Blog da Laura Peruchi – Tudo sobre Nova York
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Eu condenava a imigração “ilegal” – e mudei de ideia

A imigração não é um fenômeno novo – desde que o mundo é mundo o ser humano sai de um lugar para o outro em busca de condições melhores de vida. É só a gente observar a história antiga e moderna – e não precisamos ir muito longe. Para muitos brasileiros, basta olhar as próprias origens. O Brasil foi colonizado por Portugal e recebeu gente do mundo todo. As minhas origens, por exemplo, são lá da Itália – tenho bisavô e tataravô que mudaram para o Brasil em busca de uma vida mais digna. Trazendo para os dias de hoje, a gente sabe que existe um grande interesse das pessoas em mudar de país – principalmente do hemisfério sul para o hemisfério norte. De acordo com uma pesquisa divulgada pelo Fórum Econômico Mundial,  15% da população global migrariam se pudessem. Dentro desse universo – e do universo dos brasileiros – os Estados Unidos está no topo da lista dos países mais desejados, segundo um estudo da companhia de recrutamento e seleção Talenses. São vários fatores que fazem os EUA estar no topo dessa lista – é só a gente perceber como a cultura americana é impregnada na nossa vida, seja pelo cinema, pela música, pelos produtos e marcas que consumimos.

Como um país desejado por tantos, existe também um grande número de imigrantes indocumentados. A chegada por via aérea permanecendo nos EUA além do prazo de expiração do visto tem sido a principal maneira da população não documentada entrar nos EUA nos últimos anos. Segundo números do Center of Migration Studies estima-se que 515.000 imigrantes que hoje são indocumentados chegaram aqui em 2016, e desses, mais de 300 mil ficaram além do que o visto permitia e 190.000 entraram sem inspeção, ou seja, cruzando a fronteira do México. Os números de imigrantes não documentados variam de acordo com a metodologia usada, e também há um atraso nas estimativas porque leva tempo para que dados precisos estejam disponíveis. A última estimativa divulgada pelo Escritório de Office of Immigration Statistics do Homeland Security ocorreu em dezembro de 2018: em 1º de janeiro de 2015, havia 11,96 milhões de imigrantes sem documentos nos EUA. Entre os países de origem desses imigrantes está o México, que representa cerca de metade da população não documentada, seguida da América Central e Ásia. Cerca de dois terços dos imigrantes sem documentos estão nos EUA há 10 anos ou mais.

Imigração ilegal é um assunto delicado e complicado. Não foi o meu caminho até aqui. Em 2013, antes de embarcar para passar três semanas trabalhando em Nova York num projeto de um cliente da empresa dele, Thiago, meu marido, foi encorajado pelos colegas da empresa a mudar a localização no perfil do LinkedIn. Segundo eles, essa era uma ótima maneira de medir a febre e descobrir se o currículo estava competitivo e se ele tinha chances no exterior. O resultado? Foi bom – afinal, ele começou a receber contatos de recrutadores depois de fazer isso. Quatro meses depois, estávamos mudando de mala e cuida para a Big Apple.

Apesar de pouco comentado, o caminho da imigração legal não é o mais simples ou fácil. Inseguranças, medo, restrições e tempo – muito tempo – envolvem a longa e exaustiva jornada de conseguir um Green Card. Não, não é uma questão de comparar dores e sofrimento, até porque não estamos numa gincana de quem sofre mais. Existem muitos privilégios envolvidos em conseguir estar aqui numa trajetória “legal” – e existem muitos percalços e dificuldades que te tiram o sono e mexem com a sua auto-estima e talvez por isso sempre me incomodou tanto ver as pessoas burlando o sistema. Sim, eu já julguei e condenei muito quem opta pelo outro caminho, mas esse mindset mudou e eu quero explicar a minha linha de pensamento.

Em janeiro, vai fazer 7 anos que eu moro em Nova York e esses foram, provavelmente, os 7 anos mais transformadores da minha vida. Não é segredo pra ninguém que viver fora da sua zona de conforto pode ser, obviamente, desconfortável em alguns momentos, mas eu cresci muito como ser humano através dessa experiência e aprendi muito. Não sei como teria sido no Brasil – e, como ainda não inventaram máquina do tempo – eu jamais saberei que caminho teria trilhado se eu tivesse ficado por lá. Eu acho que a mudança pela qual eu passei é uma mistura de estar numa cidade tão intensa e diversa como Nova York, a maturidade, a terapia e o conteúdo que eu consumo, além das minhas amizades. Dito isso, também não posso ignorar a criação que eu tive. Minha família nunca foi rica – meus pais cresceram em condições muito limitadas – de não terem um tênis ou chinelo calçado para ir pra escola. Mas eu tive uma infância feliz e com muita liberdade – até sonhei com muitos brinquedos que via na televisão, mas lá em casa presente era só em datas especiais. Vi a minha mãe criar eu, minha irmã e meu irmão e ir para a faculdade depois do tempo previsto pelo script da sociedade. Estudei em colégio público a vida toda – mas pude ir para uma faculdade particular quando tive a chance. Nunca precisei trabalhar e nunca faltou comida na nossa mesa. Uma infância e adolescência com algumas pequenas limitações – longe de ser uma vida sofrida e sem oportunidades. Muito pelo contrário, com muitos privilégios.

Apesar de ter aprendido o conceito de meritocracia quando nova – e ter acreditado nele por um bom tempo – desde cedo meus pais tentaram ensinar bons valores pra gente, como a humildade, a generosidade e a gratidão. Foram muitas as histórias que eles compartilharam sobre a infância com recurso limitados que tiveram. E meu pai sempre foi uma pessoa muito generosa e bondosa, coração mole, que tentava ajudar sempre que podia. Uma das memórias mais bonitas que tenho de quando era criança era de juntar coisas que eu e minha irmã não usávamos mais – de materiais da escola até roupas que não nos serviam – para o meu pai levar para uma família de conhecidos com crianças da nossa idade. Eu lembro até hoje dele relatando como as crianças tinham ficado felizes com aquilo que havíamos doado.

Sou muito grata pelos valores que eles nos ensinaram – porque sei que eles moldaram muito do ser humano que sou hoje e fizeram eu ser a pessoa inquieta e determinada que eu sempre fui. Porém, olhando pra trás, eu vejo que por muito tempo vivi no meu mundo bom sem enxergar muito fora da minha bolha. Óbvio que eu sempre soube que ser preconceituosa não era legal, que o machismo é uma merda e que existiam pessoas em condições diferentes da minha, mas nunca parei pra refletir muito a respeito. Foi nos últimos anos que eu criei mais consciência sobre o lugar que ocupo e passei a questionar coisas que por muito tempo me foram vendidas como normais. Pausa aqui para dizer que não, o mundo não está chato. E se você acha que ele está chato é porque talvez você não faça parte dos grupos de minorias que são prejudicados na nossa sociedade. Falar que o mundo está chato é um argumento, no mínimo, raso, e que ignora totalmente a dor alheia. Não é porque algo não me atinge que não é importante.

Agora, voltando ao raciocínio da imigração “ilegal”, eu sempre ficava extremamente incomodada com as histórias de quem burlava o sistema. Era difícil demais para mim aceitar tais comportamentos. Não foi o caminho que trilhei, não é o caminho que eu trilharia. E é aí que começa o equívoco: o de medir a vida alheia pela sua régua. Olhar cada pessoa como única e cada história como única faz a gente entender que não dá para generalizar nada nessa vida. O primeiro grande estalo que eu tive foi no ano passado, ao assistir Living Undocumented – Realidade Não Documentada, da Netflix. Ao longo dos seis episódios, conhecemos a história de oito famílias de imigrantes sem documentos em diversas partes do país, enquanto enfrentam um potencial processo de deportação. São pessoas de diversas partes do mundo, com diferentes passados, diferentes motivações, que viram os EUA como uma oportunidade de vida nova. Gente que vem de lugares onde a pobreza é rotina, onde a ameaça de morte é constante, gente com realidades tão diferentes. Foi interessante até para entender mais desse sistema de imigração/deportação – sempre achei a deportação fosse algo instantâneo, mas não é.

O segundo tapa na cara que eu levei foi esse ano, quando eu entrevistei o Mauricio (nome fictício), um brasileiro que mora em Nova York há 4 anos e ficou além do prazo do seu visto de turismo, para um dos episódios do meu podcast. O Maurício compartilhou a sua história – que envolveu abuso na infância e crescer sem os pais, passar fome e ficar sem casa em Nova York. Ele me contou que queria fazer Publicidade e Propaganda, mas precisava de ajuda da família, que não apoiou a ideia, já que Publicidade & Propaganda “não daria dinheiro”. Naquela noite, depois da gravação, eu fui dormir muito tocada e pensativa. Eu, que sempre tive uma vida bacana, nunca passei fome, estudei, fiz faculdade, vivo uma vida confortável numa das melhores cidades do mundo, com meus documentos de imigrante, fiquei me perguntando: e aí?

O caminho para uma imigração legal para os EUA exige critérios que não são atingidos por uma parcela enorme da população. Pegando como exemplo o visto de trabalho H1B, um dos mais desejados, os requisitos envolvem faculdade, inglês avançado, experiência vasta. Pegue qualquer outro visto, como o de transferência, o de artista, o de startups e você verá que todos eles têm em comum a exigência de habilidades extraordinárias. Habilidades essas que, para serem conquistadas, exigem dedicação, esforço, dinheiro e privilégios. É óbvio que existem histórias de pessoas que se destacaram mesmo tendo condições mínimas, e essas histórias, por mais inspiradoras que sejam, romantizam o “ralar pra caramba”. Títulos como: “estudante caminha 8 horas para chegar à prova do Enem” não deveriam ser troféu pra galera de meritocracia e sim um alerta de que: opa, tem algo muito errado aqui. Ou será que a nossa sociedade está tão cega que acha realmente legal um estudante ter que caminhar tudo isso para fazer uma prova enquanto tantos outros fazem trajetos mais curtos em carros blindados? Não vou nem me alongar nisso – mas eu poderia escrever mais 10 parágrafos trazendo situações semelhantes de comparações duras. Entretanto, acho que isso já é o bastante para confrontar quem fala que “existe o certo e existe o errado na hora de imigrar”.  Pois é, o caminho “certo” existe. Mas a verdade é que ele não está disponível para todos. E foi justamente nesse momento, pensando no exemplo do Maurício, dos imigrantes cuja história foi contada no documentário e de tantas outras histórias que a gente vê por aí, que eu me perguntei: mas e aí? O indivíduo que não teve as mesmas condições e privilégios não tem o direito de buscar uma vida melhor? Porque, veja bem, ao dizer que existe o “certo” e o “errado”, acaba-se medindo o outro pela sua régua. Ignoram-se os privilégios envolvidos e o outro é colocado  numa posição de “igual” que é simplesmente surreal e desumana.

E que fique claro que o meu raciocínio aqui não é para justificar absolutamente nada ou dizer: venham de qualquer maneira. Não. Até porque eu acho que esse caminho envolve privações, sofrimentos e humilhações muitas vezes imensuráveis. Afinal, paga-se um preço muito caro por escolher esse caminho. Não sei se eu, Laura, seguraria a barra de viver com medo, com incertezas e com tantas limitações. Entretanto, todo essa conversa é para trazer um pouco mais de humanidade à questão.  É olhar para aquela pessoa que não escolheu o jeito “certo” e que, pelos olhos de um sistema imigratório – defasado e quebrado, diga-se de passagem – está cometendo um crime, mas também tentar entender suas motivações como ser humano. De compreender que nem todo mundo pode fazer as mesmas escolhas, de que essa talvez não seria a sua escolha, de que continua sendo algo “errado” pelas convenções atuais – mas de também compreender os motivos pelos quais aquela pessoa tomou aquela decisão. É deixar o julgamento de lado e tentar enxergar as circunstâncias.

Não, eu não tenho a solução para esse problema. Não tenho nem roupa para começar a discutir o que os EUA deveriam ou não deveriam fazer a respeito disso. Mas eu escolhi ter empatia. Tentar somente e nada mais entender a decisão do outro. Não quer dizer que regras não foram quebradas. Não quer dizer que eu faria o mesmo. Mas é simplesmente compreender e não condenar. Refletir. Analisar. Não medir o outro pela sua régua. Reconhecer seus privilégios não vai fazer com que você os perca – vai te fazer mais humano. E lembrar que status imigratório não define o caráter de alguém. Existe gente sacana – com e sem documentos – e existe muita gente bacana também – com e sem documentos. Ninguém acorda um dia e decide esse caminho porque ele é legal e interessante – e parece fácil numa análise rasa. É um caminho que envolve viver sem muitos direitos, ter oportunidades limitadas e estar na sombra do medo, o que não é, certamente, a coisa mais gostosa do mundo.

PS: qualquer que seja a sua situação ou circunstância, imigrar é um passo enorme na vida de alguém. É uma decisão que deve ser pensada e planejada. Tentar reunir o máximo de informações possíveis e não esquecer de pesar também aquilo que você vai perder (não só o que você vai ganhar) é essencial para essa tomada de decisão. Recomendo muito acompanhar meu podcast LET’S TALK NEW YORK para ter mais insights sobre a vida de expatriado. 

  • Pra completar a reflexão, algumas mensagens pertinentes que recebi no meu Instagram quando levei o tema para os stories:

 

Escute o podcast – disponível gratuitamente no Spotify, Apple Podcasts e Google Podcasts

#47 A história de um imigrante indocumentado em Nova York – Afinal, o que leva uma pessoa a sair do seu país sem garantias e com a perspectiva de contar com a sorte?  O brasileiro Maurício é uma dessas pessoas. Morando em Nova York há 4 anos, ele já passou por perrengues e enfrentou dificuldades como passar fome e ficar sem casa. Neste episódio, ele compartilha mais da sua trajetória de vida. Uma história que com certeza vai te tocar de alguma forma.

#18 Crossing the border: the truth about opportunites and privileges – Luis Yanes nasceu na Guatemala e agora é um cidadão americano que mora em Nova York com sua esposa Sarah. Mas sua jornada não foi fácil nem óbvia. Lui e sua família cruzaram a fronteira dos Estados Unidos quando ele tinha apenas 6 anos de idade. (em inglês).

Na telinha

Living Undocumented – Realidade Não Documentada | Netflix – é uma série documental com seis episódios e tem Selena Gomez como produtora executiva. Ao longo desses seis episódios, conhecemos a história de oito famílias de imigrantes sem documentos em diversas partes do país, enquanto enfrentam um potencial processo de deportação. São pessoas de diversas partes do mundo, com diferentes passados, diferentes motivações, que viram os EUA como uma oportunidade de vida nova. As histórias são angustiantes, dolorosas, algumas esperançosas e expõem o defasado sistema de imigração americano. Para mim, foi um tapa na cara. Dá para aprender muito sobre o sistema de imigração americano.

Immigration Nation | Netflix – outra série documental, tem a direção de Christina Clusiau e Shaul Schwarz. Durante três anos, as cineastas acompanharam com uma proximidade inédita o trabalho executado pelo temido ICE, departamento responsável pelas deportações. Além disso, traz retratos comoventes de imigrantes e analisa em profundidade a imigração americana hoje.

Little America – Apple TV – inspirado nas histórias reais apresentadas pela Epic Magazine, esta série traz à vida as histórias engraçadas, românticas, sinceras e surpreendentes de imigrantes na América. A primeira temporada consiste em oito episódios de meia hora, cada um com sua própria história única de diferentes partes do mundo. Tem uma narrativa leve, bonita e doce, mostrando as dores e delícias de quem larga suas raízes para tentar o “sonho americano”  Kumail Nanjiani (The Big Sick, “Silicon Valley”) é o produtor. Cada episódio foi escrito por um roteirista nativo do país do imigrante retratado em cada história. É uma série sutil, bonita, inspiradora e emocionante.

Leituras

  • Deported Americans: Life after Deportation to Mexicoa jurista e ex-defensora pública Beth C. Caldwell conta a história de dezenas de pessoas que estão entre as centenas de milhares que foram deportadas para o México nos últimos anos. Muitos deles tinham status legal, tinham green card ou serviram nas forças armadas dos EUA. Agora, eles foram banidos, muitos sem esperança de retornar legalmente. Depois de entrevistar mais de cem deportados e suas famílias, Caldwell traça as consequências de longo prazo da deportação – como depressão, uso de drogas e falta de moradia – em ambos os lados da fronteira. Mostrando como a lei de deportação dos EUA sistematicamente falha em proteger os direitos dos imigrantes e suas famílias, Caldwell desafia as noções tradicionais do que significa ser um americano e recomenda reformas legislativas e judiciais para mitigar as injustiças sofridas por milhões de cidadãos americanos afetados pela deportação.
  • Little America: Incredible True Stories of Immigrants in America – nos EUA, pessoas chegam de todos os pontos distantes, falando mil línguas, carregando todas as culturas, cada uma com sua razão de se desenraizar para tentar algo novo. Todo mundo tem sua própria história. Little America é uma coleção dessas histórias, contadas pelas pessoas que as viveram. Juntos, eles formam um retrato totalmente original, às vezes inesperado, dos imigrantes da América – e, portanto, um retrato da própria América. O livro também traz as seis histórias retratadas na série. E tem história de uma brasileira também!
  • In the Country We Love: My Family Divided – Diane Guerrero, estrela de Orange is the new Black, apresenta sua história pessoal sobre a situação real dos imigrantes sem documentos nos EUA. Ela tinha apenas quatorze anos no dia em que seus pais e irmão foram presos e deportados enquanto ela estava na escola. Nascida nos Estados Unidos, Guerrero conseguiu permanecer no país e continuar seus estudos, dependendo da gentileza de amigos da família que a acolheram e a ajudaram a construir uma vida e uma carreira de atriz de sucesso para si mesma, sem o sistema de apoio de sua família .
  • Dear America: Notes of an Undocumented Citizen – do jornalista vencedor do Prêmio Pulitzer, Jose Antonio Vargas. “Este não é um livro sobre a política de imigração. Este livro – em sua essência – não é sobre imigração. Este livro é sobre a falta de moradia, não no sentido tradicional, mas no estado psicológico instável e sem amarras em que os imigrantes sem documentos como eu nos encontramos. Este livro é sobre mentir e ser forçado a mentir para sobreviver; sobre se passar por americano e como cidadão contribuinte. Este livro trata de nos escondermos constantemente do governo e, no processo, nos escondermos de nós mesmos. Este livro é sobre o que significa não ter uma casa. Após 25 anos morando ilegalmente em um país que não me considera um deles, este livro é a coisa mais próxima que tenho da liberdade.”

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2 Comentários

  1. Te sigo esde 2018 e fico profundamente feliz com sua evolução, Laura! Principalmente por vc se colocar no lugar do outro e não julgar.
    Um tempo atrás vc sugeriu esse documentário no seu story do Instagram e ontem lembrei disso e fui assistir. Não consegui parar de ver até acabar todos os
    episódios e a tristeza é esmagadora. A crueldade com a qual pessoas guerreiras e trabalhadoras são expostas é desumana. Mexeu demais comigo e fui buscar mais informações sobre o documentário e pra minha surpresa, apareceu esse texto maravilhoso nas buscas.
    Obrigada por essa reflexão incrível e todas as informações que vc compartilha nas suas redes socias. Fui pra nova York ano passado e sem suas dicas estaria bem perdida! Hahaha
    <3

  2. Laura, é impressionante o quanto os seus textos me tocam! Reflito tanto com o que vc diz, com os temas que aborda. Parabéns! Poucas pessoas conseguem se posicionar sem ter arrogância e sem precisar ferir o outro… Adoro tudo o que vc faz! E acredito que a pandemia só te tornou maior, te possibilitou ir além de NY. Espero que seu conteúdo alcance cada vez mais pessoas e que vc continue crescendo. Grande beijo 😘

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