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Vida Noturna

Shorty’s em Nova York: um bar com cheesesteaks, cervejas e programação esportiva

A nossa rotina aqui em Nova York dificilmente inclui uma saída noturna aos domingos. A gente gosta de sair à noite às sextas e sábados e aos domingos sempre bate aquela preguiça básica. Mas, no último domingo foi diferente… passamos o dia todo em casa e decidimos sair para comer. Nossa escolha foi o Shorty’s, um bar especializado em cheesesteaks. Para quem não está familiarizado, o cheesesteak é um sanduíche feito com carne e queijo derretido em um pão baguete. A carne é cortada em fatias bem finas e refogadas. Esse sanduíche é clássico e tradicional na Philadelphia, onde foi originado.

A promessa do Shorty’s é de oferecer o melhor e mais autêntico cheesesteak da Philadelphia em Nova York. De fato, o menu é bem completo e caprichado. Há os Phily Steak Sandwiches, que levam cerca de 200g de carne ou frango, dependendo da sua escolha, com ingredientes extras variados, como bacon, alface e tomate. Custam entre U$11 e U$13. Nossa escolha foi o Steak Club, com maionese, alface, bacon e queijo. Como se trata de um pão baguete, vocês já podem imaginar o tamanho certo? A gente dividiu e foi mais que suficiente. Também pedimos uma porção de batata frita (Italian Fries, com queijo ralado e ervas por cima). A porção de U$6 é super generosa e, sem mentiras, uma das melhores batatatinhas que já comi, mega mega crocante.

Além dos Phily Steak Sandwiches, o menu também conta com South Philly Style Sandwiches (com porco, mortadela ou frango acompanhado de outros ingredientes), além de sanduíches vegetarianos, algumas variedades de burgers e saladas – tudo na mesma média de preço, cerca de U$12. Há outros acompanhamentos e aperitivos, como batata frita com bacon, asa de galinha e nachos, com valores a partir de U$5. E já que o Shorty’s é um bar não tem como não destacar a variedade de cervejas… são mais de 17 tipos, com preços a partir de U$5.  No site oficial, dá para conferir o menu completo.

Outro destaque do Shorty’s é que ele é ponto de encontro para quem quer acompanhar os jogos de futebol americano. O local tem pelo menos uns 8 televisores trasmitindo a NFL e é muito interessante sentir a energia do pessoal torcendo e vibrando. Vale lembrar que o Shorty’s conta com promoções especiais para o Happy Hour (de segunda a sexta, das 11 às 19h e na terça até fechar): cervejas a U$5 e drinks a U$6. Há também os Nightly Specials, com promos das 19h à oh – cada noite, um desconto especial e você pode checar as opções de cada dia aqui.

Gostaram? O melhor de tudo é que há quatro endereços do Shorty’s em Nova York, super bem localizados. Todos eles abrem às 11 da manhã – ou seja, é uma opção para qualquer hora do dia! Dá para acompanhar a Fan Page também! Ah, e é um bar.. pediram nossa ID para entrar, ok?

66 Madison Avenue – 576 9th Avenue – 62 Pearl Street – 1678 1st Ave.

Dear Irving: um incrível bar de coquetéis em Nova York

Semana passada, eu tive um evento com a Trilogy, uma marca de cosméticos naturais da Nova Zelândia. Na real, foi um happy hour para celebrar o ano que passou e o local não poderia ter sido mais incrível: Dear Irving, um bar de coquetéis que fica na Union Square. Eu gostei tanto desse bar que não poderia deixar de registrar a dica aqui no blog para vocês.

Dos mesmos fundadores do Raines Law Room, um bar speakeasy famoso por aqui, o Dear Irving foi inspirado no filme Midnight In Paris, de Woody Allen, com quatro ambientes representando diferentes eras históricas. O mais lindo de todos, é, sem dúvidas, o Marie Antoinette, com lustres, pinturas e sofás com estilo francês. De fato, se você já esteve no Palácio de Versalhes, vai realmente notar a inspiração do espaço. Foi onde nós ficamos e eu diria que é também uma das salas mais românticas do Dear Irving, perfeita para casais. Impossível não se derreter pelo ambiente! Além disso, há também a sala JFK, espaçosas cadeiras no estilo anos 60 e uma vista para a rua. Na sala F. Scott Fitzgerald, com um cenário similar ao de The Great Gatsby, há uma cortina de cristal. Já na sala Abraham Lincoln, onde fica o bar, a decoração conta com madeira escura e muito veludo.

Como mencionei no início, a especialidade do Dear Irving fica por conta dos coquetéis. São 20 opções de drinks – sendo que vários são criações do local – que levam os mais variados ingredientes como baunilha, café e limão misturados a bebidas como gim, tequila e rum. Cada coquetel custa U$16. O Dear Irving também oferece uma seleção especial de whiskeys, vinhos (a partir de U$13 a taça) e cervejas (U$9). Vale lembrar que esse é um lugar para beber, não para comer – o ideal é você jantar antes ou depois de passar pelo local, mas se bater a fome, há algumas opções de aperitivos, como a que foi pedida para a nossa mesa:  um mix de salame, queijo e azeitonas (U$17) + castanhas diversas (U$6,50). Também há lobster roll, prato de queijo e sanduíche. Você pode conferir as opções completas e preços aqui.

O Dear Irving abre de segunda a quinta, das 17h às 2h, sexta e sábado, das 17h às 3h e domingos, das 17h à 1h.  Eu estive lá numa segunda-feira, às 17h30. O local estava vazio, mas tínhamos reserva e, quando saí de lá, às 19h, já estava bem cheio. Então, se você puder reservar, é sempre melhor!

Endereço: 55 Irving Place.

Baladas em Nova York: dicas essenciais e sugestões de clubes!

São quase três anos escrevendo sobre Nova York e o número de posts sobre baladas é: zero! Isso porque a blogueira que vos escreve não é a pessoa mais baladeira da face da terra. Eu e o Thiago adoramos sair pra jantar, curtir um barzinho, passear muito, mas baladas? Fui uma única vez apenas, na Industry, uma balada gay muito legal. Mas não é porque eu não sou baladeira que todo mundo é também, né? Sempre recebo perguntas sobre baladas e pedido de posts sobre o assunto, mas como é que eu vou indicar algo que não conheço?

Pensando nisso, eu convidei a Larissa Temple para escrever este post pro blog! Eu e a Lari estudamos juntas em 2014 no FIT e já não era a primeira vez dela na cidade. Ela é super baladeira e vem todo ano para Nova York. Eu lembro que durante o tempo que estudamos juntas ela sempre tinha alguma festa legal pra ir. Por isso, não hesitei em falar com ela e pedir pra ela dar todas as dicas pra vocês!

“Oi gente!

Hoje eu estou aqui como convidada da Lau para falar um pouco sobre a vida noturna (baladas!) de Nova York. Festeira que sou, sempre incluo uma baladinha nas minhas idas à cidade. Nova York conta com diversos lugares incríveis para dançar e aproveitar a noite. No verão, gosto da dupla Rooftop + Nightclub, e, no inverno, jantar em um local bacana e animado e nightclub logo em seguida.

Embora a cidade seja conhecida como The City That Never Sleeps (a cidade que nunca dorme), os horários das casas noturnas são um pouco diferentes do que estamos acostumados aqui no Brasil. Enquanto em São Paulo, no Rio de Janeiro e em outras cidades brasileiras as baladas normalmente começam entre 0h e 1h, em NY é um pouco mais cedo, entre 22h e 23h. Às 23:30, já costumam estar bombando e com fila na porta, o que dificulta um pouco o ingressar na casa. É comum, também, acabar mais cedo, entre três e quatro da manhã, diferentemente das brasileiras: aqui costumamos dançar até o sol raiar! Há diversos tipos de baladas em New York, para todos os gostos. Existem casas focadas em Hip Hop, Pop e House Music, mas a maioria faz um mix das músicas mais legais que estão tocando. Afinal, o que importa é casa cheia (e de gente bonita!).

Antes de ir a algum club novaiorquino, recomendo consultar o dress code do local. Uma prática comum na cidade – ainda mais nos clubes badalados e da moda – é passar por um critério de admissão, em que a hostess verifica se as pessoas interessadas em ingressar na balada estão vestidas de acordo com o ambiente, e é claro, se estão bonitas e atraentes. É necessário vestir-se bem – o que não quer dizer ter roupas de marca e uma bolsa Chanel, ok? Uma roupa bonita (não precisa ser provocativa, ao contrário do que muitos pensam) acompanhada de uma maquiagem bacana, daquele salto incrível (e confortável!) e um dos itens mais importantes: o sorriso. Algumas pessoas chegam à porta da balada um tanto quanto apreensivas, com a cara fechada e com medo de serem barradas. O dress code pode garantir que o doorman libere a sua entrada, e, muitas vezes, VIP! Autoconfiança é tudo!

Nunca passei por algum problema durante as minhas saídas em NY, sempre consegui entrar tranquilamente nos rooftops, lounges e nightclubs. Alguns estabelecimentos cobram um preço para entrar (para mulher costuma ser entre $20 e $30), mas, na maioria dos casos, não é difícil entrar free se você for mulher, estiver bem arrumada e com um grupo de amigas. Para homens, a situação é um pouco diferente. Em quase 100% das baladas é necessário pagar uma taxa para entrar (que chega ser até $100, às vezes consumíveis, às vezes não). Alguns lugares dificultam a entrada de homens que estejam tentando entrar sozinhos, sem a companhia de alguma mulher – o objetivo deles é ter o local com muitas mulheres, e de preferência, muito bonitas, então eles não tendem a liberar grupos de homens aleatoriamente, a não ser que eles tenham uma VIP table reservada (valor mínimo de $3000). Em 2014, em uma das minhas noitadas novaiorquinas, eu estava entrando no Phd (rooftop/lounge no hotel Dream Downtown) com mais duas amigas, quando fomos abordadas na porta um grupo de três amigos. Um deles nos perguntou se nós poderíamos fingir que éramos três casais, pois eles não estavam conseguindo ingressar os três sozinhos, sem ter mulher acompanhada. Assim como no Brasil, entrar em uma casa noturna é mais difícil (e mais caro) para homens do que para mulheres. A melhor dica que eu tenho para dar (pois facilita um pouco as coisas!) é tentar conhecer algum promoter ou alguém que tenha contatos nestes clubs, para ter a entrada garantida e muitas vezes sem fila.

Outro item importante na hora de aproveitar a vida noturna em NY: documento. Nos Estados Unidos a idade mínima para entrar em um rooftop e em uma balada é 21 anos. Nunca se esqueçam de levar documento (mesmo quem não pretende beber, pois o documento é solicitado logo na entrada), ou eles te mandam de volta para casa! Sobre as bebidas alcoólicas destes locais, em rooftops e nightclubs hypados de Manhattan uma cerveja costuma custar entre $9 e $13, enquanto um drink entre $15 e $20. Em Williansburg e outras regiões do Brooklyn, bairros hispters que estão em alta, os drinks e cervejas são um pouco mais baratos nestes estabelecimentos.

Agora vamos ao que interessa: as minhas dicas de lugares para dançar, ouvir música boa e conhecer gente bonita!

Cinco rooftop lounges/ nightclubs que eu já fui e super recomendo:

PH-D AT DREAM HOTEL: É o meu lugar favorito para sair à noite em NY! Este lounge/nightclub fica no rooftop do Hotel Dream Downtown. A noite costuma iniciar com um clima de bar/lounge, mas logo a pista lota de gente bonita e o local fica muito animado. É todo fechado em vidro, a área externa é aberta ao público. Ao fundo, temos a vista do Empire State, que é maravilhosa, assim como ambiente e público do local. Em geral toca um pouco de tudo, mas principalmente Pop e House Music. O local é frequentado por celebridades como a socialite Paris Hilton, a modelo Heidi Klum e o ator Chace Crowford.

Endereço: 355 West 16th St.

LAVO: filial da casa noturna de Las Vegas, é uma das baladas mais tradicionais e mais conhecidas de Nova York. O forte é a música eletrônica, mas tem dia que toca um pouco de tudo. Quase uma ver por mês tem um super DJ internacional que toca lá (alô Tiesto!). A Lavo está sempre lotada e animada com público entre 24 e 50 anos. O critério de entrada lá costuma ser rigoroso e as pessoas que entram são selecionadas a dedo na porta (alerta dress code!). Ah! Chegue um pouco mais cedo e tome um drink no restaurante italiano embaixo da Lavo, tem um lounge delicinha! Para a maioria dos eventos é possível antecipar a compra de ingresso e garantir a entrada (M $20 e H $30).

Endereço: 39 East 58th St –entre a Madison e Park Ave.

TAO DOWNTOWN: o TAO conta com dois ambientes incríveis: restaurante asiático e balada. Super indico jantar (cerca de $80 – $120 por pessoa, dependendo do prato escolhido, com drink alcoólico) e emendar no lounge. O nighclub é uma área com um lounge e bar separados do restaurante, super bem decorada e animada ao som de Pop e House Music. No próprio site é informado que a General Admission (quando você não faz parte de uma VIP table) fica a critério do doorman (host/ hostess).

Endereço: 92 Ninth Avenue at 16th St.

LE BAIN: é uma divertidíssima e hypada balada penthouse que fica no hotel The Standard, no High Line, no Meatpacking District. Além da balada com música animada, a Le Bain possui um rooftop com deslumbrante vista de NY. É possível transitar entre os dois locais por meio de uma escada que dá acesso ao rooftop. Além da visita noturna, vale a pena subir para um drink no pôr-do-sol, e se for verão, saborear um dos crepes no gramado do rooftop ou ainda participar de uma das Sunset Parties que normalmente acontecem aos sábados. Ah! No verão há uma piscina (pequena) no meio da balada. Acreditem, eu já presenciei muitas pessoas entrando!

Endereço: 444 West 13th St.

WEBSTER HALL: de todas as minhas sugestões, esta é a opção menos “chique” e “gossip girl”, com pessoas diferentes e mais novas (a maioria tem entre 21 e 30 anos) que curtem Hip Hop, Rock’n Roll e também música ao vivo. A Webster Hall é o clube mais antigo de NY e uma das maiores (4 andares!) casas noturnas novaiorquinas (capacidade de 2.500 pessoas). Funciona como balada e casa de shows: já recebeu grandes nomes como U2, Sting e Tina Turner. São três ambientes de show com músicas diferentes (Studio, The Marlin Room e The Grand Ballroom). Para a balada é possível colocar o nome na lista pelo site, já para os shows os ingressos são vendidos online, a partir de $12 (depende do dia e do show).

Endereço: 125 East 11th St.

As três opções abaixo estão super em alta em NY. Eu ainda não tive a oportunidade de conhecê-las, mas estão na minha to go list e eu achei interessante postar aqui para vocês também darem aquela pesquisada!

1 OAK (One of a Kind): filial de Las Vegas, a 1 OAK é uma casa noturna super conhecida e renomada. As festas de Halloween e de Ano Novo da 1 Oak são bem tradicionais e repletas de celebridades. O ambiente elegante e de decoração chique é geralmente frequentado pela elite de Nova York.

Endereço: 453 West 17th St.

MARQUEE: do mesmo grupo do Phd, Lavo e TAO, a Marquee – mais uma filial de Las Vegas – é uma das mais novas, mais frequentadas e mais animadas casas noturnas em NY. São dois ambientes com decoração moderna que contam com DJs internacionais como Bob Sinclar, e outros artistas renomados tocando Pop, Rock e Hip Hop. Também é possível comprar ticket antecipado pela internet, que costuma ser M $20 E H $30.

Endereço: 289 10th Ave.

CIELO: funciona sete dias por semana eé uma das melhores baladas de House Music da cidade. Localizada no Meatpacking District, a casa conta com uma decoração sexy, refinada e diferenciada. Dizem que as melhores noites são às segundas.

Endereço: 18 Little West 12th St.

Check List balada em Nova York:

  • Checar os dias da semana em que a balada de sua escolha abre (nem todas abrem todos os dias);

  • Conferir a programação dos clubs para ver qual DJ está tocando na semana (é comum se deparar com nomes como Avicci, Calvin Harris, Bob Sinclar, entre outros);
  • Checar se tem lista VIP no site ou se há compra de ingressos antecipados (se não houver, capriche no look e no sorriso para conquistar a hostess e o doorman).
  • Conferir dress code (na maioria das vezes é o que vai garantir a sua entrada sem dor de cabeça!);
  • Levar documento.

Ufa! Foi longo, mas cheio de dicas! Espero que gostem e que se divirtam tanto quanto eu quando saio em Nova York!

XOXO, Lary Temple.

OBRIGADA Lary! Você arrasou no post! Espero que vocês que acompanham o blog tenham gostado desse post super completo!

Fat Cat: bar de jazz no West Village

Eu já conhecia o Fat Cat de nome – inclusive ele já foi indicado num post aqui no blog feito pela Nyorquina – mas eu nunca tinha frequentado o local. A minha turma de amigos já tinha se reunido lá algumas vezes, mas eu não estava por aqui nessas ocasiões. Até que, semana passada, um amigo chamou a turma para sua despedida – breve – da cidade e, finalmente, eu pude conferir o Fat Cat de perto. Para começo de conversa, ele fica localizado no West Village, uma das regiões mais charmosas da cidade e com uma vida noturna bem agitada.

O Fat Cat é aquele tipo de local que nem chamaria a sua atenção se você não soubesse do que se trata. Sua estrutura é bem grande para os padrões de Manhattan e isso se deve ao fato de que o bar também conta com várias mesas de jogos, como sinuca e pingue pongue, o que torna a sua experiência por lá bem diferenciada. São 10 meses de pingue-pongue e 10 de sinuca, além de outros jogos. Há uma cobrança para jogar – em média, U$6 por pessoa. Todos os valores estão aqui.

Outro destaque do Fat Cat – o principal, eu diria – são as performances de jazz ao vivo. Todas as noites, há um músico ou banda se apresentando. No dia que estive lá, havia uma banda super completa e o repertório estava incrível. O bar acaba sendo bem diferenciado, porque oferece música de qualidade num ambiente super descolado, frequentado por pessoas de todos estilos. É verdade que a maioria do público era bem jovem, mas o bar é bem despojado e não tem como você não se sentir à vontade. Se você não estiver a fim de jogar, é só garantir alguma mesa ou cadeira, pegar um drink ou cerveja e apreciar a boa música e o movimento. Diria que é um ótimo lugar para conhecer pessoas e também para ir em uma turma.

Vale lembrar que como em qualquer bar na cidade, só é permitido a entrada de maiores de 21 anos – mediante apresentação de ID. O Fat Cat abre de segunda a quinta, a partir das 14 horas, e de sexta a domingo, a partir das 17 horas. Para entrada depois das 18horas, é cobrado um valor de U$3 por pessoa. O preço também é ótimo: as cervejas custam em média U$6 e tem snacks como amendoin e chips por U$3.

Para completar, precisava contar para vocês que tive a chance de vivenciar aquele tipo de coisa que só acontece em Nova York: a Lady Gaga esteve por lá! A gente bem que tentou tirar foto com ela, mas só quando ela estava indo embora que topou uns cliques – e a minha amiga Gi conseguiu um.

Endereço: 75 Christopher Street.

Jazz no Harlem: o clássico Minton’s em Nova York

Depois de jantarmos no The Cecil, um restaurante bem renomado no Harlem – escrevi a respeito neste post aqui – fiquei curiosa para conferir o Minton’s, que fica praticamente do lado. Li vários comentários positivos a respeito do local, que é um bar/restaurante com performances de jazz. O Minton’s é um local super antigo e e famoso no Harlem – foi fundado em 1938 pelo saxofonista Henry Milton. Carmen McRea, Billy Eckstine, Erroll Garner, Gene Krupa, Miles Davis, Art Tatum, Bill Evans e Art Blakey são alguns dos nomes de músicos importantes que já passaram por lá. Nós estivemos lá num sábado à noite.

O Minton’s não tem uma estrutura muito grande. Diria que é bem intimista – e também perfeito para quem busca por um local mais romântico. Tem um bar logo na entrada, depois as mesas e, aos fundos, o palco. Não é preciso pagar nada para conferir as apresentações – as a casa exige uma consumação de pelo menos duas bebidas/drinks ou dois pratos por pessoa (ou seja, uma bebida e um prato por pessoa estão ok).

O menu é bem enxuto. Há cinco opções de pratos pequenos – aperitivos/entradas – com preços que vão de U$10 a U$15. Nós escolhemos a porção de lulas à milanesa (Fried Calamari). Custou U$13 e era uma porção bem generosa, que estava muito saborosa. Nos pratos principais, há seis opções, que incluem peixe, burger, porco, frango com preços de U$18 a U$30. Nós optamos pelas costelinhas com molho barbucue (BBQ Beef Ribs) – U$30. O prato vem com três pedaços grandes de costelinha servidos em um arroz temperado (que aqui chamamos de Fried Rice). Tanto a carne como o arroz estavam deliciosos. Adorei, particularmente, o tempero do arroz. Esse era um prato bem generoso e nós dividimos. Também pedimos um drink – o Pink Room (U$16), que estava fenomenal! E também pedimos uma cerveja para fechar a nossa “cota”.

Nossa reserva era para 21h e pegamos a apresentação de jazz das 21h30. Foram três músicos que tocaram por cerca de 45 minutos. Bem bacana! Vocês podem conferir uma palhinha no vídeo abaixo. O Minton’s tem performances aos fins de semana: sextas e sábados, às 19h e às 21h30 e domingos às 19h30 e às 21h.  Você pode conferir o calendário do mês neste link e eu recomendo fazer reserva – pelo site também.

Endereço: 206 West 118th Street.

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Terra Blues, um bar de blues super clássico em Nova York

Confesso: não sou a pessoa mais baladeira. Os meus tempos áureos de vida noturna ficaram no passado. Hoje, sou muito mais a favor de jantar num lugar bacana do que cair na noite – prioridades, né gente, haha. Por isso, nunca tenho muitas sugestões de baladas para indicar para vocês. Mas, semana passada fizemos um programa diferente e eu achei que valia o post! Passamos a sexta-feira fora – fomos visitar umas galerias de arte em Meatpacking, depois seguimos para um Sample Sale, no Soho, jantamos e aí o Thiago sugeriu de passarmos no Terra Blues, que fica ali na região.

O Terra Blues é bem tradicional na cidade – existe há mais de 20 anos! Sua estrutura é bem modesta e o espaço não é muito grande – há cerca de 30 pequenas mesas para sentar, sem contar os assentos no bar. O palco também é modesto e o ambiente é bem escuro. Mas, não subestime o local pelo seu tamanho! Por ali, passam vários artistas locais e também nomes famosos com ótimos repertórios. Todas as noites, pelo menos duas bandas se apresentam no Terra Blues. As apresentações começam às 19 horas – primeira banda – e a segunda banda entra no palco às 21h30. As bandas que estavam se apresentando na sexta eram formidáveis e as músicas eram ótimas – além disso, o pessoal estava bem animado e houve bastante interação entre a banda e o público. Quem gosta de um barzinho ao vivo e de música de qualidade, certamente não pode deixar de visitar o Terra Blues!

Nós chegamos depois das 19 horas e sentamos no bar, porque as mesas estavam ocupadas e outras reservadas. O local não estava muito cheio, mas, cerca de uma hora depois já estava lotado. Assim, se quiser sentar, melhor chegar cedo – ou fazer uma reserva. É preciso pagar para entrar – o valor é de U$15 para sextas e sábados e U$10 para domingo a quinta. As reservas podem ser feitas através do [email protected] – não esqueça de incluir o número de pessoas, o horário e telefone nos EUA (caso tenha). O Terra Blues só aceita reservas até 21h de domingo a quinta e até 20h às sextas e sábados.

Outro detalhe que vale a pena ser salientado é a variedade de bebidas: há uma seleção vasta de Bourbons, além de drinks variados e cervejas. Os preços são ok – pagamos U$7 por uma cerveja e U$12 pelos drinks (em média). O Terra Blues não serve comida – mas fica numa região cheia de restaurantes, então, dá pra jantar antes ou depois de sair do bar (dependendo da hora, obviamente). Você pode clicar aqui para conferir o calendário completo do mês, com os músicos/bandas de cada noite. Clique no vídeo abaixo para conferir uma palhinha!
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Endereço: 149 Bleecker St. Não esqueçam que é necessário ser maior de 21 anos para frequentar bares aqui!