Mais 5 aplicativos para usar em Nova York!

Aplicativos facilitam muito a vida tanto de quem mora aqui em Nova York como de quem viaja pra cá. Aqui no blog, eu já escrevi inúmeros posts sobre apps que eu considero interessantes e úteis – e você pode clicar aqui para conferir todos os posts. Como esse é um assunto basicamente infinito, hoje eu trago mais 5 apps bacanas para você usar aqui em Nova York – seja você um morador ou um turista!

NYC Beauty – não poderia deixar de começar esse post puxando sardinha para o meu lado! O NYC Beauty é o aplicativo que lancei com meu marido em dezembro. Trata-se de um guia para compras de beleza em Nova York.  O NYC Beauty reúne várias lojas de cosméticos de Nova York, divididas em categorias: para economizar, farmácias e lojas multimarcas, maquiagem, cuidados com a pele, corpo, cabelos, marcas coreanas, lojas nicho, cosméticos naturais e perfumes. Dentro de cada loja, há ícones que indicam que tipos de cosméticos vocês vão encontrar naquela loja. O texto conta com uma descrição da loja/marca, informações e algumas dicas. Você vai encontrar também os endereços, horários de funcionamento e telefones. Ao clicar na foto principal da loja, você vai para uma galeria de imagens. Vale destacar também o “Mapa da cidade”, onde vocês vão ver todas as lojas cadastradas mapeadas e podem navegar por região. O app está disponível para iOS e a versão para Android será lançada dia 30 de maio! Siga nosso perfil no Insta @nycbeautyapp

NYC Ferry – o NYC Ferry é sistema de transporte de barco, que liga várias regiões da cidade e foi lançado há poucas semanas. Assim como o metrô, o NYC Ferry tem linhas, que faze, rotas distintas. São 6 linhas (duas delas começam a funcionar apenas em 2018).  O NYC Ferry pode ser muito conveniente para algumas rotas!  Neste post, você pode conferir todos os detalhes. Pelo app, você consegue não apenas conferir os horários dos barcos, mas também comprar seu ticket!

Citi Bike – quando o clima permite, explorar Nova York pedalando pode ser uma delícia. A Citi Bike atua aqui com bicicletas espalhadas pela cidade toda – e, nos últimos dois anos, o número de estações subiu muito! O funcionamento é simples: você pega uma bike em uma das estações e devolve em outra. Para os turistas, o melhor é o Day Pass – custa U$12 e dura 24 horas. Você usa a bicicleta quantas vezes quiser nesse período – em passeios de no máximo 30 minutos cada. No app da Citi Bike, você consegue comprar os passes e também conferir o número de bikes em cada estação – o que é muito útil!

Chef’s Feed – se você, como eu, ama comer, e ama descobrir restaurantes e pratos novos, acho que o Chef’s Feed pode ser um ótimo app! Disponível para mais de 50 cidades – incluindo, é claro, Nova York – neste app você pode seguir chefs de cozinha renomados e descobrir suas preferências. O app mostra restaurantes e a opinião de chefs sobre os pratos de lá.

Happy Hour Finder – para quem gosta de tomar uns bons drinks ou até mesmo uma cervejinha, o Happy Hour Finder é O app! Ele mostra, de acordo com sua localização, os bares e estabelecimentos com ofertas especiais para o horário de happy hour. Beber em Nova York fica mais barato com a ajuda de um app como esse, né? Afinal, nada melhor do que um drink depois de um longo dia!

10 produtos coreanos que são sucesso na Amazon

Há um tempinho, eu fiz um post citando de 10 produtos de beleza que são sucesso na Amazon – e você pode conferir a lista aqui. Como eu sempre estou falando de cosméticos coreanos, nada mais justo do que fazer uma lista similar dedicada a essa categoria, certo? Na Amazon, dá para encontrar uma infinidade de marcas e produtos – e eu considero os preços bem bons! Se você também adora uma compra online – e ama descobrir novos cosméticos – também vai curtir essa lista! Afinal, cosméticos coreanos são um verdadeiro mundo de possibilidades – cheio de produtos interessantes e diferentes! Abaixo, selecionei 10 itens que estão entre os mais vendidos no site!

 

Natural Sun Eco Sebum Control Moisture Sun, The Face Shop – se tem uma produto que as coreanas não abrem mão na rotina de cuidados, esse produto é o protetor solar. Esse protetor, além do FPS 40, conta com cobertura que dura o dia todo, controle de oleosidade e extrato de girassol, que previne a irritação da pele e proporciona proteção intensa. U$13 em média.

Perfect Cover BB Cream, Missha – o BB Cream foi criado na Coreia – ou seja, a gente não precisa pensar muito para concluir que os BB Creams coreanos são os melhores do mercado! Esse BB Cream da Missha é não só best-seller da Amazon mas também best-seller da marca. A cobertura dele é excelente, muito melhor que algumas bases, e o tem FPS 42. U$12 em média. Tem vídeo sobre esse BB Cream aqui.

Miracle Rose Cleanser in Stick, Su:m 37  – com extratos de flores, esse é um bastão de limpeza para pele. Se você analisar, o formato é super conveniente para viagens, pois não há risco de vazamento e também porque pode ser carregado na mala de mão. A fórmula, hipoalergênica e com mais de 90% de ingredientes naturais, cria uma espuma delicada para remover impurezas diárias, sem irritação. U$22 em média.

Salicylic Acid Exfoliating Cleanser, Cosrx – esse gel de limpeza tem ação exfoliante, que ajuda a remover células mortas da pele. Além disso, a fórmula conta com ácido salícilico, um poderoso ingrediente no combate a espinhas. U$10 em média.

 Jeju Volcanic Pore Clay Mask, Innisfree – é uma máscara de limpeza formulada com argila vulcânica da ilha de Jeju, na Coreia do Sul. Esse  Este ingrediente puro e raro, formulado a partir de lava solidificada causada por erupções vulcânicas, absorve impurezas e oleosidade que estão profundamente inseridos nos poros da pele. U$13 em média.

Moistfull Collagen Lotion, Etude House –  as pequenas partículas de super colágeno e água Baobab presentes nessa loção proporcionam hidratação intensa. A fórmula é leve porém firme e fornece nutrientes para a pele.  Além de hidratar, ajuda a firmar a pele. U$14 em média.

New Soothing & Moisture Aloe Vera 92% Gel, Nature Republic – esse é um best-seller não só na Amazon, mas também um best-seller da própria Nature Republic. Com 92% de extrato de Aloe Vera, esse gel multiuso pode ser usado como hidratante corporal, primer, loção pós-barba, máscara facial, tratamento capilar e mais… U$10 em média.

 Magic Food Banana Sleeping Pack, TONYMOLY  – O Sleeping Pack é um produto super comum na rotina de beleza das coreanas. Nada mais é do que um creme de hidratação intensa, que vai agir na sua pele durante a noite, fazendo com que você acorde com a cútis muito melhor no outro dia. Este tipo de produto deve ser o último da sua rotina noturna – depois de loção de limpeza, tônico, sérum e o seu creme hidratante tradicional, é hora de aplicar   E a diferença é realmente grande, a pele fica mais hidratada, com uma aparência melhor e revigorada. Sem contar o cheirinho! U$9 em média.

Time Revolution The First Treatment Essence, Missha – essence é uma categoria de produto para pele super comum na rotina das coreanas. Essa Essence é um best-seller da Missha e a fórmula conta com um concentrado fermentado que é absorvido rapidamente, reparado e nutrindo, em nível celular. Além disso, a Vitamina B3 ajuda a melhorar a elasticidade da pele, além de deixá-la radiante. U$28 em média.

Shiny Foot Super Peeling Liquid, TONYMOLY – vocês achavam que as coreanas se contentavam apenas com máscaras faciais? Que nada! Essa é uma máscara para os pés,  um peeling que remove calosidades e ainda proporciona hidratação intensa. Já usei esse tipo de máscara e funciona mesmo! U$10 em média.

E aí, gostaram da lista? Ficaram curiosas a respeito de algum produto?

4 restaurantes japoneses incríveis em Nova York

O post de hoje foi escrito pelo Gustavo Camargo. O Gustavo é leitor do blog, amante de Nova York e participante assíduo no nosso grupo lá  no Facebook. Pelos nossos papos lá, percebi que ele tem muito bom gosto, sempre recomendando restaurantes diferentes e, por isso, convidei ele para escrever um post para o blog e ele prontamente topou. O tema? Restaurantes japoneses em Nova York – ele confessa que tem uma certa fascinação com essa culinária.

Falar de New York – e de Estados Unidos – é falar de multiculturalismo. São milhões de estrangeiros em um país que se orgulha – ou, aparentemente, se orgulhava – de seus imigrantes. São carrinhos de comida halal, supermercados chineses, trattorias italianas, bistrôs franceses, casas vietnamitas… É possível que, por mais de 150 dias ininterruptos, você possa comer uma cozinha diferente. Imagine só que existem mais de 45 mil residentes japoneses na cidade. O país é terceiro colocado, apenas atrás do próprio Japão e do Brasil, em números absolutos de japoneses. Isso explica a forte presença nipônica nos cardápios nova iorquinos. Na minha última visita à terra da Estátua da Liberdade, pude conhecer quatro restaurantes totalmente distintos.

Yakitori Totto – o restaurante, ou melhor, isakaya – termo japonês que se traduz em algo como “boteco” –  leva a comida de rua japonesa a um outro nível. Ali, é difícil não encontrar uma opção que felicite até o mais chato dos viajantes. O cardápio é extenso. Há mais de duas dezenas de entradas. Dessas, destaco o Yakumi Zaru Tofu, um queijo feito de soja com uma textura muito semelhante às burratas italianas que derretem na boca. Delicado e delicioso.Mas, não fique apenas nas entradas, afinal, a casa é reconhecida pelos tradicionais espetinhos japoneses. Comece com um de takoyaki, espécie de bolinho recheado de polvo. Siga com o negi pon, espetinho de porco com molho ponzu levemente adocicado e o espetinho de Yaki Nasu, uma berinjela com pasta de misô. Se, assim como eu, for fã de gohan, o arroz japonês, peça um Yaki Onigiri, uma bola de arroz grelhada e acompanhada de molho (dê preferência ao misô). Se ainda tiver apetite, o Tsukune, uma espécie de almôndega de frango japonesa, é uma escolha certeira. Se quiser provar algo mais desafiador, vá de Una-Jyuu: fatias de enguia laqueada em um molho levemente adocicado sobre arroz. Para beber, não fuja do tradicional sakê ou shochu. Enquanto o sakê é um fermentado de arroz, o shochu é feito através da destilação. Se preferir um cocktail, peça o fresh fruit shochu, que vem com água com gás, shochu e uma fruta a ser espremida dentro do copo. Vale uma foto ou vídeo. O preço? Atraente. Dificilmente você gastará, com bebida, mais que $80 por casal.

Endereço: 251 W 55th St – site.

Sushi On Jones – o clima estava bom na primeira vez que fui ao Sushi On Jones. Ainda bem, porque o espaço fica a céu aberto em um dos cinco quiosques do Bowery Market. Não espere firulas. O foco aqui é algo rotineiro nas estações de metrô no Japão: uma degustação de doze peças em 30 minutos. A reserva, feita apenas através do arcaico SMS, é  necessária. São somente 6 lugares distribuídos no exterior do pequeno quiosque. O tempo, apesar de parecer curto, foi preciso. Conseguimos desfrutar da refeição de forma muito boa, sem qualquer entrevero. Na verdade, sobrou tempo para degustarmos duas peças extras. Todas excepcionais. O cardápio, como disse, não existe. Paga-se U$50 por uma degustação de peças pré-definidas. São 12 unidades que surpreendem a cada chegada. Caranguejo, camarão, vieira, peixe olho-de-boi, ouriço, enguia e até mesmo carne Wagyu maçaricada. Todos, claro, montados na hora – e finalizados com shoyu – e servidos do balcão para seu prato. O melhor, claro, ficou para o final. Um niguiri que unia carne wagyu maçaricada e ouriço. No final, faça questão de finalizar a refeição com algo extra. Aceite o hand roll – espécie de temaki –   ou peça pelo Big Mac, um niguiri que leva carne wagyu, ouriço, barriga de atum e mais um pedaço de ouriço. Ele não é bom. É celestial. O mundo precisa de mais Sushi on Jones.

Endereço: 251 W 55th St – site.

Ivan Ramen – a história do restaurante, por si só, já vale a visita. Mas, sinceramente, não vou entrar nisso. Abra seu Netflix e assista a 3ª temporada de Chef’s Table. Lá você encontrará a história e muito mais sobre Ivan Orkin, o dono da casa.  Com um cardápio enxuto e com preços atraentes ($16 por uma tigela de lamen quente), a casa preza por um dos melhores caldos que já provei. E, diga-se de passagem, não foram poucos. A reserva aqui é obrigatória. Desde o lançamento da nova temporada da série, a casa vive lotada e com filas. Pule as entradas e  mova rapidamente seus olhos para a parte de “Noodles”. Se estiver buscando algo sem muita potência, vá de Tokyo Shio Ramen. Uma tigela de caldo de frango temperada com dashi e sal e acompanhada de barriga de porco, ovos, cogumelos e o macarrão. Se estiver buscando algo mais complexo, vá de Tokyo Shoy Ramen que, ao invés de temperado apenas com sal, o caldo leva molho de soja. Mas, se seu dia foi cansativo, se sua perna está cansada e seu corpo precisa sentir que você o ama, faça um favor para ele e peça o triple pork. Como o próprio nome diz, é um mergulho de corpo e alma numa tigela rica de sabores suínos. Para beber? Siga a dica de quem te servir. Os preços são razoáveis se comparados a outros lugares da ilha e possui bons drinks japoneses e cervejas.

Endereço: 25 Clinton St – site.

Baohaus – não estranhe o local. Ele é realmente diferente de todos outros citados acima. Mas, acredite, isso não faz dele pior. Ele não é exatamente um restaurante. Considere ele um “fast food oriental”. Não há reservas, não garçons. Peça. Pague. Pegue. Mas, voltando, você não sabe o que é um Bao? Bao, ou bun, é a nova moda gastronômica. Pequenos pães cozidos no vapor e então recheados. Acredite. Vale a pena. Ao chegar, peça por um Chaiman Bao, que leva barriga de porco, picles, amendoim triturado, molho levemente adocicado e um pouco de coentro. O melhor? Ele custa apenas $4. Depois de três desses você estará satisfeito e me agradecendo pela dica. Torça para estar em um dia com algum Bao especial. Na última ida havia um de buffalo wings. Não era bom. Era genial. Se estiver pelo Brooklyn no final de semana você também poderá experimentá-los em Smorgasburg. Eles possuem uma barraca com um trabalho social com ex-presidiários. Inclusive escreveram um livro sobre receitas feitas na prisão.

Endereço: 238 E 14th St – site.

Bônus!  Kang Ho Dong Baekjeong – se você aguentou até aqui é porque gosta e quer visitar restaurantes um pouco diferentes, correto? Se esse for seu caso, recomendo adicionar o Kang Ho Dong Baekjeong a sua lista de restaurantes a serem visitados. É farto e delicioso. Fácil entender porque casas do famoso “churrasco coreano” não param de surgir na cidade. Quer um outro motivo para ir? O restaurante é uma parada de chefs renomados, como é o caso do inventor do “cronut”, Dominique Ansel e até mesmo do crítico gastronômico Anthony Bourdain. Se você não confia em mim, confie neles. O cardápio é simples e descomplicado. Seleciona-se o tipo de carne (bovina, suína) e só. O garçom chegará com mais de uma dezena de acompanhamentos, entre eles um tofu apimentado, kimchi e um delicioso picles do que pareceu ser beterraba. O carro chefe da casa é o Short Rib bovino. Se estiver em mais pessoas recomendo o Combo, que agrega mais carnes.

Endereço: 1 E 32nd St – site.

Gustavo, muito obrigada pelo excelente post! Já estou morrendo de vontade de visitar todos os restaurantes que você sugeriu!

Dizendo adeus a Nova York…

Antes que vocês tomem um susto: não, não estou indo embora. Nem sei se um dia quero, mas a vida é cheia de surpresas – por isso que acho que “para sempre” e “nunca” são palavras que devemos usar com cuidado nessa vida… O post de hoje é um relato de uma convidada especial, a Clarice. A Clarice é uma leitora do blog que se tornou uma amiga muito querida – e que, daqui a poucas semanas, vai se despedir de Nova York. Nesse pouco tempo que convivemos, trocamos muitas experiências e relatos. Foi num desses nossos encontros que a Cla, que está aqui há dois anos, contou os motivos pelos quais estava indo embora. Sim, Clarice, nascida nos EUA e filha de brasileiros, está voltando para o Brasil e sim, ela está feliz com sua decisão. Eu sempre falo aqui que morar fora não é fácil e achei bacana trazer a perspectiva de outra pessoa pra cá. Ela topou dividir a sua história e eu espero que vocês leiam, curtam e apreciem, sem julgamentos, pois cada um sabe de suas dores e suas delícias…

“Bom, vamos lá! Meu nome é Clarice, tenho 26 anos e minha história com Nova York começa quando eu ainda era criança e meu pai me levava para cidade com ele. Tenho essas memórias bem vivas e nunca imaginei que anos depois, tudo iria se “encaixar”. Nasci e vivi parte da minha vida em uma cidade chamada Bridgeport, em Connecticut, EUA. Quando já tinha nove anos, meus pais decidiram voltar para o Brasil, e é claro, fui junto!

Avançando alguns anos, cursei faculdade de Jornalismo em Vitória (ES) e, nesse meio tempo, passei três meses estudando moda em Nova York. Voltei, trabalhei com produção de TV, assessoria de imprensa e, por último, em um jornal online. E foi neste emprego que as coisas começaram a mudar. Sabe aquela fase que você odeia seu trabalho, arrepende-se da escolha profissional que fez e não consegue enxergar a luz no fim do túnel? Pois bem. No meio dessa confusão toda só tinha uma certeza: queria morar e trabalhar na Big Apple! Comecei a juntar dinheiro mesmo sem saber ao certo quando isso iria acontecer e muito menos como.

Um belo dia, meus chefes me chamam na sala de conferência e.. fui demitida! Na hora, meu mundo caiu. Eu me senti um fracasso. Mas, alguns dias se passaram e repensei tudo que estava acontecendo. Não acredito em acasos e tomei esse tapa com um: “acorda! existe um mundo para você lá fora”. Na faculdade, minhas matérias preferidas eram relacionadas ao marketing, produção e assessoria; sempre gostei de moda e amo tecnologia. Juntei todas essas informações e fiz aquela pesquisa aprofundada na internet. Dois meses depois, no dia 14 de junho de 2014, estava em Nova York. Tinha uma aula paga na especialização de Marketing Digital na Fashion Institute of Technology, um quarto alugado com pessoas que não conhecia e algum dinheiro no banco. Não tinha passagem de volta e nem imaginava o que estava por vir, e na real, ainda não sabia muito bem o que estava fazendo.

Cheguei aqui achando que ia bombar! Currículo cheio de experiências legais, inglês fluente, vontade de aprender etc. Mas a realidade foi outra.. Acredito que isso aconteça em qualquer país para onde você vá sem algo certo. Além de ser só mais um, você tem que começar do zero! Tem que aprender que nesse novo destino você não é ninguém e ninguém sabe quem você é.

Depois de alguns meses, e com o dinheiro acabando, tive que deixar o orgulho de lado e fui trabalhar em restaurante. Sabia que não queria aquilo para minha vida, mas aceitei esse momento de transição e fiz o meu melhor. Durante os quase dois anos de curso, fiz poucas amizades e passei muito tempo sozinha. Sim, a cidade de milhões de habitantes pode ser bem solitária… Então, quando terminei a especialização, resolvi passar uma temporada no Brasil. Precisava dos meus pais e amigos, precisava respirar um pouco… Trabalhei no negócio da família e aprendi muito.. mas tinha uma passagem de volta para Junho de 2016 e o que seria uma viagem a passeio se tornou mais uma estadia na cidade. Àquela altura, eu já sabia o que queria profissionalmente, mas ainda estava descobrindo como aplicar isso na minha vida. Voltei a morar com roommates e a trabalhar em restaurante no início, mas logo encontrei um emprego na minha área. Aí eu me apaixonei ainda mais pela profissão e achei que estava no caminho certo.

Decidi viver essa “nova” experiência de uma forma diferente. Queria me arriscar mais e estava mais aberta as surpresas da vida. Fiz amizades, saí, conheci pessoas bacanas e aproveitei demais. Mas ainda tinha algo que me incomodava, e é até difícil explicar. Em um dado momento, eu me peguei mais empolgada com a idea de me dedicar a um projeto pessoal do que com o emprego que tinha.. e aí comecei a achar estranho. Levei um tempo para perceber tudo que estava acontecendo e quando me dei conta.. meu mundo desabou. Doeu na alma e foi preciso muita paciência e fé para colocar minha cabeça/coração no lugar e avaliar a situação.

Foi assim que decidi voltar para o Brasil. Sim, isso mesmo. Neste momento, tive que avaliar o que é felicidade para mim, aonde sinto paz. Fiz essa escolha pensando única e exclusivamente em mim, no que verdadeiramente faz minha alma vibrar. Mas não tinha data definida e no fundo, ainda não tinha criado total coragem. Por muito tempo me senti culpada. Como assim? Tenho documentação, completei uma especialização na profissão que amo, trabalho em um escritório de moda.. tudo na cidade de um milhão de possibilades, onde muita gente vem buscar o que eu já tinha conquistado e mesmo assim não me sinto bem?

E aí vem a história do “nada é por acaso”, de novo. Com toda essa confusão mental rolando, a empresa que trabalhava estava passando por uma crise e eu fiquei sabendo em Janeiro, mas não podia sair porque estava participando de um projeto e precisava concluí-lo. Comecei a procurar empregos como plano B e nesse meio tempo, também comecei a pesquisar e me dedicar ainda mais ao meu projeto pessoal. Montei toda a metodologia do negócio, coloquei o site no ar e divulguei entre amigos e possíveis clientes. Em Abril, tive que sair da empresa. Poderia continuar procurando por trabalho? Sim. Mas por que continuar adiando e enganando meu coração, a minha intuição? Não fazia sentido. A verdade é que morar em Nova York estava me consumindo demais. E enfim, consegui decidir minha data de volta.

Meu pai sempre me falou que não importava o lugar no mundo que estivesse, os problemas sempre iriam existir. Nunca dei muita bola, mas hoje além disso, acredito que muito dos problemas também estão em nós. Nova York me reeiventou e um dos aprendizados foi: viver com leveza! Tudo pode mudar do dia para noite. E outra: é preciso se orgulhar das suas escolhas, independente de qualquer coisa. Certa vez eu li: “Abrace uma vida difícil. Uma vida com altos e baixos. Uma vida com incertezas, uma vida com surpresas. É a que você vai lembrar, é a que você ama, é a que você compartilha”. E é isso!

Seria um adeus? Acho que nunca vai ser. Sempre vou vir para Nova York quando puder e parte de mim pertence a esse lugar, tem história. Mas preciso desse tempo sem passagem de volta. Trabalhar, viajar e conhecer outros mundos. Outros lugares dentro de mim…”

Obrigada, Clarice, por nos presentear com o seu depoimento! Eu te desejo só alegrias nesta nova etapa da sua vida!

A história da Clarice me fez pensar em muita coisa… e eu trago a reflexão pra cá. Muita gente me escreve dizendo que está cansado, frustrado com sua vida. Lembre-se que morar fora não soluciona problemas. Você deixa de ter alguns problemas, mas terá outros. Não acredite em contos de fada, pois eles não existem. A vida de ninguém muda magicamente ao pisar em terras gringas, tenha sempre isso em mente. Não condicione sua felicidade ao “morar fora” – viva o hoje. Há quem condicione tanto a sua vida a uma mudança dessas que acaba esquecendo de viver o presente…

Shows de graça em Nova York – o lineup 2017 do Today e do Good Morning America

Quando o mês de maio chega, eu sempre fico ansiosa e curiosa, pois é nessa época que o Today e o Good Morning America, programas matinais gravados aqui na cidade, divulgam o calendário dos shows que serão promovidos durante a temporada primavera/verão. E a semana já começou bem, pois os dois programas anunciaram os line-ups na segunda-feira. Anote aí no seu roteiro, caso você esteja de viagem marcada nos próximos meses: assistir a um show de uma banda ou cantor famoso, de graça, é uma das possibilidades que Nova York te oferece!

O Citi Concert Series é promovido pelo Today. As apresentações acontecem no Rockfeller Center, na 48th Street entre a Quinta e a Sexta Avenida. O acesso é gratuito e aberto ao público – mas o esquema é: quem chegar primeiro pega o melhor lugar. E isso quer dizer levantar cedo – o ideal é chegar lá por volta das 5 da manhã (não esqueçam que é um programa matinal). As pessoas entram entre 5 e 7h e as apresentações rolam das 8h às 9h. Por outro lado, o Today conta com o Fan Pass, que é um acesso especial para os fãs passarem menos tempo na fila e terem acesso prioritário. Para conseguir um Fan Pass – que dá direito a um acompanhante – você precisa acessar o calendário, clicar no show que te interessa e se cadastrar no Fan Pass. Aproximadamente uma semana antes do show, o Today envia um email para os vencedores do Fan Pass. Geralmente, o shows acontecem faça chuva ou faça sol. As datas dos shows de  Bruno Mars, Tim McGraw & Faith Hill e Camila Cabello ainda serão anunciadas. Acompanhe a página para ficar por dentro!

15/05 – New Kids on the Block
16/05 – Zac Brown Band
19/05 – Mary J. Blige
26/05 – Miley Cyrus
29/05 – Niall Horan
2/06 – Thomas Rhett
9/06 – Halsey
16/06 – Shania Twain
30/06 – Charlie Puth
6/07 – Ed Sheeran
7/07 – Flo Rida
18/07 – Chris Stapleton
21/07 – DNCE
28/07 – Fitz and The Tantrums
4/08 – Brad Paisley
18/08 – Hailee Steinfeld
25/08  – Jason Aldean

O Good Morning America Concert Series rola no Central Park – é uma experiência bem legal, já que a estrutura é bem maior. O palco fica no Rumsey Playfield. O acesso pode ser feito pela entrada do Central Park na 72nd street, na Quinta Avenida, a partir das 6 da manhã, quando o parque abre ao púlico – o programa rola das 7 às 9h. Porém, se você é do tipo fã e quer garantir um bom lugar, chegue antes – pois às 6 já tem fila!

19/05  – Green Day
26/05 – Florida Georgia Line & Nelly
2/06 – Fifth Harmony
9/06 – The Chainsmokers 
16/06 – The Lumineers
23/06 – Little Big Town
30/06 – Bebe Rexha (será no estúdio da Times Square)
7/07– Big Sean
14/07 – Lady Antebellum
21/07 – Zedd featuring Alessia Cara
28/07 – Imagine Dragons
4/08 – Linkin Park
11/08 – Bleachers
18/08 – Eric Church
25/08 – Paramore
1/09 – Jason Derulo
A ser anunciado! – Dierks Bentley

Vale lembrar que para o shows de The Chainsmokers será preciso garantir ingressos com antecedência para a entrada. Esses ingressos são distribuídos gratuitamente – e a produção faz isso com as apresentações que geram um público muito grande. Próximo à data do show – geralmente na segunda-feira da mesma semana – o Good Morning America divulga o link para a obtenção dos ingressos.É só ficar de olho no site do programa e também na Fan Page. Para o restante dos shows, é só comparecer mesmo. Ah, e a data do show de Dierks Bentley ainda será anunciada.

E como eu sempre falo todos os anos ao anunciar o line-up: trata-se da transmissão dos programas, ou seja, não dá pra esperar um show como os tradicionais.