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Laura Peruchi

Brunch no castelo de Caras, em Upstate NY

Meu marido estava de aniversário na segunda-feira. Nós tínhamos planejado uma viagem para Fort Lauderdale para o fim de semana que passou, mas, devido ao furacão Irma, achamos melhor cancelar. Logo, tivemos que reprogramar o fim de semana e pensar em como fazer algo especial no sábado e no domingo – já que aniversário em segunda-feira complica um pouco, né? No sábado, assistimos à uma peça da Broadway e no domingo fomos conhecer um lugar que já estava na minha lista, o Castle Hotel & Spa, que fica em Tarrytown, no norte do estado de Nova York – a gente chama essa região de upstate NY. Quando eu estava lá, fiz alguns Insta Stories (@laura_peruchi) e uma seguidora me lembrou de um fato muito interessante: o Castle Hotel & Spa é o Castelo de Caras. Interessante é que eu já sabia disso e não tinha me dado conta! hahahaha

Localizado a trinta minutos a norte de Manhattan, o Castle Hotel & Spa está localizado em um dos pontos mais altos do condado de Westchester, com vista para o rio Hudson, em meio a extensas áreas de jardins e terrenos bem cuidados. O lugar, que tem mais de 100 anos, tem uma história bem interessante, que começou um pouco antes do início do século 20, quando o General Howard Carroll, jornalista e respeitado homem de negócios, comprou a terra para ser a casa de sua família. A construção foi erguida em duas fases, entre 1897 e 1907, e foi inspirada nos fortes da Escócia e da Irlanda, com 45 quartos. Howard Carrol e sua esposa eram figuras notáveis na sociedade de Westchester e de Nova York. Em 1910, o castelo foi expandido. Após a morte do General Carroll em 1916, sua viúva e filhos ocuparam o Castelo até 1940, quando foi alugado por um breve período para uma escola local. Em 1941, Emerson e Ruth Axe compraram o castelo e transformaram o lugar na sede da H.W. Axe & Company, empresa de investimentos. Em 1981, a cidade de Tarrytown designou o castelo como patrimônio histórico, protegendo a estrutura externa de qualquer alteração no futuro. Entre 1994 e 1996, o castelo foi transformado num hotel de luxo, com restaurante gourmet e estrutura para eventos. Em 2013, o local inaugurou a instalação anexa do THANN Sanctuary Spa, conhecido na Asia como um oasis de paz e tranquilidade.

A esta altura, você já deve imaginar que o preço das diárias e dos serviços de spa não é o que podemos chamar de acessível. Quem sabe um dia a gente desfrute dessa parte mais de perto, mas, agora, a gente se contentou com uma experiência no restaurante Eqqus, que fica dentro do hotel e serve café da manhã, almoço, jantar e brunch. Pesquisamos a respeito antes e descobrimos que o brunch tem um menu com preço fixo. Achamos a proposta atraente e fizemos nossa reserva. Apesar do sistema do OpenTable mostrar que não havia mais mesas disponíveis, ligamos e conseguimos reservar uma mesa.

O ambiente do restaurante é lindo e, na parte onde sentamos, havia uma vista maravilhosa para o jardim – onde, inclusive, estava rolando um casamento. O brunch custa U$42 (mais taxas e gorjetas) e inclui uma entrada, um prato principal e uma sobremesa, além de uma taça de Mimosa ou Espumante. De entrada, Thiago escolheu o Chicken Liver Mousse – patê de fígado de frango, servido com torradas. Eu escolhi o Sweet Corn Risotto – risoto de milho – em uma porção bastante generosa se considerarmos que era um aperitivo. De prato principal, decidimos escolher uma opção doce e outra salgada, para dividir. Optamos pelo burger, acompanhado de ovo e batata frita e as panquecas com blueberry. Gente, sério, morri por essas panquecas. Estou salivando só de lembrar! Nossas sobremesas foram o Espresso Crème Brulée e o Opera Cake. Tudo delicioso, não aguentávamos mais comer!

O Eqqus também tem opção de menu com preço fixo para jantar e para almoço, e também a la carte. Você pode conferir todos os menus aqui. Para fazer reserva, clique aqui.

Depois do almoço, aproveitamos para explorar os arredores do castelo e tirar algumas fotos. É tudo tão lindo e tranquilo. Fico imaginando o quão mágica deve ser a paisagem na época do outono! Vale lembrar que há pacotes especiais que incluem serviços de spa + brunch. Vocês podem conferir tudo no site.

Como chegar? De trem, da Metro-North. Os trens partem da Grand Central e também da estação 125th Street, no Harlem. Você compra o ticket nas máquinas de auto atendimento e escolhe “Round trip” (ida e volta) e o destino final é TarryTown. O preço do ticket varia conforme o horário. No nosso caso, era um domingo, off peak (fora do horário de pico) e os tickets custaram U$20 por pessoa, ida e volta. Cheque no painel as informações sobre os trens para saber em qual track você deve esperar. Guarde o ticket com você, pois um funcionário confere durante o trajeto. Saímos do Harlem às 10:54 e chegamos em Tarrytown às 11:25. Muito rápido, não? O trajeto passa à beira do Hudson River – e, vale avisar, a vista é incrível. Ao chegar em Tarrytown, havia vários táxis já esperando na área. Da estação de trem até o Castelo são cerca de 5 minutos e a corrida custa de U$8 a U$10. Vale baixar o app do MetroNorth: o Train Time (para horários) e eTix para tickets.

DICA! Você pode aproveitar a ida a Tarrytown e combinar a visita ao castelo com outro passeio: a residência dos Rockefeller! Clique aqui e confira meu post a respeito!

A senhorinha, o homem dos pés descalços, os franceses: meus vizinhos em Nova York

Na semana passada, escrevi um texto sobre o anonimato em Nova York e comentei a respeito do outro lado sobre essa história de ninguém te conhecer aqui. De como perdemos nossas referências, de como não somos mais quem éramos. Curiosamente, na mesma semana, um fato interessante aconteceu – e esse fato me  fez  pensar sobre os meus vizinhos e sobre o que sei sobre eles.

Vejam bem, eu moro em um prédio antigo de Nova York, conhecido como prewar, ou seja, um prédio que foi construído entre 1900-1939. Não temos elevador, mas temos muito espaço. Não temos mais uma empresa grande administrando o prédio, como acontecia onde morávamos antes – e, por mais incrível que pareça, temos mais atenção aqui do que lá. Nunca me esqueço do dia em que sumiram encomendas de mais de 10 apartamentos no nosso prédio anterior e a administração do prédio fez o quê? Nada. Não mostrou nem solidariedade, nem preocupação. “Se você encomendou algo, é sua responsabilidade”. Um por um, ninguém por ninguém.

E também temos menos vizinhos. Se no antigo prédio, uma construção da década de 80, havia cerca de 60 apartamentos, no atual, são apenas 11. Três no térreo e dois em cada andar seguinte, até o sexto. Sim, não há elevador e, sim, há pessoas morando no sexto andar. Novaiorquinos são super acostumados com essa vida de escadas. Acho que eu não me acostumaria, visto que já perdia o fôlego – e a animação com qualquer que fosse a oferta imperdível – ao visitar apartamentos em andares mais altos. Voltando aos vizinhos, eu não tinha contato com quase ninguém no prédio anterior. Levou quase dois anos para conhecermos o rosto do rapaz que morava no apartamento colado ao nosso. Lembro que a gente sempre o escutava  chegando, à noite, e as portas eram tão próximas que eu sempre levava um susto, achando que alguém estava tentando entrar na nossa casa. Tinha também uma senhora muito simpática que morava no andar de baixo. Na primeira vez que eu a encontrei no elevador, ela foi super querida e atenciosa e perguntou em qual apartamento eu morava. Qual não foi a minha surpresa quando ela, minutos depois, subiu, bateu a minha porta e disse: “apareça para tomar um café qualquer hora”. Agradeci, encontrei-a mais algumas  vezes e acabei nunca indo tomar o tal café. Também tinha uma vizinha super escandalosa no andar de cima. Atire a primeira calcinha ou cueca quem nunca lidou com um vizinho assim… hahahahaha!

Agora, voltando ao prédio atual… demorou uns três meses para eu conhecer algum vizinho. Rolou na situação mais inusitada possível. Tinha ido para a academia e deixei o celular em casa. Ao chegar, descabelada e suada, tentei abrir a porta de meu apartamento e quem disse que a desgraçada abria? “O que eu vou fazer agora?” Não tinha como ligar para  meu marido, nem para um chaveiro. Apelei para o apartamento que fica abaixo do meu. A vizinha, uma americana muito simpática, com um bebê muito simpático e uma cachorra maior que eu, abriu a porta. A ideia era tentar subir pela escada de incêndio, já que era verão e a janela de meu quarto estava aberta. Tentativa em vão: a escada estava muito alta. Enquanto ela tentava me ajudar com o que fazer, não parava de falar. Contou que seu marido tinha saído para pegar o carro, depois que ele teve um mini ataque de pânico ao achar que o carro deles tinha sido roubado. Ele só tinha confundido a rua onde o carro estava estacionado. Homens… Quanto ao meu apartamento, bem, precisei subir ao terceiro andar, bater à porta de outra vizinha e descer pela escada de incêndio. Foi uma aventura. A escada é íngreme e apertada. E eu não tinha nem o meu celular para filmar aquele momento! Preciso destacar, é claro, a prontidão com que a senhorinha do 3B atendeu o meu pedido. Pensem bem: uma moça com roupa de academia, que você nunca viu na vida, aparece a sua porta às 11 da manhã querendo entrar em sua casa para pular pela janela. Não pude deixar de notar o breu do apartamento, que tinha cortinas pretas, fechadas, num dia lindo de sol.

Acabou que o casal com o bebê se mudou poucas semanas depois. Foram substituídos por um casal francês – fato que descobri  em um sábado à tarde, por acaso, quando ele limpava o pátio (o apartamento deles, no térreo, tem pátio privado), enquanto escutava algo que talvez pudesse ser uma rádio francesa… Claro que podem ser canadenses também. Já ouvimos o sotaque e concluímos que são estrangeiros, como nós. Ah, e a bebê deles já nasceu; escutamos seu choro à noite algumas vezes e hoje ouvimos seus gritinhos e grunhidos fofos. Em alguns domingos de verão, eles fizeram almoços no pátio que pareciam ser uma delicinha. Receberam vários amigos e nos deixavam um tanto nervosos por manterem a porta do prédio aberta para suas visitas. A falta do senso coletivo, nestas horas,  irrita bastante. Sabe como é, brasileiro é desconfiado, vive com porta trancada e já imagina que qualquer pessoa que estiver passando pela rua vai aproveitar a oportunidade para entrar no prédio e roubar algo.

Nosso prédio ainda conta com algumas personagens. Tem o “coroa” de cabelos grisalhos que fuma e todos os dias desce para saciar o seu vício – afinal, não é permitido fumar dentro do prédio. Ele é o homem dos pés descalços, pois sai de seu apartamento, desce as escadas e fica nos degraus externos do prédio, descalço. Descalço. Tal visão me provoca arrepios, pois fico imaginando quanta poeira e cabelos grudam na sola de seus pés – sem contar o contato com as fezes de pombos, que deixam suas marcas em vários cantos – inclusive nos degraus onde ele fica em pé, tragando seu cigarro, enquanto lê o jornal. Não tenho ideia se ele é casado, se tem filhos, se mora sozinho. Mas ele sempre cumprimenta com um bom dia ou um “hello”. Em nosso prédio, tem também a menina descolada que mora em um dos studios do térreo. Studios são como as quitinetes, ou, apartamentos de um cômodo só. Ela tem um cachorrinho muito fofo – fato que me intriga, afinal, fomos proibidos de ter animal de estimação- escuta música Hare Krishna e acende incensos. Encontro-a poucas vezes, quando está levando seu pet para fazer as necessidades. Já ia me esquecendo do galã. Eu o encontrei outro dia, quando estava saindo cedo para a academia e ele, certamente, para o trabalho. Vestindo terno, todo engomadinho, usava um perfume muito gostoso, abriu a porta para  mim e desejou “bom dia” com muito bom humor. Lembro que fiquei pensando em como o cara deveria ser feliz – afinal, não é tão comum encontrar os novaiorquinos tão bem humorados logo pela manhã, numa terça-feira. Tem também o vizinho do outro studio, que assiste à TV com volume bem alto. A janela da frente do studio dele fica para a rua e, embaixo, fica uma espécie de baú, onde estão os quatro recipientes para os inquilinos colocarem o lixo. Pode não parecer, mas onze apartamentos produzem bastante rejeito. Tanto que todo mundo costumava empilhar bastante lixo ali – chegando à altura da janela do pobre vizinho que, revoltado, deixou um bilhete em sua janela. O recado foi simples: não empilhe o seu lixo, eu moro aqui. Justo. Desde então, ninguém mais fez isso.

E tem a senhorinha, do título do post. A que eu deixei por último. A que abriu a porta para eu pular a janela e entrar em meu apartamento que não abria de jeito nenhum. Logo quando nos mudamos, ela acabou encontrando conosco na entrada do prédio.  Muito querida, pegou na minha mão, deu as boas-vindas e disse que amava morar aqui. Isso eu só lembrei bem depois, claro. Lembro que respirei aliviada quando a ouvi  falando isso e concluí: escolhemos bem o nosso novo lar. Afinal, se uma pessoa de idade estava feliz morando ali, significava que ela tinha paz e tranquilidade, coisa que eu também procuro num lar. Quatro meses depois, essa mesma senhorinha foi protagonista de um episódio que eu nunca mais vou esquecer. Era uma noite de verão, minha mãe e minha irmã estavam aqui nos visitando. Minha mãe lavava a louça – olhem a ironia, eu demorei meses para usar minha lava-louças – meu marido guardava o resto da pizza que tínhamos pedido para a janta e eu minha irmã olhávamos as fotos que tínhamos feito naquele dia. Era tarde, por volta de 11 horas da noite. De repente, minha irmã me cutuca e aponta para a porta. Aquela senhorinha havia entrado em minha casa. Nós não tínhamos o hábito de trancar a porta – fazíamos isso apenas antes de dormir. Muito assustada – e sem lembrar quem ela era exatamente – eu perguntei o que estava acontecendo. Ela respondeu que ouviu vozes. “Hum, estamos falando muito alto”, pensei. De fato, estávamos rindo e conversando num tom mais exaltado. Respondi rapidamente – e incomodada com tamanho atrevimento: “Bem, a senhora poderia ter batido na porta, não?”. A essa altura, eu estava tremendo. Estava assustada, afinal, uma pessoa estranha havia entrado em meu apartamento. Eu senti medo, confesso. Mas ela era indefesa. Ela perguntou onde estavam as outras pessoas. Meu marido ofereceu pizza. Seguimos uma sequência de diálogos rápidos – enquanto minha mãe, que não fala inglês, olhava tudo sorrindo, sem entender nada. Decidimos perguntar à senhorinha onde ela morava. Ela não sabia. Ela não lembrava. De repente, ela se deu conta que tinha saído do ar. Foi quando eu lembrei que ela era a senhorinha do 3B. Meu marido a acompanhou até seu apartamento, onde sua irmã a aguardava, muito incomodada e sem paciência – e sem parecer que estava preocupada com o fato de a senhorinha estar zanzando de pijama sozinha àquela hora da noite. Concluímos que a senhorinha tinha algum problema. Alzheimer, talvez. Ficamos mal. Ficamos com pena e, no fim, ficamos aliviados pelo fato de nossa porta estar destrancada e ela ter entrado em nossa casa. Sabe-se lá onde ela poderia ter ido e o que poderia ter acontecido com ela…

Um ano mais tarde, por volta do mesmo horário, eu e Thiago assistíamos a mais um episódio de Narcos. De repente, alguém bate a nossa porta. Fiquei assustada. Era muito tarde, não conhecemos ninguém no prédio que tenha intimidade para bater a nossa porta àquela hora. As batidas continuam. Eu fiquei com medo. Digo para o Thiago: não abra, espie quem é. Sim, era a senhorinha, novamente. Espiei também e a vi, em suas roupas de dormir, quando escuto que alguém de cima a chama: “você mora no 3B”. Confusa, ela não sabe nem se para chegar ao 3B é preciso descer ou subir. A voz a orienta e diz que ela tem que subir. E lá foi ela. Talvez ela tenha tentado entrar outra vez, porém, nossa porta agora estava trancada.

Parei para pensar em quantas coisas aconteceram no último ano: quantas descobertas, quantas mudanças, quantas pessoas entraram em minha vida, quantas saíram, quantos aborrecimentos eu tive, quantas alegrias, quantos planos, quantas derrotas, quantas conquistas. E me senti grata por cada uma dessas coisas…

Não, essa não é a minha casa, mas poderia ser… quantas vidas, quantas histórias, quantas alegrias e quantas tristezas escondem-se atrás dessas portas? 

Vídeo: viajar não é “riscar da lista”: como organizar seu roteiro para Nova York

Um dos tipos de mensagens que mais recebo das pessoas que me seguem nas redes sociais e acompanham o blog é referente ao roteiro. São sempre as mesmas questões: ou as pessoas querem um roteiro pronto, ou elas querem saber os pontos imperdíveis, ou elas querem saber quanto tempo devem ficar em cada atração ou como dividir cada dia da viagem. Neste vídeo, eu falo sobre isso e dou algumas dicas a respeito de organização de roteiro. Espero que gostem!

Beleza: cosméticos para pele madura para comprar em Nova York

Vocês sabem que beleza é um dos assuntos fortes aqui no blog – e uma das minhas paixões, que me levou, inclusive, a criar um aplicativo de lojas de beleza em Nova York – clique aqui para saber mais. Já fiz vários posts e vídeos com dicas de lojas e produtos aqui na cidade – vocês podem explorar o conteúdo no menu “beleza”. E um dos pedidos que mais recebo é: dicas de produtos para quem tem pele madura. É interessante essa colocação, porque, na realidade, os produtos que indico aqui, seja de maquiagem, de pele, ou de cabelos, são indicados para todas. Minha mãe, por exemplo, usa tudo que eu levo para ela – e são muitas coisas que eu uso ou já usei. Ela ama! Então, para ajudar as leitoras com pele madura que querem investir em produtos de pele aqui em Nova York, eu pedi para a minha mãe listar os produtos que ela mais gostou! Ela tem 55 anos e acho que muito do meu amor aos cosméticos se deve a ela! Cresci vendo ela aplicando cremes, estava sempre se cuidando! Espero que curtam as dicas. Todos os produtos que ela cita foram escolhidos por mim. Alguns foram comprados e outros eu ganhei de assessorias – ela acaba me ajudando a testar tudo! 

Cuidar da pele é para A mulher que se ama. Nascemos e morremos. Nesse intervalo, vivemos. E viver implica se cuidar, afinal, nosso rosto, nossa identidade. Embora hoje exista uma certa ditadura estética, penso que, independente de idade ou naturalidade, cuidar-se faz bem. A pele do rosto, especificamente, mostra quem somos. Conheço muitas mulheres que pedem indicação de cremes, compram e os esquecem na gaveta, esperando a ação do creme por simbiose… Enfim… Lembro do que minha mãe dizia, desde quando eu entrei na adolescência: “Cuide, porque depois que amassa, não dá para passar a ferro.” Sábias palavras. Também lembro de alguém, já avançada na idade, afirmando que cuidar da pele pode ser de muitos jeitos, desde um creme caríssimo a um chá de rosa branca aplicado com um algodão. Então, com esse amor que tenho nos cuidados com a pele do rosto, a seguir socializo minhas experiências.

Revitalift Triple Power Deep-Acting Moisturizer, L’oréal – gosto deste creme porque tem uma textura sedosa. Alíás, acho que isso se deve aos componentes, pois deixa pele super hidratada e com a aparência luminosa. Notei que as linhas de expressão ficam menos evidentes, o que é muito bom, né? Para minha pele, não houve problemas com espinhas. Recomendo. É o que estou usando atualmente. E nunca esqueço: sempre depois de limpar. Às vezes, uso um tônico facial antes, o que reforça a luminosidade.

Nota da Laura: a fórmula conta com ácido hialurônico, um ingrediente poderoso para hidratar a pele, e também o complexo Pro-Xylane, criado pela L’Oréal e presente, inclusive, em produtos da Lancôme. Apesar de o ácido hialurônico não estar presente em grande quantidade na fórmula, o Pro-Xylane está e essa molécula consegue ter melhor performance e penetrar com mais facilidade na pele. Como resultado, confere mais elasticidade.

Preço: U$25, em média. Onde encontrar? Nas farmácias, na Target, no Walmart e na Harmon.  Clique aqui para comprar na Amazon

Radiant Youth Firming Crème,Volante Skincare – creme DD: Dos Deuses! Comecei a usar quando a temporada de praia estava acabando. Fez milagres com a aparência de meu rosto. Por mais que se use filtro solar, o sol sempre agride a pele. Talvez por isso que o resultado tenha sido tão nítido: linhas e rugas diminuíram, notei a pele mais firme e, o melhor, com muito mais brilho! Também não apareceram espinhas!

Nota da Laura: a fórmula deste creme nutre a pele, proporcionando uma esfoliação suave para deixar a aparência radiante. Um potente mix de antioxidantes protege a pele do dano de radicais livres, evitando sinais futuros de envelhecimento. 

Preço: U$85. Onde encontrar? No site da marca e na Cedra Pharmacy. Clique aqui para comprar na Amazon

Egg White Pore Mask, Skinfood –  quando a Laurinha trouxe alguns produtos coreanos, pensei: ih, acho que não são bons…mas engoli meu preconceito, porque esta máscara é um sonho. Sabe quando você está com a pele cansada, principalmente quando a semana está terminando? Pois é, nada melhor do que ela: pode deixar no rosto e esquecer. Ou melhor, pode deixar no rosto por uns vinte minutos, é o tempo que eu deixo. Ela tem uma textura não tão lisa. Gosto de aplicar com o rosto um pouco úmido. Depois, lavo, passo um tônico e hidrato. O resultado é muito bom: pele revigorada!

Nota da Laura: que fique claro que ela gostou tanto desse produto que ficou com o meu pote! Desde então, já deve ter usado uns três potes! Essa é também uma das minhas máscaras favoritas e é um dos produtos mais vendidos da Skinfood. Se você tem pele oleosa, é excelente! 

Preço: U$10, em média. Onde encontrar? Na Besfren Beauty – 315 5th Ave.  Clique aqui para comprar na Amazon

Eye Contour Crème, Själ Orbe: quando uso um creme pela primeira vez já posso dizer se faz diferença ou não. É o que aconteceu com esse creme para a área dos olhos: muito bom! Percebi luminosidade, firmeza e suavização nas linhas de expressão. Gosto de aplicar à noite e fazer movimentos de cima para baixo, como se fosse uma “mallhação” na região dos olhos.

Nota da Laura: a fórmula conta com complexo peptídico para desintoxicação de olheiras, molécula ativa de efeito lift, complexo de aminoácidos, vitamina C, extrato de algas, complexo para proteção da perda de hidratação. Apesar de ser um creme caro, a minha dica é: vocês podem pedir uma amostra na loja – a Space NK – para testar. 

Preço: U$180. Onde encontrar? Na Space NK (vários endereços, confira todos no meu app NYC Beauty).  Clique aqui para comprar na Amazon.

Revitan Enhancer, Dr. G – esta linha de tratamento é muito boa. Os resultados são animadores. O fluido que está nas ampolas diminui as linhas de expressão de forma fantástica. Para testar, aplique uma gota no dorso da mão. O resultado é digno do antes e depois. Use à noite, depois da limpeza e só. Se aplicar no pescoço, poderá notar maior firmeza e vigor na pele. Mas, para acreditar, faça o teste que sugeri. A pele madura agradece!

Nota da Laura: essa linha conta com dois kits. O primeiro conta com creme, tônico e emulsão. O segundo conta com quatro ampolas, que potencializam o uso do primeiro kit. Os produtos levam EGF Epidermal Growth Factor – um polipéptido (ou cadeia molecular de aminoácidos) desenvolvido para acelerar a recuperação da pele, ele  estimula o crescimento da mesma no nível celular.  A Dr G. é uma marca coreana criada por um médico super renomado na Coreia, dono de várias clínicas de estética no país.

Preço: Revital Enhancer Cream Set U$115 – Revital Enhancer Ample U$189. Onde encontrar? Na Club Clio (vários endereços, confira todos no meu app NYC Beauty). 

Charcoal Flower Mask, Soo Ae – toda essa linha de máscaras é realmente divina. Sabe aquele dia em que você decide amar a pele de seu rosto? Pois é, depois do banho e da limpeza facial, aplique a máscara e relaxe. Pense que está em um spa! Laura me presenteou com muitas e eu presenteei algumas amigas com elas. Os resultados foram muito comentados. E pena que não temos aqui. Sempre uso à noite e, depois de quinze minutos, retiro a máscara e faço massagem. Deixo no rosto até o dia seguinte, pois a pele absorve totalmente.

Nota da Laura: essas são as famosas Sheet Masks, já falei a respeito delas várias vezes, em vários vídeos! Apesar da mãe ter comentado sobre essa em específico, toda loja coreana conta com uma gama vasta de Sheet Masks. Vale comprar várias, já que o preço compensa!

Preço: U$5 em média. Dá pra encontrar Sheet Masks por menos! Confira a categoria de lojas coreanas no app NYC Beauty!

Advanced Génifique Youth Activating Serum, Lancôme – Esse produto é muito bom. Quando aplico, percebo como minha pele precisa dele. Parece que ela está com sede! A absorção é imediata. Melhora a textura da pele e define melhor o contorno. Sempre uso pela manhã e à noite. Os resultados são animadores.

Nota da Laura: esse sérum da Lancôme tem um preço um tanto salgado. Novamente, sugiro pedir uma amostra na Sephora para testar. Outra dica de ouro: o Youth Code Serum Intense Daily Treatment, da L’oréal, é um bom genérico para esse sérum! Eles proporcionam os mesmos benefícios. A diferença é que o sérum da Lancôme tem uma forma de Vitamina C. Se optar pelo da L’oréal, combine com um creme hidratante rico em antioxidantes. 

Preço: U$105. Onde encontrar? Na Sephora.

Water Vital Sleeping Mask, Dr. G – esse foi outro produto que a Laura trouxe e eu amei. É como um creme, mas tem função de máscara e aplico como último passo da rotina de cuidados noturnas. É notável a diferença que ele faz na pele, o rosto acorda revitalizado! A fórmula é super leve e não meleca.

Nota da Laura: também conhecido como sleeping pack, esse produto, que deve ser o último passo da rotina de cuidados com a pele, é uma dose a mais de hidratação para a sua pele. Apesar do nome mask, trata-se de um creme com fórmula rica e absorção rápida – mas que age no rosto como uma máscara, promovendo vitalidade,luminosidade, hidratação – enfim, os benefícios dependem de cada produto – porque né, há sleeping masks com propósitos diferentes. Não precisa se preocupar – seu travesseiro não vai acordar manchado! Apesar de não ser um produto mandatório – a sleeping mask pode trazer grandes benefícios à pele, principalmente às de tipo seco. O ideal é usar o produto de 2 a 3 vezes por semana. Essa sleepping mask é uma das minhas favoritas também e o custo-benefício compensa pelo tanto que você usa! 

Preço: U$36. Onde encontrar? Na Club Clio (vários endereços, confira todos no meu app NYC Beauty). 

Soft Milk Whipping Cream, Mizon – esse creme funciona! Normalmente, quando aplicamos um creme no rosto, percebemos o resultado, mas não ficamos em frente ao espelho por 24 horas, para ver como a pele se comporta. Comecei a usá-lo e cedi para minha mãe, já que ela havia acabado o que usava. Bem, ela tem 87 anos e a pele dela ficou maravilhosa! Foram só elogios: dela para o creme e dos filhos para a pele dela: “Como a mãe está bonita!” “O que a senhora passou no rosto?” Ou seja, Laurinha, presentinho na próxima, né? Pele luminosa e suavização das rugas. Quer mais?

Nota da Laura: comprei esse creme em uma liquidação do Peach & Lily

Preço: U$15 no eBay

Premium Gold Snail Cream, Goodal – Outro creme muito bom. A textura é um tanto estranha, é um gel, no final das contas, mas se observarmos a fonte, está explicado, né? Notei, já depois da primeira aplicação, a melhora na textura e na elasticidade. Bom para combater a flacidez e suavizar as linhas e rugas.

Nota da Laura: esse creme conta com extrato do muco de caracol/caramujo, um ingrediente usado por muitas marcas coreanas por conta de suas propriedades antiidade. 

Preço: U$52. Onde encontrar? Na Club Clio (vários endereços, confira todos no meu app NYC Beauty).  Clique aqui para comprar na Amazon.

Gostaram das dicas de mamãe? Não esqueçam de baixar o meu app NYC Beauty e também de seguir o perfil no Insta @nycbeautyapp – tem dicas diárias de produtos lá. 

Alimentação barata em Nova York – Soho/Greenwich Village – parte 2

Essa é a parte 2 das dicas do Thiago, meu marido. Como foi mencionado no primeiro post, ele trabalhou por um bom tempo no Soho, e descobriu muitos lugares legais – e baratos – para comer. Ele reuniu as dicas dos lugares que ele adora e acha que vale a pena e nós dividimos essa série em três posts! Para conferir o primeiro post, clique aqui. 

IMPORTANTE: para todas as opções listadas abaixo, a média de preço para uma pessoa é de U$8 a U$12. 

1. Parisi Bakery – Com mais de 100 anos de história e com gestão e operação familiar, a Parisi Bakery é uma padaria italiana que tem os melhores (e talvez os maiores) “sandubas” da cidade. Além disso, eles também fornecem pão para uma grande variedade de restaurantes de Nova York diariamente. Se essa for sua primeira vez na Parisi, minha recomendação aqui é o famoso “The Dennis” sandwich. Se o atendente perguntar qual tipo de pão você quer, peça o “Parisi Bread”. O “The Dennis” é um super sanduba, com frango à milanesa fatiado, mozzarella fresca, tomate, presunto de parma e molho pesto especial da casa. Além do “The Dennis”, duas outras escolhas excepcionais são o “Egg and Potato on a hero” ou o “Salami, Muenster, Lettuce, Tomato, Pickles, Mayo, Mustard, on potato bread”. De qualquer forma, na Parisi não há escolha errada. Frank Sinatra comprava pão na Parisi na Mott Street e o mais interessante é que, depois de sua mudança para a California, ele fazia uma encomenda de pães da Parisi de Nova York para a California toda semana. Observações importantes: Pagamento somente em cash; filas durante o horário de almoço são praticamente certas e o tempo de espera é entre 10 a 20 minutos.

Endereço: 198 Mott Street (entre Spring e Kenmare Street).

2. Saigon Vietnamese Sandwich Deli – Como o próprio o nome diz, o Saigon é uma lanchonete especializada no Banh mi, sanduíche típico da culinária do Vietnã, preparado com frango ou carne de porco e repleto de legumes e folhas verdes (normalmente coentro) em um pão baguete. Introduzido pelos franceses, que no começo do século 20 levaram o pão baguete para o Vietnã, o Banh mi inicialmente tinha apenas pão, manteiga e presunto ou patê – típico sanduíche parisiense. Porém, com o tempo, durante o período de colonização da Indochina francesa, alguns ingredientes nativos da região como os pepinos, a cenoura e o nabo começaram a ser adicionados na receita até chegar à maravilha que temos hoje. Minha recomendação é o Bánh mì #1 House Special com carne de porco. O número #3, “Grilled Minced Pork with Sweet Glaze”, com carne de porco moída com molho agridoce, número #4 “Meatball of Pork & Water Chestnut”, com almôndegas de carne de porco, e o número #8 “Curry Chicken”, também são escolhas sensacionais! Todos os sandubas vietnamitas do Saigon levam coentro, pepino fatiado, cenoura e nabo ralado, além da opção de jalapeño adicional (mas só recomendo adicionar se você gostar de comidas apimentadas). Observação importante: pagamento somente em cash.

Endereço: 369 Broome Street (entre Mott e Elizabeth Street).

3. Taim Falafel and Smoothie Bar – Mais uma opção com comida do oriente médio. O grande diferencial do Taïm comparado a outros lugares de falafel em Nova York é que aqui você escolhe o sabor de falafel que você quer. As opções são: Green (o tradicional, com coentro, salsa e menta), Harissa (com temperos da Tunísia) e Olive (com azeitonas kalamata). Como sou um grande apreciador de falafel, minha escolha aqui não podia ser diferente. Dependendo do tamanho da minha fome, fico entre o Falafel Sandwich (no pão pita), o Falafel Salad ou o Falafel Platter. Se você optar pelo sanduíche, você tem que escolher, além do sabor do seu falafel, também o tipo de pão pita (branco ou integral) e os acompanhamentos adicionais (pode pedir todos). Dentre as opções de acompanhamentos, tem o amba (molho feito de puré de manga e de grãos de feno-grego), s’rug (molho verde com coentro, alho e pimentão), picles e pimentão. Se você optar pelo prato (platter) de falafel, os acompanhamentos são fixos: hummus, salada israelense, salada de repolho e tahine. O Sabich Sandwich, apesar de não ter falafel, é uma combinação perfeita com beringela, ovo cozido, hummus, salsinha, tahine e salada israelense. Esta também é uma das minhas recomendações. E, para fechar com chave de ouro, você tem que experimentar a sobremesa mais tradicional da Turquia, o Baklava. É uma massa bem parecida com a massa de croissant, bem molhadinha, recheada com pistachio e nozes. Ah, e se você for como eu, não vai ter como não pegar uma das “vitaminas” (smoothies) da casa. Minha predileta é a “Date + Lime + Banana + Soy” (Figo, Limão, Banana e leite de soja).

Endereço: 45 Spring Street (entre Mulberry e Mott Street).

4. Tuck Shop – Lugar especializado em tortas australianas. As tortas australianas lembram muito as nossas tradicionais empadinhas, mas num tamanho bem maior e com uma massa mais grossa, molhadinha, deliciosa. A variedade de recheios é grande, com opções como carne, cordeiro, porco, frango, mac’n cheese e vegetais. As tortas são caseiras – ou seja, fabricadas e assadas no local, com ingredientes naturais. Meu combo favorito no Tuck Shop é a torta de “Guinness Steak and Mushroom” ($6) acompanhada da Kale Salad ($6). Esse combo, para mim, é suficiente para me deixar satisfeito no almoço. O local é pequeno e conta com algumas mesas para sentar.  Sou completamente apaixonado pela mistura de massa e carne – adoro o famoso “empadão” brasileiro – então, não é difícil entender porque eu gosto e recomendo o Tuck Shop. Às sextas e sábados, o local fica aberto até às 5 da manhã. Recomendo as tortas australianas para qualquer hora do dia, seja almoço ou jantar, ou até mesmo para um lanche rápido – e reforçado – da tarde.

Endereço: 68 E 1st Street (entre 1st e 2nd Avenue).

5. Bite – Com um dos menus mais ecléticos da cidade, o Bite é um dos poucos estabelecimentos que conheço que consegue misturar cozinhas como a mediterrânea, tailandesa e israelense de uma forma tão criativa. Os pães e os queijos usados são de produtores locais. As sopas são preparadas do zero, todos os dias. O destaque, na minha opinião, fica para os sanduíches mediterrâneos e paninis, servidos do delicioso pão ciabatta. Se você gosta de atum e de comida levemente apimentada como eu, o Mediterranean Tuna Panini com adicional de queijo suíço (swiss cheese) é a minha recomendação absoluta. O Bite tem 3 localizações em Manhattan, mas uma observação importante sobre a unidade da Lafayette é que não existe lugar para sentar e comer, somente a opção de pedir para levar.

Endereço: 335 Lafayette Street (entre Bleecker e Houston Street).

Gostaram das dicas do Thiago?

 

Aula de culinária na The Brooklyn Kitchen

Eu sempre amei cozinhar, não sei se já comentei isso aqui no blog. Adoro pesquisar e testar novas receitas e amo receber os amigos em casa para um jantar especial. Cozinhar é como uma terapia! Minhas amigas me conhecem tão bem nesse quesito que no meu último aniversário, em julho, fui surpreendida por elas com um presente para lá de especial: uma aula de culinária na The Brooklyn Kitchen! Acabou demorando um pouquinho para fazer a aula, mas estive lá há algumas semanas e a minha experiência foi bem bacana e achei que merecia ser compartilhada aqui no blog. Aliás, minhas amigas me conhecem tão bem que quando me presentearam já disseram: você pode escrever no blog depois! E, claro, elas estão esperando um convite pra jantar também, que eu bem sei. Espertinhas, né? Hehehe.

A história da The Brooklyn Kitchen começou em 2006, quando a então loja de cozinha oferecia algumas aulas de vez em quando. Taylor Erkkinen e Harry Rosenblum reconheceram uma oportunidade de criar espaço comunitário no bairro de Williamsburg, Brooklyn. Em 2009, depois do sucesso insano das aulas de carne de porco, mudaram-se para um novo endereço. Em julho deste ano, a The Brooklyn Kitchen abriu seu novo estúdio de cozinha em Industry City, um endereço menor, projetado para operar em um modelo de Cozinha Contínua. A filosofia da Cozinha Contínua opõe-se à culinária baseada em comidas e baseada em projetos e, em vez disso, promove a prática de cozinhar um pouco de cada vez, o tempo todo.

A The Brooklyn Kitchen acredita que o ato de cozinhar não deve ser difícil. Pessoas reais devem comer alimentos caseiros todos os dias. A comida deve ser algo que apreciamos todos os dias, uma oportunidade de nutrir seu corpo, mente e alma com cuidado e esforço razoável. Cozinhar não é competição ou exibição. Apesar de Nova York ser uma cidade com ritmo frenético – e com cozinhas pequenas – a escola acredita que há tempo e espaço para cozinhar. As aulas são concebidas para que os alunos incorporem a atividade em seu dia a dia de uma maneira natural.

O catálogo da escola conta com mais de 30 aulas diferentes! São aulas individuais, que englobam desde técnicas – tem aula para ensinar só sobre corte – e receitas – tem massa, sopas, molhos, tacos, comida de rua japonesa, comida vegana… Eu escolhi a aula de pizza! Eu amo pizza, já fiz muita pizza em casa – mas sempre comprando a massa pronta. Aí não tem graça, né gente? Minha aula foi na unidade de Industry City (é um complexo do Brooklyn que está crescendo, farei post a respeito em breve). Nossa turma tinha 8 alunos e nós aprendemos tudo sobre a pizza napolitana: desde como fazer a massa e todas as técnicas envolvidas até dicas de como escolher os ingredientes que vão em cima da massa. Obviamente, tivemos o trabalho duro de experimentar tudo depois… hahaha. A escola ofereceu, inclusive, duas cervejas por pessoa para o jantar. Eu trouxe para casa massa fresca para assar depois e também recebi a receita por e-mail no outro dia. A aula foi muito proveitosa e divertida: nosso professor era muito querido e animado e acompanhava de perto tudo que estávamos fazendo.

Recomendo muito! Já estou doida para fazer a aula de massas! Acho que é uma ótima oportunidade para quem mora aqui e quer fazer algo diferente – e, de quebra, incrementar suas habilidades culinárias. Também acho que seja bacana para quem esteja passeando e tenha mais tempo na cidade – afinal, é uma ótima oportunidade para treinar o inglês! Vale lembrar que as aulas da The Brooklyn Kitchen são todas individuais. Cada aula dura cerca de duas horas e custam U$95 cada. Você pode clicar aqui para conferir todas as aulas. Para saber disponibilidade das aulas, clique em “view details” ou confira o calendário aqui.

Endereços: 100 Frost St / 220 36th St #2-A.