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New York City, Nova York, Nova Iorque

Rocco’s – um restaurante mexicano incrível no Brooklyn

Eu já falei do meu amor por cozinha mexicana aqui, e sei que vou soar repetitiva, mas: eu amo comida mexicana! Há dois fins de semana, quando a sensação térmica na rua era de -11, a gente queria sair para almoçar. Mas, ao contrário do que sempre fazemos, que é comer em algum lugar no nosso bairro, decidimos ir para alguma outra região diferente. Aí lembrei de uma recomendação da Mandy, do Starving, de um restaurante mexicano no Brooklyn, o Rocco’s. Eu lembro que tinha ficado encantada pelas fotos do lugar e aí lá fomos nós para o Brooklyn conferir de perto.

O Rocco’s Tacos & Tequila Bar é um restaurante enorme – eu fiquei impressionada com o tamanho do lugar, que tem dois pisos. Sem dúvidas, o que mais chama a atenção do ambiente é a decoração. Tudo foi pensado nos mínimos detalhes. Desde o painel super divertido na entrada, passando pelas ilustração de caveira no caminho para o andar inferior, os lustres, a escolha dos quadros… os banheiros têm televisores (e trocador para quem frequentar o local com bebês). Aliás, é um restaurante family-friendly: vi bastante famílias por lá!

Como nós chegamos tarde – por volta das 16 horas – já estava valendo o menu do jantar, que tem os preços um pouco mais elevados que os do almoço. Na realidade, os dois menus são iguais, o que muda mesmo são os preços. As opções incluem vários pratos típicos mexicanos, como tacos, nachos, quesadillas, burritos e fajitas. Os aperitivos custam de U$5 a U$16, burritos custam U$15, quesadillas a partir de U$13, tacos a partir de U$4,50 cada – esses são os valores do menu de almoço, só para dar uma ideia de preços para vocês. Os drinks como Margaritas e Mojitos custam a partir de U$10, cervejas a partir de U$5,25 e vinhos a partir de U$7,50. Clique aqui para conferir o  menu completo.

Uma das coisas que sempre pedimos quando vamos a um restaurante mexicano é guacamole. A porção do Rocco’s é generosa e deliciosa. Eles trazem um carrinho até a mesa e preparam o guacamole na sua frente. Arrisco dizer que a porção serve umas quatro pessoas – e custa U$13. Também pedimos um burrito de carne e tacos The Korean (porção com três). Dividimos tudo e ainda levamos comida para casa. Só o burrito e o guacamole teria sido suficiente para nós dois. Todos os pratos estavam deliciosos – especialmente o burrito (é um dos meus pratos preferidos na culinária mexicana) e estava mega recheado. Vale lembrar que durante o brunch, aos fins de semana, ao pedir um prato, você pode pagar U$13 e beber Mimosa ou Bloody Mary à vontade!

Gostei muito do Rocco’s! Fomos super bem-atendidos, a comida estava excelente e o ambiente é realmente incrível!

Endereço: 339 Adams St acesso pelas linhas A, C, F, 2, 3, 4 ou 5. 

Viajando sozinho para Nova York – dicas e relatos – parte 7

E chegamos ao fim de mais uma “temporada” de posts sobre viajar sozinho para Nova York! Fiquei feliz em poder contar com tanta gente legal, que topou compartilhar seus relatos com vocês. Se todos esses depoimentos conseguiram dar o empurrão que faltava para pelo menos uma pessoa, então já está valendo. Ler tantas histórias inspiradoras faz a gente refletir sobre tanta coisa, né? Espero que os posts tenham tocado vocês assim como me tocaram! Para conferir todos os posts, é só clicar aqui.

Natália Chvarts, 25 anos. São Paulo/SP. Designer de estampas. Ficou hospedada em hotel. 

“Decidi que faria essa viagem puramente por lazer. Assim que consegui confirmar a data das minhas férias, nem pesquisei muito. Já logo reservei minhas passagens e hotel, pois estava ansiosa pra começar a programar meu roteiro. Gosto do processo de planejamento quase tanto quanto gosto da viagem em si. Eu já havia estado em Nova York outra vez, no começo de 2013, mas daquela vez eu não estava sozinha.  Foram dias incríveis, mas senti um pouco de falta de fazer algumas coisas “do meu jeito”. A única coisa que fiz sozinha daquela vez foi assistir a um show no Terminal 5, e o antes, durante e depois deste show foi uma das melhores partes da minha primeira vez em Nova York. Agora, talvez por já conhecer um pouco da cidade, fiquei mais confortável em tomar a decisão de voltar, desta vez totalmente sozinha. E eu estava certa, pois tudo ocorreu exatamente como planejei.  Com certeza eu pretendo viajar sozinha mais vezes, e Nova York é um destino que considerarei com carinho, já que agora eu estou ainda mais segura de que lá eu sobrevivo tranquilamente, e posso aproveitar a cidade sem nenhuma grande preocupação. Por mais anti-social que isso possa soar, preferi usar meu tempo para meus interesses pessoais. Não vejo problema nenhum em gostar da minha própria companhia e não entendo porque às vezes isso é visto com maus olhos. O tempo era pouco e eu acabava meus dias sempre super exausta, com forças apenas para pegar uma cerveja no 7-Eleven mais próximo e beber esparramada no quarto do hotel, pensando sobre todas as coisas incríveis que eu vivi durante o dia e quais as próximas me aguardavam para os dias seguintes. Quando se viaja sozinho, a única certeza é que você é o único responsável por tornar aqueles dias inesquecíveis. Tudo o que você faz ou deixa de fazer, só interfere em você mesmo, e essa sensação de se sentir-se capaz de realizar seus sonhos é muito gratificante.”

Qual o conselho que daria para quem está pensando em viajar sozinho para Nova York? Faça o máximo de planos possíveis antes de ir, informe-se ao máximo e leia muito o blog da Laura. Veja os vídeos do canal no YouTube também. E depois, boa viagem! Nova York tem tantos atrativos, tantas coisas para ver e para fazer que não há como se sentir sozinho. Por exemplo, aqui no Brasil uma coisa que eu evito fazer sozinha é sair para comer, confesso que acho um pouco triste, deprimente. Mas, em Nova York, eu não pensei nisso nenhuma vez, muito pelo contrário, eu estava adorando poder escolher sozinha aonde e em qual horário eu iria fazer minhas refeições. Aproveite esse “silêncio” para escutar a cidade, escutar as pessoas de todo o mundo conversando à  sua volta, tudo isso é muito enriquecedor e faz o que era apenas uma viagem se tornar uma experiência completa.

Qual é a parte mais legal de viajar sozinho? A autonomia de fazer um roteiro pensado apenas nas suas necessidades é maravilhosa demais pra não citar várias vezes. Todo o planejamento fica por sua conta, mas em compensação, não é preciso abrir mão de nada em prol do outro.  Voar sozinho também foi surpreendentemente bom, pelo menos pra mim que consigo (e gosto) de dormir praticamente a viagem inteira.

E qual a parte mais chata?  Foi difícil pensar em algo, mas se tenho mesmo que escolher  alguma coisa chata, essa coisa é ter que admitir que o famigerado “pau-de-selfie” pode ser bem útil. E apaixonada por comida que sou, não ter ninguém pra dividir a comida (e conseguir experimentar mais coisas) também faz um pouco de falta.

Um programa imperdível para quem viaja sozinho para Nova York é… passear por Williamsburg, no Brooklyn , mesmo que meio sem rumo. Acredito que o bairro já perdeu o hype da “descoberta” e já faz parte do roteiro de muitos viajantes, mas isso não significa que Williamsburg perdeu o seu charme. Espere por muitas lojas (e brechós!) super legais, várias opções de cafés e restaurantes, e principalmente para os apaixonados por música, o passeio não pode terminar sem uma visita a Rough Trade, uma loja de discos enorme e repleta dos clássicos e dos últimos lançamentos musicais, tanto em vinil quanto em CD.

Vanessa Vieira Adriano, 20 anos, São Paulo- SP, estudante de direito e estagiária. Ficou em residência estudantil.

“Desde sempre eu sonhei em fazer intercâmbio, mas sempre pareceu muito fora da minha realidade. Até que comecei a estagiar num escritório em que o inglês é considerado imprescindível, então, comecei a repensar a ideia. Quando comecei a pensar em intercâmbio, Nova York não era minha primeira opção, isso pela conversão do dólar em real, que assusta qualquer um de primeira rs. Minha mãe tem um primo que mora em Londres, então, minha primeira opção era estudar lá e ficar na casa dele, assim, não precisaria pagar hospedagem, mas acabou não dando certo. Logo em seguida, pensei no Canadá. por ser mais em conta, mas confesso que a vontade de conhecer e viver em Nova York falou muito mais alto. Sempre assistia Gossip Girl e eu era apaixonada pelo estilo da sárie, o estilo das pessoas e da cidade. Não sei definir a sensação, mas Nova York sempre esteve no meu coração hahaha. Sou apaixonada por cidades grandes, moro em São Paulo desde sempre, então, também não me imaginava em uma cidade do interior, ainda mais porque eu ficaria mais tempo do que somente férias comuns, acho que ficaria entendiada (coisa que é impossível em Nova York haha). Comecei a planejar o intercâmbio no começo de 2016, juntando dinheiro e pensando em todas as coisas que precisaria. Em julho, comecei a cotar com agências e ver escolas; em agosto já tinha tudo encaminhado e viajei em dezembro. Foi um ano super complicado, porque além do dólar estar alto, eu sabia que Nova York não era uma cidade nada barata para viver, então, economizando bastante e com a ajuda dos meus pais e namorado, eu consegui juntar um bom dinheiro para vir. Foi super tranquilo organizar tudo, mas meu conselho é: pesquise muito, dá pra economizar se você se planejar com antecedência e pesquisar bastante. Enquanto planejava a viagem, tinha uma amiga que estava morando em Nova York, então acabei tendo um incentivo a mais. Na verdade, acho que todos com quem falei tinham mil coisas para falar da cidade, o que me atraiu muito mais e, quanto mais eu pesquisava, mais coisas incríveis eu descobria e foi numa dessas pesquisar que conheci o blog que me ajudou tanto! Claro que senti saudade da família e namorado, pois gostaria de dividir todos os momentos maravilhosos que vivi com eles, mas pude curtir um momento comigo mesma e meus pensamentos, aproveitar para dar valor para tudo que tenho e o quanto sou privilegiada por ter tido a oportunidade de estudar aqui nessa cidade maravilhosa. Fiquei hospedada numa residência para mulheres que trabalham ou estudam em Nova York. Tive que ficar numa “fila de espera”, então apliquei para a residência com uns 4 meses de antecedência.  Meu maior aprendizado viajando/morando sozinha por quase 3 meses foi concluir que sim, eu posso fazer o que eu quiser. Nao de uma forma egoísta, mas é uma sensação boa de poder fazer suas coisas sem se preocupar se outra pessoa está na mesma vibe que você sabe?! Curtia meu momento e de acordo com o que eu queria ou não fazer”.

Qual o conselho que daria para quem está pensando em viajar sozinho para Nova York? Não tenha medo, vergonha ou nada do tipo. Você vai conseguir fazer tudo que quiser se planejar certinho e sempre existem pessoas dispostas a ajudar. Não ache que você será a única pessoa fazendo isso e é uma experiencia única!

Qual é a parte mais legal de viajar sozinho? Ter seu próprio horário para fazer as coisas, ter seu roteiro e poder mudar se não estiver mais a fim de fazer aquilo. Curtir seu tempo apreciando os pontos que planejou visitar.

E qual a parte mais chata? Acho que a parte mais chata era tirar selfie, mas depois que perdi a vergonha (uns dois dias depois haha) comecei a pedir para as pessoas tirarem e nunca recebi uma resposta rude ou nada do tipo, em geral todos entendem. E sentir saudade também, passar o Natal e ano novo longe da minha família e namorado foi MUITO difícil pra mim, nossa, como foi! Mas felizmente uma amiga da minha irmã está morando aqui também, então passei essas datas com a ela e a família.

Um programa imperdível para quem viaja sozinho para Nova York é… não consigo pensar em um programa só pra quem viaja sozinho, acho que o importante é não deixar de fazer nada só porque está sozinho.  Meus passeios favoritos foram Brooklyn Bridge, Staten Island Ferry e Estátua da Liberdade.

Patrícia Floriani Mansur, 36 anos, Brasília/DF, Servidora Pública Federal. Ficou em hostel.

“Minha irmã e eu estávamos combinando de ir à formatura de doutorado de uma amiga dela na Universidade de Lousiana, em Baton Rouge. Então eu pensei: já que estamos indo para os Estados Unidos, vamos fazer uma viagem para alguma cidade legal. Decidimos ir para a Disney passar uns dias lá antes. Neste meio de programação, minha irmã perdeu o emprego, meu cunhado (que depois ia também) não havia tirado a documentação e a amiga dela não iria se formar mais em novembro… Eu já havia reservado o hotel e comprado as viagens para Orlando, por isso, já que eles não iriam mais, eu resolvi passar o tempo que ficaria em Baton Rouge em Nova York, já que era um desejo grande conhecer a cidade também. Além disso, foi por meio do grupo “Viagem para Mulheres” que conheci o Blog da Laura Peruchi e li diversos relatos de que Nova York era uma cidade para onde mulheres viajam sozinha sem problemas. Daí, fiquei 10 dias em Orlando e 7 em Nova York sozinha. Foi minha primeira viagem sozinha… 20 dias viajando (contando o trânsito entre os países) e com certeza esta experiência me ajudou demais a tomar a decisão de não ficar esperando mais ninguém para fazer as coisas que eu sonho fazer. História engraçada eu não tive, mas tive três momentos incríveis, que fizeram me apaixonar ainda mais pela cidade. O primeiro, assim que cheguei no JFK, solicitei o Uber. O motorista me ligou e eu não conseguia entender o que ele falava… a ligação estava muito baixa e ele tinha sotaque e o meu inglês não é fluente. Então, pedi para uma moça que também estava esperando um carro falar com ele e ela na hora resolveu o problema para mim e me desejou boas-vindas e foi super gentil comigo! O segundo foi no segundo dia de passeio. Fui tirar o meu protetor de orelhas do bolso e ele caiu debaixo de uma van e, como ficou difícil de pega,r eu deixei pra lá. Um motorista de táxi, que estava parado no sinal, do outro lado da rua, viu a situação e quando o sinal abriu para ele, ele começou a buzinar. Eu achei que ele queria passar e comecei a abanar a mão que ele podia passar kkkkk. Aí ele parou o carro e disse que ia pegar para mim o protetor, que viu que eu não ia conseguir pegar sozinha. Foi muito gentil! E a terceira foi quando resolvi subir numa pedra do Central Park para tirar uma foto, mas ela estava meio escorregadia porque no dia anterior havia nevado e chovido. Então, na hora de descer, um senhor que estava caminhando, foi lá e se ofereceu para me ajudar a descer. O meu maior aprendizado nesta viagem é de que se você se ama e está feliz com a sua companhia, sozinha ou acompanhada, a viagem será espetacular!”

Qual o conselho que daria para quem está pensando em viajar sozinho para Nova York? Independente do seu destino, apaixone-se pelo lugar, explore, sente-se num restaurante mesmo só, converse com as pessoas mesmo que seja um “Book is on the table” kkkk. Aprecie, aproveite para olhar cada detalhe, para guardar na memória, coisas que você não faria se estivesse na companhia de outra pessoa. Nesta viagem até a oportunidade de um esquilo vir até minha mão eu tive…e aposto que foi porque estava sozinha. Se estivesse conversando, distraída, perderia esta oportunidade.Qual é a parte mais legal de viajar sozinho? A parte mais legal de viajar sozinha é de ficar na rua até a hora que quiser, comer na hora que quiser, o que quiser… a liberdade de tomar as próprias decisões sem que ter combinar com o outro.

E qual a parte mais chata? Muitas vezes eu queria comentar alguma coisa, tirar mais fotos de corpo inteiro e gastar menos dinheiro, dividindo Uber, hotel, comidas.

Um programa imperdível para quem viaja sozinho para Nova York é… caminhar, caminhar, caminhar! Compra um Bengay, um sapato confortável e explore, sem medo de ser feliz! Ahhh e vá a um show da Broadway. Se o inglês for intermediário, como o meu, leia sobre a peça antes, para chegar lá entendendo. Assisti a peça Wicked e achei perfeita, maravilhosa! Tomei até o Gozmopolitan no intervalo rsrs. E nesta viagem meu sonho se realizou, pois eu conheci a neve!!! Amei a neve, amei o frio! Volto com certeza!

Obrigada meninas por compartilharem suas histórias!

Inverno em Nova York: meus melhores investimentos em roupas, calçados e acessórios

Estou entrando no meu quarto inverno em Nova York e eu já paguei a minha língua tantas vezes e aprendi tanto nesse tempo aqui! Eu sempre falo que o inverno aqui não é brincadeira… claro não é impossível sobreviver, mas se você não souber algumas dicas e macetes básicos, vai acabar tendo trabalho. Nesses quase três anos morando na cidade, já comprei inúmeras peças de roupas, acessórios e calçados.  E algumas delas viraram minhas queridinhas, essenciais, indispensáveis a cada inverno. Hoje eu divido com vocês as peças que foram os melhores investimentos para os invernos na cidade.

Casaco Calvin Klein – esse foi um dos itens que eu paguei a língua. Eu passei dois invernos aqui só usando casacos de lã batida, o que, não me entendam mal, também são ótimos. Ano passado, estava visitando a Macy’s Backstage e checando os produtos e preços quando vi esse casaco da Calvin Klein. Vejam bem, esse é o tipo de casaco que eu sempre achei horrível. Aí eu provei e tal e o Thiago insistiu para que eu levasse, porque estava faltando um casaco mais pesado no meu closet. Trouxe. Lembro que mandei foto pras amigas e disse “sei que não é o casaco mais lindo”, mas, para minha surpresa, só ouvi elogios. E, definitivamente, tem sido o melhor casaco para enfrentar as temperaturas mais geladas em Nova York. Ele é bem grosso e a estrutura dele não deixa o vento passar. Eu nunca passo frio com esse casaco! Eu uso ele com uma blusa térmica e um suéter e fecho todinho para um dia super congelante. Se quero ir pra academia (que é a 5 minutos da minha casa), só coloco por cima da roupa. É muito prático. Paguei cerca de U$90. Você vai encontrar casacos como esse em lojas de desconto como TJ Maxx, Mashall’s, Burlignton e Century 21.

Calça de couro fake da Lulus – tenho uma história com calças desse tipo. No último inverno, comprei uma calça linda da Zara, com zípers, super estilosa. Mas ela tinha uma cintura um tanto baixa e ficava desconfortável. Acabei vendendo para uma amiga. No último verão, fui num evento para bloggers da Lulus – um e-commerce cheio de roupas legais – e podíamos escolher uma peça. Peguei essa calça e, desde que começou a esfriar, ela não sai do meu corpo! Primeiro porque é super confortável e deixa o look com um ar mais moderninho. Segundo porque ela protege bem do frio. E se estiver muuuito frio eu uso uma meia-calça térmica por baixo. Lá no site da Lulus você pode pesquisar por Vegan Leather. Mas se preferir em lojas físicas, redes como a Zara, H&M e Forever 21 costumam ter esse tipo de calça.

Jaqueta Ultra Light Down, Uniqlo – outro item que paguei a língua. Eu achava esses jaquetas horríveis, horríveis mesmo. Elas me lembravam sacos de lixo (de fato, a versão preta lembra mesmo, quem concorda? haha). Até que eu fui para San Francisco e usei a da minha amiga Analuisa durante um dia por lá – e ela me falou das maravilhas dessa jaqueta. Não é que curti? É quentinha, corta o vento e comecei a achar bonita, dependendo da cor, claro. Comprei uma igual à da Ana, cinza, e usei muito, principalmente durante o outono. O mais bacana é que ela é super leve e pode ser dobrada de uma maneira bem compacta que cabe em bolsas médias. Custa U$69,90 em média. E é bom ficar de olho nesse termo “Down” na Uniqlo – há vários estilos de casacos com essa nomenclatura, alguns mais compridos, mais adequados para os dias mais gelados – como a linha Ultra Warm Down.

Luvas de couro, H&M – quando me mudei para Nova York, eu tinha um par de luvas de lã  batida, vermelhas. Bem lindinhas, quentinhas e tal, mas eu queria um par de luvas pretas, para combinar com tudo. Lembro que comprei esse par no site da H&M despretensiosamente – peguei uma promoção, estavam por U$10. O resultado? Nunca mais comprei outro par de luvas. E o motivo de elas serem tão boas? Bom, a lã acaba permitindo que entre algum ventinho e o couro acaba protegendo mais as mãos.

Protetor de ouvido – eu adoro toucas, acho que são super estilosas, descoladas, deixam o look realmente diferente e procuro usar quando dá. Digo quando dá porque tem dias que elas não são suficientes para manter os meus ouvidos protegidos – sabem como é, né, toucas de lã, sempre acabam deixando passar algo. Por isso que esses protetores de ouvidos não tem erro. Eu comprei os meus nessas banquinhas de rua – você vai ver várias espalhadas pela cidade – e paguei tipo U$8. Em redes fast fashion e lojas de desconto também dá pra encontrar.

Calça preta, Banana Republic – em Nova York as pessoas usam muitas roupas pretas – e no inverno então nem se fala. Eu não uso muito jeans durante o inverno, então calça preta é tipo meu uniforme – eu só vario o tecido! hahaha. Eu comprei essa calça da Banana Republic num sale pós Natal em 2014 e paguei cerca de U$30. Ela tem uma faixa lateral que imita couro e dá um charminho e fica super confortável no corpo, mesmo com meia-calça por baixo. E por que ela foi um bom investimento? Porque o tecido é de muita qualidade. Eu uso, lavo, seco, e não tem uma bolinha sequer! Isso conta muito pra mim. Se é uma peça que vou usar bastante, ela precisa durar, certo?

Botas over the knee, H&M – eu sou fascinada por botas de cano longo – e os modelos over the knee então nem se fala. Acho lindo, poderoso – e, de quebra, ajudam a manter a sua perna mais quentinha! Fazem toda a diferença num dia gelado. Conversando com a Amanda Britto, do Starving, e ela comentou que tinha comprado uma da H&M. Fiquei toda desconfiada, porque esses sapatos de fast fashion costumam ser duros e nada confortáveis. Mas ela me garantiu que não era o caso dessas botas. Convencida, comprei as minhas. Acabei usando com uma palmilha da Aldo que deixa o solado mais macio e pronto! Eu já deveria estar aposentando ela, porque está com uma parte gasta, mas não consigo! Ela é mega confortável e tem um salto plataforma na medida! Aproveitem, pois no Brasil a oferta de botas é grande e há modelos lindos e de qualidade!

Trench Coat, Betsey Johnson – eu não sou uma pessoa fissurada em marcas de luxo – mas confesso que meu único objeto de desejo é um trench coat da Burberry. Quem sabe um dia, né? Até lá, a gente se vira com as outras marcas. Eu estava louca para encontrar um. Acho que é uma peça atemporal, charmosa e versátil! Encontrei esse da Betsey Johnson numa ida à Burlignton e serviu como uma luva. Trench coats são bons para o outono e o fim do inverno, quando as temperaturas já não pedem casacos pesados. Eu uso com uma blusinha por baixo e, se o dia pedir, acrescento um suéter não muito grosso. Agora quero um preto!

Disco Pants, American Apparel – último item da saga “mordi a língua”. Eu via o pessoal usando essas disco pants e pensava: “não é possível. Essas calças são justas demais, devem apertar até a mente, certamente são super desconfortáveis”. Vi várias meninas usando durante o tempo que estudei no FIT e um dia, passando em frente a uma loja da American Apparel pensei: “quer saber? Vou provar!”. Para a minha surpresa, a calça veste bem e é super confortável! Mais tarde, no inverno, descobri a loja de fábrica da marca (que infelizmente fechou!) e arrematei a minha por U$40 (o preço normal é U$80). Adoro! Ela é super grossa e eu uso sozinha ou com meia-calça por baixo, dependendo do dia. Combino com blusão de lã, casaco mais comprido ou trench coat. Confesso: quero outras de mais core!

Por último, mas não menos importante, não poderia deixar de falar das peças térmicas da Uniqlo! Eu tenho várias blusas segunda pele e também meias-calças (finas e grossas). Para mim, são indispensáveis, até porque o grande truque para encarar o inverno em NY é se vestir em camadas (eu uso uma blusa térmica, um suéter e o casaco). É só procurar na loja pelas peças com o selo acima Heattech, que indicam que a peça é térmica. E mais: a Uniqlo conta ainda com a Heattech Ultra Warm e a Heattech Extra Warm, que proporcionam proteção ainda maior.

Desejo do momento: uma galocha quentinha e talvez até uma Ugg. Sim, eu também achava feia… mas chega uma hora em que estar aquecida importa mais do que estar bonita hahahahahaha.

Nota final: obviamente vocês não precisa comprar todas as peças que eu listei! É bom sempre analisar o que você já tem e também ver o que você poderá continuar usando na sua cidade e o que vai ficar encostado no armário.

Clássicos de Nova York: um roteiro pela região de Downtown

Nova York, definitivamente, tem muita coisa para se fazer. Cada bairro da cidade tem suas particularidades e peculiaridades. E a cidade está sempre se renovando. A região de Downtown, por exemplo, onde fica o Financial District, está nesse processo. Depois da tragédia dos ataques de 11 de setembro, a cidade viu a área se reerguer – numa velocidade fantástica. Hoje, o lugar tem uma gama de coisas para se fazer! Estava outro dia passando por lá e me dei conta de quanta coisa nova surgiu – muitas só durante os três anos em que moro na cidade. Vamos conferir algumas delas?

One Wolrd Observatory – o One World Observatory, o observatório do One World Trade Center – o prédio mais alto de New York e do ocidente – abriu as portas há um ano e meio. Eu fico impressionada com o poder de reconstrução deste lugar e ainda mais pelo fato de construírem outro prédio lá onde aconteceu toda aquela tragédia. A experiência lá é incrível! Como se não bastasse o elevador, cujas paredes mostram o desenvolvimento da cidade, desde o ano 1500 até os dias de hoje, ainda tem um vídeo inspirador da cidade – sério, é emocionante.  O prédio tem cerca de 350 metros e o observatório fica no andar 102, proporcionando uma vista de 360 graus para a cidade. Em um dia limpo, dá pra avistar mais de 50 km de distância. Lá de cima, você consegue ver a Estátua da Liberdade, Brooklyn Bridge, Manhattan Bridge, Williamsburg Bridge, Empire State Building, New Jersey, Hudson River, Staten Island, Brooklyn e por aí vai. O pôr do sol visto de lá é de tirar o fôlego. Você pode comprar pelo site – só clicar aqui – e escolhe a data e horário. O valor é U$32. Clique aqui para conferir um post completo com mais fotos e aqui para ver um vídeo sobre o lugar.

Endereço: 285 Fulton St.

9/11 Memorial – ao lado do One Wolrd Trade Center, estão as lembranças do ataque às torres gêmeas. O 9/11 Memorial consiste em duas piscinas, com água caindo sem parar e cujo fundo não conseguimos ver (a água representa as lágrimas das pessoas que perderam entes queridos). Os nomes de cada uma das vítimas estão gravados e é desconfortante ler cada um. Mas é um lugar muito bonito e que faz parte da história. Esse memorial é uma praça aberta ao público, portanto, não há nenhuma cobrança de ingresso. Ao lado, fica o 9/11 Memorial Museum, principal instituição dos EUA dedicada a explorar as implicações dos atentados de 11 de setembro de 2001, documentando o impacto dos eventos. Suas mostras incluem pedaços de concreto pertencentes às torres gêmeas e até mesmo um carro de bombeiros que foi usado para resgate e atendimento às vítimas. Além disso, há uma coletânea de objetos pessoais, vídeos e outros materiais. O ticket custa U$24, mas a entrada é gratuita às terças, a partir das 17h. Reserve seu ingresso pelo site. Escolha a última opção – Free Admission Tuesdays, selecione o dia e o número de ingressos. Lembre-se que só é possível emitir os ingressos com 1 dia de antecedência – ou seja, na segunda-feira véspera da visita.

Endereço: 911 Greenwich St.

Westfield World Trade Center Mall – também chamado de Oculus, o WTC Transportation Hub facilmente conecta visitantes ao Path – que liga New Jersey a Nova York – e também 11 linhas de metrô. O local ainda está conectado ao Battery Park City Ferry Terminal, World Trade Center Memorial Site, WTC Towers 1, 2, 3, e 4, World Financial Center e o Winter Garden. Desenhado pelo arquiteto Santiago Calatrava, o WTC Transportation Hub é o terceiro maior centro de transporte em Nova York, rivalizando a Grand Central Station em tamanho. E tem também as lojas! São mais de 40, com nomes como Dior, Kate Spade, Apple, Hugo Boss, Vince Camuto, Sephora, Mac, Aldo e Victoria’s Secret.  Ah, e um dos destaques do Westfield World Trade Center Mall fica por conta da segunda unidade do Eataly na cidade. O Eataly fica no terceiro andar do prédio 4 World Trade Center e é interligado com o shopping. Clique aqui e confira um post com mais detalhes!

Endereço: 185 Greenwich St.

Century 21 – bem conhecida entre os brasileiros, a Century 21 fica em frente ao Westfield World Trade Center Mall e é uma loja de departamentos, no estilo outlet. Tudo lá tem preço remarcado – exceto a seção de beleza, cujo destaque fica por conta mesmo das fragrâncias. Dá pra encontrar frascos de marcas como Versace, Dolce & Gabbana, Tommy Hilfiger e perfumes de celebridades por preços bem amigos. Fique de olho nos kits presenteáveis – comprei um com duas fragrâncias Dolce & Gabbana por U$54. O local tem de tudo – desde itens para casa, cama mesa e banho, passando por seção de moda masculina e feminina. Eu diria que para os homens a oferta é melhor: há uma seleção caprichada de ternos, camisas e gravatas de marcas famosas como Calvin Klein, Pierre Cardin, Dolce & Gabbana e Tommy Hilfiger. Na parte de moda casual, muitos jeans e camisetas (já encontramos modelitos lisos da Tommy por U$10). Na parte de calçados, o destaque fica por conta dos tênis de marcas como Nike e Adidas. Para as mulheres, muitas bolsas e carteiras, além da moda feminina – que eu, particularmente, não curto muito. Mas, por outro lado, a seleção de casacos de inverno é caprichada e com ótimos preços. Os descontos na Century 21 podem chegar até 65% em comparação aos praticados nas lojas “normais”. Há ainda acessórios como relógios e óculos. Obviamente, os itens são de coleções passadas – mas, acredite: dá pra encontrar muita coisa legal. Só tenha paciência, porque o lugar costuma ficar lotado.

Endereço: 22 Cortlandt St.

Brookfield Place – é um shopping center de luxo com marcas como Burberry, Michael Kors, Gucci e Saks. Sua arquitetura é incrível e a vista é maravilhosa! Dá pra ver um pedaço de New Jersey, o Hudson River, o novo WTC e até mesmo, de longe, a Estátua da Liberdade. Há uma área enorme na frente do local, com muito espaço – para sentar-se às mesinhas, para correr, pedalar ou simplesmente apreciar a vista. Um dos destaques do local é o Le District, um espaço gastronômico francês que reúne restaurantes, café, creperia. Clique aqui para conferir um post completo e aqui para ver um vídeo sobre o local. 

Endereço200 Vesey St.

Charging Bull & Wall Street – e não podemos esquecer que em Downtown está o coração financeiro de Nova York, Wall Street! Acho a rua super charmosa, com muitos prédios antigos, com arquitetura incrível – incluindo o Federal Hall. Construído em 1700 como sede do governo da cidade de Nova Iorque, mais tarde serviu como primeiro edifício capitólio dos Estados Unidos sob a constituição, sendo o local onde George Washington tomou posse como primeiro presidente dos Estados Unidos. Inclusive ele é aberto à visitação – saiba mais detalhes aqui. Na Broadway com a Morris St está o Charging Bull, ou o famoso touro de Wall Street. Reza a lenda que tocar nas partes íntimas do touro traz riqueza. Não estranhe se ver um aglomerado de pessoas fazendo isso e tirando fotos, o local é super visitado.

Battery Park – e, claro, não tem como falar de Downtown sem citar esse parque, que fica bem na ponta sul da ilha. É de lá que partem os barcos para visitação da Estátua da Liberdade. Adoro o clima do local num dia lindo de verão, com um vento fresco do Rio Hudson, sol e céu azul. Dá até para ver Lady Liberty de longe! Não esqueça que a estação do Staten Island Ferry fica ao lado do Battery Park – e é um passeio gratuito bem bacana! Saiba mais clicando aqui.

Stone Street – para encerrar, quero deixar a dica dessa rua que ainda não frequentei, mas só li bons comentários a respeito. A Stone Street é cheia de barzinhos e pubs e, durante o verão, o pessoal costuma ficar nas mesas na rua para tomar um drink ou uma cerveja. Há quem diga que foi a primeira rua pavimentada da cidade. Além disso, a arquietura dos prédios faz da rua um lugar super charmoso!

Tudo sobre a The Brooklyn Tabernacle: uma das igrejas mais famosas de Nova York

Sabem aqueles cultos com corais iguais aos que a gente vê nos filmes americanos? Eles não são limitados aos filmes! Muita gente aproveita a passagem por Nova York para conferir uma dessas celebrações de perto. Uma das igrejas mais famosas é a The Brooklyn Tabernacle e sempre tem alguém perguntando a respeito (horários, regras, dicas, etc) – aí eu pensei que um post a respeito seria interessante. E eu convidei a Grace Soares para essa missão especial. A Grace mora aqui em Nova York e também escreve um blog com dicas sobre a cidade – você pode clicar aqui para conferir. Além disso, ela e o marido são membros da igreja, então, acho que ninguém melhor que ela para contar tudo para vocês!

“Olá pessoal, tudo bem? Fiquei muito feliz em ter sido convidada pela Laura para falar de um lugar que eu sou, dentre tantas outras palavras, apaixonada: a igreja The Brooklyn Tabernacle. Morando há quase dois anos em Nova York, desde o primeiro momento que visitei esse lugar, tive a certeza de que aquela não seria a única vez que eu estaria ali, e dito e feito, hoje (marido eeu) somos membros dessa grande família e a cada dia me sinto ainda mais honrada de fazer parte da BT.

A igreja The Brooklyn Tabernacle é uma igreja bem típica dos Estados Unidos (daquelas que nós sempre vimos nos filmes sabem?), onde os cultos são acompanhados por um grande e animado coral, com uma estrutura bem diferente das que estamos acostumados. Aqui, por exemplo, a igreja fica dentro de um teatro, o antigo Loew’s Metropolitan, que é lindo, e tem capacidade paramais de 3.200 pessoas sentadas, fazendo dele um dos maiores teatros de Nova York.

Além de seus membros, a igreja recebe milhares de turistas e visitantes toda semana, e a razão principal disso, é a oportunidade de poder assistir o tão renomado e premiado coral “The Brooklyn Tabernacle Choir”. Com mais de 200 vozes, ficou famoso no mundo inteiro por ser ganhador de 6 Grammy Awards e pela sua participação na posse do Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, em 2013. Posso dizer por experiência própria que ouvi-los cantar é realmente emocionante. Para conhecê-los de pertinho também, você tem três oportunidades aos domingos, nos cultos das 9h, 11h e 13h, todos com duração média de 1h e 40 minutos. O culto inicia-se com três louvores, seguido pelo Coral que em média também cantam três canções e é finalizado com uma palavra pelo pastor local, pastor Cymbala. Todo o culto é ministrado em inglês e a igreja não possui tradução simultânea para quem não fala a língua, porém, como há muitas canções e o culto é bem animado, vale muito a pena a experiência e ainda treinar o inglês!

Todos os cultos são gratuitos e os assentos não são reservados, por isso, a dica é chegar uns 30 minutos antes (especialmente se estiver com mais acompanhantes) para conseguir um ótimo lugar. Como a igreja recebe muita, mas muita gente mesmo, logo na entrada da igreja haverá uma fila para que você possa aguardar pelo início do respectivo culto. Eles pedem também, que se você não puder ficar até o final da celebração, é importante que procure um lugar onde não vá atrapalhar os demais membros durante a sua saída (eles possuem outras salas reservadas pra isso). Se você está visitando Nova York com a família toda, incluindo seus pimpolhos, a igreja possui um ministério chamado BT Kids, com programas específicos para crianças de diferentes idades, nos mesmos horários dos cultos, para que você possa aproveitar dele sem preocupação, enquanto elas se divertem da mesma maneira. É bom lembrar que filmagem e fotografias são proibidas durante os cultos, mas se você chegar um pouquinho antes do início, dá tempo de registrar sua visita à BT e ainda, se der sorte, assistir ao coral ensaiando (não existe uma programação para isso).

O dress code do local é formal (especialmente aos domingos) mas não ao extremo. Calça jeans e camiseta por exemplo são bem aceitos, mas você irá encontrar também algumas pessoas vestidas de terno e gravata, salto alto e chapéu (acho muito fofo quando vejo as senhorinhas vestidas assim, bem de filme). É válido lembrar que se tratando de uma visita a uma  igreja, o bom senso na hora de se vestir é super importante. Se a sua estadia por NYC é rápida demais e por isso o domingo não faz parte do seu calendário, você ainda tem outras opções de visita a igreja durante a semana. Às terças-feiras é realizado o culto de oração, com início às 19h – as portas abrem às 17h, e, como o tema mesmo diz, é um culto com propósito diferente, com foco na oração, porém frequentemente o The Brooklyn Taberncale Singers (uma versão bem reduzida do coral) canta neste dia. E pra quem é mais jovem, o Movement, realizado às sextas-feiras às 19h, conta com um estilo diferente de culto, com mais músicas e interações entre eles (o coral não canta neste culto também).

Na The Brooklyn Tabernacle você se sente em casa: eles recebem muito bem os turistas e tem um carinho muito grande por todos eles. Acredito que é um lugar incrível para se colocar no roteiro e, independente da religião de cada um, acho muito bacana essa oportunidade para agradecer a Deus por estar nessa cidade linda!

Programação especial de Natal

Todo ano, nessa mesma época (próxima ao Natal), a The Brooklyn Tabernacle realiza um Musical de Natal, voltado para toda a família. Com canções, apresentações de dança e peça teatral, a igreja não economiza quando o assunto é caprichar e surpreender os visitantes. No ano passado por exemplo, além da belíssima mensagem ministrada, a igreja toda viu flocos de neve descerem pelo auditório no final da apresentação. Toda a estrutura da igreja é preparada antecipadamente para essa celebração: luzes, câmeras, efeitos sonoros, enfim, você se sente em um show da Broadway, ou como já me disseram, é ainda melhor. Todas as apresentações são gratuitas e acontecem nos seguintes dias:

13/Dezembro – 19:30

16/Dezembro – 19:30

17/Dezembro – 14h & 17h

18/Dezembro – 15:30

20/Dezembro – 19:30

Quer saber mais sobre a igreja antes fazer uma visita? Aqui no site deles você consegue assistir aos cultos e ainda obter mais informações necessárias. O link para assistir aos cultos é esse aqui.

Endereço:  17 Smith Street, Brooklyn. Você pode usar as linhas 2,3,4 e 5 – para a Borough Hall ou as linhas A, C, R e F – para a Jay Street Metrotech. 

Grace, muito obrigada por esse super post, cheio de detalhes! Tenho certeza que essas informações vão ajudar a todos que estejam qurendo visitar a The Brooklyn Tabernacle. Não deixem de conferir o blog da Grace clicando aqui. Ela também tem um canal no Youtube e também está no Instagram (@blogmefazsorrir).

NYC Beauty – seu guia para compras de beleza em Nova York

Hoje é um daqueles dias que eu tenho vontade de gritar de felicidade, pois o que vou compartilhar aqui é fruto de um ano de muito trabalho e que faz eu sentir um orgulho imenso. Na realidade, se eu analisar bem, esse projeto é resultado de várias coisas que aconteceram no decorrer da minha vida. E como o momento permite, queria contar uma breve historinha…

Quando eu tinha uns 12 ou 13 anos, eu virei para a minha mãe e falei: mãe, quero ser revendedora Avon. Não demorou para  a minha mãe ligar para a central da marca e fazer o cadastro – afinal, eu era menor de idade. Essa minha trajetória como revendedora durou anos. Eu comecei a ganhar meu próprio dinheiro e administrar um mini negócio. Paralelo a isso, nasceu o meu amor pelo mundo dos cosméticos. Um dos momentos mais legais era receber o catálogo exclusivo das revendedoras para saber quais seriam os lançamentos das próximas campanhas. Esse trabalho fez parte de várias fases da minha vida.

Aos 19 anos, eu fui para Tubarão estudar Jornalismo. Continuei vendendo os produtos para as novas amigas e contatos e adorava visitar as lojas de cabeleireiros para comprar produtos novos e muitos esmaltes. Depois de me formar em Jornalismo, comecei a acompanhar blogs de beleza, que estavam começando a entrar no auge. Adorava explorar os posts e me pegava imaginando como seriam meus posts se eu tivesse um blog. Em julho de 2010, eu transformei esses devaneios em realidade. Lembro que eu e Thiago passamos um domingo inteiro trabalhando no layout do então Habitat Feminino, nome escolhido para o meu blog.

Neste espaço, eu escrevia sobre cosméticos, dava dicas do que funcionava para mim e fazia resenha de cosméticos. Também comecei a me arriscar em posts de moda. Ano a ano, eu fui amadurecendo como jornalista e amadurecendo meu conteúdo, criando meus critérios e minha curadoria para os assuntos abordados nos posts. Com o Habitat Feminino, conquistei muitas coisas: clientes de gerenciamento de mídias sociais, uma visita à fábrica da Natura, um convite para ser colunista no Diário do Sul e duas viagens para Medellin, na Colômbia, sem contar os vários outros contatos e trabalhos que fiz.

Em 2014, como muitos de vocês sabem, eu mudei para Nova York. Eu já adorava acompanhar as novidades de beleza da gringa e imaginem então que loucura é você ter acesso a todas essas novidades. A cidade começou a fazer parte dos posts do blog, até que, um ano depois morando aqui, eu decidi focar somente na Big Apple. Deixar de falar de moda não doeu, confesso, mas a ideia de parar de escrever sobre beleza me angustiava. Por isso, eu passei a incluir pautas sobre cosméticos e lojas sempre relacionando com Nova York – afinal, muita gente adoro fazer comprinhas de beleza por aqui. Eu também sempre fui aquela para a qual as amigas pediam dicas de produtos. E eu explorei vários lugares nada óbvios para compras de beleza por aqui. De repente, deu um estalo e eu criei um serviço de Personal Beauty Shopper, para ajudar as brasileiras na hora de escolher seus cosméticos. Mas o dólar subiu e foi inviável manter o serviço.

Não foi um problema. Eu sou do time que acha que é sempre bom tentar para ver o que dar. A criação desse serviço me deixou um legado: muito conhecimento sobre as lojas daqui. E seria um desperdício não dividir esse conhecimento com as leitoras. Foi aí que eu tive a ideia de criar um e-book – lançado em novembro do ano passado – para reunir várias lojas e ajudar com dicas de lugares fora do comum. O e-book foi um sucesso – eu consegui emplacar até uma notinha do site da Revista Glamour (me deixa, foi uma emoção muito forte). Eu já tinha uma lista de lojas para acrescentar a uma segunda edição do livro. Até que deu outro estalo: esse mercado é tão dinâmico que um e-book é pouco para acompanhar cada loja que abre ou fecha. Nasceu a ideia de um aplicativo, um guia de lojas de beleza em Nova York, em versão mobile.

Hoje, depois de trabalhar por vários meses nesse projeto – junto com o Thiago, que abraçou essa ideia comigo e foi essencial em todos os passos – estamos lançando o NYC Beauty. E eu respiro com aquele sentimento de dever cumprido e ao mesmo tempo ansiosa para colocar em prática todas as ideias que tenho para o futuro desse app. Se eu pudessse falar alguma coisa para a Laura de 13 anos seria, com certeza, obrigada!

Agora, depois de me permitirem esse momento reflexão, vamos falar sobre o aplicativo? O NYC Beauty reúne várias lojas de cosméticos de Nova York, divididas em categorias: para economizar, farmácias e lojas multimarcas, maquiagem, cuidados com a pele, corpo, cabelos, marcas coreanas, lojas nicho, cosméticos naturais e perfumes. Dentro de cada loja, há ícones que indicam que tipos de cosméticos vocês vão encontrar naquela loja. Vamos supor que estamos falando, por exemplo, da Aveda, que está na categoria “cabelos”, porque esse nicho é o carro-chefe da marca. Mas a Aveda também tem maquiagem e produtos para o corpo e rosto, e esses ícones vão ajudar vocês a identificar essa informação. O texto conta com uma descrição da loja/marca, informações e algumas dicas. Você vai encontrar também os endereços, horários de funcionamento e telefones. Ao clicar na foto principal da loja, você vai para uma galeria de imagens. Vale destacar também o “Mapa da cidade”, onde vocês vão ver todas as lojas cadastradas mapeadas e podem navegar por região.

O NYC Beauty é um projeto Beta – significa que ainda estamos trabalhando nele, com melhorias e novas funcionalidades. Além disso, já estamos planejando coisas novas para a segunda versão. Ele está disponível, por enquanto, apenas na App Store – então, se você tem um IPhone ou IPad, já pode fazer o download, gratuitamente. Aguardem, pois vamos negociar promoções e descontos especiais para os usuários.

Agora, eu conto com a ajuda de vocês para baixar e usar o aplicativo, e, se tiverem sugestões de melhorias e funcionalidades, dividam conosco. Pode ser por aqui, pelo Insta ou pelo meu e-mail ([email protected]).  Estamos já com um perfil no Instagram @nycbeautyapp e eu vou adorar se vocês seguirem, pois pretendemos desenvolver um trabalho bem legal por lá, sempre falando do mercado de beleza da cidade. Se vocês já curtem minhas dicas de produtos, tenho certeza que vão amar acompanhar esse trabalho mais intenso por lá.

Por ora, muito obrigada por toda a confiança no meu trabalho! Espero que o NYC Beauty possa ajudar vocês a explorar o maravilhoso mundo dos cosméticos que existe em Nova York!