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Nosso roteiro em Lisboa, Portugal

Finalmente, o roteiro que estava faltando publicar sobre a nossa viagem a Espanha e Portugal: Lisboa! Ao contrário da Espanha, onde passamos por várias cidades, em Portugal ficamos apenas em Lisboa. Sei que poderíamos ter explorado mais os arredores, mas, honestamente, ainda bem que não fizemos isso. Depois de oito dias na Espanha, estávamos bem cansados e sem muitas energias.

Infelizmente, nossa viagem começou com um contratempo. Saímos de Sevilha numa segunda à noite, e nosso voo tinha conexão em Madri, para depois seguir para Lisboa. A conexão era curta e o voo atrasou para sair de Sevilha. Resultado: duas malas extraviadas pela Iberia Express – uma delas não apareceu até hoje. Chegamos no Hotel Madri quase 1 da manhã e, no outro dia, sem roupas limpas, aproveitamos para dormir até tarde e descansar. Saímos para almoçar, voltamos para o hotel e só saímos novamente por volta das 19 horas, quando uma das malas finalmente chegou. Demos uma volta, compramos umas roupas para o Thiago, e voltamos para o hotel. A nossa viagem só começaria, oficialmente, na quarta.

Antes de começar a relatar o roteiro, preciso falar sobre o hotel. Ficamos no Hotel Madri, que fica na região da Praça Marquês de Pombal. O quarto era espaçoso e confortável, assim como o banheiro. Atendeu às nossas expectativas. Só não recomendo o café da manhã. O preço era caro demais e o buffet não era super completo.

A Padaria Portuguesa
A Padaria Portuguesa
Avenida Liberdade
Praça do Comércio
Praça da Figueira
Sé de Lisboa

Na quarta, então, começamos a explorar Lisboa. Fomos até uma filial da “A Padaria Portuguesa”, uma rede de padarias com várias unidades espalhadas pela cidade e gente, não tem como não se sentir no Brasil. Pães doces, suco de laranja, salgadinhos… várias delícias que existem no Brasil. Os preços do local também são ótimos. O local tinha várias mesas para sentar. Abastecidos, saímos para caminhar. Como a padaria ficava praticamente em frente à praça Marquês de Pombal, tiramos algumas fotos e saímos caminhando pela Avenida Liberdade, uma avenida larga e belíssima – e com lojas de várias marcas luxuosas. Caminhamos até o final dela, onde fica uma área cheia de pontos famosos da cidade: o Baixo de Lisboa. É o coração histórico da cidade e centro comercial. Passamos pela Praça da Figueira e depois caminhamos pela Rua Augusta, cheia de restaurantes e lojas. É tipo um calcadão, super charmoso. Chegamos à Praça do Comércio, um dos cartões-postais da cidade. A arquitetura dos prédios do Baixo de Lisboa é linda e charmosa. Dali da Praça, tem vista para a água e dá para avistar a Ponte 25 de Abril, uma “prima” da Golden Gate em San Francisco. São muito idênticas! Depois de contemplar a vista linda, caminhamos em direção à Sé de Lisboa, uma igreja super antiga e linda.

Castelo de São Jorge

Depois, subimos para o Castelo de São Jorge, que integra a zona nobre da antiga cidade medieval, constituída pelo castelo, os vestígios do antigo paço real e parte de uma área residencial para elites. A fortificação, construída pelos muçulmanos em meados do século XI, era o último reduto de defesa para as elites que viviam na cidade. Além das ruínas, o destaque aqui fica por conta da vista: fantástica! Maravilhoso observar Lisboa de cima – e perceber como as construções são baixas (e com telhados laranjinhas). Fizemos fotos incríveis. A entrada custa €8.

À Francesinha
Bacalhau com nata

A esta altura, já estávamos famintos. Procuramos alguns restaurantes pelo Foursquare e não tivemos muita sorte, pois já era tarde e muitos estavam fechados. Acabamos entrando no Restaurante Cervejaria Lisboa e pedimos dois pratos super clássicos: o Bacalhau com Nata (uma delícia!) e o À Francesinha, um prato típico de Porto. Atenção: tomem cuidado com pães e outras entradas não solicitadas: elas são cobradas ao final! Depois desse almoço tardio, voltamos para o hotel e nem saímos mais para jantar.

Convento do Carmo

A quinta-feira amanheceu chuvosa e demoramos a sair do hotel – inclusive, foi nesse dia que experimentamos o café da manhã e odiamos, sentimos que jogamos dinheiro fora. A primeira parada foi no Convento do Carmo. A construção da igreja do Carmo data do ano 1389. Ao longo dos anos, a igreja e o convento tiveram suas arquiteturas alteradas várias vezes, transformando-se numa das construções mais ricas e poderosas de Lisboa. Em 1755, o terremoto, que abalou com violência a cidade, provocou graves danos no edifício, agravados pelo subsequente incêndio que destruiu quase totalmente o seu interior. No ano de 1756 iniciou-se a sua reconstrução, já em estilo neogótico, interrompida definitivamente em 1834, devido à extinção das Ordens Religiosas em Portugal. As ruínas do Carmo transformaram-se, assim, num memorial do terremoto de 1755. Em 1864, foi instalado o Museu Arqueológico do Carmo, o primeiro museu de Arte e Arqueologia do país. É um lugar muito incrível, já que as paredes estão intactas mas o teto já não existe. O contraste do céu com a construção é impressionante. Na parte traseira, conservada, há vários objetos arqueológicos em exposição. O ingresso custa €4.

Sacramento do Chiado

Já estávamos com fome e procuramos no Foursquare por um restaurante na região e encontramos o Sacramento do Chiado, que foi uma grata surpresa! Além do ambiente lindo, o local tem um ótimo custo-benefício. Pelo preço fixo de €15, você tem acesso a buffet livre (incluindo sobremesa) e bebidas (incluindo vinho e café). Comemos muito! O destaque ficou por conta da lasanha de atum e da salada de polvo.

Partimos para o nosso compromisso do dia: um ensaio fotográfico através da Shootvenirs, que é uma plataforma digital que conecta fotógrafos profissionais a turistas e casais em lua de mel para sessões de foto personalizadas. Nosso fotógrafo foi o Hampus e ele era um fofo. Ele é da Suécia, vive em Lisboa há dois anos e tem diploma em fotografia pela Brooks Institute of Photography na California. Nós encontramos ele no Miradouro das Portas do Sol (que tem uma vista maravilhosa) e nossa sessão foi pela região de Alfama, uma parte bem tradicional e antiga da cidade. Fizemos fotos lindas em cada cantinho fofo! Fiquei apaixonada pelas locações!

Manteigaria

Terminamos o nosso dia na Manteigaria, um lugar especializado em pasteis de Belém ou pasteis de nata. Já tínhamos provado a iguaria no nosso primeiro dia na cidade, em uma padaria que não me recordo o nome, mas esses aqui estavam pra lá de especiais. Deliciosos, fresquinhos, feitos na hora. Impossível resistir!

Pastelaria Versailles

Na sexta, nosso penúltimo dia da cidade, começamos com um café da manhã na Pastelaria Versailles, indicada em vários roteiros que pesquisamos. Ela é linda por dentro e tem um balcão infinito, com as mais variadas gostosuras. Destaque para o Bolo de Arroz, uma delícia! Comemos também sonho recheado e risoles (sim!) além de biscoitinhos e café com leite no copo. Partimos para a estação de metrô – cada viagem custa €1,45 e o cartão custa €0,50. O sistema de metrô não contempla muitas linhas, mas as estações são limpas e os trens são rápidos. Paramos na Praça da Figueira para pegar o bondinho elétrico até… Belém! Essa bairro da cidade é super famoso, mas o metrô não chega até lá. A linha que vai até lá é a 15E. Acabou que pegamos um ônibus, que faz o mesmo trajeto… tudo bem, o dia nem estava tão bonito assim. Ah, e o mais interessante: usamos o bilhete do metrô e deu conexão, não cobrou novamente.

Mosteiro dos Jerônimos
Museu de Marinha

A viagem até Belém não leva muito tempo – uns 20 minutos em média – e o ônibus para na área mais “turística” do bairro, digamos assim. Em Belém, uma das atrações principais é o Mosteiro dos Jerônimos. O lugar é gigantesco e lindo – dizem que a visita dentro é maravilhosa, mas nós não entramos. O ingresso custa €12. Praticamente anexado ao Mosteiro está o Museu de Marinha – cuja entrada custa €6,50. Trata-se de um museu marítimo, dedicado a todos os aspectos da história da navegação em Portugal. O museu é administrado pela Marinha Portuguesa.

Depois do museu, chegou a hora de almoçar! Queríamos ir ao Pão Pão Queijo Queijo, um clássico de Belém, especializado em sanduíches. Porém, a fila estava gigante. Decidimos ir ao Enoteca de Belém, um restaurtante mais refinado e com uma ótima seleção de vinhos. Os preços são um pouco salgados e não amamos a experiência. Mas tudo bem, porque tínhamos um lugar super especial para conferir: Pasteis de Belém. A história conta que a iguaria surgiu em meados do século XIX, quando os clérigos do mosteiro vendiam uns doces, feitos à base de ovos, para os visitantes. A tal pastelaria ocupa no mesmo lugar desde 1837 – e guarda o segredo da receita. Dizem que apenas três pessoas no mundo sabem a receita. Elas trabalham na pastelaria e assinam um termo de confidencialidade – para garantir que a tal receita nunca vaze. O local vende 20 mil pastéis por dia. Além disso, não se deixe enganar: há espaço para 400 pessoas dentro do local! Sentamos, compramos nossos pasteis e curtimos. Talvez eu seja apedrejada, mas eu gostei mais do pastel da Manteigaria!

Padrão dos Descobrimentos

Após essa orgia gastronômica, fomos apreciar o Padrão dos Descobrimentos, um monumento maravilhoso às margens da água e dizem que foi dali que Pedro Álvares Cabral partiu para descobrir o Brasil. É lindo e gigantesco. Já era fim de tarde e preciso dizer: que coisa mais linda é o pôr do sol visto daquela área. Sem palavras. Belém me surpreendeu e me encantou! Caminhamos um pouco para avistar a Torre de Belém e depois pegamos o ônibus de volta para o centro de Lisboa.

Time Out Market

Sábado, nosso último dia em Lisboa, foi super leve. Pulamos o café da manhã, pois acordamos tarde, e partimos direto para o almoço. Pedimos um Uber do hotel até o Time Out Market. É como uma grande praça de alimentação, que reúnve vários restaurantes servindo de tudo: burgers, frutos do mar, pizzas, massas… Pedimos pasteis de bacalhau e paella. E ainda terminamos com café e docinhos! Sim, docinhos – eu disse que Lisboa lembrava o Brasil, né? Caminhamos do Time Out Market até o Miradouro de Santa Catarina. Preciso dizer: esse foi o dia com melhor clima que pegamos em Lisboa, com sol e céu azul. Os dias anteriores tiveram muitos horários nublados e até mesmo chuvosos. A vista do miradouro é maravilhosa. Vale a pena sentar ali e apreciar toda aquela beleza. Aliás, há vários miradouros em Lisboa, vale pesquisar sobre os outros e incluir no roteiro, porque vista bonita nunca é demais né?

Miradouro de Santa Catarina

Nosso último programa em Lisboa foi um jantar numa hamburgueria da rede Honorato e senhor: que hamburguer era aquele? Amamos! Um dos melhores que já comi na vida, sério, e olha que eu moro na terra do hamburguer! Vale lembrar que a rede tem vários endereços pela cidade!

Ah, uma dica: para ir e voltar do aeroporto, usamos Uber – funciona super bem na cidade e é muito barato!

Espero que tenham gostado das minhas dicas de Lisboa! Confesso que eu não amei perdidamente a cidade – mas acredito que  meu cansaço, todo o estresse com a mala perdida e os dias com chuva contribuíram com essa minha visão.


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