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Experiência radical: Indoor Skydiving pertinho de Nova York

Na semana passada, estive num evento de lançamento do novo aparelho da Clarisonic, o Smart Profile Uplift – posso fazer um post para falar mais a respeito desse produto, querem? E o evento foi em grande estilo: a marca nos levou para uma experiência de Indoor Skydiving – o que na tradução literal seria simulação queda livre num ambiente fechado. Sabe esse povo que salta de avião? Então, bem por aí…

Nossa experiência foi na iFLY, uma empresa especializada nesse tipo de experiência e conta com unidades em várias cidades americanas – como Los Angeles, Seattle e Chicago. No estado de Nova York, a iFLY tem um endereço em Westchester, uma cidade que fica ao norte de Manhattan, super pertinho. Foi lá que a Clarisonic nos levou. Se o que eu falei até agora está parecendo grego, confira o vídeo abaixo para ter uma ideia de como é a experiência.

As restrições são mínimas. No geral, qualquer pessoa a partir dos 3 anos de idade pode voar, com peso até 136kg (exceto gestantes e pessoas com problemas na coluna). No site da empresa, dá para conferir as restrições gerais. Toda a equipe da empresa é muito simpática, bem-humorada e atenciosa. Eu não sei se os protocolos são sempre os mesmos, mas vou explicar como foi a nossa experiência. Primeiro, assistimos a um vídeo com dicas gerais de segurança e da linguagem usada pelo instrutor para se comunicar com você dentro do compartimento de vento. Como a velocidade do ar é alta,  não é possível se comunicar, então, nós aprendemos alguns sinais feitos com as mãos, que os instrutores usam para te orientar lá dentro. Basicamente, é preciso manter a cabeça erguida e as pernas esticadas. Parece fácil, né? Hehehehe.

Depois da breve aula com instruções, a gente vestiu o “uniforme”: um macacão, tênis, capacete, protetor de ouvido e óculos. Enquanto nossa turma não começava, a gente ficava de boca aberta com as performances dos instrutores, que faziam verdadeiros malabarismos dentro da câmara de ar. Voadores profissionais! Cada uma de nós teve duas sessões de 1 minuto e meio – eu só fiz uma. Eu estava com um pouco de dor na lombar, então, achei melhor não abusar, e senti um pouco de dificuldade para respirar. Mas isso foi a minha experiência.. eu confesso que fiquei um pouco nervosa. A primeira sessão era meio que um “treino” e, na segunda sessão, o instrutor fazia a participante voar bem alto, uma coisa linda. Mas eu não quis repetir, fiquei insegura. Todas as meninas que estavam lá amaram! É bem louco… e eu senti bastante medinho antes de entrar. Vejam a minha “performance” abaixo:

Sem título

Ficou interessado? Para quem curte esse tipo de experiência mais radical – ou até busca por atividades nada óbvias durante a viagem – pode ser uma opção. Você pode conferir os pacotes aqui – há opções individuais e para grupos. Particularmente, acho que é uma atividade bacana para se fazer numa turma grande!

Como chegar? Há trens partindo da Grand Central até Westchester. Pelo que eu pesquisei, a estação mais próxima do iFLY é a de Bronxville. De lá, você pode pegar um táxi ou Uber, são, cerca de 10 minutos! 

Outono em Cold Spring: conhecendo essa vila em Upstate NY

Eu  já tinha mencionado outro dia aqui no blog que uma das minhas metas para essa temporada outono/inverno era explorar cidadezinhas no estado de NY, na parte norte de Manhattan. Um dos lugares que eu estava louca para conhecer era Cold Spring. Desde o ano passado eu estava querendo ir lá. Agora que a gente já se acostumou ao sistema do Metro-North – a linha de trem que liga várias regiões do norte do estado de NY à Manhattan, provavelmente vamos tentar visitar muitas cidades próximas!

Estamos no outono e, infelizmente, a paisagem em tons de laranja, amarelo e vermelho já está se despedindo. Por isso, no último domingo, queríamos aproveitar para apreciar esse visual enquanto ainda há tempo. Então, fomos passar o dia em Cold Spring.


Cold Spring fica na região do Hudson Valley, uma região várias cidadezinhas que ficam às margens do Rio Hudson. Qualquer lugar que você for visitar nessa área já vai te proporcionar o bônus do passeio com vista: o trem passa do ladinho do rio e é indescritível o quão lindo é conteplar a vegetação de outono e a água. A gente passou, inclusive, por Bear Mountain, local que já apareceu em post e vídeo aqui no blog (a foto com a ponte). Falando em Cold Spring, trata-se de uma vila onde vivem cerca de 2 mil pessoas e o charme fica por conta do clima interiorano e da arquietura das casas e estabelecimentos comerciais. A cidadezinha tem uma avenida principal, onde você encontra vários restaurantes e algumas lojinhas – vi muitas com artigos vintage.

Ao chegar na estação de trem, você já vai avistar as placas indicando a direção da vila. É super pertinho. Como saímos de Manhattan perto do meio-dia, a primeira coisa que fizemos foi procurar um local para almoçar. Checamos algumas recomendações no Foursquare e optamos pelo restaurante Riverview (45 Fair St), que, como o nome sugere, tem vista para o rio. O menu tem burgers, massas, peixes, pizzas e os preços são bem em conta. Eu escolhi uma berinjela parmegiana, com molho de tomate, ricota e parmesão, que custou U$14. Thiago escolheu uma pizza, que também custou essa média e ainda sobrou para levarmos embora. O local é bem charmoso e gostamos bastante da comida e do atendimento.

Depois de almoçar, seguimos pela River Rd, a rodovia que passa em frente ao restaurante, pois a paisagem de outono nos chamou a atenção. Não fizemos nenhum planejamento para Cold Spring, pois saímos tarde de Manhattan e com os dias mais curtos, não teríamos muito tempo. A ideia era relaxar e apreciar um pouco da cidade. Seguimos por um trecho dessa rodovia e fomos parando para fazer várias fotos. Há algumas casinhas super fofas e a vegetação, como vocês podem perceber, estava uma lindeza. Juro que para alguns lugares que eu olhava parecia que eu estava vendo uma pintura.

Um dos destaques de Cold Spring é a proximidade com o Hudson Highlands State Park, que atrai muita gente por conta de suas trilhas. Quando o trem chegou na estação, dezenas de pessoas desembarcaram ali e várias delas estavam devidamente uniformizadas para trilhas, com tênis e mochilas. Logo na entrada da vila, há um centro de informações – com banheiros, inclusive – onde é possível pegar mapas. Pelo que eu pesquisei, a trilha mais famosa é a Undercliff/Brook/Cornish e você pode checar informações aqui.

Cold Spring também não fica longe do famoso Dia: Beacon, um museu de arte contemporânea, com coleção fixa e também algumas exposições itinerantes. Sua localização é privilegiada também, à beira do rio. Você pode conferir mais detalhes do museu aqui. Também na região de Cold Spring fica a Boscobel House, um palácio americano, com vista para o Rio Hudson, construído no início do século XIX por States Dyckman. Já estive espiando umas fotos e achei o local incrível. Tem mais informações aqui.

Para terminar nosso passeio, fomos até o River Front, uma plataforma na beira do rio e com vista para montanhas. Minha dica é que o local seja a sua primeira parada ao chegar em Cold Spring, porque como o sol se põe cedo, quando fomos conferir ele já estava escondido atrás da montanha. A vista é linda e tem alguns bancos para sentar. Antes de partirmos, paramos no Rincon Argentino (21 Main St), um café argentino super fofo, com ambiente acolhedor. No menu, além de sorvetes, há empanadas e alfajor, típicos da culinária argentina. Os proprietários são muito simpáticos.

E assim terminou nosso dia em Cold Spring! Só lamento muito que essa vegetação de outono dure tão pouco, bem que podia se extender até dezembro. Se você quiser conferir mais detalhes sobre Cold Spring, é só clicar aqui que tem informações de restaurantes, lojas e hoteis na cidade.

Como chegar? De trem, da Metro-North. Os trens partem da Grand Central e também da estação 125th Street, no Harlem. Você compra o ticket nas máquinas de auto atendimento e escolhe “Round trip” (ida e volta) e o destino final é Cold Spring. O preço do ticket varia conforme o horário. No nosso caso, era um domingo, off peak (fora do horário de pico) e os tickets custaram U$28 por pessoa, ida e volta. Cheque no painel as informações sobre os trens para saber em qual track você deve esperar (esse trem é da linha Hudson line, verde). Guarde o ticket com você, pois um funcionário confere durante o trajeto. A viagem dura cerca de 1 hora e 15 minutos.

San Francisco: mais dicas do que fazer na cidade

Semana passada, eu fui para San Francisco, na California. Essa foi a minha segunda vez na cidade – a primeira foi em abril e eu falei sobre o nosso roteiro na cidade nesse post aqui. Uma das minhas melhores amigas mora lá, a Analuisa, e, como ela está grávida e faria seu baby shower, aproveitei para visitá-la e, de quebra, ela me levou em mais lugares que eu não conheci na minha primeira vez por lá. Adorei todos os programas e resolvi compartilhar aqui. Se você estiver montando seu roteiro para a cidade, sugiro muito que inclua também as dicas de hoje!

Eu amo street art – não posso ver um desenho na parede e já tô correndo para fazer uma foto. Sabendo disso, a Analuisa me levou para conhecer o Clarion Alley Mural Project. A Clarion Alley é uma rua que ocupa um bloco no Mission District, entre a 17th & 18th e a Mission e Valencia streets. É uma rua estreita e tomada por street arts. O mais bacana é que há vários estilos mesclados ali e todas as artes têm uma mensagem bacana, dá vontade de tirar foto de tudo!

Aproveitando, já vou dar duas dicas gastronômicas do que comemos nesse dia: almoçamos no Bun Mee, um restaurante vietnamita com pratos e sanduíches deliciosos (2015 Fillmore St), com preços entre U$10 e U$14. Depois, nossa sobremesa foi no Smitten Ice Cream, sorvete feito com nitrogênio que é um dos melhores da vida! Eles abriram mais duas filiais na cidade, além da que fica na 432 Octavia St: agora, há uma filial na 2404 California St e outra na 2268 Chestnut St.

Quando fui para San Francisco pela primeira vez, todo mundo me falou para visitar Sausalito. Mas, não deu tempo! Agora, nessa segunda viagem, finalmente fui conhecer esse lugar. Trata-se de uma cidadezinha que fica ao lado de San Francisco – do outro lado da Golden Gate. O lugar é super charmoso, uma gracinha – lembra muito Gramado – e fica à beira da baía. Para a nossa sorte, o dia estava incrível: sol e céu azul (quem conhece San Francisco sabe como o clima é incerto), o que proporcionou um visual de tirar o fôlego para San Francisco. Em Sausalito, a dica é caminhar – o lugar não é muito grande. Ah, e você não pode deixar de experimentar um burger no Hamburgers (737 Bridgeway). O local é minúsculo (tem só duas mesas para sentar), mas o burger é super famoso e sempre tem filas. E, realmente, é uma delícia! Eu experimentei o Hawaiian Burger, com abacaxi e adorei. Mas, se pudesse, eu dividira com alguém, ele é bem grande. Os burgers custam U$9, em média. Depois de pegar seu burger, você pode procurar um lugar para sentar no parque em frente. Maravilhoso! Ainda tomamos um cafézinho e comemos um cookie de chocolate branco no Sausalito Bakery & Cafe (571 Bridgeway).

Quando estou viajando, geralmente costumo passear o dia inteiro e, à noite, não sobra muito pique para badalação. Mas, voltamos cedo de Sausalito e recarregamos as energias para ir ver o Duelo de pianos no Johnny Foley’s (243 O’Farrell St).  Se você nunca esteve num piano bar, não perca a oportunidade. O “show” começa às 21h30 e são dois músicos tocando piano. Parece simples? Bom, o repertório é definido pelas pessoas que estão no bar e vão pedindo músicas (sempre com uma gorjeta, diga-se de passagem) e cada músico tem também a sua torcida. Eles são super animados e o pessoal entra no ritmo – tinha até gente dançando. Adorei! O bar serve várias cervejas e drinks e também alguns petiscos. Dica: leve seu passaporte para provar que é maior de 21 anos.

Um dos passeios mais incríveis dessa viagem foi o California Sunset Cruise. É um passeio de barco pela baía de San Francisco com duração de duas horas. Como o nome sugere, o passeio acontece durante o pôr do sol. O barco passa pela ilha de Alcatraz, por Sausalito e, claro, o ponto alto do passeio é quando a  gente avista a Golden Gate Bridge. Que coisa mais linda. San Francisco nos presenteou com um pôr do sol de tirar o fôlego, com céu limpo, cheio de cores e luzes fantásticas. Sou apaixonada por essa ponte! Vale lembrar que o ticket inclui uma bebida e também vários petiscos. Você pode comprar neste site e custa U$64. Mas, a dica é pesquisar em sites como Groupon e Goldstar – nós pagamos metade do preço no nosso. Ah, e agasalhe-se bem, porque venta bastante!

Mais uma dica gastronômica: nesse dia, fizemos um brunch no The Grove (690 Mission St). Já falei aqui no blog e até no canal que eu não sou a maior fã de brunch, mas preciso tirar meu chapéu para esse. Segundo a Analuisa, é sempre lotado – então, a dica é ir num dia de semana. Você faz seu pedido no balcão e eles servem na mesa. Estávamos em quatro pessoas e pedimos de tudo um pouco: torradas com abacate, french toast, queijo quente, omelete (que eu não comi porque não curto ovo), muffin… estava tudo delicioso e não gastamos muito! Super recomendo!

Por fim, não poderia deixar de recomendar uma visita ao Golden Gate Park! Esse parque ocupa uma área de 4,12 km² e recebe mais de 13 milhões de visitantes todos os anos. Pense nele como o Central Park de San Francisco. Há jardins, parques infantis, lagos, bosques de piquenique, trilhas e monumentos, além de uma variedade de espaços culturais, eventos e atividades. Nós estivemos em duas áreas bem bacanas: o Conservatory of Flowers e o Shakespeare Garden, um jardim pequeno e super calmo e charmoso, que rende fotos lindas. Certamente, vale reservar um tempo para explorar o Golden Gate Park e tudo que ele tem para oferecer! Você pode conferir mais detalhes aqui.

Gostaram do post? Quem aí já visitou San Francisco? Sei que tenho leitoras na cidade e vi os recadinhos de vocês, mas essa viagem foi bem dedicada ao Baby Shower da minha amiga.

Um dia nos Hamptons: explorando Southampton

Quem é fã de Revenge, Gossip Girl e Sex and the City certamente vai se lembrar dos Hamptons – principalmente se falarmos só em Revenge, já que a série toda tem como pano de fundo os Hamptons. Cenário de muitos filmes e seriados, essa região de praias é famosa pelo seu charme e por ser um refúgio do calor infernal de Nova York durante o verão. Não se trata de qualquer praia – é praia de gente rica, e não estou exagerando, já que pude ver tudo de perto. O próprio acesso ao local, as mansões, as lojas: tudo nos Hamptons tem essa coisa de ostentação, sabem? Fazia muito tempo que eu queria conhecer a região e, no último sábado, alugamos um carro com mais um casal de amigos em fomos passar um dia por lá.

A região dos Hamptons fica localizada em Eastern Long Island, no estado de Nova York e é composto por diferentes regiões, como Southampton, East Hampton e Montauk. Nós escolhemos Southampton como nosso destino – até por ser a cidade mais perto de Manhattan – levamos pouco mais de 2 horas para chegar lá. Tudo é muito tranquilo e não dá pra negar que a gente se sente dentro de um filme. Para mim, é sempre muito encantador estar num lugar que eu só conhecia por conta dos filmes e seriados. As ruas são charmosas, calmas e arborizadas. O que mais vimos foram famílias e casais, muitos deles mais velhos. Não pense que Southampton é uma praia agitada. Seu ar é interiorano. A rua principal é a Main Street, por onde você caminha por restaurantes, cafés, sorveterias e lojas (Ralph Lauren e Michael Kors marcam presença). O bacana é que a arquitetura desses lugares segue a mesma linha da cidade toda – tudo tem o design de casinhas. As ruas são muito limpas e nesse “centrinho” você consegue fazer tudo a pé. Recomendo usar o Foursquare ou o Yelp e escolher um restaurante para almoçar. Há vários, super charmosos, com mesas nas ruas. Nós escolhemos o La Parmigiana, um restaurante italiano. Ele não tem um ambiente muito charmoso como os outros da região, mas o preço era super justo e as porções mega generosas. O Gnocchi com molho pesto custa U$17 em média e serve tranquilamente duas pessoas, assim como o frango à parmegiana, que vem acompanhado de espaguete ao molho de tomate. Sobramos tanta comida que até nos sentimos mal.

Depois do almoço e de caminhar pela Main Street, demos uma passadinha no Agawam Park, que fica no centrinho da cidade e tem uma vista linda para o Agawam Lake. Dali, partimos para a praia e o nosso erro foi deixar o carro estacionado e ir a pé. Caminhamos mais de 20 minutos! O trajeto é incrível, não dá pra negar: ruas arborizadas super tranquilas – e também cheias de mansões com suas cercas verdes. Bem como a gente vê na televisão. Ostentação pura.

A praia é bonita e não estava nada lotada. Mas é pelo acesso (muito dificultado se você não tem carro) e pela estrutura que você já percebe que o local não é “acessível”, digamos assim. Não há bares nem restaurantes à beira-mar – somente algumas poucas mansões. Havia apenas um banheiro público (banheiro químico, que estava sujo e sem papel higiênico). Não há aluguel de guarda sol nem cadeiras – muito menos “chuveirão” para lavar o corpo após a praia. Vejam bem: não fiquei surpresa, porque eu já esperava que fosse assim, mas só estou relatando para vocês saberem exatamente o que vão encontrar. A praia é limpa e bonita e o mar não tem muitas ondas. Então, é bom saber desses detalhes para ir preparado, sabem? Passamos algumas horas por lá, conversando e curtindo. Fui a única a não entrar na água – mas todo mundo garantiu que estava uma delícia.

Como mencionei no início do post, a gente alugou um carro, até para termos mais liberdade com horários e para nos locomovermos na cidade, e quem estiver pensando no passeio, recomendo fortemente fazer isso também. Apesar do “centrinho” ser facilmente percorrido a pé, a praia fica longe dali, como mencionei. Nosso amigo que estava conosco já tinha estado lá, e, na época, foi de trem (Long Island Rail Road, sai da PenStation), mas também levou uma bicicleta. Por isso, apesar de ser prático pegar um trem em Manhattan até uma das regiões dos Hamptons, eu não recomendo. Se não estivéssemos de carro, estaríamos bem limitados. Não vi bikes para alugar, nem táxis. Se você estiver em uma turma, certamente compensa bastante alugar um carro. Sobre hospedagem na região, não posso opinar, já que fomos e voltamos no mesmo dia. Escolhemos um sábado justamente para não pegar tanto trânsito na volta – e acabou sendo muito tranquilo. Saímos de Manhattan às 10h30 e retornamos às 21h e foi um dia muito bem aproveitado. Mas já tinha pesquisado, por curiosidade, alguns hoteis e pousadas e, não se assustem, é caro, caríssimo – ainda mais que estamos falando da alta temporada da região.

Meu saldo do passeio? Super positivo! Se eu gostaria que o local tivesse mais estrutura para receber visitantes? Obviamente. Mas aí o Hamptons certamente perderia o seu ar de exclusividade, que atrai e causa tanta curiosidade nas pessoas. Para mim, valeu muito o passeio!

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Nova York: 3 day trips que valem a pena

Como se não bastasse todas as 1283774849 coisas para se fazer em Nova York, a cidade ainda está localizada numa região estratégica, perto de vários outros lugares incríveis. Assim, para os viajantes que curtem roteiros nada óbvios – ou para os que já vieram pra cá várias vezes – vale a pena incluir uma day trip no roteiro. Traduzindo, seria uma viagem curta, de um dia, para um lugar fora da cidade. Eu, particularmente, adoro esse tipo de passeio – ainda mais se há transporte público para o lugar que quero visitar. No post de hoje, sugiro três lugares que são ótimos para esses famosos “bate e volta”.

Storm King Sculpture Park – é uma das maiores referências do mundo em termos de esculturas e instalações modernas ao ar livre. Dentre os mais de 100 artistas exibidos no local estão Anish Kapoor, Spencer Finch, Anthony Caro, Zhang Huan, Louise Bourgeois e Richard Serra. A esculturas são lindas e a área do parque é enorme. Eu não sou a maior fã de arte, mas fiquei encantada com o lugar. A paisagem mesclando as esculturas com a natureza é maravilhosa. Se a sua viagem for durante o outono, não pense duas vezes: o visual fica ainda mais maravilhoso. O Storm King fica a uma hora de Manhattan e abre de abril a novembro. Clique aqui para conferir o calendário.

Como chegar: a empresa Coach Usa / Short Line promove tours para o local saindo do Porth Authority Bus Terminal (42th St e 8 Av.). O onibus sai às 10h da manhã e retorna às 16h45. Você compra a passagem pela internet – tem que imprimir o voucher – e troca no guichê da empresa pelo ticket (segundo andar do Porth Authority). O ônibus sai do quarto andar e te deixa lá dentro do parque. Essa passagem sai U$46 e já inclui a entrada.

Clique aqui para conferir um post com mais informações sobre o Storm King Sculpture Park. Também já gravei um vídeo lá e você pode conferir aqui.

Bear Mountain State Park – é um parque estadual que fica a cerca de 1 hora e meia de Manhattan. O parque fica à beira do Hudson River, com montanhas, campos de jogos,  bosques de piquenique à sombra, lago e pesca no rio de acesso, piscina, Museu e Zoo, e oferece atividades como caminhadas, trilhas, ciclismo e pistas de esqui. A grande atração fica por conta da Perkins Memorial Tower, no topo da  Bear Mountain, que  oferece uma vista espectacular para o parque, o Hudson Highlands e Harriman State Park.

Como chegar: a empresa Coach Usa / Short Line oferece tours diários de ônibus para o Bear Mountain State Park. O ônibus sai do Porth Authority (42th St com a 8Av) em dois horários: 8:45 e 11:15. O retorno é às 15h19 – aos finais de semana, é oferecido um ônibus extra às 17h19. A viagem dura cerca de 1h e 30 minutos. A passagem pode ser comprada online – basta clicar aqui – e custa U$26,70 por pessoa, ida e volta. Importante salientar que é preciso aguardar o ônibus no local onde ele te deixou, na rodovia que fica em frente ao Bear Mountain Inn.

Clique aqui para conferir um post com mais informações sobre o Bear Mountain State Park. Também já gravei um vídeo lá e você pode conferir aqui.

Lavender by the Bay – é uma fazenda de lavandas que fica em Long Island, mais precisamente em East Marion, no estado de NY. A Lavender By the Bay é uma das maiores fazendas de lavanda dos Estados Unidos e pertence a uma família que toca o negócio há mais de 15 anos. São mais de 6 hectares de terra onde são cultivados 20 tipos de lavandas em mais de 80 mil pés da planta. Como a visita só tem graça com as lavandas floridas, fique atento aos períodos de florada: são três. A primeira florada, de lavandas inglesas, acontece em meados de junho e início de julho. A florada francesa acontece no início de julho e costuma durar duas semanas. A terceira florada, também das lavandas inglesas, que florescem duas vezes, costuma ocorrer no final do verão e início do outorno (ou seja, fim de setembro e início de outubro). O ideal é acompanhar a Fan Page da fazenda – que é sempre atualizada com fotos e informações sobre o status da plantação. A fazenda fica a, aproximadamente, duas horas de carro de Manhattan.

Como chegar:  indico alugar um carro. A viagem é super tranquila – grande parte dela, pela Long Island Expressway. É uma delícia passear pelas pequenas cidades, conferir plantações de morango e ver aquelas casinhas simpáticas que costumamos ver nos filmes. Não há transporte público até a fazenda. Mas você pode pegar um trem que sai da Penn Station, o Long Island Railroad, com destino a Greenport (é preciso trocar de trem no caminho, inclusive). A fazenda fica a 15 minutos de bicicleta da estação e a empresa Dan’s Bike Rental oferece bicicletas.

Clique aqui para conferir um post com mais informações sobre a Lavender by the Bay.

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Lavender by the bay: uma fazenda de lavandas pertinho de Nova York

Um dos meus programas favoritos, além de descobrir lugares pouco explorados em Nova York, é descobrir lugares próximos à cidade e que rendem um bom passeio! Já falei aqui no blog sobre o Storm King e também sobre o Bear Mountain State Park. Pode não parecer, mas há vários bons lugares para se visitar perto de Nova York, perfeitos para fugir um pouco da muvuca da cidade grande. Semana passada, tive a sorte de descobrir sobre o Lavender by the Bay (obrigada pela dica, Kelly!), uma fazenda de lavandas que fica em Long Island, mais precisamente em East Marion, no estado de NY. Quem diria que não seria preciso ir até à França para ver uma maravilha dessas de perto, né? No domingo, semana passada, alugamos um carro e fomos!

A Lavender By the Bay é uma das maiores fazendas de lavanda dos Estados Unidos e pertence a uma família que toca o negócio há mais de 15 anos. São mais de 6 hectares de terra onde são cultivados 20 tipos de lavandas em mais de 80 mil pés da planta. O local é aberto para visitação e também conta com uma loja bem interessante, onde você pode comprar, além de lavanda, cosméticos, mel e outras lembrancinhas. Não preciso nem dizer o quanto foi incrível ver uma plantação dessas de perto, né? E acho que nem preciso mencionar o aroma delicioso do local, certo?

Como a fazenda conta com lavandas inglesas e francesas, há vários períodos de florada durante o ano – mais precisamente três. É claro que não dá para prever o período exato – pois quem decide isso é a mãe natureza. Este ano, por exemplo, a florada aconteceu um pouco antes do previsto. A primeira florada, de lavandas inglesas, acontece em meados de junho e início de julho. A florada francesa, a principal, já que a maioria das lavandas da fazenda é desta origem, acontece no início de julho e costuma durar duas semanas. Segundo a Lavender by the Bay, é a mais impressionante também. A terceira florada, também das lavandas inglesas, que florescem duas vezes, costuma ocorrer no final do verão e início do outorno (ou seja, fim de setembro e início de outubro). O ideal é acompanhar a Fan Page da fazenda – que é sempre atualizada com fotos e informações sobre o status da plantação.

A Lavander by the Bay abre de sexta a domingo, das 9 às 17h durante o mês de maio. De junho a setembro, o local abre todos os dias, das 9 às 17h (mas o acesso à plantação é fechado às 16h30). Durante o mês de outubro, a fazenda abre de sexta a domingo, também das 9 às 17h. Além disso, nos períodos de florada há uma cobrança de U$5 por pessoas para visitar o local. Você pode conferir mais informações no site.

A Lavender by the Bay fica a, aproximadamente, duas horas de carro de Manhattan. Nós nunca tínhamos alugado carro antes e aproveitamos a oportunidade para fazer isso. A viagem é super tranquila – grande parte dela, pela Long Island Expressway. Foi uma delícia passear pelas pequenas cidades, conferir plantações de morango e ver aquelas casinhas simpáticas que costumamos ver nos filmes. Gastamos cerca de U$72 com o aluguel do veículo – fizemos com a Dollar Car Rentals, mas pegamos o carro em Astoria.

E transporte público, tem? Até hoje, em dois anos e meio morando aqui, nunca precisamos alugar carro, pois todos os passeios que fizemos conseguimos usar ou o metrô ou ônibus. No caso da Lavender by the Bay, não achei que seria vantajoso. Não há transporte público até a fazenda. Mas você pode pegar um trem que sai da Penn Station, o Long Island Railroad, com destino a Greenport (é preciso trocar de trem no caminho, inclusive). A fazenda fica a 15 minutos de bicicleta da estação e a empresa Dan’s Bike Rental oferece bicicletas. Porém, o valor médio das passagens de trem era de U$40, ida e volta, por pessoa – e, em duas pessoas, esse preço já não compensa.

Já que fomos de carro, aproveitamos para escolher um restaurante bem bacana para almoçar. Paramos no ALure Chowder House & Oysteria antes de seguir para a fazenda, um restaurante de frutos do mar com uma vista incrível! O menu inclui opções com camarão, lagosta e peixes, com preços de U$20 a U$27.

Vale ressaltar que a região tem muitas coisas interessantes, como várias vinícolas, que eu ainda vou conhecer, prometo!

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