Acumule experiências: programas incríveis para fazer em Nova York sem gastar muito!

Este artigo foi escrito em colaboração com a campanha do Flights.com – Unboxing the next travel experience

Dentre as milhares de frases de auto-estima e motivação que enchem a timeline das redes sociais todos os dias, existe uma bem famosa: colecione momentos, não coisas. Por mais clichê que isso possa parecer, é a mais pura verdade. A ciência inclusive já provou que essa é mais do que uma frase bonita para ser usada naquela legenda do Instagram. De acordo com várias pesquisas realizadas ao longo dos últimos anos, investir em experiências aumenta as chances de levar uma vida mais feliz, mais plena de sentido e significado. Uma dessas pesquisas, liderada pelo americano Thomas Gilovich, na Universidade de Cornell, aqui dos EUA, revelou que, quando compramos algo, ficamos felizes, pois conquistamos algo que queríamos, mas apenas por um determinado tempo. Isso porque  se trata de mais uma coisa que adaptamos aos nossos hábitos. Logo, fica sem graça.

Muita gente leva tempo para se dar conta disso. Na realidade, nenhuma dessas milhares de coisas que a gente acha que precisa serão tão importantes lá na frente. É só parar e pensar um pouquinho sobre as melhores memórias da sua vida até aqui – provavelmente, elas envolvem pessoas, momentos e experiências, certo? Experiências enriquecem a alma e o coração. Elas nos fazem refletir, crescer, amadurecer. É aquilo que trocamos, é o que permeia nossas conversas, nossos relacionamentos. Eu lembro até hoje do meu processo de mudança para os Estados Unidos. Eu sempre quis morar fora e tudo acabou acontecendo muito rápido. Quando eu soube que a gente se mudaria pra cá, fiquei eufórica. Passada a alegria do primeiro momento, eu pirei. Eu tinha um apartamento (alugado, ok) todo mobiliado. Móveis que eu amava, roupas que eu queria trazer comigo, dezenas de sapatos, livros, cosméticos. Em algumas semanas, ainda bem, eu me dei conta de como eu estava sendo idiota ao me preocupar com os bens materiais. Eu estava me mudando para Nova York! A gente dá um jeito nas coisas materais – o que importa são as experiências. E eu aprendi tanto durante essa maravilhosa jornada… Eu mudei tanto – para melhor, acredito eu – e desconstruí tanta coisa em mim! É disso que eu vou sempre lembrar se um dia eu for embora de Nova York: dos lugares que conheci, das coisas que aprendi, dos sabores que experimentei.

É por isso que eu adorei quando a Flights.com me convidou para escrever sobre sua última campanha. Ela prega que os últimos lançamentos materiais – sejam roupas, eletrônicos ou acessórios – não vão te fazer mais feliz, mas experiências e viagens vão. Isso tem muito a ver com o jeito que eu viajo hoje, porque apesar de sim, gostar de roupas e cosméticos, o que eu e meu marido mais amamos em Nova York é a possibilidade de conhecer incontáveis lugares diferentes e também de ter contato com a gastronomia de países diferentes. Não é à toa que quando a gente vai para outra cidade, nosso roteiro é focado nisso: restaurantes e lugares incríveis. Para celebrar essa campanha, listo abaixo 10 experiências incríveis em Nova York que não custam tanto assim (e, com certeza, custam menos que o preço do último smartphone do momento!). Há várias atividades gratuitas e você pode ver os detalhes sobre todas elas (inclusive o preço das pagas) nos posts linkados.

1. Aula de trapézio – não importa se você vai repetir a experiência ou não. A aula de trapézio que fiz na Trapeze School aqui em Nova York foi uma das experiências mais marcantes da minha vida. Impossível descrever a sensação de liberdade e de satisfação por concluir todos os movimentos da aula. Além disso, durante os meses quentes a escola tem uma unidade no Pier 40. É incrível saltar com a vista para o One World Trade Center e o Hudson River. Saiba mais sobre a aula de trapézio aqui.

2. Aula de culinária – uma das coisas que eu mais amo na vida é cozinhar. Adoro pesquisar e testar receitas novas, e gosto de preparar jantares especiais para o meu marido e para os meus amigos. Comida conecta as pessoas. É um momento tão especial! A The Brooklyn Kitchen tem um catálogo de mais de 30 aulas individuais. Que tal aprender a fazer pizza ou massa aqui em Nova York? Saiba mais aqui.

3. Fazenda de lavanda em Long Island – a Lavender by the Bay é uma fazenda de lavandas que fica em Long Island, mais precisamente em East Marion, no estado de NY. A Lavender By the Bay é uma das maiores fazendas de lavanda dos Estados Unidos e pertence a uma família que toca o negócio há mais de 15 anos. São mais de 6 hectares de terra onde são cultivados 20 tipos de lavandas em mais de 80 mil pés da planta. Foi uma das coisas mais lindas que já vi na minha vida! Saiba mais detalhes aqui.

4. Passeio de caiaque – além dessa atividade ser uma delícia, ela é gratuita! Sim, á pra andar de caiaque em Nova York sem desembolsar um centavo. O Hudson River e o East River têm espaços especiais para a prática durante o verão. E tá aí mais uma atividade para engrossar a lista de coisas para se fazer aqui durante os meses mais quentes.A experiência é fantástica! É uma delícia andar de caiaque e ainda ter como bônus a vista linda para Manhattan. Encantador, é o máximo estar ali contemplando toda aquela beleza, curtindo uma brisa fresca e reforçou ainda mais o meu conceito de que essa cidade é fantástica. Saiba mais detalhes aqui.

5. Tomar um drink num rooftop – um dos programas mais legais de se fazer aqui em Nova York é frequentar os rooftops. Localizados nos terraços de prédios da cidade – em sua maioria hoteis – são bares que acabam tendo a vista privilegiada como destaque. Há inúmeros rooftops na cidade e o mais bacana é que sempre tem um espaço novo abrindo. O meu favorito, até hoje, é o Westlight, o rooftop que fica no The William Vale, localizado em Williamsburg, Brooklyn. A vista é de tirar o fôlego. Pense nesse combo: vista, pôr do sol e drinks. Tem coisa melhor? Saiba mais detalhes aqui.

6. Degustação de massas – o restaurante Lupa, do chef Mario Batali, chef que está por trás do Eataly, conta com o Pasta Tasting Menu, ou, menu degustação de massas, que conta com cinco tipos de massas. Todas as massas são caseiras, fabricadas no próprio restaurante. A experiência é maravilhosa e, claro deliciosa! Saiba mais detalhes aqui.

7. Fazer um picnic no Central Park – poucas coisas simples da vida são tão gostosas quanto sentar-se à sombra num parque para relaxar, ler um livro e comer comidinhas gostosas. E eu sempre recomendo esse tipo de programa para quem visita a cidade durante o período quente. Além de gostoso, é um costume bem local. Você nem vai ver o tempo passar! Saiba mais detalhes aqui.

8. Atravessar a Brooklyn Bridge –  a Brooklyn Bridge é uma das pontes suspensas mais antigas do mundo – e a primeira construída para ligar Manhattan ao Brooklyn, com quase dois quilômetros de extensão. Foi inaugurada em 1883 – 13 anos após o início de sua construção. Hoje, em média, 120 mil veículos cruzam a Brooklyn Bridge todos os dias, além de 4 mil pedestres e 2600 ciclistas. A travessia dessa ponte é passeio obrigatório para quem vem para Nova York pela primeira vez – e vale repetir se você tiver outras oportunidades. Saiba mais detalhes aqui.

9. Apreciar a beleza das cerejeiras – a primavera em Nova York é mágica. Durante um certo período – entre o fim de abril e o início de maio – as cerejeiras tomam conta da cidade. E um dos lugares mais lindos para ver essa mágica da natureza é o Brooklyn Botanical Garden. Durante a florada, a área das Cherry Blossom é a mais disputada e lotada. Eu ficaria a manhã toda só tirando fotos delas. São tantas e tão floridas que formam uma espécie de túnel. Inesquecível! Saiba mais detalhes aqui.

10. Brunch no Rainbow Room – o Rainbow Room abriu em 1934 e fica no 65° andar do Rockfeller Plaza – o mesmo prédio do observatório Top of the Rock. Não se trata de um mero restaurante, mas de uma experiência como um todo. A decoração, a comida, o atendimento, a música ao vivo e a vista: todos esses elementos fazem do Rainbow Room um lugar inesquecível para um brunch/almoço em Nova York. Saiba mais detalhes aqui.

Gostaram do post e das sugestões de experiências? Não esqueçam de visitar o Flights.com para pesquisar passagens para o seu próximo destino!

O anonimato em Nova York: até que ponto é legal ser invisível?

Eu cresci numa cidade pequena. Muito pequena. 7 mil habitantes para ser mais exata. E toda vez que eu conheço alguém aqui, rola aquela pergunta clássica. Se a pessoa é gringa, ela vai chutar que você é do Rio ou de São Paulo. Raríssimas vezes conheci gringos que conheciam Santa Catarina. Eu já ficava feliz da vida. Num mundo onde São Paulo e Rio são quase únicas referências brasileiras, saber que seu estado é conhecido por alguém já te faz feliz. Sério, a gente fica tão satisfeita! Orgulhinho, sabem? E, claro, também tem o exemplo que rola com os brasileiros. Em duas frases, eles já sabem que eu sou do sul. Mas para aí encontrar alguém que já ouviu falar de Meleiro… foi raro. Às vezes, não quero nem falar o nome da cidade, eu já adianto: gente, vocês não conhecem, eu tenho certeza. Morei por 18 anos em Meleiro. Cresci, estudei, curti a infância e a adolescência lá. Saí de lá para fazer faculdade e nunca mais voltei.

Como eu cresci em um lugar assim, convivi com situações que só quem vive em cidade pequena sabe. Eu ia de bicicleta para a escola. Os pais das minhas amigas conheciam os meus pais. A referência sobre uma pessoa vinha com seu sobrenome. “Fulano é filho de quem?”. Não, não era uma referência para fazer alguém importante, era porque através disso já se desencadeava toda uma árvore genealógica e ficava mais fácil ou mais difícil confiar em tal pessoa. A gente também conhecia todos os vizinhos. E trocava de tudo com os vizinhos. Faltou um ovo? Uma xícara de açúcar para aquele bolo? Um refratário para aquela receita? Era só pedir para a vizinha. E se a horta estivesse farta demais, nunca era um problema: a gente vivia dividindo aquela penca de banana, aquele pé de alface, aquela muda de chá.

Definitivamente, essas são situações que só quem vive em cidade pequena sabe. Agora, vocês imaginem sair de uma cidade de 7 mil habitantes e vir morar numa cidade onde a população passa dos 8 milhões de pessoas. Imaginaram? Parece uma mudança caótica, mas eu acho que no fundo eu tirei de letra. Óbvio que tivemos alguns problemas ao lidar com as novas burocracias, mas, afinal de contas, trata-se de uma mudança de país. Nunca é fácil. Só que aqui, como já falei em outras oportunidades, a gente perde as referências. Não sou mais a filha do Donato nem a esposa do Thiago, que trabalhava em tal lugar, vizinha do fulano. Já são três anos e meio morando aqui e eu não sei o nome dos meus vizinhos. E olha que só tem 11 apartamentos no meu prédio. O caixa do supermercado, ao contrário do que acontecia em Meleiro, não sabe meu nome, nem onde eu moro, nem sonha quem são meus pais. Não tenho “conta” em nenhuma loja daqui. O pessoal da academia não sabe meu nome. Minha identificação é um código de barras. Poucas vezes rola conversa fiada no metrô. Sempre falei que a liberdade de você poder ser quem você quiser é maravilhosa. Mas existe aquela contradição de você não ser conhecido e, ao mesmo tempo, ter a sensação de que ninguém se importa com você. Outro dia, um motorista de táxi foi encontrado morto dentro do seu carro aqui em Nova York. Ele tinha parado para uma soneca e nunca mais acordou. Teve um ataque cardíaco e seu corpo só foi descoberto no dia seguinte, quando sua mulher ligou para a companhia de táxi porque ele não tinha voltado para casa. O carro foi rastreado e aí sim descobriram que ele estava morto. Triste, né?

Porém, no meio disso tudo, nossa vida no bairro tem um personagem muito peculiar: o tio da banca de frutas. Aqui em Nova York, é bem comum, principalmente nos bairros residenciais, encontrar bancas de frutas a cada esquina. Acaba sendo uma opção bem melhor para comprar frutas e verduras do que os supermercados. Mas, enfim, a ideia não é falar da banca e sim do tal tio. Veja bem, eu não sei o nome dele, não sei a sua história, não sei onde ele mora. Acredito que ele seja indiano, tanto pelas suas feições como pelo seu sotaque. Mas ele acaba desempenhando um papel bem peculiar nas nossas vidas. Primeiro, ele marca presença na esquina sempre: faça chuva ou faça sol, faça frio ou faça calor, a banquinha de frutas está ali. Aparentemente, ele divide os turnos com outros colegas. Ele sempre lembra de mim. Quando eu fico um tempo sem comprar, ele comenta que nunca mais apareci. Ele ajuda a escolher as melhores frutas e é sempre sincero. Ele me avisa quando a temporada de blueberries vai acabar: “melhor comprar, mês que vem vai dobrar de preço” ou  “amanhã teremos abacates melhores”. Ele faz descontos especiais e vez ou outra ainda completa a minha sacola com uma pêra, uma banana ou uma ameixa. O tio das frutas é aquele rosto familiar no meio dessas oito milhões de pessoas, aquele que faz sua vizinhança ter cara de vizinhança, aquele ponto de referência. É aquele lugar simples que o Whole Foods não conseguiu substituir, onde o cartão de crédito não é aceito e onde as sacolas não têm luxo. Eu fiquei devastada no dia que estava sendo atendida e vi um menino roubando uma banana, na maior cara de pau. Senti como se tivesse sido comigo e me senti pior ainda por não ter feito nada. Fiquei paralisada com a cara de pau do menino cheio de panca pegando uma banana sem pagar. Poxa, o tio é tão legal, ele não merecia ser roubado.

Mesmo assim, talvez eu não fique sabendo caso ele adoeça ou morra. A vida fora do país pode trazer relacionamentos intensos ou rasos. E muitos com prazo de validade. Pessoas vêm para Nova York por diferentes objetivos: trabalhar, estudar, passear. Algumas cruzam o seu caminho, entram na sua vida e ficam para sempre. Outras farão uma passagem breve e depois deixarão só lembranças (boas ou ruins).  Não existe meio termo. Ou você tem pessoas com quem pode contar, ou não tem. Eu já tive diversas fases e hoje eu quero “acumular” pessoas, sabem? É mais ou menos assim: você conhece pessoas legais e pensa “preciso manter essa pessoa na minha vida”. Já tive um período sem amizades, sem companhias, sem ter com quem contar. Agora, sempre penso que preciso ter o maior número possível de amigos, para nunca me sentir sozinha aqui. E, de um jeito ou de outro, a gente finge que acredita que é para sempre. Porque, no fundo, lá no fundinho, a gente sabe que, cedo ou tarde, algumas dessas pessoas vão partir pra outra aventura. É preciso deixar o medo da decepção e da despedida de lado. E confesso: não é fácil.

No meio disso tudo, espero que Nova York possa oferecer mais “tios”, mais rostos familiares, mais pessoas que se importam com você.

Atualizando o roteiro na região da Columbia University!

Já tem um bom tempo desde que eu escrevi um post sugerindo um roteiro básico pela região da Columbia University – se você não conferiu, é só clicar aqui para ler. Gosto muito daquela área e é uma dica nada óbvia para quem quer fugir das dicas já batidas do que fazer na cidade. Semana passada, acabei indo conferir de perto mais uns lugares da minha lista e coincidiu que todos eram pertinho da Columbia. Como eu amei esses lugares, resolvi fazer esse post para atualizar o roteiro pela área. Assim, se você estiver pensando em conhecer a universidade, pode aproveitar o tempo e incrementar o seu passeio por lá.

General Grant National Memorial –  é um mausoléu onde se encontram os restos mortais de Ulysses S. Grant, 18º Presidente dos Estados Unidos, e sua esposa, Julia Grant.  É o maior mausoléu da América do Norte. Ele testemunha a gratidão de um povo pelo homem que acabou com o conflito mais sangrento da história americana como Comandante Geral do Exército da União e então, como Presidente dos Estados Unidos, se esforçou para curar uma nação após uma guerra civil e tornar os direitos para todos os cidadãos uma realidade. Sua arquitetura é maravilhosa, por dentro e por fora. A região é tranquila e há um pátio gigantesco com árvores em frente, além de uma escadaria. O lugar é uma calmaria. Lembra muito alguns monumentos de Washington DC. Abre de quarta a domingo, das 10 às 17 horas. Há um Visitor Center do outro lado da rua, onde é possível assistir a um vídeo sobre a história da Guerra Civil.

Endereço: W 122nd St & Riverside Dr. 

Riverside Church – quase em frente ao Memorial está localizada a Riverside Church. Ela foi inspirada numa catedral gótica do século 13, de Chartres, na França. Sua torre gótica é como um farol para o mundo. Está situada em um dos pontos mais altos da cidade de Nova York, com vista para o Rio Hudson e a Rua 122. Sua construção começou em 1927 com a primeira celebração realizada em 5 de outubro de 1930. Tem capacidade para 2.000 pessoas. Dentro da igreja, há esculturas requintadamente detalhadas, gravuras, vitrais e outra iconografia, uma homenagem aos artistas, artesãos e arquitetos e sua dedicação à glória de Deus. O labirinto no chão da capela foi adaptado do labirinto de Chartres, um dos poucos modelos medievais existentes. É aquele tipo de lugar que você entra e pensa: uau. Realmente, linda demais! Abre das 9 às 17 horas.

Endereço: 490 Riverside Dr.

PS: os ônibus Hop On, Hop Off passam pelo memorial e pela igreja. Então, se você for fazer esse tour, saiba que tem a possibilidade de descer e explorar a área.

Riverside Park – na lateral do memorial e da igreja, você tem acesso ao Riverside Park, um parque super comprido da cidade, que começa na rua 72 e vai até a rua 158. O destaque desse bairro fica por um detalhe mega especial: a vista para o Rio Hudson. Playgrounds, quadra de tênis, área para skates, quadras de basquete e lanchonetes são só algumas das coisas que fazem parte da estrutura do parque. Um dos destaques fica por conta do Cherry Walk, um caminho contínuo de quatro quilômetros de extensão ao longo do rio Hudson, da rua 72 à 158. É lindo demais e uma delícia caminhar por ali!

Pisticci – o Pisticci é um restaurante italiano incrível, que acaba sendo uma opção para almoçar ou jantar pela região. Quando ele foi aberto, em 2002, a ideia era despretensiosa: ser aquele restaurante de bairro, que todo mundo gosta de ir. Aos poucos, os proprietários pararam de olhar para o Pisticci como apenas um restaurante mas como um lugar para mudança. Os funcionários têm horários flexíveis e partipação nos lucros. Além disso, é um Green Certified Restaurant e também usa energia renovável. O Pisticci também teu sua própria fazenda urbana, Pisticci Full Circle Farm, sem uso de insumos químicos ou maquinaria pesada. Os insumos são derivados da matéria orgânica recuperada do restaurante, e crescem sustentando a princípios orgânicos estritos. A matéria orgânica é derivada de restos de comida, guardanapos e todos os produtos de papel. Os destaques ficam por conta das massas, cujos preços variam de U$10 a U$16, dependendo da sua escolha. Uma das melhores massas que já comi aqui em Nova York. Clique aqui e confira um post completo sobre o local.

Endereço: 125 La Salle Street.  Almoço de segunda a sexta das 12 às 15h; jantar de segunda a domingo, das 17h às 23 horas, e brunch, sábados e domingos, das 11 às 15 horas. 

Clique aqui e confira o outro post com a outra parte do roteiro pela região da Columbia University!

Alimentação barata em Nova York – Soho/Greenwich Village – parte 1

O post de hoje foi escrito por uma pessoa muito especial: Thiago, meu marido. Ele trabalhou por um bom tempo no Soho, um dos bairros de Nova York que eu mais gosto, e, almoçando por lá, no ritmo frenático novaiorquino, ele descobriu muitos lugares legais – e baratos. Ele reuniu as dicas dos lugares que ele adora e acha que vale a pena e nós dividimos essa série em três posts! Espero que vocês gostem! 

Depois de três anos trabalhando no Soho e saindo para experimentar lugares na hora do almoço quase todos os dias, compartilho a primeira parte da lista dos meus favoritos. A região da rua Macdougal entre a Blecker e o Washington Square Park é o verdadeiro paraíso gastronômico do Soho e do Greenwich Village. Vamos começar a lista por lá. IMPORTANTE: para todas as opções listadas abaixo, a média de preço para uma pessoa é de U$8 a U$12. 

1. The Kati Roll Company –  O Kati Roll é uma rede especializada em um tipo de comida de rua criada na cidade de Kolkata, na India, os famosos “kati rolls”. Minha definição favorita: uma espécie de “burrito” indiano. Minhas recomendações absolutas são os “unda” rolls (meus favoritos: Unda Chicken Roll e Unda Beef Roll) e definitivamente o Mango Lassi para acompanhar. Para quem não conhece, os lassis são iogurtes indianos combinados com frutas e/ou temperos, praticamente um mousse. O clássico é o lassi de manga. O de frutas vermelhas também é super popular. Além dos meus dois “rolls” favoritos, eu também recomendo as opções vegetarianas de rolls, como o Chana Masala Roll, feito à base de grão de bico, e o Aloo Masala Roll, bem similar às famosas Samosas indianas, feitos à base de batata, tomate e pimentão verde. A principal diferença entre os rolls e os unda rolls, é que os unda rolls contam com uma pincelada de ovos batidos na massa. Para o almoço, no meu caso, dois rolls são a medida perfeita.
Porque que eu gosto: sou um amante da culinária indiana e de comidas apimentadas em geral. O Kati Roll, além de combinar essas duas características, também adiciona uma dose de praticidade no meio: os rolls são uma excelente opção para quem não quer parar para comer. Além disso, esse lugar apresenta uma comida bem diferente para os padrões brasileiros. Nunca tinha ouvido falar dos famosos kati rolls até eu me mudar para Nova York.

Endereço: 99 Macdougal Street (entre Bleecker e West 3rd Street).

2. Masala Times – o Masala Times serve uma grande variedade de pratos da culinária indiana e oriente médio, de Tandoori, Kebabs, Samosas a todas as variedades de curry. Minha recomendação é a “box” ou “curry box”, para oqual você escolhe uma proteína (há várias opções vegetarianas, frango, peixe, camarão ou cordeiro) e o curry/tempero (os mais famosos: Tikka Masala, Vindaloo e Curry), além de um acompanhamento de sua preferência, que pode ser arroz ou o pão. O combo também acompanha uma salada de cebola e o famoso daal, uma sopa de lentilha vermelha indiana. Minha opção favorita é o box de Chicken Tikka Masala. Se você gosta muito de comida apimentada, minha recomendação é o Chicken ou Lamb Vindaloo. Porém, esteja preparado, o Vindaloo do Masala Times é um dos mais apimentados da cidade. Na primeira vez que eu comi o Chicken Vindaloo lá, eu conseguia sentir a pimenta queimando os meus lábios e mal consegui finalizar o combo.
Porque eu gosto: o ambiente do restaurante é super cool e é inspirado nos filmes de Bollywood. Além, é claro, da trilha sonora. O restaurante fica aberto até super tarde, de domingo a quinta até às 3 da manhã, e sexta e sábado até as 5 da manhã. Uma excelente escolha para o pós-balada/bar.

Endereço: 194 Bleecker Street

3. Mamoun’s Falafel –  como o próprio nome sugere, o Mamoun é um estabelecimento especializado em falafel. Para quem não conhece, falafel é um bolinho à base de grãode bico, geralmente frito. Porém, eles também servem um delicioso Chicken Kabob e Lamb Shawarma para acompanhar o famoso sanduíche ou prato. Minha recomendação aqui é o pedido mais popular da casa, o “falafel sandwich”, que é servido num pão pita com hummus, salada de tomate e alface e além, é claro, dos falafels. Se você estiver com aquela fome, uma combinação perfeita é o “falafel plate”, acompanhado com um adicional de chicken kabob (também conhecido como chicken shawarma), frango assado na roleta, bem tradicional na culinária do oriente médio.
Porque eu gosto: aberto em 1971 e desde então considerado por muitos o melhor falafel da cidade, o Mamouns é outra excelente escolha para o late night. A lanchonete fica aberta todos os dias até às 5 da manhã. O ambiente é bem informal e sem frescuras. Existem duas bancadas onde é possível comer dentro do estabelecimento, porém, como o lugar é pequeno e o movimento de clientes é constante, quase ninguém acaba comendo dentro do estabelecimento. Filas são comuns, mas normalmente andam bem rápido, o pessoal é super ágil no atendimento e no preparo. Um detalhe importante, pagamento em cartão de crédito é aceito somente para valores a partir de U$20.

Endereço: 119 Macdougal Street (entre Bleecker e West 3rd Street).

4. Go! Go! Curry! –  apesar do nome, o Go Go Curry não é um restaurante indiano ou tailandês, mas sim japonês. É especializado em curry japonês, que é bem diferente dos curry comuns nas cozinhas indiana e tailandesa. Minha recomendação aqui é o “Home Run Curry”, para o qual você pode escolher entre porco (o mais tradicional) ou frango à milanesa, acompanhado além do arroz e do delicioso curry, também de uma linguiça de porco, um ovo cozido e um camarão gigante à milanesa.
Porque eu gosto: o nome curry assusta muita gente por estar associado geralmente com uma pimenta bem ardida. Porém, o curry japonês é bem diferente e o teor de pimenta é praticamente zero. Ele tem um sabor doce no começo e é bem temperado. Além dessa localização no Soho, a rede consta com outros 6 endereços em Manhattan. Para quem gosta de culinária japonesa, mas nunca experimentou nada além do Sushi e Ramen, o Curry Japonês é com certeza um “must” durante a sua viagem a Nova York.

Endereço: 231 Thompson Street (entre Bleecker e West 3rd Street) (veja todos os endereços na cidade).

5. Calexico (food truck) – Depois de anos, eu entendi: não foi à toa que os meus colegas de trabalho me levaram para almoçar nesse lugar no meu primeiro dia de trabalho aqui na terra do tio Sam. Simplesmente o melhor burrito que você vai encontrar em Nova York. Além dos burritos, as “rolled quesadillas” (que você pode pedir para adicionar arroz e feijão) e os tacos também são excepcionais. Minha recomendação: Burrito. Qualquer um. Não tem escolha errada de burrito no Calexico. Depois de três anos comendo pelo menos uma vez por semana no Calexico toda santa semana, posso dizer que tive fases: a fase do Burrito Pollo Asado, a fase do Chicken Mole, a fase do Chipotle Pork, a fase do Gringo Ground Beef e a fase do Black Bean Burrito. Ahh, eu também tive a fase das “rolled quesadillas” para todas as combinações anteriores, é claro, sempre com arroz e feijão adicional.  Minha ordem de preferência se eu fosse pedir um burrito nesse exato momento que eu estou escrevendo (quarta-feira às 22:30): 1. Chipotle Pork Burrito, 2. Chicken Mole Burrito ou 3. Black Bean Burrito (opção vegetariana).
Porque eu gosto: ir “pegar” um burrito no carrinho do Calexico no Soho é uma verdadeira experiência nova-iorquina por si só. Caminhar na Prince Street na hora do almoço, ver os verdadeiros mestres da culinária mexicana preparando o seu burrito enquanto que, num dos raros momentos do dia por aqui, você pode parar alguns minutos para respirar, observar o movimento e agradecer por morar em Nova York.

Observações importantes sobre o Calexico: Cash only.  Tempo médio de espera na fila é de 10 a 20 min – horário de pico é normalmente entre 12:30 e 13:30). Dias e Horários: O carrinho do Calexico está lá somente de segunda a sexta, das 11:30 às 15h30. Se você for no horário de pico, não esqueça de anotar o número do seu pedido para agilizar o processo quando o seu número for chamado.

Endereço: 132 Wooster St (entre Houston e Prince Street). (veja todos os endereços na cidade)

Gostaram das dicas do Thiago? Logo tem mais! 

Enoteca Maria: o restaurante que emprega vovós em Nova York

É incrível como alguns lugares viralizam na internet, certo? Aqui em Nova York, isso é bem comum. Vários estabelecimentos acabam ficando muito famosos por sua popularização na internet: seja pela localização privilegiada, pela decoração fofa, pelo tema inusitado ou por um prato diferente. Com o advento dos vídeos rápidos no Facebook, todo mundo tem descoberto mais e mais lugares. Neste ano, a Enoteca Maria foi um dos locais que foi notícia por conta destes vídeos. Trata-se de um restaurante aqui da cidade que contrata vovós para cozinhar.

Quando esses vídeos viralizam, parece que se trata de algo novo, né? Mas a verdade é que a Enoteca Maria já está na atividade há cerca de 10 anos. E o que faz do lugar algo especial? Sua proposta: aqui, os chefs não são celebridades. São avós. E quem não gosta de comida de vó? Eu tenho tantas lembranças dos almoços de domingo na casa da minha avó… Aquela fartura, aquele pão caseiro, aquela polenta… É por mexer com esse imaginário das pessoas que a Enoteca Maria faz sucesso.  No começo, todas as nonnas – como as chefs são chamadas carinhosamente chamadas – eram italianas. O proprietário recrutava as mesmas através de anúncios em jornais italianos. Depois, a ideia expandiu: a cada dia, uma nonna de nacionalidade diferente comanda a cozinha, com as especialidades de seu país de origem. Porém, é uma nonna italiana que faz as massas frescas do menu fixo da casa.

Curiosos a respeito do local e atraídos pela proposta diferenciada, fomos conferir de perto o local no último sábado. O ambiente do restaurante é super simples. Tivemos sorte, já que não fizemos reserva e o local já estava com todos os horários reservados. O proprietário, Jody Scaravella, nos ofereceu dois lugares no balcão, e sentamos ali mesmo. Scaravella é quem cuida das reservas, à moda antiga – ele gerencia tudo por um caderno. Com um dispositivo acoplado na orelha, atende às ligações e vai gerenciando os horários da clientela.

O espaço do restaurante não tem firulas. De fato, não há muitas mesas disponíveis e dá para ver a nonna trabalhando na cozinha. No dia que estivemos lá, era uma ucraniana que estava cozinhando e o menu inclui as especialidades do dia. Dentre as opções, escolhemos o ravióli de batata, com bacon e cebola salpicada. Do menu tradicional – cheio de opções de pratos italianos – escolhemos uma entrada de cogumelo (U$17) e uma lasanha com molho branco (U$23). Pão com antepasto é cortesia da casa. Nós dividimos tudo – porém, só a lasanha já teria sido suficiente para nós dois. O prato era muito bem servido. E, claro, tudo delicioso, com aquele sabor caseiro. A gente amou, saímos super satisfeitos. E a sensação era de que estávamos em casa. Fomos super bem atendidos! No site do restaurante, dá para conferir o menu completo e também o calendário de nonnas.

A Enoteca Maria fica em Staten Island. Não é o restaurante mais perto para se almoçar ou jantar em Nova York, mas, é uma opção para esticar o passeio depois de pegar o Staten Island Ferry – a barca gratuita que atrai muitos turistas por causa da vista para a Estátua da Liberdade (tem post com vídeo aqui no blog).

O restaurante abre de quarta a domingo, a partir das 15 horas – quando a nonna está presente. Também abre para almoço do meio-dia às 15 horas, de quarta a sexta, mas sem a presença da nonna

Endereço: 27 Hyatt Street – fica a 5 minutos andando da estação do Ferry! Se você for até lá, certifique-se de fazer reserva (718) 447-2777.