. Desta vez, nossas escolhas foram: BunSmith – que serve buns, massinhas com recheio de carne ou vegetais – Jianbing Company – que serve comida de rua de Shangai – e Dulcinea, que tem churros! Pegamos dois buns no Bun Smith (de frango e de porco, U$5 cada) e estavam muito deliciosos. Depois, experimentamos o Jiambing, que é uma espécie de crepe/burrito (U$12) que leva bastante tempero verde e proteína de sua escolha (escolhemos carne). O tamanho é generoso e vem já dividido em dois pedaços. Por último, nossa sobremesa: três churros médios (U$7) recheados com Nutella, doce de leite e manteiga de amendoim. Fazia muito tempo que eu não provava churros tão, mas tão gostosos!

O ambiente do Dekalb Market é bem informal e moderno: há alguns balcões para você comer em pé e também mesas para quem qusier sentar-se. Mas tudo funciona no esquema de fazer o pedido no caixa de cada vendedor e aguardar a comida ficar pronta. O local está aberto de domingo a quarta, das 11 às 21 horas e de quinta a sábado, das 11 às 22 horas.

O Dekalb Market fica no subsolo do City Point, um centro comercial caprichado. As salas não foram todas alugadas ainda, então, o lugar deve ficar mais completo no futuro. Porém, já conta com opções fantásticas como uma Target bem grande, uma Century 21 de dois andares (super tranquila, organizada e nada lotada), uma filial da Flying Tigerloja de cacarecos que já escrevi a respeito – e também uma filial do Trader Joe’s, meu supermercado favorito aqui em Nova York, com produtos próprios maravilhosos e preços bem amigos – saiba mais aqui. Essa região do Brooklyn onde está localizado o City Point é super moderna e mega acessível de metrô!

Além disso, o Dekalb Market fica perto da Fulton Street, uma rua do Brooklyn ótima para compras. Tem loja da Nordstrom Rack, Gap Factory, Banana Republic Factory e Macy’s! 

Endereço: 445 Albee Square W (linhas próximas: 2, 3, B, Q e R)

Burger e milkshake no Harlem Shake em Nova York

No último fim de semana, fomos explorar mais um pouco do Harlem, esse bairro que ainda gera insegurança em muita gente e é cercado de mitos. Estou preparando um guia para a região que deve ir ao ar em breve, mas, enquanto isso, preciso dar a dica do Harlem Shake, um clássico da região que serve burgers e milkshakers – ou, o bom e velho junkie food que – quase – todo mundo ama!

O Harlem Shake inaugurou em 2013 e conta com duas filiais no bairro. A decoração do local é charmosa e com pegada vintage – lembra muito os tradicionais diners americanos, sabem? Esse toque vintage reflete a cultura e a comunidade do Harlem. O  O “Wall of Fame” – ou parede da fama – conta com mais de 200 fotos autografadas de celebridades, incluindo P.Diddy, Asap Rocky, Maya Angelou, Remy Ma e Janelle Monae. Já o “Wall of Fro” mostra os fabulosos penteados afro dos clientes. E as paredes do banheiro mostram centenas de capas vintage da revista JET. Anualmente, os clientes votam em um novo Sr. ou Miss Harlem Shake da comunidade  do Harlem, que tem sua foto estampada no estabelecimento, como garoto ou garota-propaganda. 

Depois de ler alguns reviews, chegamos lá já certos do que iríamos pedir. O menu conta com opções de burgers, uma variedade de batata-frita além de sanduíches e pratos clássicos de brunch (já que o restaurante abre para café da manhã, almoço, jantar e brunch, aos fins de semana). Nós pedimos o Hot Mess Burger, que conta com queijo, maionese picante e um relish de pimenta cereja e bacon. Esse relish – uma espécie de molho especial – dá um toque muito bom ao burger, mas é bem picante! Se você não curte o gosto apimentado, melhor optar pelo Harlem Classic. Vale lembrar que também há opção de burger vegetariano! Os preços dos burgers variam de U$7 a U$8,50. As batatas-fritas também são variadas – tem versão trufada, com pimenta, batata-doce, etc (porções a partir de U$3,25). E, claro, tem os milkshakes, bem famosos! Os sabores são variados: baunilha, chocolate, caramelo, pêssego… e o mais famoso: Red Velvet! O valor é ótimo: U$5 pelo pequeno e U$7 pelo regular. Além disso, o Harlem Shake também conta com cervejas.

Ah, e o Harlem Shake funciona bem naquele estilo de fast food: você faz seu pedido no caixa e aguarda ficar pronto. Não tem serviço de mesa. Gostamos muito da nossa experiência e certamente eu voltaria lá. O burger e o milkshake estavam deliciosos!

Endereços: 100 W. 124 Street / 2162 Second Avenue . (fui no da 124!)