Blog da Laura Peruchi – Tudo sobre Nova York
gastronomia

Nossa experiência no Eleven Madison Park: um dos melhores restaurantes do mundo

2016 foi um ano muito bom para mim. Muitas coisas boas aconteceram neste ano e acho que também foi um período de muito aprendizado, amadurecimento e auto conhecimento para mim. Eu e o Thiago, realmente, temos muito para celebrar e agradecer. Fazia muito tempo que ele queria conhecer o Eleven Madison Park, um restaurante de cozinha contemporânea com 3 estrelas do Guia Michellin e que está na lista dos top 10 melhores restaurantes do mundo e é apontado como o melhor restaurante das Américas. Confesso que eu nunca botei pilha, porque não se trata de algo barato. Há alguns meses, porém, encontramos com a Amanda Mormito (quem lembra do Buenos Aires para Chicas?) e o Marcos aqui em Nova York e eles dividiram conosco suas experiências gastronômicas – isso deu o empurrão que faltava para o Thiago ficar mais decidido em fazer uma reserva lá. Depois de marcar a data – 3 de dezembro, último sábado – fiquei só na ansiedade. E hoje estou aqui para compartilhar como foi nossa noite!

Antes de tudo, é bom deixar claro: não dá pra encarar o Eleven Madison Park como um simples jantar igual aos outros. É uma experiência para a vida – uma experiência gastronômica. Você precisa levar vários fatores em conta ao avaliar o restaurante. É barato? Não, não é.  E certamente não é um lugar para ir todo fim de semana. Nós deixamos passar em branco várias datas neste ano – como o nosso aniversário de casamento, por exemplo – e usamos essa noite no Eleven Madison Park para comemorar isso e outras conquistas, muito importantes para nós. Foi, certamente, uma data que vou lembrar para sempre.

Para começo, a reserva exige planejamento. O restaurante abre as reservas todo dia 1, para o mês seguinte. Ou seja, isso significa que nós fizemos nossa reserva para o mês de dezembro no dia 1 de novembro. É bom se planejar mesmo, pois todas as datas e horários costumam ser reservadas já no primeiro dia, na primeira hora. Escolhemos um horário cedo: 18h45, já que você fica lá por, no mínimo, 3 horas.

O restaurante não exige dress code – a informação que está no site é de que a maioria dos clientes se veste casualmente. Agora, sinceramente? É uma experiência única, num restaurante com um ambiente e decoração maravilhosos. Obviamente, você não vai querer se vestir de qualquer jeito, certo? Todo esse período antes do jantar também foi bem legal. Vocês sabem que aqui a nossa vida é corrida, que o dia a dia pede looks e calçados práticos e confortáveis. Mas sábado foi diferente: escolhi um vestido bacana e usei um saltão que fazia tempo que não usava. Eu queria me sentir especial e me sentir bem. E não tem como não ficar encantada com o lugar. A arquitetura é incrível e o teto super alto faz a gente se sentir num palácio, juro. Toda a equipe – desde a recepção até o sommelier – é simpática, educada e sempre com um sorriso no rosto.

Outro detalhe que fez a diferença foi como a equipe se esforça para conhecer você. Como eu já mencionei, não é o tipo de lugar que você vai todo fim de semana – foi para uma ocasião muito especial. A moça que cuidou da nossa mesa sabia o que estávamos comemorando. Um dos momentos mais marcantes, para mim, foi quando abri um envelope – que achava que era um bilhete comum do próprio restaurante – e era uma cartinha do Thiago, com palavras lindas. Como eu disse, era uma noite bem especial pra gente e foi impossível conter as lágrimas.

Ok, vocês devem estar se perguntando.. e a comida? Bom, o Eleven Madison Park não tem um cardápio com pratos para você escolher. É um menu degustação. São 10 pratos, incluindo entradas e sobremesas. Quem já provou menu degustação sabe como funciona: são porções pequenas e a ideia é realmente a de provar um pouco de tudo – por isso o tamanho pequeno. A verdade? A certa altura da noite eu estava achando que era pouca comida e que voltaria para casa com fome. Porém, ao final, não conseguia comer mais.

Existe uma preocupação em cada detalhe. Nossas entradas estavam em pacotes de presentes. Dentro desses pacotes havia potinhos com caviar e outros antipastos, que comemos com mini bagels quentinhos e torradas. Eu nunca tinha comido caviar hahaha – confesso que foi melhor do que eu esperava, mas nada extraordinário. Para alguns dos pratos, era preciso escolher entre algumas opções. Depois das entradas, Thiago optou pelo Foie Gras, prato francês, e eu pelo Stripped Bass, um prato com carne de peixe desfiada e funcho. Em seguida, um dos melhores pratos da noite: abóbora com canela e sementes acompanhada de croissants quentinhos. Poderia ter comido isso a noite toda! Após esse prato, veio raiz de salsão servida com molho de trufa. Uma delícia! Neste caso, o preparo foi finalizado em frente à nossa mesa: o salsão é cozido dentro de uma espécie de balão.

Nosso último prato foi Venison (carne de veado) grelhada com cebola. Apesar de ser servida mal passada – algo que eu e o Thiago não curtimos muito – estava deliciosa! E de acompanhamento: uma salada de couve crocante simplesmente indescritível. Uma coisa que observei: o que mais amamos foram pratos com ingredientes super simples, mas que tinham uma explosão de sabores.

Após o prato com carne, foi a vez das sobremesas. Primeiro, uma tortinha de maçã com queijo acompanhada de folhas. Sim, parece estranho, eu sei, mas foi outro prato fenomenal. Em seguida, fizemos escolhas diferentes. Thiago optou por uma tortinha de chocolate com sorvete e vinho – deliciosa – e eu por outra sobremesa que levava sorvete e chocolate branco. Foi a única coisa que não gostei, pois o sorvete era muito ácido e não senti nenhum sabor de chocolate branco. Ainda tivemos a Baked Alaska, uma sobremesa com toque cítrico, baunilha e rum, flambada por fora, gelada por dentro e com uma mistura de sabores incrível. A essa altura, eu já não conseguia dar conta das porções.

A penúltima sobremesa foi uma seleção de barrinhas de chocolates feitas com diferentes leites – e a ideia era degustar cada uma delas e tentar adivinhar de que leite eram feitas. Para encerrar a noite, pretzels de chocolate com sal marinho – provavelmente o pretzel mais delicioso que já experimentei na vida – acompanhado de Apple Brandy, que poderíamos tomar o quanto quiséssemos.

Um detalhe bem importante: o menu degustação não inclui bebidas. Nós também reservamos o Wine Pairing. A cada prato diferente, o sommelier serve um vinho. Ou seja, imaginem só quantos vinhos diferentes nós provamos. Vinhos de todas as cores, de todas as regiões do mundo, de todos os sabores. Eu acho que esse detalhe fez absolutamente toda a diferença na nossa experiência no Eleven Madison Park.

Ok, você leu até aqui e deve estar se perguntando: quanto custa? O menu degustação é U$295 por pessoa e o wine pairing é U$175 por pessoa, gorjetas já incluídas. O pagamento é feito com cartão de crédito já no momento da reserva (e não é possível cancelar nem alterar a reserva). No vídeo abaixo, dá pra ter uma noção melhor dos pratos. 

Conclusão? Eu curti cada momento da noite e foi muito marcante celebrar tantas coisas legais de uma maneira tão especial. Cada detalhe, do começo ao fim, contribuiu para que a nossa noite fosse inesquecível. Não acho que essa seja uma experiência para ser repetida – até porque eu gostaria de conhecer outros restaurantes nessa mesma proposta. Se você aprecia uma boa gastronomia, bons vinhos e se você tem uma ocasião especial para comemorar… certamente você terá uma noite inesquecível no Eleven Madison Park.

Endereço: 11 Madison Ave.


2 Comentários

  1. Olá Laura!
    Parabéns pelo blog! Muito completo e fácil de acompanhar! Estaremos em NY no mês de julho, casal e uma criança de 11 anos. Ficamos bem interessados nessa experiência no restaurante. Você saberia me dizer se aceitam crianças e se tem algum prato que ela possa pedir além do menu degustação? Obrigada.

    1. Oi Fernanda, pelo que eu pesquisei crianças não são proibidas, mas não há menu kids. Se vc me permitir uma opinião, acredito que essa não seja uma experiência muito indicada para os pequenos. Não vi crianças quando estive lá. Uma boa opção seria você contratar uma baby sitter para ficar com a criança durante a experiência. Se precisar de indicações, entra lá no meu grupo no Face Nova York By Laura Peruchi que tem uma menina brasileira que trabalha com isso. beijos

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