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Moda: as peças favoritas das nova-iorquinas

Tudo bem que estilo é algo muito pessoal e a gente não pode colocar todo mundo no mesmo cesto na hora de fazer uma classificação, certo? Mas, temos que admitir que há certas peculiaridades, detalhes, peças ou estampas que são mais predominantes em uma região, cidade ou país. Isso acontece por vários fatores, desde o estilo de vida da cidade até mesmo o clima predominante. No Brasil e na América Latina as estampas alegres e cores quentes fazem sucesso, mas certamente enxergaremos diferenças regionais. Há quem concorde que a Farm tem o DNA da carioca – e também sabemos que vai ser mais fácil alguém de Santa Catarina seguir a tendência da bota over the knee do que alguém em Recife.

Mas e em Nova York? Eu costumo dizer que a Big Apple é uma cidade muito livre – aqui é o lugar para você ousar, para vestir o que quiser sem ser julgado, para pintar o cabelo de azul, para usar aquele sapato diferentão. Porém, dá para dizer que, no quesito estilo, também há certas características. Quando eu estudei pesquisa de tendências no FIT, aprendi bastante a respeito. Mas, o exercício de observar também ajuda. Eu já estive três vezes em San Francisco, na California, e, depois de algumas andanças, você percebe que o estilo da californiana é diferente do da novaiorquina. Sabe qual o detalhe mais importante no estilo de quem mora aqui? A predominância do preto. Você pode observar: muita gente aqui usa preto (predominantemente no inverno, mas também no verão). E também há peças que são essenciais, básicas, e acabam aparecendo nas produções de muita gente. No post de hoje, eu apresento algumas delas e, confesso: da lista abaixo, eu só não tenho o meu par de galocha ainda! Como referência, pesquisei bastante em sites de moda e também usei a minha própria análise nas ruas da cidade.

Jeans skinny – um clássico, certo? O jeans de modelagem justinha da cintura até o tornozelo fica lindo com tudo: tanto com um cropped, com uma camisa solta, com uma t-shirt ou até mesmo embaixo do trench coat. Eu costumo dizer que um jeans que veste bem é um jeans pra vida – não importa o quanto custe. Rebecca Dark Wash Denim Skinny Jeans, Tobi.

T-shirt branca – aprendi com uma amiga que “toda fashionista que se preze tem que ter três t-shirts no armário: uma branca, uma preta e uma cinza”. De fato, essas cores são muito clássicas e versáteis, combinam com tudo. A branca, em especial, é ideal para o verão. Quer coisa mais prática do que camiseta branca e shorts jeans? A gente vê muito pelas ruas de Nova York. Break of Dawn White Tee, Tobi.

Galocha – o estilo das nova-iorquinas é muito prático. A maioria das pessoas anda de metrô pra lá e pra cá e é preciso lidar com nevascas e chuvas. Nessas horas, não tem calçado mais prático que a galocha. Evita escorregar e cair um tombo e permite que você consiga manter o ritmo – acelerado – da caminhada sem se preocupar em molhar os pés caso pise em uma poça. Galocha Tommy Hilfiger.

Ankle Boot – é aquela botinha curinga, que combina com tudo: shorts, vestido, calça e saia. Aqui em Nova York, todo mundo usa à beça, seja numa versão sem salto ou com um pequeno salto. O que eu mais vejo é combinada com a calça de couro e a jaqueta de couro, num look total black. E ela não fica restrita ao inverno – há quem use a botinha no verão, nos dias mais frescos. Bota Mafalda, Aldo.

Tênis branco – virou meu item favorito no último verão. Sim, no verão – e se você estiver por aqui na época vai ver muita gente usando. Tinha dias que eu preferia sair de tênis do que sair de sandália. O tênis branco ganhou status fashion e eu confesso que sempre imagino como uma roupa nova vai casar com o meu par de tênis. Tênis Bertie, Steve Madden.

Calça de couro – uma das maneiras mais fáceis de atualizar o look de inverno é usando uma calça de couro – e sim, pode ser fake. As novaiorquinas sempre usam, seja com um super casaco, seja com jaqueta, combinando com tênis ou bota. Calça H&M U$19,99.

Jeans destroyed – acho que esse é o jeans favorito aqui, ganhando até da modelagem skinny. É incrível como as meninas adoram os jeans rasgados – inclusive no inverno. Sempre tem alguém usando! Confesso que às vezes fico até sem entender como conseguem aguentar o frio com uma calça assim, mas gosto é gosto. Acho essas calças lindas, mas só consigo usar na meia-estação ou verão. Uma maneira de atualizar o look é usar com meia arrastão por baixo, já viram? Super Low Jegging, American Eagle Outfitters, U$59,95.

Jaqueta de couro – outro item clássico dos clássicos, nunca sai de moda – e predomina nos looks de inverno das novaiorquinas. Dá pra usar com a t-shirt branca ou com outras blusas mais quentes. Como mencionei antes, o look total black e total couro é bem comum por aqui. Elida Moto Jacket, Tobi, U$110.

Trench coat – tem casaco mais charmoso que o trench coat? Sou suspeita, porque eu amo, mas a peça também é constante nos looks aqui. Apesar do povo amar preto, essa cor nude/bege é bem queridinha. É peça atemporal e que dá pra usar muito durante o outono aqui e também no inverno, se o termômetro não estiver marcando temperaturas negativas. Abroad Trench Coat, Madewell.

Casaco de inverno – quando eu mudei para Nova York, eu vim com uns dois ou três casacos de lã batida. Depois, comprei mais um ou dois. Insistia naquela ideia de ficar bonita por baixo do casaco e também por fora. Depois de um tempo, você aprende que não dá pra seguir essa linha… no último inverno, investi em um casaco bem pesado, desses que não são nada glamourosos, mas que te protegem do frio e do vento como nada. E ele vira o seu mascote: você não quer saber de passar frio, então, passa boa parte do inverno ignorando os outros casacos do seu closet. E isso significa investimento. Paguei U$100 pelo meu casaco – mas sei que um de uma marca como a Canada Goose ou a The North Face são investimentos pra vida. Trilium Parka, Canada Goose.

Jaqueta jeans – é a peça perfeita para os dias amenos, em que a gente sente aquela brisa no fim da tarde. Combina com tudo, dá um ar casual e despojado e nunca sai de moda. Denim Fraya Bones Jacket, Tobi

Tudo te pareceu meio básico? Veja os looks acima, clicados em Nova York…. você acha que essas produções não são estilosas? A nova-iorquina sempre acrescenta o seu toque pessoal – e o charme acaba ficando por conta dos acessórios. Deu para perceber que as peças são clássicas, neutras e fáceis de serem combinadas entre si, né? Refletem bem o estilo da cidade, que exige praticidade no dia a dia, para lidar com a correria, com as temperaturas extremas, com a andança de transporte público e as longas caminhadas…

PS: A Tobi, citada no post, só tem loja virtual, ok? 

Inverno em Nova York: meus melhores investimentos em roupas, calçados e acessórios

Estou entrando no meu quarto inverno em Nova York e eu já paguei a minha língua tantas vezes e aprendi tanto nesse tempo aqui! Eu sempre falo que o inverno aqui não é brincadeira… claro não é impossível sobreviver, mas se você não souber algumas dicas e macetes básicos, vai acabar tendo trabalho. Nesses quase três anos morando na cidade, já comprei inúmeras peças de roupas, acessórios e calçados.  E algumas delas viraram minhas queridinhas, essenciais, indispensáveis a cada inverno. Hoje eu divido com vocês as peças que foram os melhores investimentos para os invernos na cidade.

Casaco Calvin Klein – esse foi um dos itens que eu paguei a língua. Eu passei dois invernos aqui só usando casacos de lã batida, o que, não me entendam mal, também são ótimos. Ano passado, estava visitando a Macy’s Backstage e checando os produtos e preços quando vi esse casaco da Calvin Klein. Vejam bem, esse é o tipo de casaco que eu sempre achei horrível. Aí eu provei e tal e o Thiago insistiu para que eu levasse, porque estava faltando um casaco mais pesado no meu closet. Trouxe. Lembro que mandei foto pras amigas e disse “sei que não é o casaco mais lindo”, mas, para minha surpresa, só ouvi elogios. E, definitivamente, tem sido o melhor casaco para enfrentar as temperaturas mais geladas em Nova York. Ele é bem grosso e a estrutura dele não deixa o vento passar. Eu nunca passo frio com esse casaco! Eu uso ele com uma blusa térmica e um suéter e fecho todinho para um dia super congelante. Se quero ir pra academia (que é a 5 minutos da minha casa), só coloco por cima da roupa. É muito prático. Paguei cerca de U$90. Você vai encontrar casacos como esse em lojas de desconto como TJ Maxx, Mashall’s, Burlignton e Century 21.

Calça de couro fake da Lulus – tenho uma história com calças desse tipo. No último inverno, comprei uma calça linda da Zara, com zípers, super estilosa. Mas ela tinha uma cintura um tanto baixa e ficava desconfortável. Acabei vendendo para uma amiga. No último verão, fui num evento para bloggers da Lulus – um e-commerce cheio de roupas legais – e podíamos escolher uma peça. Peguei essa calça e, desde que começou a esfriar, ela não sai do meu corpo! Primeiro porque é super confortável e deixa o look com um ar mais moderninho. Segundo porque ela protege bem do frio. E se estiver muuuito frio eu uso uma meia-calça térmica por baixo. Lá no site da Lulus você pode pesquisar por Vegan Leather. Mas se preferir em lojas físicas, redes como a Zara, H&M e Forever 21 costumam ter esse tipo de calça.

Jaqueta Ultra Light Down, Uniqlo – outro item que paguei a língua. Eu achava esses jaquetas horríveis, horríveis mesmo. Elas me lembravam sacos de lixo (de fato, a versão preta lembra mesmo, quem concorda? haha). Até que eu fui para San Francisco e usei a da minha amiga Analuisa durante um dia por lá – e ela me falou das maravilhas dessa jaqueta. Não é que curti? É quentinha, corta o vento e comecei a achar bonita, dependendo da cor, claro. Comprei uma igual à da Ana, cinza, e usei muito, principalmente durante o outono. O mais bacana é que ela é super leve e pode ser dobrada de uma maneira bem compacta que cabe em bolsas médias. Custa U$69,90 em média. E é bom ficar de olho nesse termo “Down” na Uniqlo – há vários estilos de casacos com essa nomenclatura, alguns mais compridos, mais adequados para os dias mais gelados – como a linha Ultra Warm Down.

Luvas de couro, H&M – quando me mudei para Nova York, eu tinha um par de luvas de lã  batida, vermelhas. Bem lindinhas, quentinhas e tal, mas eu queria um par de luvas pretas, para combinar com tudo. Lembro que comprei esse par no site da H&M despretensiosamente – peguei uma promoção, estavam por U$10. O resultado? Nunca mais comprei outro par de luvas. E o motivo de elas serem tão boas? Bom, a lã acaba permitindo que entre algum ventinho e o couro acaba protegendo mais as mãos.

Protetor de ouvido – eu adoro toucas, acho que são super estilosas, descoladas, deixam o look realmente diferente e procuro usar quando dá. Digo quando dá porque tem dias que elas não são suficientes para manter os meus ouvidos protegidos – sabem como é, né, toucas de lã, sempre acabam deixando passar algo. Por isso que esses protetores de ouvidos não tem erro. Eu comprei os meus nessas banquinhas de rua – você vai ver várias espalhadas pela cidade – e paguei tipo U$8. Em redes fast fashion e lojas de desconto também dá pra encontrar.

Calça preta, Banana Republic – em Nova York as pessoas usam muitas roupas pretas – e no inverno então nem se fala. Eu não uso muito jeans durante o inverno, então calça preta é tipo meu uniforme – eu só vario o tecido! hahaha. Eu comprei essa calça da Banana Republic num sale pós Natal em 2014 e paguei cerca de U$30. Ela tem uma faixa lateral que imita couro e dá um charminho e fica super confortável no corpo, mesmo com meia-calça por baixo. E por que ela foi um bom investimento? Porque o tecido é de muita qualidade. Eu uso, lavo, seco, e não tem uma bolinha sequer! Isso conta muito pra mim. Se é uma peça que vou usar bastante, ela precisa durar, certo?

Botas over the knee, H&M – eu sou fascinada por botas de cano longo – e os modelos over the knee então nem se fala. Acho lindo, poderoso – e, de quebra, ajudam a manter a sua perna mais quentinha! Fazem toda a diferença num dia gelado. Conversando com a Amanda Britto, do Starving, e ela comentou que tinha comprado uma da H&M. Fiquei toda desconfiada, porque esses sapatos de fast fashion costumam ser duros e nada confortáveis. Mas ela me garantiu que não era o caso dessas botas. Convencida, comprei as minhas. Acabei usando com uma palmilha da Aldo que deixa o solado mais macio e pronto! Eu já deveria estar aposentando ela, porque está com uma parte gasta, mas não consigo! Ela é mega confortável e tem um salto plataforma na medida! Aproveitem, pois no Brasil a oferta de botas é grande e há modelos lindos e de qualidade!

Trench Coat, Betsey Johnson – eu não sou uma pessoa fissurada em marcas de luxo – mas confesso que meu único objeto de desejo é um trench coat da Burberry. Quem sabe um dia, né? Até lá, a gente se vira com as outras marcas. Eu estava louca para encontrar um. Acho que é uma peça atemporal, charmosa e versátil! Encontrei esse da Betsey Johnson numa ida à Burlignton e serviu como uma luva. Trench coats são bons para o outono e o fim do inverno, quando as temperaturas já não pedem casacos pesados. Eu uso com uma blusinha por baixo e, se o dia pedir, acrescento um suéter não muito grosso. Agora quero um preto!

Disco Pants, American Apparel – último item da saga “mordi a língua”. Eu via o pessoal usando essas disco pants e pensava: “não é possível. Essas calças são justas demais, devem apertar até a mente, certamente são super desconfortáveis”. Vi várias meninas usando durante o tempo que estudei no FIT e um dia, passando em frente a uma loja da American Apparel pensei: “quer saber? Vou provar!”. Para a minha surpresa, a calça veste bem e é super confortável! Mais tarde, no inverno, descobri a loja de fábrica da marca (que infelizmente fechou!) e arrematei a minha por U$40 (o preço normal é U$80). Adoro! Ela é super grossa e eu uso sozinha ou com meia-calça por baixo, dependendo do dia. Combino com blusão de lã, casaco mais comprido ou trench coat. Confesso: quero outras de mais core!

Por último, mas não menos importante, não poderia deixar de falar das peças térmicas da Uniqlo! Eu tenho várias blusas segunda pele e também meias-calças (finas e grossas). Para mim, são indispensáveis, até porque o grande truque para encarar o inverno em NY é se vestir em camadas (eu uso uma blusa térmica, um suéter e o casaco). É só procurar na loja pelas peças com o selo acima Heattech, que indicam que a peça é térmica. E mais: a Uniqlo conta ainda com a Heattech Ultra Warm e a Heattech Extra Warm, que proporcionam proteção ainda maior.

Desejo do momento: uma galocha quentinha e talvez até uma Ugg. Sim, eu também achava feia… mas chega uma hora em que estar aquecida importa mais do que estar bonita hahahahahaha.

Nota final: obviamente vocês não precisa comprar todas as peças que eu listei! É bom sempre analisar o que você já tem e também ver o que você poderá continuar usando na sua cidade e o que vai ficar encostado no armário.

7 dicas para incrementar o look de inverno em Nova York

Uma das maiores dúvidas de quem vem para Nova York no inverno é como se vestir adequadamente. Eu  já escrevi um post aqui no blog dando dicas essenciais do que não pode faltar num look de inverno – você pode conferir aqui e também assistir ao vídeo aqui. Mas, além disso, também já recebi pedidos de posts sobre como incrementar esse mesmo look de inverno – para não parecer que você está com a mesma roupa em todas as fotos – hahahahaha, quem se identifica? Entendo esse pedido – afinal, em muitas partes do Brasil não há um inverno propriamente dito e aí fica mesmo complicado investir em vários casacos diferentes. Pensando nisso, eu separei várias ideias que ajudam a incrementar o look de inverno e, consequentemente, dão um up no visual. Esses truques exigem menos investimento – porque né, se você não tem nenhuma peça ou acessório de frio no seu armário, vai ter que providenciar, hehe.

Troque a calça normal pela calça de couro – não precisa necessariamente ser couro, pode ser o couro fake. A textura do couro combina demais com o inverno, deixa o look mais moderno e também te mantém aquecida. Eu tenho uma da Lulus – veste super bem, é confortável e aquece bastante. Imagina então com uma meia térmica por baixo! Um look básico – com suéter e casaco – já vai ficar bem diferenciado se você usar esse tipo de calça. E ela fica bem tanto com tênis quanto com bota. Aqui em Nova York você vai encontrar calças assim na H&M, Zara ou Forever 21.

Invista em cachecóis – é fato: cachecol é item obrigatório no inverno aqui.  Acredite: ele faz toda a diferença na hora de te manter aquecida nas temperaturas negativas de Nova York. E já que ele é necessário, faça boas escolhas. Analise as suas roupas e escolha cachecóis com tons que vão compôr um look legal. Eu, por exemplo, adoro estampa xadrez, acho um charme e, como vocês podem ver nas fotos acima, um simples cachecol xadrez já faz toda a diferença num look monocromático.

Use toucas – esse é um costume que eu mesma preciso adotar – porque costumo passar o inverno só com protetor de ouvido, sabem? Mas as toucas, além de manter a cabeça e ouvidos protegidos, também são super charmosas e dão um ar bem descolado e jovial aos looks. É um acessório simples, barato e que muda o look instantaneamente.

Arrisque usar um chapéu – eu sei que talvez no Brasil você não se sentiria à vontade para usar chapéu –  mas lembre-se que você está em Nova York e se tem um lugar que você pode “ousar” é aqui. Muita gente usa chapéu aqui, não só no inverno mas também no verão e é aquele tipo de acessório que deixa a produção charmosa e elegante. Em lojas Fast Fashion como a H&M e a Forever 21 você encontra facilmente.

Tênis também pode ser uma boa opção – a gente costuma brincar que identifica turista brasileiro aqui em Nova York pelos pés – muita gente usa tênis aqui, só que são aqueles tênis coloridos, de academia. Digamos que não são os calçados mais fáceis de serem combinados, né? Hehehe. Mas há outros modelos de tênis mais estilosos e confortáveis, que podem ser usados aqui também, dependendo do dia (se não estiver nevando nem chovendo).

Aposte numa bota over the knee – além de te manter aquecida, uma bota over the knee também proporciona uma super atualizada no look. Eu sou suspeita para falar, porque adoro, mas não dá pra negar que elas deixam a produção poderosa e moderna. E ó, há vários modelos de botas over the knee sem ser com saltão desconfortável, viu?

Use saias e vestidos – eu adoro variar o  look de inverno aqui com saia e suéter ou vestido. Sempre coloco uma blusa térmica por baixo e uso duas meias de acordo com a temperatura do dia e finalizo com casacão e outros acessórios. O look já fica diferente e você pode, por exemplo, catar alguma saia que você já tem no armário e que combine com o clima de inverno. É uma maneira simples de alternar o tradicional look com calça.

Por fim, para não dizer que não ajudo os meninos, também separei algumas inspirações! Acho que vocês também podem incrementar o look com cachecol e touca – já deixa o visual bem charmoso, viu? Além disso, vale apostar nas sobreposições com camisa e suéter.

Pra finalizar, três looks que usei nas últimas semanas. Eu tô sempre postando o que uso lá no meu Instagram – e vou adorar se você me seguir por lá também: @laura_peruchi . Os looks acima não tem nada de extraordinário: eu apliquei várias dicas do post, como a calça de couro e o cachecol. Ah, e uma última sugestão para quem gostar: meia-calça colorida – faz toda a diferença!

Espero que vocês tenham gostado dessas dicas. Estou pensando em fazer um vídeo com essa pauta, mostrando alguns looks meus. O que vocês acham? Aproveitando, aqui tem um post com dicas para deixar o look de inverno mais estiloso e aqui tem mais 15 ideias para inspirar os seus looks de inverno.

Vídeo: Vlog – New York Fashion Week!

Se você me acompanha pelas redes sociais (Instagram @laura_peruchi e Snapchat lauraperuchiny), viu que eu participei de alguns eventos e desfiles de moda da New York Fashion Week. Foram dois dias bem intensos e eu gravei esses momentos e compilei tudo num vlog! Espero que vocês gostem de conferir um pouco desse evento tão famoso pelos meus olhos.

Nova York e a minha mudança de estilo

Morar em Nova York já acarretou inúmeras mudanças na minha vida – e eu sempre compartilho nos meus vídeos ou nos meus textos as descobertas e as lições causadas por essa essa aventura que é morar fora. Acho que é impossível ficar imune às mudanças – morar fora vai, de algum jeito, causar alguma alteração em você. Além de um novo jeito de encarar várias coisas – amizades, barreira da língua, saudade da família – morar em Nova York causou uma mudança – radical, eu diria – no meu estilo. Tenho uma amiga que sempre está me dizendo como meu estilo mudou e está mais adequado ao lifestyle da cidade e, outro dia, outra amiga comentou sobre as cores que venho usando e que mudei meu estilo e sugeriu que eu falasse a respeito.

E não foi uma surpresa ouvir elas falarem isso: eu noto como eu mudei toda vez que arrumo meu armário e separo inúmeras peças para a minha lojinha no enjoei – aliás, #momentojabá, já viu a lojinha? Peças que faziam parte do meu armário e hoje não consigo enxergar essa “nova” Laura usando essas mesmas peças. Fiquei refletindo por muito tempo sobre isso e hoje resolvi compartilhar com vocês esse meu novo estilo e mostrar um pouco dessa mudança. Vocês vão ver que mudei bastante – pelo menos eu acho hehe – e eu acredito que três fatores foram os influenciadores dessa mudança. Primeiro, foi a própria vinda para Nova York, que já fez eu ter que ajustar várias coisas em relação ao clima e ao estilo de vida – que pede mais conforto. Segundo, pela atmosfera livre e descolada da cidade, onde as pessoas não te julgam e você é livre para usar o que quiser. Terceiro, pelo meu amadurecimento como pessoa – proporcionado por essa mudança de vida e a chegada dos 30 anos.

Nunca fui uma blogueira de look do dia, mas por conta do meu blog ser focado em moda e beleza no início – eu tenho blog desde 2010, para quem não sabe – eu me arrisquei algumas vezes nessa tag tão famosa na blogosfera e compartilhei vários looks ao longo desses anos. Inclusive postei muitos looks do dia no primeiro ano aqui em Nova York. Uma coisa muito clara no meu estilo no Brasil era o uso de salto alto. Eu tenho 1m59cm de altura – sou baixinha e com licença para usar muito salto alto. Peep toes, plataformas, não importava: meus olhos brilhavam com as vitrines cheias de calçados. Até mesmo os sapatinhos mais básicos para o dia a dia tinham um salto. Rasteirinhas, sapatilhas e tênis? Desperdício de dinheiro! Por que eu ia gastar uma grana numa rasteirinha se, com o mesmo valor, eu poderia comprar um salto? Peep toes eram os meus favoritos: eu tinha um par de cada cor – rosa, roxo, verde, nude, preto, floral…

Outra coisa muito presente no meu estilo eram as cores quentes e estampas, de preferência floral. Eu era a louca do floral, da oncinha, do rosa. Entrava em qualquer loja e essas estampas já atraiam os meus olhos. Minhas roupas sempre tinham uma pegada girlie, delicada, feminina. Mais era mais! Gostava de misturar animal print com cores fortes, não tinha receio de usar calças estampadas ou de cores fortes e adorava incrementar o look com muita coisa. Claro que em algumas dessas fotos havia uma preocupação ainda maior em fazer algo “fora do comum”, afinal, eu estava publicando os looks no meu blog e queria que aquilo, de alguma maneira, influenciasse alguém. Também fui muito fã de bolsas grandes por um longo período – hoje, tenho pavor! Agora, ao olhar essas produções, eu não me envergonho. Elas fizeram parte de uma fase da minha vida, uma fase onde eu me sentia bem usando essas roupas. Era o meu estilo, por que vou ficar brigando com o passado? Agora, consigo olhar cada produção dessas e pensar de que maneira eu montaria os mesmos looks hoje, e quais elementos eu manteria e quais eu trocaria.

Agora que vocês já tiveram uma ideia da Laura de antes, vamos ver a Laura de hoje!

A primeira grande mudança no meu estilo começou com os calçados. Como eu mencionei acima, eu amava salto alto, mas Nova York é uma cidade onde se faz tudo a pé ou usando metrô. Nós não temos carro – e nem é necessário ter, dependendo de onde você mora – então tudo aqui é na base do metrô, ônibus e pernas! Como dá pra imaginar, não tem como ficar desfilando por aí num salto 15, né? Como cheguei aqui no inverno, não senti tanta dificuldade: felizmente, há muitos modelos de botas confortáveis e até com algum salto (procurem a marca Confortflex no Brasil). No verão, fica mais difícil: você não aguenta andar tanto tempo numa sandália alta, mesmo as plataformas. O pé fica inchado, cria bolhas. Tive que partir para outras opções. Não curto sapatilha, apertam muito os meus dedos. Sandálias rasteirinhas até rolam, mas nem todas são confortáveis. Neste verão, descobri uma paixão: tênis. Mas não pensem em tênis coloridos de academia. Meu fiel companheiro tem sido o tênis branco. E engana-se quem pensa que não dá pra ser estilosa com tênis. Basta buscar umas inspirações – tenho um perfil no Pinterest onde salvo várias ideias.  Hoje em dia, mesmo nos dias quentes, eu tenho preferido usar tênis do que sandália. O mais interessante nessa minha mudança foi que, se antes achava ruim montar um look sem salto, hoje eu enxergo mil possibilidades com tênis!

Outra mudança bem significativa no meu estilo foi em relação à cartela de cores. Quando eu estudei no FIT, em 2014 – recém-chegada em Nova York – os professores salientavam muito o fato de que os nova iorquinos usam muito preto. Confesso que até então não tinha me dado conta disso. Mas comecei a observar e vi que é a mais pura verdade. Eu sempre gostei de preto, confesso. E, morando aqui, acabei exercendo mais esse meu gosto. Outros tons sóbrios e neutros também passaram a fazer parte dos meus favoritos. Se antes eu nem dava bola para peças cinza, por exemplo, hoje elas estão entre as primeiras que chamam minha atenção. Amo cinza, confesso. E quanto às estampas, agora as listras são o print que dominam meu armário. Amo, amo, amo! Comprar mais uma peça listrada nunca é demais. Eu percebo que antes eu tinha um conceito na minha cabeça de que só uma estampa podia fazer um look se destacar – hoje eu vejo que consigo montar uma produção bacana com peças lisas e incrementar o visual com detalhes: bolsa, calçado, óculos, brinco…

Em quase três anos morando aqui, sempre acabava trazendo calçados comprados no Brasil – com exceção de tênis. As botas também costumam ter um custo-benefício melhor (80% das minhas botas são brasileiras). Quanto às sandálias, sempre curti mais o estilo das sandálias brasileiras. Sempre acabava comprando alguma plataforma – para usar bem de vez em quando – e algumas rasteirinhas. Neste verão, acabei descobrindo uma sandália da UGG – essa branca e dourada acima – e foi amor à primeira vista. Ela é mega confortável e, pela primeira vez, agora eu consigo andar muito usando salto em Nova York! Foi uma descoberta feliz e também uma quebra de paradigmas – se você dissesse pra mim há alguns anos atrás que eu usaria uma sandália desse estilo, eu provavelmente chamaria você de louca. Outra sandália que também saiu totalmente da minha zona de conforto foi a última acima. Ela é da Steve Madden, inspirada na famosa Birkenstock – cujo design não é famoso pela beleza mas sim pelo conforto. Eu confesso, achava essas sandálias horrorosas. Agora, sou um caso de amor. São modernas e acho que acrescentam bastante personalidade aos looks. E, falando do modelo da Ugg, finalmente posso andar de salto em Nova York!

Nesse mundo louco que dá muitas voltas, quantas vezes já torcemos o nariz para uma tendência ou peça? Eu sou uma dessas. Mas, mordi a minha língua. Começando pela tal de disco pant. Nunca achei feia, mas sempre me perguntava: como que as pessoas conseguem usar uma calça tão apertada? Um dia, passeando pelo Soho, entrei na loja da American Apparel e provei uma, só para tirar a cisma. Não é que a calça veste bem e é super confortável? É uma das peças que eu mais uso no inverno! Já quero uma de outra cor. Outro item que eu torcia o nariz era o sapato oxford. Acabei me rendendo quando vi esse modelo bordô na vitrine da Aldo. Agora, acho um charme. E o que falar das jaquetas de gominhos da Uniqlo e de outras marcas? Vou ser sincera: eu falava que pareciam sacos de lixo. “Jamais vou usar uma jaqueta dessas!”. No caso do modelo da Uniqlo, a cinza, foi só ir para San Francisco e usar a da minha amiga. Foi amor à primeira vista e já garanti a minha. E quanto ao jaquetão abaixo? É da Calvin Klein e é tudo que eu nunca imaginei num casaco de inverno – mas esquenta tanto e protege tanto do frio! Foi um dos melhores investimentos que já fiz. E quem conhece o inverno de Nova York sabe que um casaco que te mantém quentinha e corta o vento vale ouro…

Por fim, óculos de sol!  Passei uns bons anos da minha vida investindo em modelos baratinhos – até mesmo os de camelô, shame on me! E sempre do mesmo estilo, clássicos, preto ou marrom. Confesso: não gostava de óculos espelhados – tinha medo de ousar, sabem? Até que ano passado criei vergonha na cara e investi no meu primeiro óculos da Quaymarca australiana que já escrevi a respeito aqui no blog – e pronto, foi um vício – só parei depois de ter comprado quatro pares! E são todos diferentes: espelhados, coloridos, com armações grandes. Também recebi dois modelos da marca brasileira Carol Logan – e são como eu gosto, grandes e diferentes. E acredite: um óculos de sol faz toda a diferença no look!

Acho que também fiquei muito mais inteligente para as compras. Se antes eu investia dinheiro em peças que eu usava pouco, hoje eu prefiro gastar em peças-chave, que eu vou usar mais e que combinam com o que tenho no armário. Não me preocupo em estar “montada”.  Tenho algumas roupas que vão me salvar em ocasiões especiais, mas como aqui em Nova York o estilo despojado é o que predomina, estou sempre nesta vibe! Vejo muitas peças lindas nas lojas, por preços bons – leia-se vestidos poderosos, saias, blusas, etc – mas quando penso que raramente terei ocasião para usá-las, eu desapego. E se por acaso eu precisar de alguma roupa diferente para um evento mais caprichado, eu sei que tenho várias opções e lojas para explorar. Meu guarda-roupa é para o hoje, não para “quando eu tiver uma ocasião”.

E aí, gostaram do post? Vocês já passaram por uma mudança grande de estilo?

Moda: dois eventos super legais em Nova York

Que Nova York é uma das capitais da moda, disso ninguém duvida, certo? Palco de uma das semanas de moda mais importantes do mundo, a cidade transborda estilo em suas ruas e as marcas mais famosas do mundo estão aqui. Em Nova York, existe liberdade para usar aquilo que você quiser e que te faz se sentir bem. Não é à toa que a cidade sempre entra no roteiro dos profissionais de moda, que vêm pra cá explorar tendências, pesquisar inovações e saber o que há de novo no mercado. E nada como incrementar uma viagem de estudos com um evento especial, certo? Hoje eu destaco dois eventos bem legais para quem é dessa área.

Première Vision – famoso por sua edição em Paris, o Première Vision é uma feira de negócios para profissionais da moda. Com cerca de 360 expositores, o evento reúne os principais tecelões do mundo, produtores de couro, empresas de acessórios, estúdios de designs e outros fabricantes. É uma feira que está sempre à frente de seu tempo – a última edição, que rolou semana passada, foi focada no outono/inverno 2017/2018. Ou seja, é um dos lugares mandatórios para quem faz pesquisa de tendências. O mais bacana é que o acesso à feira em si é de graça – e para quem tem faro apurado, pode ser uma boa fonte de ideias e inspirações, sem contar no número de contatos valioso para grandes marcas que estão em busca de fornecedores de tecidos.

Outro destaque do Première Vision são os seminários e workshops. Durante os dias da feira, há eventos como o Trends Overview, uma apresentação de algumas das tendências que são aposta para a temporada e os seminários apresentados por profissionais da área, que abordam os mais diversos assuntos como consumidor, tendências de moda infantil, sportwear, tecnologia. Estes eventos não são gratuitos e você pode agendá-los pelo site. O Première Vision acontece duas vezes por ano, em janeiro e julho, no Pier 94, e dura dois dias. Você pode clicar aqui para conferir detalhes da próxima edição e fazer sua inscrição.

How to Make it in Fashion – também chamada de FashionistaCon, é uma conferência promovida pelo Fashionista, um site maravilhoso focado em notícias do mercado de moda e beleza. O evento é anual e é focado na carreira de moda e é indicado para quem quer trabalhar na área. Comandado pelos editores do site, reúne palestrantes com nomes de peso. Ano passado, um dos destaques foi a presença de Bobbi Brown, fundadora da marca de maquiagem que leva seu nome, e Marissa Webb, diretora criativa da Banana Republic. Foi um dia inspirador e repleto de boas dicas e conselhos.

Neste ano, um dos destaques da conferência é a presença de Patricia Field,  uma das figurinistas mais aclamadas da atualidade – que trabalhou em Sex and the City. Outro nome que estará presente no evento é Cathy Horyn, crítica de moda da New York Magazine. Além destes e de outros palestrantes, você também pode ter a oportunidade de ter um bate-papo com alguém da área que você selecionou, para pedir conselhos e dicas mais específicos. Ao final do evento, os participantes também ganham uma gift bag com vários produtos. Você pode clicar aqui para conferir a programação completa do evento, que rola no dia 4 de novembro, no Metropolitan Pavilion. Os tickets não são muito baratos – U$229 até dia 31 de julho, U$279 após dia 31 de julho – e podem ser adquiridos aqui. Para mim, valeu cada centavo.

Ah, vale lembrar que o Fashionista promove, quase que mensalmente, os seus NYC Meetup, no qual há uma convidada especial para falar de sua carreira, responder perguntas e dar conselhos. Semana passada, a convidada foi nada mais nada menos que Leandra Medine, a blogueira do Man Repeller. Você pode checar a seção “Careers” do Fashionista para ficar por dentro dos próximos Meetups – o ingresso custa, geralmente, U$25 – e também assinar a newsletter do site para ficar por dentro dos eventos.

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