Diário de viagem

Diário de viagem a Nova York – Gracia Cardeal

O Diário de Viagem é uma seção que traz relatos de leitores do blog. Nesses relatos, eles contam como foi a viagem a Nova York, o que mais gostaram de fazer, o que não gostaram, dividem dicas, enfim: um diário mesmo. A convidada de hoje é o Gracia Cardeal, do Rio de Janeiro, RJ. Ela ficou 7 dias, em março de 2018. Para conferir mais relatos, clique aqui.

Em março de 2018, em comemoração ao aniversário de 15 anos do meu flho, eu, minha filha de 17 anos e meu filho aniversariante fizemos uma viagem de uma semana para Nova York. Assim distribuímos os  dias:

1º dia –  (05/03) segunda – Chegamos no aeroporto JFK por volta de 11h e seguimos exatamente como ensinado no vídeo da Laura, que já havíamos assistido diversas vezes para pegar Air Train e metrô.  Éramos 3 pessoas e cada um levava uma mala daquelas de bordo e uma bolsa (os meninos mochila). Funcionou perfeitamente e ainda ajudamos uma turista chilena, pois não tem como errar seguindo todos os passos do vídeo. Compramos o cartão de metrô com validade para uma semana. Nosso hotel era o Windham New Yorker e pedimos um quarto com vista. Quando chegamos no quarto a vista era para o Rio Hudson, lindíssima, mas nós queriamos uma vista especial para o Empire State. Desci na recepção e pedi para mudar de quarto, no que fomos atendidos, mas teríamos que esperar o check in para as 15h, ocasião em que o quarto estaria livre para nós. Deixamos as malas no hotel sem custo e partimos para a Best Buy (fomos a duas) de metrô, para pesquisar preços. Neste percurso, passamos pela St Patricks, Public Library, Rockefeller Center para ver a pista de patinação, tudo sem muito compromisso, foi bem mais para apresentar a cidade para as crianças que não conheciam. Voltamos para o hotel e haviamos conseguido uma suíte com a vista mais deslumbrante que poderiamos imaginar, de cara para o Empire State Building, no 33º andar. Foi muito surpeendente e valeu a pena o convencimento com a recepcionista do hotel, com muito jeitinho, de que estávamos em uma data especial, ela caprichou. À noite, comemos pizza ali por perto.
2º dia – (06/03) terça – Esse era o dia do aniversário do meu filho e queríamos celebrar com que Nova York tem de mais icônico, portanto, partimos para o sul da ilha para pegar o Ferry para a Estátua da Liberdade. Por volta das 9h am chegamos lá e compramos o bilhete na hora, não havia fila. O dia estava muito frio, mas estava sol. A fila para entrar no ferry passa por uma revista que demorou cerca de uma hora. Chegamos na ilha, rodamos por lá, tiramos fotos, fomos à loja de souvenir e passamos a manhã toda por lá. Depois, fomos para o local onde se pega o ferry para Ellis Island, (é incluído no mesmo ticket), visitamos o museu do Imigrante, almoçamos hambúrgueres por lá e visitamos a lojinha de souvenir. Fomos embora e, ao chegar no Battery Park, exploramos a região ali do sul da ilha também sem muito compromisso e voltamos para o hotel. À noite, fomos ao restaurante R-Lounge que fica no lounge (como o nome ja diz) do hotel Renaissance, com uma vista deslumbrante e privilegiada da Times Square, (parece que você está numa gaiola de vidro flutuando sobre a Times). Chegamos lá e estava havendo uma festa de uma empresa, e os melhores lugares estavam ocupados (embora eu houvesse pesquisado o local, eu não reservei). Entretanto, eu expliquei para a garçonete que era uma ocasião especial, e ela foi muito fofa, disse que estava terminando a comemoração da empresa e que nos daria o melhor lugar do restaurante, como de fato deu. As crianças comeram hamburgueres e eu comi um cordeiro com creme de palmito, que estava uma delicia, a conta deu cerca de 90 dólares com as bebidas. Voltamos para o hotel de metrô.
3º dia –  (07/03) quarta – Nesse dia, havíamos programado ir ao Jersey Gardens. Quando acordamos, vimos a neve caindo pela primeira vez em nossas vidas e tingiu todos os telhados e as ruas de branco, uma verdadeira nevasca atingiu a cidade. Fomos até o Port Authority Station ainda com o intuito de ir para New Jersey. No guichê, a funcionária nos desaconselhou a ir e disse que muitas rodovias seriam fechadas e poderíamos ficar presos lá. Então, mudamos de ideia e passamos para o que tínhamos programado para a sexta, o Met. Fazíamos tudo de metrô, pois tinha assistido todos os vídeos e todas as informações adquiridas no blog, grupo, e-book da Laura, mas nesse dia resolvemos pegar Uber e embora o trânsito estivesse bem complicado, foi tranquilo. Além de que, vimos como fica linda a cidade toda tingida de branco. O aplicativo do Uber funciona perfeitamente, sem problemas. Passamos literalmente o dia no Met, porque minha filha se interessa muito por arte e focamos nos impressionistas, vimos aqueles quadros bem famosos, Van Goghs etc. Quase no final da tarde voltamos para o hotel, por causa da neve que não parava de cair comemos alguma coisa no hotel mesmo.
4º dia – (08/03) quinta – Esse foi o dia do tour de quinta-feira da Grande Maçã, fomos a Staten Island no Ferry gratuito para no percurso passarmos perto da Estátua da Liberdade e realmente pra quem não quer só ir na ilha da Estátua esse passeio já rende fotos maravilhosas de Lady Liberty. Não chega táo perto mas é bem razoável. O tour passa pela Wall Street, Trinity Church, City Hall, One World Trade Center, o touro e (naquela ocasião ainda a menina que como era dia mundial da mulher ela estava coberta com uma capa de flores). Vimos várias residências de celebridades e locações de filmes. À noite nesse dia, fomos caminhar pela Times Square. É importante dizer que nós tínhamos muito em mente um conselho que a Laura sempre dá, de não só “fazer ‘check’ numa lista”, mas nos divertirmos sem muito compromisso, caminhar, sentir a vida local etc. Tanto que não tínhamos muitos tickets comprados nem muita coisa planejada, tudo foi muito ao sabor do momento. Minha filha fazia questão dos museus e mesmo isso não planejamos muito.
5º dia – (09/03) sexta – Nesse dia, fomos ao Jersey Gardens (iríamos na quarta e não deu por causa da neve, lembram?) Conselho número 1: assistam ao vídeo da Laura que ensina a comprar a passagem do ônibus, este deixa bem na porta, não há qualquer problema. Chegando lá comprei mais uma mala dessas de bordo por 40 dólares e compramos alguns itens de vestimenta bem baratinhos. Não temos como prioridade nas nossas viagens as compras, portanto não tenho muitos detalhes, mas comprei casaco North Face para mim e para meu filho bem mais barato, mas agora parece que já há locais mais próximos para compras. Sinceramente, não acho muita vantagem ir lá, foi mais para conhecer. No percurso de ônibus é interessante vermos NJ, o túnel Lincoln etc. Achei mais interessante pela experiência em si do que pelas compras. Na volta, o ônibus para no mesmo lugar, voltamos por volta das 16h e o percurso demorou cerca de 1h, tanto na ida quanto na volta e foi bem tranquilo, embora NJ estivesse coberta de neve ainda da nevasca de quarta. Ao chegar no hotel, descansamos um pouco e fomos para o MOMA porque era o dia gratuito, embora já tenha ouvido coisas horríveis, não é tã ruim assim ir nesse dia. Sim, enfrentamos uma fila, mas pelas obras tão importantes que lá estao enfrentaria qualquer fila, não há preço para ver Noite Estrelada de Van Gogh, As Ninfeias de Monet, Frida Khalo, a brasileira Tarsila Amaral com o Abaporu, que estava em exposição e muitos outros tão importantes que conhecemos exaustivamente de livros etc, bem na sua frente ao vivo e a cores, muito emocionante ver essas obras.
6º dia – (10/03) sábado – Esse foi o dia escolhido para explorar o Brooklyn. Fomos de metrô do hotel até a ponte, por volta das 9h da manhã e, lá chegando, atravessamos a ponte a pé. Nesse dia estava muito frio, a ponte estava ainda com muita neve acumulada, mas mesmo assim havia muita gente caminhando, muitos turistas. Há muitas barraquinhas vendendo souvenirs a preços muito bons e alguns artistas vendendo artesanatos e quadros com temas de Nova York, coisas bem interessantes. Já ouvi dizer que lá é o melhor local para souvenirs e acredito que seja. Ao chegar do outro lado, tiramos muitas fotos naquele local instagramável que tem a ponte no fundo com os prédios de tijolinhos, mas, devido ao forte frio e um vento muito cortante e insuportável, resolvemos não ir ao Dumbo e preferimos pegar o metrô para o Broolyn Museum, pois havia uma exposiçao de David Bowie. As linhas no Brooklyn são um pouco diferentes de Manhattan, vemos pessoas mais locais e menos turistas. Lá o museu tinha entrada paga para a exposição do David Bowie (acho que era 14 dólares), mas era passe gratuito para o restante do acervo. Havia um quadro de Basquiat e algumas esculturas de Rodin que valeram muito a viagem até lá. As lojinhas de souvenirs dos museus tem coisas muito interesantes para quem quer dar presentinhos diferentes saindo daqueles clichês. Voltamos para Manhattan e sempre passávamos no hotel para nos recompor, banho, troca de roupas: a vantagem de um hotel perto de tudo, recomendo demais. No final da tarde,  mais uma vez fomos para a Times Square, no caminho iríamos ver se conseguíamos comprar ingresso para uma peça mais “off Broadway”, pois não havíamos planejado nenhuma peça famosa. Apesar de haver várias por cerca de 40 dólares, meu filho bateu o martelo dizendo que não queria ir. Então fomos para o 230 Fifth Rooftop, mas ao chegar lá, embora bem antes das 19h o recepcionista lá embaixo nos impediu de subir por causa das crianças, nao adiantou argumentar que eu havia entrado em contato com eles por messenger, mostrei a troca de mensagens que me garantiam que eu poderia subir antes das 19h com eles, nada adiantou, ele foi irredutível e não nos deixou subir. Diante disso, resolvemos de última hora ir ao Top of the Rock, estava muito frio, enfrentamos uma fila razoável para comprar ingressos que não demorou nada. Um conselho que dou: não façam aquelas fotos que eles tiram na entrada, é um lixo, uma montagem ridícula que até cortou as nossas pernas, a foto de baixa qualidade e caríssima, não façam. A vista lá de cima é deslumbrante mas fomos à noite, estava muito frio e o vento insuportável, as fotos pelo vidro não ficaram boas, talvez na hora do por do sol seja melhor. Talvez porque nosso quarto de hotel fosse um verdadeiro e maravilhoso rooftop com a vista mais incrível que poderíamos ter de Nova yORK, não causou muito impacto pra gente, e achamos os quae 40 dólares por cabeça, foi dinheiro mal gasto.
7º dia (11/03) domingo – Finalmente no nosso último dia fomos ao Central Park e Guggenheim Museum. Como era domingo, sentimos a diferença nas linhas de metrô e tem que ter mais cuidado e ficar mais atento porque mudam algumas coisas, mas nada impossível de entender. Mesmo pra quem não fala inglês, lá tem uns avisos, mas dá pra compreender quais são as mudanças. O Central Park estava ainda com muita neve, mas estava um dia de sol que rendeu fotos maravilhosas e incríveis. Optamos por alguns trechos do parque e queríamos chegar ao Strawberry Fields, andamos a esmo sem muito compromisso, como sempre, parando para fotos etc e chegamos no Guggenheim, cuja arquitetura já vale a visita. Fizemos algumas fotos e optamos por não entrar, pois era nosso último dia e não queríamos demorar. Almoçamos no restaurante de massas que havia no lobby do nosso hotel e fomos para o aeroporto de Newark de trem, tudo de acordo com as informações adquiridas nas mídias da Laura, não tem como errar.
Nessa volta, tínhamos mais uma mala e isso foi bem problemático. Havia muitas escadas e locais que tinha que realmente levantar a mala e agora eu estava com duas. Fora que o trem vai cheio e realmente foi um sufoco. Esses transportes para  aeroporto somente recomendo se tiver apenas uma mala mesmo. Ao chegar em Newark, estávamos muito atrasados e nosso voo da Delta ia pra Atlanta e depois para o Rio. O funcionário da Companhia muito cordial, nos disse que não havia mais tempo para pegarmos o voo para Atlanta e nos ofereceu uma alternativa de irmos para o JFK pegar outro voo e eu recusei terminantemente. Então ele nos colocou em um voo para São Paulo direto, pela United, sem custo, sem problemas e de lá pegaríamos um voo pela TAM para o Rio. Isso na hora foi um sufoco muito grande, mas depois vi que eles foram super atenciosos e fizeram mais por nós do que tinham obrigação e no final deu tudo certo.
Essa foi uma das viagens mais felizes de nossas vidas, as informações adquiridas no grupo do Facebook, nos vídeos do Youtube, nos e-books, no blog da Laura foram muito importantes e gostaria de agradecê-la porque seu trabalho é perfeito, de muita utilidade, faz com que as pessoas que utilizaram adequadamente todas as suas inúmeras informações, dicas conselhos, não passem sufoco e se sintam locais. Muito obrigada por tudo Laura, minha filha estará aí de volta em julho e já estamos planejando tudo de novo.
Obrigada Gracia!

Gostaram do relato da Gracia? Se você quiser participar, envie seu relato para análise para laura@lauraperuchi.com COM FOTOS, seu nome completo e cidade/estado. LEMBRE-SE que é preciso ser detalhista. Não precisa escrever um livro, mas seu relato tem que ser informativo!


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