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Imigração: dicas para encarar o processo com tranquilidade

Eu pensei algumas vezes antes de trazer esse tópico pra cá, mas como é um assunto que gera muitas dúvidas de membros no grupo do Facebook, acredito que gere dúvidas de outras pessoas. Toda semana, leio algum relato de alguém preocupado com a entrada nos EUA, com receio, ansiedade, medo de passar pela imigração, achando que não vai conseguir entrar. E assim, de vez em quando leio conselhos legais, mas de vez em quando eu fico um pouco chocada com o que leio (não só nos grupos, mas em publicações em geral na internet).

Por isso, resolvi listar alguns tópicos que geram dúvidas e esclarecer alguns pontos. Antes de qualquer coisa, gostaria de lembrar que não trabalho na imigração, nem tenho resposta para perguntas mais específicas. Não acredite em tudo que você lê por aí: muitas pessoas “tocam o terror” sobre esse assunto – e daí gera esse pânico desnecessário que vemos por aí.

“Eu não falo inglês” – ninguém é obrigado a dominar um idioma para viajar para outro país, mas acredito que é bom tentar aprender algumas expressões e palavras. No caso da imigração, simples termos como “vacation” (férias), “one week” (uma semana), “15 days” ajudam! E também as palavras mágicas: please, sorry, excuse me. Ou “I don’t understand, could you repeat?” ou “I’m sorry, I don’t speak English”. Ninguém vai ser mandado embora para o Brasil por não falar inglês. O agente vai arranhar um espanhol ou vai chamar um intérprete. Milhões de turistas do mundo todo vêm pra NY todos os anos, acredito que  um agente de imigração que atende turista está bem acostumado a receber pessoas que não falam inglês.

“Eu aluguei um apartamento ou quarto no Airbnb / Eu vou ficar na casa de um amigo/parente /eu vou ficar em hostel, TEREI PROBLEMAS?” – ninguém que vem pra Nova York precisa obrigatoriamente ficar em hotel para desembarcar aqui. Primeiro: você recebe um formulário no avião para entregar na imigração. Nesse folheto, você preenche o ENDEREÇO de onde vai ficar hospedado. Não existe campo para dizer se é um hotel ou apartamento. Caso o agente pergunte: o que é esse endereço? você vai responder a verdade. “É a casa do meu amigo” “É a casa do meu tio” “É a casa da minha irmã”. Não minta, nunca! Eu já li gente aconselhando a reservar hotel/hostel em caso de ficar na casa de alguém. Lembre-se: isso não deixa de ser mais um tipo de mentira. Por que mentir? Visitar alguém não é ilegal. Se quiserem se sentir mais seguros, peçam uma cartinha ao anfitrião de vocês (amigo, tio, etc). Se for Airbnb, imprimam a reserva. Não há motivo para pânico. “Ah, mas eles podem pensar que vou ficar ilegal se eu disser que vou ficar na casa de alguém”. Sério gente? Então, todo mundo que vem para ficar faz desse jeito? Será mesmo? Vamos refletir: de novo, não é proibido visitar uma pessoa aqui. Nova York é uma cidade super cosmopolita, com pessoas do mundo todo, vocês acham que essas pessoas não recebem amigos e familiares? Só esse ano, eu recebi TRÊS visitas aqui em casa, amigos e familiares: NINGUÉM teve problema na imigração. Não vai ser isso que vai fazer o agente desconfiar de você.

NUNCA MINTA – não custa reforçar esse tópico. Mentir nunca será uma opção.  E responda apenas aquilo aquilo que for perguntado. E lembre-se da máxima: quem não deve, não teme.

Agentes de imigração atendem milhares de pessoas todos os dias – sendo assim, é completamente normal ser atendido por alguém que talvez não vá lhe dar um sorriso. Mas, sejamos sinceros: eles não tem obrigação de bater papo ou ser legal com ninguém. Poderiam ser mais simpáticos? Talvez. Porém, reclamar não vai fazer isso mudar. Relaxe! Depois da cabine é só alegria!

Se você for levado para a “temida” – salinha, não significa que você será deportado – muitas vezes, eles querem esclarecer algo e preferem tirar a pessoa da fila para o fluxo continuar funcionando e as outras pessoas da fila poderem ser atendidas. Novamente: quem não deve, não teme.

Passar na imigração não é uma equação exata – ouvir experiências dos outros é legal, pode te deixar mais calmo – ou, do contrário, gerar mais dúvidas e insegurança.  Não é porque perguntaram X, Y e Z para a sua amiga, que vão perguntar exatamente X, Y e Z pra você.

“Ah, Laura, mas você é residente, não precisa passar por isso, é fácil falar” – não mesmo. A primeira vez que vim pra cá eu era turista, vim passar 10 dias, fiquei num apartamento, e eu era autônoma. Não fiquei nada nervosa: o agente me perguntou onde era o tal endereço que eu preenchi no formulário – duas vezes, inclusive – e eu respondi: “It is an apartament”. Quando eu respondi a segunda vez, ele até me falou: “ah, é mesmo, você já tinha dito.”

E, ó, sinceridade: escrevi tudo isso tudo para ajudar vocês. Relaxem gente, não vamos sofrer por antecedência, não há nada, absolutamente nada que a gente possa fazer. Não sofram por algo que vocês não têm controle. Uma viagem é algo para ser leve e divertido e criar preocupações não ajuda em nada.  Tenham auto-confiança – tenho certeza que, se você estiver vindo com as melhores intenções, vai dar tudo certo.  And welcome to New York!


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