Grand Banks: drinks num barco em Nova York

O verão em Nova York não é perfeito: tem dias que são quentes demais e nossas praias (longe de Manhattan) não são como as de Miami. Porém, como o verão é curto – e o inverno longo – eu não me sinto nem no direito de reclamar. Há coisas para se fazer aqui o ano todo – mas é certamente durante o verão que a oferta de atividades é mais intensa, não dá para negar. Há algumas semanas, estivemos no Grand Banks (dica que vi no Snap da Camila Cilento): um bar e restaurante que fica num… barco!

O Grand Banks foi construído a mão em 1942 e é o último barco pesqueiro original neste estilo que ainda existe. Ele fica sempre atracado – mais precisamente no Hudson River Park, no Pier 25 – mas costuma balançar um pouco. Como se trata de um barco aberto, o local só funciona durante um perído do ano – de meados de abril até meados de outubro. Você pode tanto pegar um drink e ficar em pé, perto do bar, ou pedir uma mesa à host e sentar-se. Estivemos lá num sábado, no fim do dia, e pegamos uma mesa com uma localização privilegiada. Aliás, a vista que o Grand Banks proporciona é algo que precisa ser mencionado: nada mais gostoso do que tomar um drink observando o One Wolrd Trade Center, o Hudson River com a Estátua da Liberdade ao fundo e Jersey City.

No menu do Grand Banks, o destaque fica por conta das ostras. Além disso, também há várias opções de pratos com peixes e frutos do mar, como ceviche e losbter roll, além de batata frita, burrata. Essas opções são servidas o dia todo. Aos fins de semana, o local conta com um menu especial de brunch, que inclui os clássicos pratos à base de ovo e french toast. Os preços variam de U$9 a U$27 e você pode conferir o menu completo aqui. Os drinks do Grand Banks incluem coqueteis (U$15), cervejas (U$10) e vinhos (U$15 a taça).

O local é bem animado e cheio de gente jovem. Nós adoramos a nossa experiência! Tomei um drink e o Thiago tomou uma cerveja e ainda pedimos uma porção de batata frita. O Grand Banks é uma escolha certeira para um happy hour no verão – afinal de contas, a vista de lá é sensacional. Também acho que é uma opção bacana para um casal ir à noite e fazer um programa mais romântico!  Segundo informações do site, os horários menos movimentados são antes das 17 horas (em dias de semana) e antes das 15 horas (em fins de semana). É possível fazer reservas pelo site, mas são poucas as vagas, então, é recomendado ir mesmo sem reserva.

Endereço: Hudson River Park, Pier 25. O local opera todos os dias. Segunda e terça, das 15 à 0h; quarta a sexta, das 12h às 0h e sábados e domingos das 11h às 0h. 

Aula de trapézio em Nova York (com vídeo!)

Estava muito animada para escrever esse post para vocês! Na semana passada, mais precisamente na sexta-feira, encarei uma das experiências mais “radicais” da minha vida: fiz uma aula de trapézio. Já fazia tempo que essa atividade estava na minha lista de coisas para fazer, mas nunca priorizava. Quem já assistiu Sex and the City vai se lembrar que em um dos episódios a Carrie aparece praticando trapézio. O local em questão é a New York Trapeze School, com unidades no Pier 40 (Manhattan) e no Brooklyn.

Eu reservei a minha aula pelo site da escola com dois dias de antecedência, para uma segunda-feira, no fim do dia. Como começou a chover antes de eu sair de casa, fiquei em dúvida se a aula aconteceria. Liguei pra lá e me deram a opção de remarcar. Achei melhor, porque já que a aula no Pier 40 é ao ar livre, queria que o dia estivesse lindo. Confesso que rolou um medo nos dias anteriores, uma vontade de desistir, sabem? Ainda bem que não deixei o desânimo vencer.

Cheguei lá uns 20 minutos antes do horário da aula, marcada para às 18 horas. Você entra pelo Pier 40, caminha até a quadra de futebol e sobe pelas escadas à esquerda até o último andar. Nem preciso dizer que o fato da aula acontecer em cima do Pier já torna a experiência muito mais legal né? A vista de lá é incrível e como o Pier está no lado oeste, as cores do pôr do sol são um show à parte. Nossa turma tinha 10 alunos, sendo 8 iniciantes e 2 intermediários. Três instrutores comandaram a nossa aula. Um fica no topo do trapézio e te prepara para o salto, outro fica embaixo, soltando os comandos e um outro mostra o que devemos fazer. Todos os alunos saltam presos a cabos, o que torna até mesmo a queda bem tranquila.

As primeiras dicas são a respeito da posição para o salto: treinamos no chão e aprendemos o que cada comando significa. Daí a importância de ter um bom nível de inglês, para poder ouvir e compreender o que o instrutor ensina. Cada um de nós saltou cerca de cinco vezes. A primeira vez que subi fiquei bastante nervosa: apesar de não parecer alto olhando de baixo, quando a gente chega lá em cima é bem diferente, mas o primeiro salto foi suficiente para dar uma quebrada no gelo. Quando o instrutor nos falou que deveríamos subir as pernas e soltar os braços, eu me apavorei. Mas, quando você está lá em cima, percebe que é mais fácil do que parece. Só que a cada vez que você sobe, o instrutor adiciona mais uma “tarefa”. E é bacana ir se desafiando a cada salto. Nosso último salto incluía soltar o trapézio e agarrar os braços do instrutor. Dá medo, né? Mas é indescritível a sensação de dever cumprido.

Saí de lá renovada! Repetiria a experiência com certeza e recomendo muito, tanto para quem mora aqui quanto para quem está viajando e busca programas diferentes na cidade! É recomendado reservar sua aula online. Os preços variam conforme a aula. A que eu reservei – Flying Trapeze – custa U$60 (+U$10 de taxa de inscrição). Cada aula dura duas horas. Vale lembrar que a unidade do Pier 40 abre de abril a outubro e a do Brooklyn abre o ano todo. Não esqueça de levar roupas de ginástica e meia.

Gostaram do vídeo e do post? Ficaram com vontade? 

Nova York para cadeirantes: dicas úteis

Um dos meus maiores objetivos aqui no blog é oferecer um conteúdo democrático sobre Nova York. Nem sempre consigo cobrir todos os tópicos que gostaria só com as minhas experiências – por questões de gosto, de estilo de vida, etc. Por isso, como já aconteceu algumas vezes, convido leitores e amigos para escrever sobre assuntos e experiências que acho que são relevantes para você. E a convidada de hoje é a Luana Sanches, que é leitora do blog. A Lu é cadeirante e já veio para Nova York. Eu já tinha recebido algumas dúvidas sobre a acessbilidade da cidade e acho que nada melhor do que alguém que realmente viveu essa experiência para contar suas impressões a vocês…

“Sempre via Nova York pelos filmes e tinha o sonho de conhecer a cidade. Achava esse sonho muito distante e caro para a minha realidade, mas, sempre levei ele comigo… Até que, quando eu comecei a trabalhar, fiz um plano para guardar dinheiro e viajar para lá nas minhas primeiras férias e convenci minha mãe a ir comigo. Deu certo e assim aconteceu nas duas férias seguintes. Desde a minha primeira vez em Nova York, eu tinha em mente que a cidade não era completamente acessível. Por isso, estudei bem as estações de metrô que tinham elevadores e também estudei roteiros usando o sistema de ônibus – já que todos os ônibus são acessíveis. 

Os lugares preferidos:

  • Coney Island – a praia é TODA acessível – tem até uma espécie de piso tátil que te leva até o mar;
  • MoMa (meu museu preferido) também todo acessível;
  • Bryant Park (pra relaxar da loucura da cidade);
  • Dumbo, no Brooklyn – para mim, uma das vistas mais bonitas da cidade.
  • Fazer o passeio grátis de Ferry até Staten Island (também todo acessível).

Cuidados antes da viagem:

  • Tenha em mente que Nova York é um lugar que se anda muito a pé. Por isso, se você não tem muita prática ou resistência física para tocar a cadeira sozinho, alugue uma motorizada.
  • Informe com antecedência à companhia aérea de que você possui uma deficiência e que vai embarcar com sua própria cadeira rodas (se for o caso) e que irá precisar de cadeira de embarque na ida e na volta.
  • Se você depende de auxílio para comer e ir ao banheiro na aeronave, pode ter direito ao desconto MEDIF (desconto de no mínimo 80% para compra da passagem do seu acompanhante). Busque por MEDIF no site da companhia aérea que você escolher para viajar para saber os procedimentos – e lembre-se que esse desconto é válido para todas as companhias aéreas que voam a partir do Brasil, pois se trata de uma norma da ANAC.

Embarque / vôo:

  • Quem tem alguma deficiência tem prioridade no embarque e desembarcará por último por questões de segurança.
  • Temos prioridade no assento espaço plus, sem pagar a mais por isso.
  • Lembre-se que o banheiro não é acessível (é minusculo). Se você possuir bastante dificuldade, considere viajar com sonda de alívio e bolsa coletora ou fralda (afinal, é um vôo longo).

Durante a viagem:

  • Eu busquei um hotel sem banheira (já que a maior dificuldade é entrar e sair da banheira) e com elevador.
  • Não encontramos grandes dificuldades de acesso em Nova York,  já que as ruas são planas e têm rampas.
  • As pessoas (em sua maioria) são solícitas e tem prazer em ajudar.
  • Fique de olho no funcionamento do elevador da estação de metrô que você irá usar (é super fácil olhar isso no site da MTA)

Para mim, o melhor programa em Nova York é olhar as pessoas e sentir a liberdade de ser “diferente” em uma cidade que tudo é normal!”

Lu, obrigada por compartilhar suas experiências na Big Apple! Espero que seus relatos ajudem os cadeirantes que estão planejando uma visita a Nova York!  

Paris: os melhores restaurantes da nossa viagem

Depois de falar sobre o que fizemos na capital francesa – clique aqui para conferir o post com dicas de programas nada óbvios em Paris – é hora de falar dos restaurantes! Tivemos experiências gastronômicas ótimas por lá – e grande parte disso se deve à “curadoria” da minha irmã, que mora na cidade e sempre tinha uma dica bacana pra gente! A seguir, vocês conferem os locais que mais curtimos comer durante nossos quatro dias por lá – e não deixem de se inscrever no canal para acompanhar os vlogs, pois todos eles também aparecerão nos vídeos.

Localizado em Montmartre, é um dos restaurantes preferidos da minha irmã. Ela mora no bairro e esse é um dos locais que ela e o marido sempre vão para almoçar ou jantar. O menu é bem variado e conta com vários pratos à base de carne, peixe e aves. A escolha do Thiago foi o Tartiflette, um prato com bacon, queijo e batata frita  – falem para mim se tem como ser ruim?  Meu prato foi um steak com batata gratinada e minha irmã ficou com a salada – que vem com batatas deliciosas por cima. Tudo estava muito gostoso! Os pratos custam, em média, €14,50. Vale lembrar que todas as porções eram muito bem servidas!

Essa foi uma dica da amiga Juliana, que ama Paris (e já morou lá por um bom tempo). O Carl Marletti é uma patisserie – então, é um prato cheio para os amantes de doces. O motivo da nossa ida até lá foi por conta da torta de limão – a Ju disse que é a favorita dela. De fato, a tortinha de lá está, inclusive, na lista de blogs e sites de Paris como uma das melhores da cidade. Estava deliciosa – mas tenham em mente que é diferente das que conhecemos no Brasil. Também pegamos um macaron gigante de chocolate. Os preços ficam em torno de €4, em média. Ah, não há mesas para sentar, mas há um parque bem em frente à patisserie.

Esse restaurante fica perto de Montmartre, não muito longe do Moulin Rouge. Minha irmã reservou pra gente por conta dos ótimos reviews na internet. O ambiente é simples e trata-se de um restaurante no estilo tapas – ou seja, para pedir vários pratinhos e dividir. Os atendentes eram muito simpáticos! Pedimos guacamole, burrata, hummus de beterraba, mac and cheese. Tudo acompanhado, claro, de pão, o que é super comum em Paris. Não são pratos extraordinários, mas tudo estava muito bem preparado e delicioso. Se puder, faça reserva! O preço de cada prato vai de €5 a €10. Estávamos em quatro pessoas e pedimos 6 tapas. É um restaurante bem bacana para um fim de tarde, sabem? Para comer e tomar uma cervejinha no verão – ou um vinho no inverno.

Em Paris, há vários clássicos da culinária, e o crepe, sem dúvidas, é um deles. Esse restaurante fica no bairro Saint Michel e minha irmã alertou que há muitos restaurantes nesse bairro que são furadas – o que não é o caso desse, segundo ela. Há uma infinidade de opções de crepes – além de saladas e outros pratos. Eu pedi um com blue cheese (queijo tipo gorngonzola) e nozes. Estava estupendo! O Thiago pediu um com carne (e ovo por cima). Não me recordo muito dos preços, mas acredito que era em torno de €12, em média.

Essa foi, na minha opinião, nossa melhor experiência gastronômica em Paris. O La Bellevilloise fica no bairro de Belle Ville – falei dele no meu post sobre os programas em Paris. O restaurante é lindo, super charmoso, com decoração rústica e oliveiras de verdade dentro! Estivemos lá numa sexta-feira e tinha música ao vivo. O local estava bem animado e com muita gente jovem. Nosso grupo tinha 6 pessoas e pedimos algumas entradas, como buratta, prato de frios e couve-flor gratinada (média de €8 cada). Depois, cada um escolheu seu prato. Eu optei pelo peixe com arroz e grãos, e na nossa mesa ainda teve massa,  steak tartar e vitela. Todo mundo curtiu a comida e a maioria dos pratos variava de €14 a €26.

Gostaram do post? Espero que as dicas ajudem caso estejam planejando uma viagem a Paris! 

Rooftop em Nova York: o espaço do 1 Hotel Brooklyn Bridge

Todo ano é igual: o clima começa a esquentar em Nova York e os rooftops também começam a lotar. Pouco a pouco, os dias ficam mais longos e esses lugares – que são bares em terraços de prédios (em sua maioria hoteis) viram os spots mais disputados da cidade. Não posso negar que adoro um happy hour em rooftop e como o verão aqui é relativamente curto, a gente tem que aproveitar enquanto dá para ficar na rua! E como os novaiorquinos amam rooftops, todo ano sempre tem algum lugar novo neste estilo abrindo na cidade! A novidade deste ano é o rooftop do 1 Hotel Brooklyn Bridge. Eu estava louca para conferir o local e estivemos lá no último domingo.

Como o nome do hotel sugere – e as fotos não mentem – a localização é super privilegiada: no Brooklyn, ao lado da Brooklyn Bridge, com o Brooklyn Bridge Park aos seus pés. Chegamos lá por volta das 17h30 e não esperamos nem 5 minutos para entrar. O hotel não é tão alto como outros em Manhattan, mas achei perfeito: a gente fica exatamente na altura da Brooklyn Bridge. A vista é incrível, não dá para negar. Você consegue ver todo o parque, o East River, e o skyline de Manhattan. Numa das áreas, dá até para avistar a Estátua da Liberdade de longe. Fiquei encantada.

O rooftop conta com três áreas: duas áreas com mesas (uma delas destinada a hóspedes e pessoas com reserva) e outra área livre, ao redor do bar. Nesta área do bar, todo mundo fica bem relax, algumas pessoas em pé, outras sentadas. Conseguimos pegar uma mesa depois de esperar uns 10 minutos (é preciso falar com a host antes). Vi pessoas vestidas de todos os estilos e também não me senti pressionada: se quiséssemos, poderíamos apenas ter feito as nossas fotos, observado a paisagem e ido embora (antes de sentar, claro). Obviamente que, ao sentar-se à mesa, é de bom senso que consuma alguma coisa. Os preços são aqueles já conhecidos de rooftops – drinks por U$17, cervejas por U$8, taças de vinho por U$15. Há algumas opções de comida, que variam de U$7 (porção de batata frita) a U$25 (Lobster roll). Como já mencionei em outras vezes, rooftops são bares – são locais para você beber, não para almoçar/jantar. Nós escolhemos uma porção de batata (que é bem generosa, diga-se de passagem) e também a pipoca caramelizada com chocolate (U$5). Dá para ver o menu completo aqui.

O rooftop do 1 Hotel Brooklyn Bridge abre todos os dias, das 16 horas à meia-noite. Como mencionei, não teve nenhuma firula para entrar, mas trata-se de um lugar novo que certamente vai ficar famoso e disputado logo. Então, recomendo tomar um certo cuidado com a sua apresentação, principalmente à noite. Ainda não há como fazer reservas online – porém, como mencionei, não tivemos que esperar muito tempo (e olha que era um domingo, fim de tarde). Esse rooftop deve ficar aberto enquanto o clima permitir – mas no inverno o bar funcionará no andar debaixo, num ambiente fechado, com vidraças e a mesma vista de tirar o fôlego. Ou seja, o hotel vai oferecer opções para o ano todo!

Aproveite e clique aqui para conferir um roteiro da Brooklyn Bridge e arredores.

Endereço: 60 Furman St.