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Nosso roteiro em Amsterdam – três dias na cidade

Se você me acompanha pelo Instagram, sabe que entre o fim de abril e o início de maio eu estive na Europa – mais precisamente em Paris e Amsterdam. Muitos de vocês sabem que minha irmã mora em Paris e eu fui passar alguns dias com ela. Aproveitando que já estávamos no continente europeu, incluímos uma cidade nova no itinerário para conhecer e a escolhida foi Amsterdam. Ainda vou dividir algumas dicas da capital francesa, mas hoje vou contar para vocês o que fizemos em Amsterdam.

Começo esse relato já dizendo que Amsterdam nunca esteve na minha lista de desejos no quesito viagens – porém, a cidade tem algo a ver com um dos meus sonhos: conhecer os campos de tulipas da Holanda. Então, o empurrão que faltava para optarmos por conhecer Amsterdam teve a ver com esse sonho, já que, quando fui pesquisar a respeito, descobri que seria a temporada das tulipas por lá. Desculpe te decepcionar se você achava que era possível ver as tulipas o ano todo, hehe. Vou dividir o post em alguns grandes tópicos, ok?

Transporte

  • Depois de algumas pesquisas, decidimos fazer o trajeto de Paris a Amsterdam de trem, pela empresa Thalys. Já tínhamos usado o serviço de trem na Europa – no trajeto Londres – Paris, mas preciso dizer que esse trajeto foi muito mais tranquilo!  Explico: como Londres fica fora do Espaço Schengen, é preciso considerar tempo extra para chegar à estação de trem, passar por imigração etc. No caso de Amsterdam, é como fazer uma viagem doméstica. Foi literalmente chegar na Gare du Nord, de onde partem os trens, procurar o seu vagão, mostrar o voucher para o atendente, encontrar sua poltrona e pronto! A viagem foi super confortável e o trem faz umas três paradas antes de chegar a Amsterdam Central, a estação em Amsterdam. A viagem dura, no total, 3 horas e 30 minutos. O trem é confortável, tem banheiro e espaço para as malas – inclusive no meu voucher dizia que eram duas malas por pessoa, mais uma mala de mão. Só para situar vocês: nós saímos de Paris numa segunda-feira, às 11h15 da manhã, e chegamos em Amsterdam às 14h45.
  • Ao chegar na estação, optamos pelo Tram, trem de superfície, para chegar até o nosso hotel. Lembrando que para sair da estação você usa o QR code da sua passagem do Thalys. Para usar o Tram, nós compramos um passe numa das máquinas de auto-atendimento (tinha opção em inglês). Não lembro com precisão o valor, mas foram cerca de €3 para um passe que dura uma hora (você compra por quantidade de horas). Tudo isso nós decidimos simplesmente abrindo o Google Maps e simulando o trajeto para ver o que ele iria sugerir. Acompanhamos pelo app as paradas e descemos perto de nosso hotel.
  • No restante dos dias, andamos muito a pé. A cidade é uma delícia para caminhar e, 20-25 minutos de caminhada não nos intimidava. Além disso, é super fácil de se localizar e seguir o Google Maps.
  • Usamos o metrô apenas um dia, porque estava chovendo – e, novamente, foi muito fácil, só seguimos as instruções do Google Maps.
  • No último dia, para ir novamente até a estação, pedimos um Uber e tudo correu sem problemas!

Hospedagem

  • Não foi só uma pessoa que me falou, não foi só em um lugar que eu li: hospedagem em Amsterdam é caro! Depois de uma pesquisa, Thiago reservou pra gente o AMS Suites, que, na verdade não é bem um hotel, e sim um complexo de quartos. Não há recepção – uma semana antes da sua reserva, você recebe um código e usa esse código para entrar na propriedade e também para acessar o seu quarto (não há chaves). A localização é excelente, o quarto é gigante, há limpeza todos os dias – e havia TV, cafeteira, jarra elétrica, secador de cabelo, toalhas limpas, etc. Um detalhe que vale ser lembrado é que não há elevador e as escadas são bem íngremes.

Clique aqui para reservar o AMS Suites.

Rijksmuseum

Programação

Eu pesquisei algumas atividades em Amsterdam – para quem gosta de museus (não é o meu caso), a cidade conta com vários. Eu confesso que, a certa altura, eu estava sentindo FOMO (fear of missing out, medo de estar perdendo alguma coisa). Mas aí encontrei uma amiga que mora lá e ela me disse que Amsterdam é uma cidade muito tranquila para turistar – não é um lugar repleto de atrações. A ideia é caminhar, curtir, sentar e beber algo, sabem?

  • Então, a primeira dica que eu daria seria essa: caminhe muito, assim você verá a cidade. Especialmente pela área dos canais, cartão-postal da cidade. Amsterdam é tão linda, tão charmosa, que nos primeiros momentos que avistei sua arquitetura eu me senti num filme. É tudo muito gracinha!
  • O Van Gogh Museum é um clássico da cidade. Sim, eu não sou a maior fã de museus, mas Thiago curte e eu topei conferir esse. Confesso que achei ele pequeno por fora, mas a coleção de quadros do pintor é insana. Tem muita coisa para ser vista. A dica que eu dou para quem não gosta tanto assim de museus como eu é: pegue um áudio-guia. Isso me ajuda a ficar focada e não perder o interesse tão rápido. Separe pelo menos umas três horas para o museu e compre o ingresso antecipadamente pela internet, pois ele esgota em vários horários.
  • Esse museu está numa área onde se encontram outros museus da cidade – como o Rijksmuseum, um dos mais importantes da cidade e o Moco, de arte moderna. O Rijksmuseum é cartão-postal da cidade e sua arquitetura é incrível, linda!
  • Interessante que, totalmente por acaso, ao sairmos do Van Gogh Museum, descobrirmos o Albert Heijn, rede de supermercados espalhada pela cidade (há uma unidade bem pertinho dos museus). Estava chovendo e entramos para fazer hora e, também, por que não dizer, o tal turismo de supermercado. Compramos muitas coisas, como Stroopwafels. chocolates, doces e temperos.
  • Outro lugar super bonito Begijnhof. São edifícios históricos, agora residências privadas. Pense nele como um pátio privado. Ele conta com duas igrejas, a católica Houten Huys e a Igreja Reformada Inglesa.
  • Um passeio que amamos fazer foi um cruzeiro pelos canais. Há várias empresas, vários tipos de cruzeiros, em vários horários. Nós fizemos no pôr do sol e foi incrível. É muito interessante ver a cidade dos canais. Além disso, aprendemos muita coisa sobre a história de Amsterdam. Acredito que a maioria ofereça áudio-guia, e há várias opções de idiomas.
  • Nós também visitamos o Museu da Prostituição. Para quem não sabe, prostituição é uma atividade legalizada no país e esse museu conta com pouco dos bastidores e histórias. Achamos o museu pequeno e o ingresso um tanto caro para o que é. Mas, foi uma experiência interessante!
  • Aliás, falando nisso, não poderia deixar de mencionar o Red Light District, recomendado como ponto de interesse em vários blogs e sites que li sobre Amsterdam.O Red Light District nada mais é do que o bairro das prostitutas. Elas alugam janelas e ficam à disposição dos clientes. Meu veredicto? Não perca seu tempo. Honestamente, não vi graça nenhuma e, de certa forma, acho que isso reforça ainda mais o estereótipo de mulher-objeto na visão de homens machistas.
  • Nós não fomos à Casa de Anne Frank, pois os ingressos online estavam esgotados (programe-se, eles abrem datas novas todos os dias, com meses de antecedência). Para conseguir tickets, era preciso ir até o museu e pegar uma fila e, como nosso tempo na cidade era curto, optamos por deixar esse programa de lado.
Van Stapele Koekmakerij
The Butcher
Hasje Claes
Bocca Coffee

Alimentação

Eu confesso: eu viajo pra comer. Eu adoro pesquisar cafés, restaurantes e bares para conhecer durante as viagens e não foi diferente com Amsterdam.

  • Pancake Bakery: vimos a indicação desse lugar num vídeo no Youtube e ficamos super curiosos. A especialidade aqui são panquecas salgadas e há uma variedade grande de recheios. Nós dividimos uma de bacon, queijo e abacaxi e sério: se vocês forem para Amsterdam, não deixem de experimentar. Também pedimos uma doce, mas honestamente, não achei muita graça não. A salgada é imperdível e enorme! As panquecas são gigantes e custam de €13 a €16.
  • Cafe Bern: restaurante suíco, especializado em fondue. Foi indicação da minha amiga que mora na cidade e, confesso, jamais chamaria minha atenção se não fosse a indicação dela. É super raiz: nem tem menu em inglês – mas os atendentes falavam inglês e foram super solícitos explicando as opções. Pedimos o fondue de queijo e o entrecot. Você cozinha a carne num molho delicioso. Cada um custou cerca de €19 e comemos muito! Segundo a minha amiga, é o melhor fondue da cidade.
  • Bocca Coffee: café charmoso, com vibe bem jovem e descolada. Tudo que provamos estava muito delicioso e eu especialmente amei uma toast com abóbora amassada e castanhas. Algo que nunca tinha experimentado ou pensado!
  • Hasje Claes: para comida Dutch, comida típica! Esse restaurante é enorme e também foi indicação da minha amiga. Eles têm menus em várias línguas. De aperitivo, pedimos Salted Herring with onion and pickles €7. Herring é algo típico e eu não sei se vou explicar da maneira correta, mas você come ele cru (ele é salgado, curado). Esse apertivio vem acompanhado de salada de batata e pepino. Além disso, o pão da casa, cortesia, é de comer rezando. Juro pra vocês que quando terminaos o aperitivo Thiago disse que já estava satisfeito. Aliás, ele escolheu um prato clássico: Hutspot-Hodgepodge (€17), com almôndega, repolho, salsicha. Enfim!
  • Van Stapele Koekmakerij:  simplesmente um dos melhores cookies que já comi na vida – e olha que eu moro em Nova York, cidade com dezenas de variedades de cookies. Esse cookie tem recheio de chocolate branco, é de comer rezando, sério, faça um favor pra você mesmo e coma esse cookie!
  • De Laatste Kruimel: padaria/café com uma imensidão de tortas salgadas, doces, pães. Ideal para um café da manhã ou lanche da tarde. Tudo que provamos lá estava muito gostoso.
  • Mama Makan Indonesian Kitchen: esse restaurante serve comida da Indonésia. Aliás, você verá muitos restaurantes assim na cidade, culpa da colonização da Holanda na Indonésia. Ele tem uma vista incrível para a cidade e o ideal aqui é pedir vários pratos para dividir. A comida é deliciosa e valeu muito! Cada prato que pedimos para dividir custou uns €9 e pedimos também um com espetinhos de carne que custou €19.
  • The Butcher: hamburgueria gourmet com vários endereços na cidade. É simplesmente delicioso! Eu pedi o trufado, é de comer rezando! Eles contam com versões vegetarianas/veganas e os preços variam de €9 a €12.

Sobre a maconha

  • A maconha é legalizada e não é incomum você sentir o cheiro pelas ruas. Além disso, há vários bares e cafés para consumir. Os bolos feitos com maconha (conhecidos como spacecakes) estão bem popularizados na cidade e um dos lugares que está fazendo mais sucesso é o Boerejongens Coffeeshop, que vende chocolate e bolo red velvet – €9 cada.

Idioma

  • A língua oficial em Amsterdam é o Ducth – mas não tivemos nenhum problema na cidade, já que todo mundo com quem precisamos conversar falava inglês – e, em muitos pontos turísticos há informes em inglês, assim como nos restaurantes há menus em inglês.

Keukenhof

Vocês lembram do meu sonho, lá do começo do post, né? Pois é. Nossa programação em Amsterdam incluiu uma visita ao parque de Keukenhof, o famoso parque das tulipas, que fica em Lisse, cerca de 45 minutos de carro de Amsterdam. Primeiramente, preciso dizer que todas as informações que eu li sobre o parque foram no blog Ducs Amsterdam. Lá tem um panorama geral e todas as dicas que você precisa saber. Vamos à nossa experiência:

  • Para termos mais liberdade com horários, decidimos alugar um carro. Fizemos isso pela Enterprise, pagamos cerca de €49. Retiramos o carro por volta das 15h e devolvemos às 20h, com tanque cheio. O processo foi rápido. Nós fizemos a reserva pela internet com antecedência.

Alugue seu carro em Amsterdam

  • Para chegar em Keukenhof, só colocamos o destino no Google Maps. A viagem foi rápida e tranquila. Sem contar que fiquei encantada com as usinas de energia eólica que vimos durante o trajeto.
  • Compramos o ingresso para Keukenhof pela internet, antecipadamente. O ingresso não tem data, nem horário – ele é válido durante a temporada, que vai de meados de março a meados de maio.
  • O parque é grande e lindo, com muitas, muitas tulipas espalhadas! Infelizmente, parte do meu sonho ficou incompleta, já que eu queria muito visitar os campos de tulipa – coisa que você consegue fazer alugando uma bike em Keukenhof, porém, àquela altura, todas as tulipas dos campos adjacentes já haviam sido cortadas.
  • Ficamos cerca de duas horas em Keukenhof.

Espero que tenham gostado do meu singelo post! Aproveito para deixar também o link do blog da Amanda Noventa, onde também pesquisei por dicas sobre a cidade!


2 Comentários

  1. Não foram a Rotterdam? Um dos Portis mais importantes do mundo!!! E o mercado de peixes de lá !!!? The best o lugar à beira do Porto d+++ amo morei em Amsterdam mas vivia lá bjo🌹🙏🍀😘❤️

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