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Laura Peruchi

Baladas e bares LGBT em Nova York

Sim, esse é um blog democrático e que apoia a causa LGBT. Nova York é uma cidade rica em diversidade: há uma mistura incrível de culturas, de línguas, de cores e também de gêneros e opções sexuais. Preconceito não tem lugar aqui: você vai ver homens de mãos dadas e mulheres de mãos dadas. E isso é completamente normal, porque a opção do outro não é para ser um problema meu. Levando tudo isso em conta, acho que é justo falar das opções que a cidade oferece para o público LGBT. Para isso, convidei meu grande amigo Leandro Veneziani, que selecionou baladas e bares imperdíveis para quem está de viagem marcada para a Big Apple! O Lê morou aqui – e lá no canal dele tem vários vídeos sobre a cidade! Os critérios dele foram: popularidade, história e, claro, experiências que ele teve vivendo por três em Nova York.

1 – Industry Bar – Não tem como falar de balada LGBT sem falar da Industry. Situada em Hell’s Kitchen, um dos bairros mais gays de NY (e muito próximo ao furdunço da Times Square), a Industry é um bar/balada que abre todos os dias e é também “casa” de muitas drags famosas que começaram fazendo shows lá, como a vencedora da oitava temporada de RuPaul, Bob The Drag Queen. Lá toca de tudo, tudo gay claro haha. Não paga pra entrar, o preço dos drinks são “ok” – mais ou menos U$8 por um drink de Vodka com Cranberry. E é legal também que, por conta da localização (perto de muitos hotéis), o lugar recebe muitos turistas além dos novaiorquinos. Sem dúvida um dos melhores luagres pra ferver em Nova York.

Nota da Laura: já fui na Industry com o Leandro e é realmente demais!!!! 

Endereço:  355 W 52nd St.

2 – The Stonewall Inn  – O lugar onde “tudo aconteceu”. Stonewall não é só um bar/balada legal que recebe shows drags, é também um marco na história da Queer Culture. Em 1969, uma manifestação deu início ao movimento LGBT, que enfrentou as autoridades e a polícia na conhecida “Revolta de Stonewall”. Grandes nomes como RuPaul, Lady Bunny, dentre outros já deixaram sua marca lá. Além disso, o bar se situa em outro bairro gay da cidade, o Village, um bairro “cool” de Nova York cercado de lojas, bares e baladas incríveis. O preço pra entrar varia por conta do evento, mas geralmente a entrada é free. Confira mais no site.

PS: vale lembrar que o Stonewall fica perto do Big Gay Ice Cream, uma sorveteria de-lí-ci-a que é essencial pra todos que querem dar “um close” em Nova York e tirar umas fotos afrontosas. 

PS 2: foi lá que gravei a maioria das cenas do “Quero Ser Gay”.

Endereço: 53 Christopher St. 

3 – Cubby Hole – Também no Village, o “Cubby Hole” é uma ótima escolha pra fazer um esquenta ou beber com “as miga”. Cheio de drinks bons, diferentões e com um preço acessível,  é um dos bares gays mais famosos de Nova York e conhecido por ser um “bar lésbico”, o que não é tão comum no Brasil. O bar é lindo, com uma decoração incrível e cheio de gente bonita para dar aquela flertada. Também é free pra entrar. Confira mais no site.

PS: lá tem um jukebox super legal que dá o efeito especial para o lugar, e mais legal ainda, com alguns trocados dá pra fazer “sua música” tocar. 

Endereço:  281 W 12th St A.

4 – Fire Island – Se você quer conhecer e curtir a fundo a Queer Culture de Nova York, a Fire Island é o melhor lugar para isso. Isso vai te custar um pouco mais de grana e disponibilidade, já que a ilha não fica em Nova York. Mas nada que um trem, um carro e um ferry não resolva. Em média, esse passeio custa cerca de U$50 por pessoa. A ilha é o “gayest place” in the world. Cheia de bares, restaurantes, pool parties, drag queens e muuuuuuita gente bonita. E não se engane achando que é um lugar de pecados e perdições! Muitas famílias estão por lá com seus filhos e é um lugar super friendly. Muita curtição da manhã até a noite quando as festas chegam no clímax! Clique aqui e cheque as opções de transporte. Confira as festas mais famosas que rolam na ilha. 

PS: já existe até um reality show que chama “Fire Island” e mostra as férias de um grupo de amigos gays.

5 – “Bar Hopping” – Trata-se de uma expressão que em português significa “ir de bar em bar”. E parece bobeira mas é A MELHOR MANEIRA de conhecer e experimentar lugares legais em Nova York. Mas, para dar a dica certeira, eu recomendo fazer isso em Hell’s Kitchen, por ser um bairro mais turístico, perto de locais conhecidos/hotéis e por ser uma graaande concentração de bares e baladas gays na cidade.  Nova York é a cidade que nunca dorme, mas, para nós brasileiros, não é beeeem assim. Nós somos um povo conhecido por sermos muito festeiros, o que às vezes nos faz ficarmos decepcionados com as baladas americanas, e como a maioria das baladas e bares na cidade são free pra entrar, nada melhor do que ir de bar em bar e curtir o melhor de cada um! Dica de quem morou três anos em Nova York e saía quase todos os dias hahaha. Na área de Hell’s kitchen, recomendo a Posh (405 w. 51st St), Therapy (348 W 52nd St,), Boxers (742 9th Ave), Ritz (369 W 46th St) e até a Industry. Então nada melhor do que beber uma em cada lugar (se mpre atento para não beber na rua, porque lá é proibido hahaha) e curtir e dançar em todas esses lugares.”

Não esqueçam que é preciso apresentar identidade para entrar em bares e baladas em Nova York e também é preciso ser maior de 21!

Leandro, adorei! Não deixem de conferir o  canal dele, com vários vídeos sobre a cidade!

While We Were Young – restaurante super fofo em Nova York

Eu sou uma vítima de algumas modinhas, confesso. Basta um restaurante ser bonitinho e instagramável e lá estou eu batendo ponto no local para conferir. Brincadeiras à parte, aprecio uma boa comida, mas se o ambiente do restaurante for bacana, o local ganha pontos. Mas também não dá para ser bonitinho porém ordinário – por mais que o Instagram nos mostre o contrário. Bem, esses restaurantes fofos são a cara de Nova York: sempre tem um spot novo fazendo sucesso por aqui. O While We Were Young é um deles. Eu e a Raquel estivemos lá outro dia para almoçar e decidi dividir nossa experiência com vocês aqui.

O While We Were Young fica no West Village, uma região super charmosa da cidade. O proprietário, Bradford Dunigan, nascido e criado em Fort Lauderdale Beach, Flórida, cresceu em uma casa onde os detalhes sempre foram importantes. Sua mãe, um ex-modelo, cobria a casa em flores. Isso explica porque o bar é coberto de pétalas. O ambiente é intimista e pequeno, e o restaurante foi pensado para proporcionar uma experiência aos clientes. O While We Were Young costuma ficar agitado no fim da tarde, quando se torna um local perfeito para Happy Hour. Aliás, os drinks são especialidade da casa – principalmente o While We Were Young, feito com vodka, baunilha, e espumante.

Apesar do local se destacar pelo bar, seu menu de comida é bem caprichado. A cozinha oferece pratos de culinária americana contemporânea. Aperitivos incluem burrata, tartar de atum e saladas. Nos pratos principais, as opções vão desde avocado toast, passando por hamburguer (com versão vegana), peixe, massa, lagosta e frango. Eu e a Raquel pedimos uma burrata e um hamburguer, para dividir. A Burrata (U$18) foi uma das mais gostosas que já comi na vida – acompanhava peras, cerejas e e avelã (eu amo a mistura do doce com os salgados). O hamburguer (U$22), veio acompanhado de batatas e estava estupendo. Muito, mas muito gostoso, com um molhinho com alho, além de cebolas crocantes. Sim, os preços são um pouco altos, mas tudo estava tão bem preparado e gostoso que valeu cada centavo.

E quando estávamos indo embora, o garçom nos surpreende com uma cortesia: uma sobremesa. Um bolo de cenoura servido como sanduíche, com recheio e cobertura deliciosos, além de nozes, que deram um toque perfeito. Sério, que sobremesa mais delícia! Saímos de lá faceiras, felizes e satisfeitas (com a comida e com o atendimento).

O While We Were Young abre todos os dias a partir das 11 da manhã – e serve brunch aos fins de semana. Você pode clicar aqui para conferir o menu completo. O local não aceita reservas e é perfeito para grupos de até 4 pessoas.

Endereço: 183 W 10th St

Conhecendo o New York Transit Museum

Uma das experiências mais “locais” de qualquer pessoa que visita Nova York é andar de metrô. Sempre digo que é no metrô que a verdadeira rotina novaiorquina acontece. Metrô sempre rende histórias engraçadas, performances interessantes e figuras excêntricas. Mas, além do fator entretenimento, não dá para negar o fator praticidade: o metrô tem uma cobertura incrível e funciona 24 horas por dia. E eu amo isso! Amo poder ir pra lá e pra cá de metrô, acho incrível. Óbvio que precisaria de muitas melhorias, mas eu tento focar no que é bom, principalmente depois de ter conhecido mais sobre a história do metrô, através da nossa visita ao New York Transit Museum.

Fundada em 1976, o New York Transit Museum  é dedicado a contar e preservar as histórias do transporte de massa na cidade, um sistema que funciona 24 horas por dia, todos os dias do ano. O museu fica localizado no subsolo, em uma autêntica estação de metrô, do ano de 1936, no centro do Brooklyn. Através de artefatos, fotos, vídeos e textos, o local conta a história do sistema de transporte de Nova York. Uma das exposições conta como foram feitas as construções na década de 20, quando o metrô começou a ser desenvolvido. Condições de trabalho precárias e acidentes marcaram o período. A exposição que eu mais gostei é a que mostra como a MTA gerenciou o sistema de transporte frente a diversas crises – como ataque de 11 de setembro, o furacão Sandy e um blackout que deixou a cidade sem luz. Com fotos e vídeos das épocas e depoimentos de funcionários da empresa, dá para reviver um pouco do que cada um desses episódios causou à cidade.

Na área da plataforma, dá para viajar pelo tempo, através dos trens de diversas décadas, e ver como tudo foi se modernizando. Amei ver os trens vintage! O interior preserva propagandas e mapas de cada época. Falando em propaganda, se você já veio para Nova York, sabe que sempre está veiculando alguma campanha sobre boas maneiras e etiqueta no metrô. E no New York Transit Museum tem uma sala que reúnve vários cartazes de campanhas antigas. Eu adorei! E além dos trens, tem também uma área menor, dedica aos sistema de ônibus. Dá até para embarcar e fingir que você é o motorista.

Já falei algumas vezes que não sou uma pessoa muito fã de museus, mas adorei conhecer mais sobre o sistema de transporte da cidade através do New York Transit Museum. É um programa diferente e incrível! Mas é preciso ter um bom entendimento de inglês porque há muito conteúdo para ser lido e escutado. Os ingressos custam U$10 (adultos) e U$5 (crianças acima de 2 e idosos acima de 62). O museu abre de terça a sexta, das 10 às 16h e aos sábados e domingos, das 11 às 17h.

Ah, e não poderia deixar de falar da loja de souvenirs do museu, cheia de produtos temáticos do metrô e da cidade de Nova York, com opções para todas as idades!

Endereço: Boerum Pl & Schermerhorn St. (tem uma Harmon pertinho!)