Diário de viagem

Diário de viagem a Nova York – Daniela Pereira de Andrade

O Diário de Viagem é uma seção que traz relatos de leitores do blog. Nesses relatos, eles contam como foi a viagem a Nova York, o que mais gostaram de fazer, o que não gostaram, dividem dicas, enfim: um diário mesmo. A convidada de hoje é a Daniela Pereira de Andrade, do Rio de Janeiro, RJ. Ela ficou 7 dias, em abril de 2019. Para conferir mais relatos, clique aqui.

Eu e meu marido resolvemos fazer uma viagem de casal. Pela primeira vez, deixamos os filhos em casa com a avó (já são adolescentes) e embarcamos no dia 24 de abril de 2019 para Nova York. Saímos do Rio pelo Aeroporto Santos Dumont e fizemos uma conexão de duas horas em Guarulhos. Estava muito preocupada de não dar tempo e perdermos o vôo para Nova York, mas não precisamos pegar e (re)despachar as bagagens e o controle de passaportes foi super rápido, estava vazio, então deu tudo certo.

Cia. Aérea – LATAM – Olha, fui surpreendida positivamente aqui. Uma das passagens foi com milhas, por isso optamos por esta companhia, mas de tanto ouvir falarem mal, estava bem apreensiva. Mas, foi tudo perfeito. Já na hora da compra (loja física), conseguimos marcar todos os assentos (ida e volta). Vejo muitas pessoas relatando em vários grupos que não conseguem marcar assentos, felizmente não tivemos esse problema. Mas, do dia da compra (em janeiro) até a véspera da viagem, ligamos umas quatro vezes para a Latam para confirmar tudo e também baixamos o aplicativo. Aviões novos, o do trecho SP/NY então, parecia que era seu primeiro vôo de tão novo rsrsrs. Filmes novos que saíram recentemente dos cinemas disponíveis no entretenimento de bordo e comida boa (pelo menos a massa que comemos). Todos os comissários eram brasileiros, o que faz diferença quando não se é fluente no inglês. Na volta, no guichê do aeroporto JFK a atendente também falava portunhol e gostamos porque fizemos o check-in direto com ela e não em totens como é em Orlando (um saco porque sempre tem um passaporte que não escaneia). Todos os vôos foram pontuais e não quebraram nem extraviaram nenhuma de nossas malas. Enfim, voaria com eles novamente sem dúvida nenhuma.

Chegamos no JFK e aí sim o estresse começou. Na imigração, não conseguíamos escanear nossos passaportes nas máquinas, dava erro o tempo todo. A funcionária que estava lá era uma grossa – quando pedíamos ajuda mandava voltar pra máquina e tentar de novo. Demorou, mas veio uma outra moça e resolveu ajudar depois de muito tempo. E para completar o estresse o meu papel saiu com o tal X e do meu marido não. Ela me mandou para uma fila e meu marido para outra. Tentei argumentar que ele não falava inglês, mas ela nem se comoveu. Pensem numa raiva que eu fiquei dela,pois é, isso aí. Sorte que ele é safo, mas a minha fila pra ser entrevistada pelo agente demorou demais e ele ficou super preocupado comigo achando que eu tivesse ido para a tal “salinha” rsrsrs, tadinho! No final deu tudo certo e fomos encontrar o transfer que contratamos.

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Dia 1Hotel – Comfort Inn Times Square West – Na época foi o mais barato, com café da manhã, que encontrei na região da Times. Quisemos ficar nessa área por ser nossa primeira vez em Nova York. Chegamos de manhã e o check-in era somente às 15hs. Não pudemos ir para o quarto, mas ficaram com nossas malas para podermos passear. Hotel pequeno, meio antiguinho, nosso quarto achei bem pequeno, mas para um casal “até que dá”. Tinha um mini frigobar e uma cafeteira no quarto. O café da manhã achei maravilhoso, tinha os tradicionais ovos, linguiça, bacon (que não como de jeito nenhum no café da manhã rsrsrs) e também tinham pães de forma, bagel, muffins, iogurtes, suco, café, leite, waffles (feito na hora, comi todos os dias!). Café e água livre durante todo o dia. A única coisa que achei ruim foi a área do café da manhã bem pequena. Nós acordávamos bem cedo e não tivemos problema para sentar, mas quem chegava um pouco mais tarde tinha que esperar liberar mesa ou levar para comer no quarto. Não tem taxa de resort, não paguei nada a mais no check-out. Estação de metrô na esquina. Se voltaria a me hospedar lá? Sim, com certeza.

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Deixamos as malas na recepção (eles dão um comprovante e levam as malas para uma sala próxima) e seguimos de metrô (santo GPS!) para o Central Park. Que lugar maravilhoso! Primavera, já estava muito florido, cheio de papoulas e cerejeiras. Fiquei doida! Esse dia foi o único que conseguimos tirar os casacos (no sol), estava um dia lindo! O único porém aqui foi a dificuldade de encontrar um banheiro e quando encontramos… a fila era desanimadora (no feminino, é claro!). Voltamos para o hotel às 16hs, descansamos um pouco, tomamos banho e partimos para conhecer a famosa Times Square! Gente, que multidão era aquela? Rsrsrs. Estava muito cheia, mas é linda! Sonho realizado! Jantamos no Bubba Gump e achamos a comida bem gostosinha.

Dia 2 – Pela manhã fomos na Grand Central Station, adoramos! Ficamos por lá um pouco, vimos as lojinhas e depois andamos sem destino pelas redondezas. Comemos uma besteira pela rua (aliás comemos muitas besteiras, não estávamos numa pegada gastronômica) e voltamos ao hotel, pois às 14hs começaria um passeio privado que contratamos, onde somos levados, durante 7 a 8hs, para conhecer os principais pontos de Manhattan, Brooklyn e New Jersey, com algumas paradas estratégicas para lanche e muitas fotos. Chegamos no hotel às 22hs, cansados e encantados com tudo que vimos.

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Dia 3 – Nesse dia choveu e resolvemos mudar o roteiro. Fomos ao Museu de História Natural. Fantástico! Chegamos assim que abriu e vimos somente as partes que mais nos interessavam. Saímos de lá e cruzamos por dentro do Central Park para ir ao MET. Mas chegando lá desistimos, porque a cidade inteira estava na fila. Como a chuva apertou um pouquinho e estávamos sem guarda-chuva só com nossos casacos impermeáveis, preferimos não encarar a fila, pegamos um táxi e voltamos ao hotel. Descansamos um pouco, tomamos banho e fomos comer no Carmine’s. A comida é farta e gostosa, mas o que é aquele Tiramisu? Além de enorme é de comer rezando. Óbvio que depois do macarrão não conseguimos comer nem metade, mas pedi para levar para o hotel e comi durante 3 dias (Me julguem. Ou não rsrsrs). De lá fomos assistir ao Fantasma da Ópera na Broadway, já havia comprado com antecedência. Achei lindo, mas tem mais falas do que eu imaginava e para quem não é fluente complica um pouco. Alugamos um aparelho de tradução para meu marido, mas por ironia do destino, bem nesse dia o sistema caiu e a tradução não funcionou. Devolveram o dinheiro e pediram 1000 desculpas, disseram que foi culpa do fantasma rsrsrs.

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Dia 4 – Apesar da chuva do dia anterior, esse dia amanheceu lindo, mas muito frio. Aliás, só não fez frio no dia que chegamos, depois a máxima que pegamos foi de 14 graus. Para nós cariocas é muuuuuito frio. Chegamos bem cedo no Battery Park para pegar o primeiro barco (8:30h) para a Estátua da Liberdade. Não enfrentamos fila nenhuma, mas me impressionou a segurança do local, até o cachecol tivemos que tirar. Chegamos na ilha e olhamos tudo, tiramos fotos e resolvemos voltar porque o frio estava de lascar. Não fomos na Ellis Island, voltamos direto. Quando chegamos a fila já estava gigante, então valeu a dica de ir cedo. Fomos para o Memorial do 11 de setembro, que pessoalmente nos tocou demais. É realmente uma linda homenagem às vítimas dos atentados. Eu não sabia que tinha, nunca vi ninguém falando a respeito, mas o guia do nosso passeio do segundo dia nos levou em um memorial em New Jersey, feito em homenagem às vítimas que moravam lá. Achei muito bacana.

O memorial citado pela Daniela fica no Liberty State Park e tem vídeo e post aqui no blog!

Seguimos para o One World Observatory. Aqui foi onde pela primeira vez fiquei chateada. Só tinha um guichê atendendo as pessoas que já tinham vouchers, ou seja, quase todo mundo! Quem chegava para comprar o ingresso na hora era atendido quase sem fila. Nós demoramos uma hora na fila para trocar os nossos. Quando conseguimos trocar, o horário de subida era para uma hora e meia depois, estão fomos para o shopping em frente (Brookfield Place) para comer e fazer hora até a nossa subida. Pena que quando subimos o tempo já havia fechado, mas foi lindo mesmo assim. Depois seguimos para o The Oculus e o touro. Fizemos umas comprinhas na TJ Maxx e voltamos exaustos para o hotel.

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Dia 5 – Logo cedo fomos à Roosevelt Island. Fomos e voltamos no bondinho (usamos o Metrocard), passeio gostosinho e rápido com uma linda vista. Li que tem um ônibus que dá a volta na ilha e é grátis mas não quisemos. Ficamos apreciando as cerejeiras que estavam lindas e tiramos várias fotos. Ficamos sentados um pouco nos banquinhos, apreciando a paisagem e curtindo um pouco o sossego do lugar. Aliás, único lugar que estive em Nova York que é sossegado rsrsrs. Adorei. Depois, voltamos e andamos pela Quinta Avenida, demos uma entradinha para conhecer a Saint Patrick’s Cathedral, fomos ao Rockefeller Center e subimos ao Top of the Rock. Aqui eu gostaria de ter subido à noite, já que no outro observatório fomos pela manhã, mas nessa altura do campeonato, a noite estava ficando só para comer e dormir mesmo. Quando descemos fomos ver a escultura LOVE e voltamos ao hotel. Coloquei no roteiro para conhecer a loja da Nintendo nesse dia mas esqueci. À noite fomos jantar na churrascaria Plataforma, pois já estava batendo saudade de um feijão com arroz. Comida muito boa, recomendo.

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Dia 6 – Fomos ao MET. Chegamos 20 minutos antes de abrir e estava bem tranquilo. Mais uma vez escolhemos os pontos de interesse e fomos direto a eles. Amamos o museu, vale a visita. Almoçamos no Junior’s próximo ao nosso hotel, tomamos uma sopinha de cebola e comemos um cachorro quente com fritas. Tirando o repolho, picles e beterraba (oi?) que acompanham o cachorro quente, estava tudo uma delícia. Voltamos ao hotel, descansamos meia horinha e saímos para umas comprinhas.

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Dia 7 – Pela manhã fomos ao The Vessel, chegamos antes de abrir mas não tínhamos mesmo a intenção de subir, só queríamos ver de perto mesmo. Fomos ao shopping em frente é descobrimos uma Uniqlo. Meu marido aproveitou e comprou o casaco que cabe na sacolinha (por insistência minha rs). Eu já tinha um que havia comprado em Orlando e amo. Saímos da área do Hudson Yards e fomos ao Intrepid (museu em um porta aviões). Meu marido adora essas coisas, então fomos. Não morri de amores, mas valeu por ele. Voltamos para o hotel, descansamos um pouco, arrumamos as malas e saímos para andar sem destino.

Saiba mais sobre o Hudson Yards

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Dia 8 – Dia de voltar para o Brasil. Tomamos nosso café e partimos para umas últimas comprinhas. Nossa saída do hotel seria às 11hs mas negociei na recepção um late check-out até às 13:30h (horário do nosso transfer). Eles autorizaram mediante uma taxa de 20 dólares. Transfer chegou pontualmente e partimos para o JFK.

Fiz esse relato como forma de agradecimento à Laura e ao grupo por todas as dicas que peguei aqui e todas as dúvidas tiradas. Espero que ajude alguém da mesma forma que fui ajudada várias vezes.

Muito obrigada pela contribuição, Daniela!

Gostaram do relato da Daniela? Se você quiser participar, envie seu relato para análise para laura@lauraperuchi.com COM FOTOS, seu nome completo e cidade/estado. LEMBRE-SE que é preciso ser detalhista. Não precisa escrever um livro, mas seu relato tem que ser informativo!


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