Blog da Laura Peruchi – Tudo sobre Nova York
Diário de viagem

Diário de viagem a Nova York – Ediane Andreia Buligon

O Diário de Viagem é uma seção que traz relatos de leitores do blog. Nesses relatos, eles contam como foi a viagem a Nova York, o que mais gostaram de fazer, o que não gostaram, dividem dicas, enfim: um diário mesmo. A convidada de hoje é a Ediane Andreia Buligon. Ela ficou 7 dias, em outubro de 2019. Para conferir mais relatos, clique aqui.

Estou relatando nossa viagem em agradecimento a todas as dicas da Laura e também porque os relatos anteriores foram fundamentais para criar nosso roteiro de viagem. Quem sabe este seja útil para algum outro viajante.

Embalados numa promoção de passagens para Nova York, na empolgação, minha irmã, meu primo e eu compramos a passagem, seis meses antes da viagem. No entanto, na hora de reservar o hotel veio o susto: hospedagem mais cara que a passagem aérea. Com muita pesquisa, analisando o melhor custo/benefício, encontramos um hostel a duas quadras do Flatiron (American Dream Hostel), ficaríamos em Manhattan e o preço não se diferenciava tanto das demais áreas. Pegamos um quarto triplo com banheiro compartilhado. Recomendamos demais esse hostel, o café da manhã é muito bom.

Antes de começar, preciso dizer que ficamos impressionados com a simpatia dos moradores de Nova York. Em alguns momentos, quando estávamos perdidos (sempre no metrô), as pessoas ofereciam ajuda e davam dicas. Na imigração, o agente foi incrivelmente simpático, fez as perguntas clássicas e nos desejou um ótimo passeio.

Viajamos pela Copa Airlines, saímos de Brasília com conexão no Panamá. Chegamos em Nova York às 14h da sexta-feira (18/10). Analisando todas as opções, metrô era mais barato, mesmo em três pessoas. Seguindo as dicas da Laura e da Nyorquina, fizemos quase tudo igual, mas conseguimos nos perder já no Airtrain haha. Aliás, nos atrapalhamos um pouco com o metrô, às vezes no sentido da linha, outras vezes, porque entrávamos na estação de metrô, mas internamente não conseguíamos mudar de lado, tínhamos que retornar para a rua e procurar a entrada certa (ficou confuso né, mas chegando lá vocês irão me entender haha). Do aeroporto ao hostel, demoramos umas duas horas, tínhamos uma mala tamanho de 23kg para cada. Apesar do tempo, foi super tranquilo ir a Manhattan de metro, ainda caminhamos algumas quadras com a mala até chegar ao hostel.

Resolvemos não comprar chip para celular, usávamos o wifi do metro (quando tinha), cafés, etc. Dávamos print das rotas de metrô antes de sair de casa, tínhamos o mapa off-line, no qual não é possível traçar rotas, mas ajudou muito, pelo menos a direção, sabíamos.

Chegando ao hostel, deixamos as malas, colocamos mais casacos (a média era de 13ºC, mas com vento a sensação era mais baixa, minha irmã e eu usamos blusas térmicas todos os dias) e fomos a Times Square, agora estávamos em Nova York! Jantamos por lá mesmo e voltamos ao hostel. Conectados, entramos no site broadwayforbrokepeople.com e tentamos a sorte em todas as peças da Broadway disponíveis, a ideia era tentar a loteria até o penúltimo dia, se não ganhássemos, compraríamos o ingresso normal. Mas, ganhamos no segundo dia para Aladdin, o lugar que ganhamos era na Orchestra! A peça é incrível, perfeita, maravilhosa, inesquecível! Vale cada centavinho!

Então, o roteiro, foi planejado por regiões, mas em alguns momentos tomávamos o metrô e íamos parar em outra, geralmente a parte central, não deu para seguir fielmente o roteiro inicial.

Primeiro dia, fomos à região do Financial District, no caminho encontramos o Charging Bull, tiramos as fotos e seguimos para o Battery Park, tomamos o ferry até a Staten Island, vimos a estátua de longe. Ahh, quando entrarem no barco na ida até o Staten Island, vão para a direita (e corram, o povo fica enlouquecido), o ferry fica mais perto da estátua na ida. Fizemos umas comprinhas lá no outlet, e voltamos. Na volta, procurei pela Fearless Girl, queria muito uma foto com ela, fica em frente ao prédio do Stock Exchange. Passamos na Wall Street e fomos em direção ao Memorial 11/09 (decidimos não ir ao museu), Oculus (um espetáculo de lindo) e One World Trade Center (somente fotos externas). Ainda passamos no Century 21. Voltamos ao hostel semimortos haha. Mas o dia foi perfeito. À noite, apostar na loteria!

Segundo dia, domingo, amanheceu nublado com previsão de chuva (a previsão é certeira), estávamos na dúvida qual região ir naquele dia, teríamos que ir a algum museu em função da chuva (museu não estava nos meus planos, no da minha irmã, sim!). Mas, às 9 horas, chegou o e-mail, ganhamos na loteria, já comprei os dois ingressos da loteria (você tem 60 minutos para comprar e a o ingresso é para o mesmo dia) e o terceiro ingresso, compramos o mais barato e dividimos a soma total em três haha (tudo muito justo para os três viajantes, $46 para cada). A peça era às 13 horas, assim, pela manhã fomos à Quinta avenida, paramos no Grand Central (paramos várias vezes lá porque usávamos muito a linha verde 6, jantamos várias vezes lá também), passamos na Catedral Saint Patrick, Rockefeller Center e já compramos o ingresso para o Top of the Rock para a quarta (dia limpo, segundo a previsão, e foi certeiro), passamos na pista de gelo (só fotos). Caminhamos até a Times porque era lá perto a peça, pegamos um sanduíche no Walgreens e fomos assistir à peça, que foi incrível, como falei acima. Depois da peça, mais um lanche rápido e fomos até o Fat Cat, adoramos o lugar, simples e ótimo para beber uma cerveja e ouvir um jazz, quem gosta de jogar, tem várias mesas lá, paga-se por hora, acho que é $6,5 por hora.

Na segunda-feira, o dia lindo e limpo! Fomos ao Washington Square Park, passamos no prédio dos Friends (adoro a série), depois caminhamos na região do Soho, logo tomamos um metrô até Chelsea Market. Eu já achando que seria um lugar tipo mercadão, mas o lugar é extremamente limpo e cheiroso, nem perto de um mercadão (pelo menos os que eu conhecia), todo decorado para o Halloween. Almoçamos no Chelsea e fomos para o High Line, percorremos toda linha até o The Vessel (já tinha reservado ingresso duas semanas antes da viagem para às 16h20). O lugar é incrível também, o dia estava lindo, ficamos lá até anoitecer, jantamos no shopping Hudson Yards, lá tem um mercado com comida Buffet, foi a primeira refeição decente da viagem haha. Na volta, nos perdemos haha, achávamos que era metrô só que, era ponto de ônibus, logo nos encontramos, foi o dia que mais caminhamos (14 km).

Na terça-feira, acordei me sentido mal, acionei o seguro viagem e fiquei esperando o médico. Minha irmã e meu primo foram ao Museu de História Natural. Eles comentaram que era super confuso comprar o ingresso e não encontraram a opção de contribuição. Fui medicada e saí ao encontro de minha irmã e meu primo às 12h em frente ao museu. Estava garoando e resolvemos ir ao Circle Columbus, almoçamos no Whole Foods. À tarde, fomos à Biblioteca Pública e depois à Times e  entramos no Hard Rock Café, bem lindo lá, tipo um museu. Dos sete dias que ficamos em NY, só um não passamos na Times, de alguma maneira, sempre parávamos lá.

PS: Para quem deseja comprar o ingresso para o Museu de História Natural, é preciso se dirigir a um dos guichês com atendentes. Não é possível comprar o ingresso dessa maneia nas máquinas de tickets. 

Na quarta-feira o dia estava lindo, fomos ao Central Park, alugamos uma bike por cinco horas, e fizemos um passeio incrível. A vegetação estava bastante verde ainda, algumas amarelas, e mais raras vermelhas, mas encontramos uma árvore vermelha que rendeu ótimas fotos. No entanto, o passeio ideal seria o dia todo no parque, passamos muito corrido por alguns pontos, meio que bateu o desespero de não entregar a bike em tempo. Entregamos as bikes (único lugar que o atendimento foi ruim) e fomos ao Top of the Rock, subimos às 16h20 e esperamos o por do sol. Vimos a cidade escurecer e se iluminar com suas luzes, foi lindo demais! Saímos de lá passando das 19 h e meu primo queria ir a um jogo na NBA, mas preferiu ir a um bar em que passava o jogo do Grêmio. O bar ficava perto do hostel (Smithfiel Hall Pub), muito legal o espaço, e, para surpresa, reencontramos os brasileiros que vivem em Nova York e que tínhamos encontrado no Fat Cat. Foi no caminho do bar que encontramos a pizza de um dólar, e olha, bem gostosa.

Quinta-feira, outro dia de sol, fomos atravessar a Brooklyn Bridge, outro espetáculo, a ponte é incrível, e tem uma história muito curiosa de construção (ao menos, eu acho). Fomos ao Dumbo, passeamos no parque, andamos no carrossel e almoçamos no Time Out Bar (pizza novamente). No Dumbo está localizado o Pier 1, tomamos o NYC Ferry, linha ER, e fomos até o terminal North Williamsburg, andamos até a Brooklyn Brewery, mas só abria às 17 horas para tours. Fomos ao Rooftop Westlight, também fechado. À vista desta região é lindíssima, skyline perfeito. Era muito cedo e decidimos não esperar, tomamos o mesmo Ferry e fomos à última parada, East 34th street, de lá tomamos o metrô até o bondinho para a Roosevelt Island, caminhamos um pouco na ilha e já retornamos, tomamos o metrô até a Grand Central e de lá à Times.

Na sexta-feira o dia estava nublado. Fomos conhecer o Garment District, era lá perto que ficava a loja da B&H que eu queria ir, além disso, queria ver as escultoras do Needle Threading a Button e Garment Worker e também queria passar na loja de tecidos Mood (adorava o Project Runway). Passamos na Macys e várias outras lojas. No final da tarde, fomos ao 230 Fifth Rooftop, pegamos uma mesa de frente ao Empire State, a bar é muito legal, lotou muito, passamos horas lá, muito divertido.

Sábado, último dia, resolvemos deixar o MET de lado e fomos a Coney Island, metrô direto. Adoramos conhecer essa região mais afastada. O parque de diversão estava funcionando, as pessoas fantasiadas pelo Halloween, foi uma boa escolha para se despedir da cidade. Almoçamos em Manhattan (Outback), e retornamos ao hostel para arrumar as malas. Às 21h30, tomamos o metrô em direção ao aeroporto, demoramos quase duas horas, mas sem aperto de tempo. A nossa conexão no Panamá era de oito horas, aproveitamos para conhecer o Canal do Panamá e o Casco Viejo.

Essa viagem a Nova York foi umas das viagens mais estudadas e planejadas que fiz, foram fundamentais as dicas da Laura. Faltaram muitos lugares a conhecer, não foi dada prioridade aos museus – mas quero muito retornar com mais tempo, simplesmente, adorei a cidade! Outro ponto que falhou no planejamento foram lugares para almoçar/jantar, não sou muito preocupada com comida, sempre digo, comemos qualquer coisa, mas teve momentos em que lanche já não eram mais bem-vindos, e não tínhamos referência de onde comer, mas fome não passamos. Bom, continuarei seguindo a Laura porque quero ficar por dentro de Nova York e também de todos os demais conteúdos dela. Ah em vários momentos dizíamos, Laura tem uma foto aqui ou, Laura disse que era legal ou que não valia a pena haha. Laura, você esteve presente em toda nossa viagem. Muito muito obrigada.

 


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