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New York City, Nova York, Nova Iorque

Visitando a sede da ONU em Nova York

O post de hoje foi escrito pela Amanda Almeida! Amanda é amiga e leitora do blog e comanda o perfil @livingthetrip com dicas da Big Apple. Amanda e o marido estiveram na ONU, fazendo o tour guiado, e como sempre há leitores perguntando sobre esse programa, eu a convidei para escrever sobre essa experiência aqui no blog! 

Se viajando para Nova York diversas vezes, a lista de ‘Things To Do” sempre está com lugares novos para conhecer, morando aqui a situação não é diferente! Um dos passeios que estava há algum tempo nessa minha lista era conhecer a sede da ONU – Organização das Nações Unidas – aqui em Nova York, cujo complexo, inclusive, foi desenhado pelo arquiteto brasileiro Oscar Niemeyer!

A ONU foi criada em 1945 após a 2ª Guerra Mundial, inicialmente com 51 países empenhados em manter a paz e a segurança internacional, desenvolver relações amistosas entre as nações e promover o progresso social, melhores padrões de vida e direitos humanos. Atualmente, 193 países fazem parte do comitê e têm o direito de votar sobre questões de interesse global. Os membros permanentes são França, Rússia, China, Reino Unido e claro, Estados Unidos. Segundo dados do site oficial, a ONU recebe cerca de 1 milhão de visitantes de todo o mundo!

Na última semana, com o tempo meio chuvoso, meu marido deu a idéia de irmos visitar. Entrei no site e comprei os tickets para o mesmo dia. O valor é de $ 20 (+ taxas) por pessoa e é necessário escolher um horário para o tour guiado – que ocorre somente de segunda a sexta-feira. Há a possibilidade da visita guiada ser em português também, mas depende da disponibilidade e com um agendamento prévio). Para isso, acesse o menu “Contact”, no topo do site da ONU, preencha o formulário, e selecione a opção “Guided Tours”.

Após a compra, você recebe as instruções: eles solicitam chegar com 1 hora de antecedência e depois entendi o porquê. Primeiramente, é preciso apresentar um documento com foto no UN Security Check in office (801 1st Avenue – esquina com a 45th St). O funcionário confere seu ingresso e te entrega uma pulseira ou um adesivo de acesso ao prédio principal – que fica bem em frente. Passando pela portaria, há o procedimento de segurança no raio-x. Depois, você chegará ao jardim principal e dá para aproveitar e tirar algumas fotos de esculturas, das bandeiras e tem a vista para o Gantry Plaza State Park (onde fica o letreiro retrô da Pepsi) e a Queensboro Bridge, já que o prédio fica à beira do East River.

Quando entramos no saguão, fomos direto para o Guided Tour Ticket Desk, onde o funcionário bipou nosso “ingresso. Lembre-se que não é necessário imprimir o ticket, apenas o código QR que aparece após finalizar a compra já é suficiente para fazerem a leitura ou então há opção de mostrar o número do pedido. O próximo tour começaria em poucos minutos e várias pessoas estavam aguardando no mesmo local.

Pontualmente no horário do ingresso, foram formados dois grupos com 20 pessoas cada e nos passaram algumas recomendações. Nossa guia era uma japonesa muito simpática e solícita em responder as perguntas! Durante o passeio, ela explica alguns detalhes da arquitetura, das salas de conferências e o funcionamento do local. O tour dura uma hora e o tempo passa bem rápido. Dependendo da demanda de reuniões e das assembleias do dia, é possível visitar o Salão da Assembléia Geral, Câmara do Conselho de Segurança, Câmara do Conselho Econômico e Social e a Câmara do Conselho de Administração de Tutela (esta última sala foi onde a atriz Emma Watson e a ativista paquistanesa Malala Yousafzai já fizeram seus discursos sobre o emponderamento feminino).

Outra parte legal, é a oportunidade de ver os 30 artigos da Declaração Universal de Direitos Humanos, projetados pelo artista brasileiro Octavio Roth, que são bem bonitos! E por último, tem a passagem por uma parte sobre desarmamento, onde é possível ver restos das explosões nucleares em Nagasaki e Hiroshima (moedas, garrafas e estátua). Triste…

A principal dica que eu dou é: aproveite as paradas das explicações para ir tirando as fotos! É permitido tirar fotos na maioria dos locais, porém, é proibido qualquer tipo de filmagem. Após o encerramento da visita guiada, não é possível voltar nos locais e o grupo é diretamente encaminhado para o subsolo, onde tem uma área com lojas de souvenir, lanchonete e banheiros. Um passeio diferente e que vale a pena 🙂

Espero que tenham gostado! Até mais! Amanda

Sobre Amanda Almeida: Amo viajar, experimentar novas comidas e conhecer pessoas bacanas que gostem de falar muito…igual eu! Aquariana entusiasmada e uma eterna apaixonada por Nova York, onde o slogan “I <3 NY” faz todo o sentido!

Acompanhe a Amanda: @amanda.gc.almeida / @livingthetrip

Viajando para Nova York com o seu pet!

Não tenho animais de estimação, mas sei o quanto esses seres podem ocupar um lugar especial em nossas vidas e em nossos corações, já que estou rodeada de pessoas que têm cachorros ou gatos em casa. E imagino que deve ser triste se despedir do seu animal na hora de viajar. Mas você já pensou em trazê-lo com você? A Tati Monteiro, leitora do blog, veio passar um mês em Nova York com sua fiel escudeira, a Luna, uma SHIHTZU (5 meses, porte pequeno/médio). Convidei a Tati para participar do post de hoje, contando mais sobre esse processo!

“O que me disseram é que a parte mais difícil seria no Brasil, por causa da burocracia. Convserei com o veterinário e ele me desanimou: disse que não valia a pena. Porém, eu não desisto fácil! Pesquisei e vi que era bem mais fácil do que eu e muita gente imagina.

Primeiro, consultei a companhia aérea – eu voei com a American Airlines – para saber o que eu deveria fazer para levar meu cachorro. Lembre-se: cada companhia tem suas exigências e documentação e isso foi o grande X da questão pelo qual pude levá-la no colo (jamais deixaria ela ser despachada). A atendente da AA perguntou se ela iria como suporte emocional. A vantagem disso é que, viajando como suporte emocional, ela poderia ir no colo, não precisaria usar caixa de transporte, não pagaria passagem. E ainda ganhei upgrade no assento (fui para aqueles da primeira fileira, que são mais espaçosos e dá para esticar as pernas). Também não há limites de animais no vôo nestes casos –  se o voo já tiver com o limite de quantia de animais, mesmo assim ela pode ir por ser suporte emocional. Nos EUA, é normal ter Service Dog! Então, a atendente me mandou um e-mail com o documento que a psicóloga precisava preencher dizendo que preciso da cachorrinha para viajar. Com esse documento em mãos, fui à psicóloga e expliquei meu medo de avião e que me sentiria mais segura indo com a minha pet. Fiz algumas sessões para que a psicóloga pudesse detectar se realmente era um caso de necessidade de um suporte emocional e depois de confirmado ela me deu um atestado onde pude contactar a AA e eles inclusive me reservaram um novo assento!

A segunda etapa foi ir até o Ministério da Agricultura (no meu estado, Rio de Janeiro) e emitir um documento chamado CZI – esse documento é gratuito. Para emití-lo, é necessário: vacina anti-rábica com mais de 30 dias (o cão deve estar com todas as vacinas em dia, porque eles olham a carteirinha de vacinação), atestado emitido com 5 dias antes da viagem e os formulários preenchidos conforme o país que você irá viajar. Os países europeus e o Japão costumam ser mais complicados, pois exigem  quarentena, e os mais tranquilos são EUA e Canadá. O pessoal do Ministério da Agricultura foi super atencioso e até disseram para levarmos os relatórios e preencher na hora com eles para não ter erro. Eu agendei (pelo telefone) meu horário no Ministério dois dias antes da viagem. Levei todos os documentos necessários e o veterinário deles avalia o atestado do seu veternário, a carteira de vacinação e assina o CZI! Pronto para viajar! Não fizemos passaporte para ela porque era algo que eu não sabia. Quem viaja e fica um mês ou menos pode fazer que dá direito à volta também! Como não sabia, não fiz, e agora vou ter que levar ela no veterinário e depois no Ministério da Agricultura daqui dos EUA para voltar ao Brasil.

Ao sair do Brasil, eu só mostrei esses documentos na hora de despachar as malas. O vôo foi super tranquilo: a minha cachorrinha é super calma à noite, dorme a noite toda. Chegando em Nova York, mostrei uma vez o CZI na imgração e ele mal olhou, foi super tranquilo.”

Clique aqui e veja as instruções da AMERICAN AIRLINES para voar com animais de estimação.

Clique aqui e veja as instruções da LATAM para voar com animais de estimação.

Clique aqui e veja as instruções da UNITED para voar com animais de estimação.

Clique aqui e veja as instruções da DELTA para voar com animais de estimação.

Clique aqui e veja as instruções da COPA para voar com animais de estimação.

Clique aqui e veja as instruções da AVIANCA para voar com animais de estimação.

Clique aqui e veja as instruções da AZUL para voar com animais de estimação.

Foto: Shutterstock

Antes de decidir trazer seu animal para Nova York, lembre-se (consultei um amigo que tem cachorro para “aprovar”essas dicas, ok?)

  • Leve em conta o tempo de sua viagem. O que eu sempre escuto as pessoas falarem é que uma viagem é algo estressante para o animal, então, pense bem antes de decidir trazê-lo, se vai valer a pena o empenho e a burocracia. 
  • Não esqueça de verificar se o seu hotel aceita animais. No caso da Tati, ela iria ficar na casa de familiares, o que é muito mais conveniente.
  • Apesar de Nova York ser uma cidade pet-friendly, nem todo lugar aceita animais. No caso de atrações, visite o FAQ do site do local, geralmente há sempre uma pergunta a respeito do assunto. Se não encontrar a resposta no site, entre em contato com o estabelecimento. 
  • Cachorros não são permitidos na coleira dentro do metrô – apenas carregadors no colo, dentro de sacola ou caixa de transporte.
  • Cachorros também não são permitidos em algumas áreas de parques públicos e praias. Veja as regulamentações e orientações aqui.
  • Ao levar o seu cachorro para fazer as “necessidades”, não esqueça de recolher os “resíduos”. 
  • O site BringFrido pode ser um ótimo aliado para planejar a viagem com o seu pet – ele reúne 100,000 lugares para se hospedar, brincar e comer com seu cachorro, em mais de 50 cidades – incluindo, é claro, Nova York. 
  • Lembre-se: ritmo em Nova York é bem intenso. Você vai caminhar o dia todo, todos os dias. Seu cachorrinho pode não aguentar o pique. 

Vídeo: Mitsuwa – um mercado gastronômico japonês pertinho de Nova York

O Mitsuwa é um marketplace japonês, que reúne restaurantes, mercado e outras lojas – tudo japonês. O Mitsuwa não fica exatamente em Nova York e sim em Edgewater, uma cidade em New Jersey, aqui do ladinho. Dar um pulinho no estado vizinho não é nunca tarefa muito difícil – já que é lá que ficam lugares carimbados nos roteiros dos brasileiros, como Walmart, Carlos Bakery e Jersey Gardens. Aperte o play e confira!

#INeverExpire – a campanha da SK-II

No próximo mês, vou completar 31 anos. Dizem que é uma das melhores fases das nossas vidas. Se é mesmo, eu não sei. Mas sei que realmente aquela máxima de que a maturidade é conquistada com o tempo e que ele nos ensina muita coisa é a mais pura verdade – por mais clichê que isso possa parecer. É interessante pensar em como a gente faz planos para as nossas vidas – e como a gente tem ideias pré-concebidas em nossas cabeças. Quando eu tinha os meus 14/15 anos e pensava na minha vida no futuro, eu imaginava mil coisas para a minha vida aos 30. Aconteceu tudo como eu previa? Claro que não. Sou menos feliz por conta disso? Também não.

Na minha cabeça, aos 30 eu estaria casada e com filhos. Hoje, muitos anos depois, estou casada, sem filhos – mas isso não significa que as coisas aconteceram exatamente como eu tinha planejado na minha cabeça. Saí de casa aos 18 anos, para realizar um dos meus sonhos, que era cursar Jornalismo. Por mais que a minha vontade fosse estudar na Universidade Federal, não consegui passar no vestibular e acabei indo estudar na Unisul. Tive um incentivo grande dos meus pais e não foi fácil cortar aquele cordão umbilical e morar sozinha. Ao mesmo tempo, era muito inquieta. Não sosseguei até conseguir um emprego, porque queria ajudar nas despesas trazidas por morar longe dos pais. Conheci alguns meninos, tive alguns relacionamentos, uns legais, outros nem tanto – mas é bacana a gente poder descobrir o que serve e o que não serve pra gente. Meu marido apareceu lá no último ano da faculdade, numa balada. Desde aquela noite, não nos desgrudamos mais. Passamos por vários momentos, bons e difíceis – principalmente quando ele foi morar em Porto Alegre e tivemos que administrar um relacionamento a distância. Paralelo a isso, depois da minha formatura, eu fui aprimorando ainda mais a minha carreira e conquistei muita coisa. Durante todo esse tempo, eu estive – e estou – no controle da minha vida. É claro que não temos controle sobre várias coisas que acontecem todos os dias. Mas o que quero dizer é que eu pude tomar as decisões que tomei, certas ou erradas, por livre e espontânea vontade. Eu era – e sou – a dona das minhas escolhas.

Mas por que eu estou falando isso? Porque hoje a SK-II – uma marca de luxo de skincare do grupo Procter & Gamble – está lançando a campanha #INeverExpire, um movimento global com uma mensagem muito importante. Na Ásia, apenas 2 em cada 10 mulheres se sentem confortáveis com a ideia de envelhecer de acordo com um novo estudo da SK-II. Os motivos são muitos – a pressão da família e os amigos, o escrutínio da sociedade ou o encargo de se casar antes de um prazo criado artificialmente. A campanha tem como objetivo aumentar a conscientização sobre a pressão social sobre as mulheres para se casarem em uma idade precoce, o que é o caso em alguns países. A SK-II acredita que todas nós podemos escolher nosso próprio caminho na vida e viver da maneira que desejamos.

Meu casamento aconteceu aos 27, numa decisão tomada em conjunto, por nós dois, e nossa hora não poderia ter sido melhor. Eu não acho que eu deveria ter casado mais cedo ou mais tarde, assim como as outras escolhas da minha vida: tudo aconteceu na hora que tinha que acontecer. Eu casei com a pessoa que eu escolhi, na hora que eu escolhi. Nunca me importou se “já tinha passado a idade” ou o simples fato de o meu marido ser 2 anos mais novo que eu. Assistir ao vídeo da SK-II fez eu pensar em quantas mulheres no mundo estão fazendo coisas por obrigação da sociedade. De fato, vivemos num mundo que nos “obriga” a fazer um trilhão de coisas só para sermos aceitas – na roda de amigos, na faculdade ou no trabalho. Se essa pressão já é um fardo, imagine quão triste é a vida daquelas que não têm poder sobre suas escolhas – e, pior, precisam se casar porque vivem numa sociedade que acha que a mulher tem data de expiração. Além disso, percebem o fardo que essa pressão por casamento traz para a vida de alguém? A de que a mulher só vai ser feliz, plena e completa se encontrar um companheiro. Triste, não? Todos os dias eu fico feliz por ver que, aos poucos, as minorias estão ganhando mais voz no mundo e aquilo que foi “normal” por séculos hoje já não é mais tão legal assim. Porém, saber que em algum lugar do mundo há mulheres que sofrem com uma ridícula “data de expiração” me faz concluir que precisamos evoluir muito ainda.

Se você gostou da mensagem do vídeo, compartilhe nas redes socias. #changedestiny #INeverExpire

Publieditorial.

Rocco’s – um restaurante mexicano incrível no Brooklyn

Eu já falei do meu amor por cozinha mexicana aqui, e sei que vou soar repetitiva, mas: eu amo comida mexicana! Há dois fins de semana, quando a sensação térmica na rua era de -11, a gente queria sair para almoçar. Mas, ao contrário do que sempre fazemos, que é comer em algum lugar no nosso bairro, decidimos ir para alguma outra região diferente. Aí lembrei de uma recomendação da Mandy, do Starving, de um restaurante mexicano no Brooklyn, o Rocco’s. Eu lembro que tinha ficado encantada pelas fotos do lugar e aí lá fomos nós para o Brooklyn conferir de perto.

O Rocco’s Tacos & Tequila Bar é um restaurante enorme – eu fiquei impressionada com o tamanho do lugar, que tem dois pisos. Sem dúvidas, o que mais chama a atenção do ambiente é a decoração. Tudo foi pensado nos mínimos detalhes. Desde o painel super divertido na entrada, passando pelas ilustração de caveira no caminho para o andar inferior, os lustres, a escolha dos quadros… os banheiros têm televisores (e trocador para quem frequentar o local com bebês). Aliás, é um restaurante family-friendly: vi bastante famílias por lá!

Como nós chegamos tarde – por volta das 16 horas – já estava valendo o menu do jantar, que tem os preços um pouco mais elevados que os do almoço. Na realidade, os dois menus são iguais, o que muda mesmo são os preços. As opções incluem vários pratos típicos mexicanos, como tacos, nachos, quesadillas, burritos e fajitas. Os aperitivos custam de U$5 a U$16, burritos custam U$15, quesadillas a partir de U$13, tacos a partir de U$4,50 cada – esses são os valores do menu de almoço, só para dar uma ideia de preços para vocês. Os drinks como Margaritas e Mojitos custam a partir de U$10, cervejas a partir de U$5,25 e vinhos a partir de U$7,50. Clique aqui para conferir o  menu completo.

Uma das coisas que sempre pedimos quando vamos a um restaurante mexicano é guacamole. A porção do Rocco’s é generosa e deliciosa. Eles trazem um carrinho até a mesa e preparam o guacamole na sua frente. Arrisco dizer que a porção serve umas quatro pessoas – e custa U$13. Também pedimos um burrito de carne e tacos The Korean (porção com três). Dividimos tudo e ainda levamos comida para casa. Só o burrito e o guacamole teria sido suficiente para nós dois. Todos os pratos estavam deliciosos – especialmente o burrito (é um dos meus pratos preferidos na culinária mexicana) e estava mega recheado. Vale lembrar que durante o brunch, aos fins de semana, ao pedir um prato, você pode pagar U$13 e beber Mimosa ou Bloody Mary à vontade!

Gostei muito do Rocco’s! Fomos super bem-atendidos, a comida estava excelente e o ambiente é realmente incrível!

Endereço: 339 Adams St acesso pelas linhas A, C, F, 2, 3, 4 ou 5. 

Viajando sozinho para Nova York – dicas e relatos – parte 7

E chegamos ao fim de mais uma “temporada” de posts sobre viajar sozinho para Nova York! Fiquei feliz em poder contar com tanta gente legal, que topou compartilhar seus relatos com vocês. Se todos esses depoimentos conseguiram dar o empurrão que faltava para pelo menos uma pessoa, então já está valendo. Ler tantas histórias inspiradoras faz a gente refletir sobre tanta coisa, né? Espero que os posts tenham tocado vocês assim como me tocaram! Para conferir todos os posts, é só clicar aqui.

Natália Chvarts, 25 anos. São Paulo/SP. Designer de estampas. Ficou hospedada em hotel. 

“Decidi que faria essa viagem puramente por lazer. Assim que consegui confirmar a data das minhas férias, nem pesquisei muito. Já logo reservei minhas passagens e hotel, pois estava ansiosa pra começar a programar meu roteiro. Gosto do processo de planejamento quase tanto quanto gosto da viagem em si. Eu já havia estado em Nova York outra vez, no começo de 2013, mas daquela vez eu não estava sozinha.  Foram dias incríveis, mas senti um pouco de falta de fazer algumas coisas “do meu jeito”. A única coisa que fiz sozinha daquela vez foi assistir a um show no Terminal 5, e o antes, durante e depois deste show foi uma das melhores partes da minha primeira vez em Nova York. Agora, talvez por já conhecer um pouco da cidade, fiquei mais confortável em tomar a decisão de voltar, desta vez totalmente sozinha. E eu estava certa, pois tudo ocorreu exatamente como planejei.  Com certeza eu pretendo viajar sozinha mais vezes, e Nova York é um destino que considerarei com carinho, já que agora eu estou ainda mais segura de que lá eu sobrevivo tranquilamente, e posso aproveitar a cidade sem nenhuma grande preocupação. Por mais anti-social que isso possa soar, preferi usar meu tempo para meus interesses pessoais. Não vejo problema nenhum em gostar da minha própria companhia e não entendo porque às vezes isso é visto com maus olhos. O tempo era pouco e eu acabava meus dias sempre super exausta, com forças apenas para pegar uma cerveja no 7-Eleven mais próximo e beber esparramada no quarto do hotel, pensando sobre todas as coisas incríveis que eu vivi durante o dia e quais as próximas me aguardavam para os dias seguintes. Quando se viaja sozinho, a única certeza é que você é o único responsável por tornar aqueles dias inesquecíveis. Tudo o que você faz ou deixa de fazer, só interfere em você mesmo, e essa sensação de se sentir-se capaz de realizar seus sonhos é muito gratificante.”

Qual o conselho que daria para quem está pensando em viajar sozinho para Nova York? Faça o máximo de planos possíveis antes de ir, informe-se ao máximo e leia muito o blog da Laura. Veja os vídeos do canal no YouTube também. E depois, boa viagem! Nova York tem tantos atrativos, tantas coisas para ver e para fazer que não há como se sentir sozinho. Por exemplo, aqui no Brasil uma coisa que eu evito fazer sozinha é sair para comer, confesso que acho um pouco triste, deprimente. Mas, em Nova York, eu não pensei nisso nenhuma vez, muito pelo contrário, eu estava adorando poder escolher sozinha aonde e em qual horário eu iria fazer minhas refeições. Aproveite esse “silêncio” para escutar a cidade, escutar as pessoas de todo o mundo conversando à  sua volta, tudo isso é muito enriquecedor e faz o que era apenas uma viagem se tornar uma experiência completa.

Qual é a parte mais legal de viajar sozinho? A autonomia de fazer um roteiro pensado apenas nas suas necessidades é maravilhosa demais pra não citar várias vezes. Todo o planejamento fica por sua conta, mas em compensação, não é preciso abrir mão de nada em prol do outro.  Voar sozinho também foi surpreendentemente bom, pelo menos pra mim que consigo (e gosto) de dormir praticamente a viagem inteira.

E qual a parte mais chata?  Foi difícil pensar em algo, mas se tenho mesmo que escolher  alguma coisa chata, essa coisa é ter que admitir que o famigerado “pau-de-selfie” pode ser bem útil. E apaixonada por comida que sou, não ter ninguém pra dividir a comida (e conseguir experimentar mais coisas) também faz um pouco de falta.

Um programa imperdível para quem viaja sozinho para Nova York é… passear por Williamsburg, no Brooklyn , mesmo que meio sem rumo. Acredito que o bairro já perdeu o hype da “descoberta” e já faz parte do roteiro de muitos viajantes, mas isso não significa que Williamsburg perdeu o seu charme. Espere por muitas lojas (e brechós!) super legais, várias opções de cafés e restaurantes, e principalmente para os apaixonados por música, o passeio não pode terminar sem uma visita a Rough Trade, uma loja de discos enorme e repleta dos clássicos e dos últimos lançamentos musicais, tanto em vinil quanto em CD.

Vanessa Vieira Adriano, 20 anos, São Paulo- SP, estudante de direito e estagiária. Ficou em residência estudantil.

“Desde sempre eu sonhei em fazer intercâmbio, mas sempre pareceu muito fora da minha realidade. Até que comecei a estagiar num escritório em que o inglês é considerado imprescindível, então, comecei a repensar a ideia. Quando comecei a pensar em intercâmbio, Nova York não era minha primeira opção, isso pela conversão do dólar em real, que assusta qualquer um de primeira rs. Minha mãe tem um primo que mora em Londres, então, minha primeira opção era estudar lá e ficar na casa dele, assim, não precisaria pagar hospedagem, mas acabou não dando certo. Logo em seguida, pensei no Canadá. por ser mais em conta, mas confesso que a vontade de conhecer e viver em Nova York falou muito mais alto. Sempre assistia Gossip Girl e eu era apaixonada pelo estilo da sárie, o estilo das pessoas e da cidade. Não sei definir a sensação, mas Nova York sempre esteve no meu coração hahaha. Sou apaixonada por cidades grandes, moro em São Paulo desde sempre, então, também não me imaginava em uma cidade do interior, ainda mais porque eu ficaria mais tempo do que somente férias comuns, acho que ficaria entendiada (coisa que é impossível em Nova York haha). Comecei a planejar o intercâmbio no começo de 2016, juntando dinheiro e pensando em todas as coisas que precisaria. Em julho, comecei a cotar com agências e ver escolas; em agosto já tinha tudo encaminhado e viajei em dezembro. Foi um ano super complicado, porque além do dólar estar alto, eu sabia que Nova York não era uma cidade nada barata para viver, então, economizando bastante e com a ajuda dos meus pais e namorado, eu consegui juntar um bom dinheiro para vir. Foi super tranquilo organizar tudo, mas meu conselho é: pesquise muito, dá pra economizar se você se planejar com antecedência e pesquisar bastante. Enquanto planejava a viagem, tinha uma amiga que estava morando em Nova York, então acabei tendo um incentivo a mais. Na verdade, acho que todos com quem falei tinham mil coisas para falar da cidade, o que me atraiu muito mais e, quanto mais eu pesquisava, mais coisas incríveis eu descobria e foi numa dessas pesquisar que conheci o blog que me ajudou tanto! Claro que senti saudade da família e namorado, pois gostaria de dividir todos os momentos maravilhosos que vivi com eles, mas pude curtir um momento comigo mesma e meus pensamentos, aproveitar para dar valor para tudo que tenho e o quanto sou privilegiada por ter tido a oportunidade de estudar aqui nessa cidade maravilhosa. Fiquei hospedada numa residência para mulheres que trabalham ou estudam em Nova York. Tive que ficar numa “fila de espera”, então apliquei para a residência com uns 4 meses de antecedência.  Meu maior aprendizado viajando/morando sozinha por quase 3 meses foi concluir que sim, eu posso fazer o que eu quiser. Nao de uma forma egoísta, mas é uma sensação boa de poder fazer suas coisas sem se preocupar se outra pessoa está na mesma vibe que você sabe?! Curtia meu momento e de acordo com o que eu queria ou não fazer”.

Qual o conselho que daria para quem está pensando em viajar sozinho para Nova York? Não tenha medo, vergonha ou nada do tipo. Você vai conseguir fazer tudo que quiser se planejar certinho e sempre existem pessoas dispostas a ajudar. Não ache que você será a única pessoa fazendo isso e é uma experiencia única!

Qual é a parte mais legal de viajar sozinho? Ter seu próprio horário para fazer as coisas, ter seu roteiro e poder mudar se não estiver mais a fim de fazer aquilo. Curtir seu tempo apreciando os pontos que planejou visitar.

E qual a parte mais chata? Acho que a parte mais chata era tirar selfie, mas depois que perdi a vergonha (uns dois dias depois haha) comecei a pedir para as pessoas tirarem e nunca recebi uma resposta rude ou nada do tipo, em geral todos entendem. E sentir saudade também, passar o Natal e ano novo longe da minha família e namorado foi MUITO difícil pra mim, nossa, como foi! Mas felizmente uma amiga da minha irmã está morando aqui também, então passei essas datas com a ela e a família.

Um programa imperdível para quem viaja sozinho para Nova York é… não consigo pensar em um programa só pra quem viaja sozinho, acho que o importante é não deixar de fazer nada só porque está sozinho.  Meus passeios favoritos foram Brooklyn Bridge, Staten Island Ferry e Estátua da Liberdade.

Patrícia Floriani Mansur, 36 anos, Brasília/DF, Servidora Pública Federal. Ficou em hostel.

“Minha irmã e eu estávamos combinando de ir à formatura de doutorado de uma amiga dela na Universidade de Lousiana, em Baton Rouge. Então eu pensei: já que estamos indo para os Estados Unidos, vamos fazer uma viagem para alguma cidade legal. Decidimos ir para a Disney passar uns dias lá antes. Neste meio de programação, minha irmã perdeu o emprego, meu cunhado (que depois ia também) não havia tirado a documentação e a amiga dela não iria se formar mais em novembro… Eu já havia reservado o hotel e comprado as viagens para Orlando, por isso, já que eles não iriam mais, eu resolvi passar o tempo que ficaria em Baton Rouge em Nova York, já que era um desejo grande conhecer a cidade também. Além disso, foi por meio do grupo “Viagem para Mulheres” que conheci o Blog da Laura Peruchi e li diversos relatos de que Nova York era uma cidade para onde mulheres viajam sozinha sem problemas. Daí, fiquei 10 dias em Orlando e 7 em Nova York sozinha. Foi minha primeira viagem sozinha… 20 dias viajando (contando o trânsito entre os países) e com certeza esta experiência me ajudou demais a tomar a decisão de não ficar esperando mais ninguém para fazer as coisas que eu sonho fazer. História engraçada eu não tive, mas tive três momentos incríveis, que fizeram me apaixonar ainda mais pela cidade. O primeiro, assim que cheguei no JFK, solicitei o Uber. O motorista me ligou e eu não conseguia entender o que ele falava… a ligação estava muito baixa e ele tinha sotaque e o meu inglês não é fluente. Então, pedi para uma moça que também estava esperando um carro falar com ele e ela na hora resolveu o problema para mim e me desejou boas-vindas e foi super gentil comigo! O segundo foi no segundo dia de passeio. Fui tirar o meu protetor de orelhas do bolso e ele caiu debaixo de uma van e, como ficou difícil de pega,r eu deixei pra lá. Um motorista de táxi, que estava parado no sinal, do outro lado da rua, viu a situação e quando o sinal abriu para ele, ele começou a buzinar. Eu achei que ele queria passar e comecei a abanar a mão que ele podia passar kkkkk. Aí ele parou o carro e disse que ia pegar para mim o protetor, que viu que eu não ia conseguir pegar sozinha. Foi muito gentil! E a terceira foi quando resolvi subir numa pedra do Central Park para tirar uma foto, mas ela estava meio escorregadia porque no dia anterior havia nevado e chovido. Então, na hora de descer, um senhor que estava caminhando, foi lá e se ofereceu para me ajudar a descer. O meu maior aprendizado nesta viagem é de que se você se ama e está feliz com a sua companhia, sozinha ou acompanhada, a viagem será espetacular!”

Qual o conselho que daria para quem está pensando em viajar sozinho para Nova York? Independente do seu destino, apaixone-se pelo lugar, explore, sente-se num restaurante mesmo só, converse com as pessoas mesmo que seja um “Book is on the table” kkkk. Aprecie, aproveite para olhar cada detalhe, para guardar na memória, coisas que você não faria se estivesse na companhia de outra pessoa. Nesta viagem até a oportunidade de um esquilo vir até minha mão eu tive…e aposto que foi porque estava sozinha. Se estivesse conversando, distraída, perderia esta oportunidade.Qual é a parte mais legal de viajar sozinho? A parte mais legal de viajar sozinha é de ficar na rua até a hora que quiser, comer na hora que quiser, o que quiser… a liberdade de tomar as próprias decisões sem que ter combinar com o outro.

E qual a parte mais chata? Muitas vezes eu queria comentar alguma coisa, tirar mais fotos de corpo inteiro e gastar menos dinheiro, dividindo Uber, hotel, comidas.

Um programa imperdível para quem viaja sozinho para Nova York é… caminhar, caminhar, caminhar! Compra um Bengay, um sapato confortável e explore, sem medo de ser feliz! Ahhh e vá a um show da Broadway. Se o inglês for intermediário, como o meu, leia sobre a peça antes, para chegar lá entendendo. Assisti a peça Wicked e achei perfeita, maravilhosa! Tomei até o Gozmopolitan no intervalo rsrs. E nesta viagem meu sonho se realizou, pois eu conheci a neve!!! Amei a neve, amei o frio! Volto com certeza!

Obrigada meninas por compartilharem suas histórias!