Diário de viagem

Diário de viagem a Nova York – Daniela Sader

O Diário de Viagem é uma seção que traz relatos de leitores do blog. Nesses relatos, eles contam como foi a viagem a Nova York, o que mais gostaram de fazer, o que não gostaram, dividem dicas, enfim: um diário mesmo. A convidada de hoje é a Daniela Sader, de Ubiratã, SP. Ela ficou 14 dias, em janeiro de 2019. Para conferir mais relatos, clique aqui.

Meu marido tinha um sonho de passar os 50 anos dele em Nova York, mas resolvi adiantar um pouquinho. Eu já tinha ido uma vez, mas com ele seria a primeira vez, o que tornou a viagem mais especial ainda. Ele é professor, então não temos muitas opções de meses para viajar com tranquilidade e tempo. Só nos resta os meses de dezembro/janeiro com isso sempre acabamos pegando muito frio. Não chega a ser um problemão, mas sempre temos que nos adaptar. Marquei as passagens com uma certa antecedência, assim tínhamos tempo de sobra para estudar os blogs e elaborar um roteiro com a nossa cara. Foi assim que cheguei até a Laura, assistindo aos videos já me sentia por lá.
Passagens pela Delta – saimos de São Paulo com escala em Detroit, voo um pouco conturbado devido à minha tela de entretenimento não estar funcionando. Travou duas vezes, na primeira reclamei com o comissário que disse que iriam fazer um “reset”. Fizeram, mas travou novamente e ele simplesmente ignorou. Tudo bem, estávamos indo para Nova York né. O voo em si foi tranquilo, sem grande surpresas por ser classe econômica. Chegada em Detroit no horário, imigração super tranquila, o atendente foi gentil e tal. O aeroporto é enorme, nosso próximo voo era somente na hora do almoço. Voamos um “braço” doméstico da Delta até Nova York – aí sim foi terrível, desembarcamos num aeroporto muito longe cerca de 90mim de estrada e sem muitas opções de saída (Newburgh/SWF). Chegamos por volta das 13h e não tinha ônibus para irmos a Manhattan, só conseguimos sair do aeroporto às 18h chegando no hotel bem tarde, por volta das 21h.

Dividimos nossa hospedagem em duas partes, porque no meio iríamos a Washington. Primeira parte foi no Pod Hotel Times Square – localização perfeita, metrô a uma quadra, terminal de ônibus do lado. O hotel é moderno, apesar dos quartos serem pequenos. Mas limpo, cama ótima, banheiro com todos os acessórios. Muitas tomadas pra carregar todos os aparelhos ao mesmo tempo.

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Segunda parte: Radio City Apartaments – localização mais interessante ainda, mais perto mesmo do coração da Times. Quartos antigos mas relativamentos bons, só o banheiro que é bem frio, principalmente à noite. Tem cozinha com fogão, pia, geladeira e freezer e não cobra taxa de resort. Fizemos ótimas escolhas com os hotéis na nossa opinião. Pptamos em comprar o City Pass com 6 atrações o que foi bem interessante, pois pagamos em real no cartão aqui no Brasil mesmo. Andamos de metro – compramos duas vezes o passe ilimitado, e só nos perdemos uma única vez por total falta de atenção.

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1º dia: chegamos tarde no hotel, deixamos as coisas e já saimos para a rua. A vista do quarto era simplesmente sensacional: Empire State. Fomos até o coração da Times Square. O que é aquilo minha gente, loucura total em todos os sentidos. Nossa emoção foi demais! Aqueles luminosos, as pessoas, tudo tão intenso. Jantamos por lá mesmo.

2º dia: tomamos café num mercado próximo ao hotel e saimos para bater perna. Fomos direto para o Top of the Rock. Trocamos nossos voucher pelos ingressos. Subimos. Estava muito fri,  mas a emoção era tão grande que nem sentimos assim o frio. Namoramos a cidade do alto por algum tempo. Era um sonho sendo realizado! De lá, fomos ao Metropolitam (MET), visitamos alguns obras, espaços legais e já pré-definidos antes. Meu marido não é assim tão fã de museus, por isso já deixo estabelecido o que quero ver e ele sempre me acompanha. Para chegar ao MET, resolvemos ir caminhando, meu Deus muito frio, um vento gelado, pois atravessamos parte do Central Park. Nesse trajeto, já fizemos fotos de alguns pontos que queríamos ver, como o Trump Plaza, Rockefeller Center, 5ª avenida, etc. Voltamos a pé novamente a pé para a Times Square, porque resolvemos almoçar digamos assim no Tony´s Di Napoli, o que são aqueles pratos maravilhosos, saborosos. Voltamos ao hotel porque à noite iríamos assistir ao Brooklyn Nets. O jogo foi um espetáculo, tudo muito organizado, fomos e voltamos de metrô, muito tranquilo e seguro. Foi realmente uma noite legal.

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3º dia: tomamos café no mesmo lugar. Fomos até o prédio Dakota e no mosaico Imagine. O frio estava de lascar, os dedos congelavam fora das luvas. De lá, fomos ao Museu de História Natural. Incrível o museu! Eu me senti no filme. Voltamos para almoçar na Times Square de novo e fomos para o hotel. Assistimos King Kong – perfeito, mágico, verdadeiro. compramos os ingressos aqui no Brasil em real e no cartão. Chegamos para trocar os voucherss e logo já entramos. Fomos e voltamos a pé. Engraçado como as distâncias não ficam grandes quando se está passeando. Na volta da peça, paramos para admirar as escadarias e tudo ao redor.

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4ª dia: tomamos café num outro mercado também perto do hotel. Esse dia seria dedicado ao Museu 11 de setembro e ao Memorial. Foi muito emocionante, porque estive numa das torres quando fui a Nova York, e relembrar tudo aquilo mexeu comigo. É muito impactante. De lá, fizemos a travessia da Brooklyn Bridge, que durou um pouquinho a mais porque parávamos sempre para tirar foto e observar a paisagem. Depois da travessia, fomos direto ao Dumbo. Estava ventando, nem aproveitei muito a paisagem. Entramos num mercado para tomar um café e nos esquentar um pouco, e acabamos almoçando por lá mesmo. De lá, fomos dar um volta pelo comércio ver as lojas, entramos no TJMax e acabamos quase perdendo a hora do tour que tinhamos agendado na Brooklyn Brewery. Tivemos que ir de Uber, pois não daria tempo de ir de metrô. O tour foi legal. Voltamos para o hotel de metrô, banho e cama.

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5º dia: expectativa grande nesse dia pois iriamos na Estátua da Liberdade. Tomamos café na rua e fomos de metrô. Estávamos felizes, pois o metrô serve a cidade inteira, fácil de andar.  Pegamos a balsa e quase congelei. Resolvi ir na parte superior, que frio, que vento. Mas valeu cada arrepiada porque é muito legal. Demos uma volta inteira, tiramos milhares de fotos, ficamos observando onde ficavam as torres gêmeas. Pegamos a balsa de volta, nem fomos na outra ilha – meu marido não gosta de museus lembram? Fomos a pé mesmo no Charging Bull, passeamos ao redor da área. Só sinto que fui descobrir a estátua Fearless gIRL quando retornei ao Brasil, percebi que tinha esquecido de procurar o lugar da troca. Nesse dia, entramos na Century 21. Gastamos nossos primeiros dÓlares em compras. Uma loucura! De lá, fomos no Eataly jantar. Meu marido amou a pizza quadrada. Fomos numa Target lá perto também e voltamos ao hotel.

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6º dia: dia de brunch. Tinha marcado no meu roteiro o Pershing Squase, na Grand Station. Fomos a pé apesar do friozinho. Café tradicional, bem gostoso, apesar de caro. Fomos na Grand Central, que lugar lindo. Passeamos por lá, fizemos muitas fotos. Depois, fomos procurar as esculturas LOVE e HOPE para fotos. Passeamos pela cidade até o Empire State, subimos, estava ventando, mas a linda visão compensou. Descobrimos que o nosso passe dava direito à subida noturna, mas só depois das 20 horas. Saimos de lá e fomos andar sem destino certo. Voltamos ao hotel, descansamos e voltamos ao Empire State e que vista! Em alguns pontos o vento era demais, quase nos “carregava”, mas valeu pela visão noturna da cidade. Na volta, paramos para comer numa rede de comida japonesa.

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7º dia: esse dia foi deixado para irmos ao Jersey Gardens. Saímos cedo para tomar café e de lá fomos à estação de ônibus. Super fácil comprar o ticket (já compramos ida e volta). Foi um dia dedicado às compras. Valeu cada centavo ter ido, muitas promoções interessantes, muitas mesmo. Voltamos carregados, mas felizes. Compramos pizza naquelas pizzarias de $0,99 para comer no hotel mesmo, pois estávamos exaustos.

8º dia: fomos para Washington de trem. Viagem gostosa, apesar de termos tomada um “bronca” pois entramos no quiet car e não sabíamos e conversamos baixinho. Tudo bem! A viagem foi mega tranquila. Chegamos e, para nossa surpresa, a cidade inteira tinha muita neve. Muitas, mas muitas fotos afinal era a primeira vez que meu marido via neve. Emoção total! Fomos correndo para o hotel deixar as bagagens, pegamos um Uber e fomos ao Cemitério de Arlington visitar. A paisagem era deslumbrante, muita neve! Voltamos para o hotel mortos de fome, comemos uma pizza no próprio hotel, banho e cama.

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9º dia: acordamos e fomos procurar um lugar para tomar café, depois fomos a pé até a Casa Branca. Fizemos todos os pontos turísticos a pé ao redor do lago. Fomos no nosso tempo, o que durou quase a tarde toda. Foi legal, parávamos para tirar fotos, escorregamos no gelo. Foi muito divertido. O último ponto turístico que fomos foi o Museu do Holocausto, o que é aquilo minha gente, quanta dor. No final do dia estávamos exaustos e voltamos para o hotel para uma cerveja e pizza. Nosso hotel tinha uma pizzaria e um bar que ofereciam happy hour.

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10º dia: acordamos mega cedo, pois teríamos o passeio pelo Pentagono. Foi meio tenso, pois a segurança é tremenda, mas interessante. Eles na verdade não nos deixam circular e muito menos fotografar nada, absolutamente nada durante o passeio. Vai um oficial na frente do grupo e outro atrás. O passeio termina no Memorial de 11 de setembro, onde caiu um dos aviões. Voltamos para os pontos turísticos como a Biblioteca do Congresso, Capitólio e o Congresso propriamente, onde resolvemos almoçar. Saimos de lá a pé mesmo e voltamos passeando para o hotel. Tentamos ir no Museu da Avião mas, por causa da greve do governo, estava fechado. Fica para a próxima. Voltamos ao hotel, arrumamos as coisas, pois no dia seguinte cedo voltaríamos para Nova York.

11º dia: madrugamos! 4h30 tínhamos que sair para a estação de trem, e quem disse que conseguimos de cara um Uber? Foi difícil, mas não impossivel. Pegamos o trem mega lotado, chegamos em Nova York no meio da manhã, conseguimos fazer o check in, deixamos as malas e fomos bater pernas. Fizemos umas comprinhas. Voltamos cedo para o hotel, tínhamos reserva no restaurante Raclette. Apesar da reserva, esperamos quase 40 minutos e meu marido se estressou. O lugar é apertado, caro, mas a comida é uma delícia. Já tiínhamos experimentado raclete em outro restaurante na Argentina, então os pratos não foram uma grande surpresa. Voltamos de metrô mesmo. Demos umas voltas pela Times Square, já que nosso hotel dessa vez era quase dentro do coração. Tipo: uma quadra. Muitos nos perguntam porque não pagamos hotéis mais em conta, mais distante da Times Square. Meu marido queria sentir essa coisa louca, apressada, ele diz: sou turista mesmo, quero assim.

12º dia: acordamos cedo, tomamos café no hotel mesmo. Como dessa vez o quarto dispunha de cozinha, no dia anterior passamos no mercado e compramos coisas para o café da manhã. Saimos para bater perna. Fomos ver o prédio do seriado Friends. Depois, fomos andar pela Chelsea até o mercado onde almoçamos. Estava lotado! De lá, fomos tirar foto do Flatiron Building, andamos pela 5ªavenida, fizemos algumas compras – o que estava me deixando maluca, pois pensava como faria para acomodar todas as nossas loucuras. Jantamos no hotel mesmo, banho e cama.

13º dia: acordamos tarde hoje. Tomamos café e saimos. Descobrimos a loja Jack’s 99, paraíso do turista. Depois fomos à Biblioteca Pública. Lugar lindo! Tinha reserva no One World Observatory para o final do dia, subimos um pouco antes e tivemos a surpresa de presenciar um pôr do sol perfeito, maravilhoso, surreal. Saimos de lá e fomos jantar no Carmine’s. O lugar estava abarrotado, mas conseguimos uma mesinha. O prato era gigante! Sobrou comida e resolvemos levar para o hotel. Fomos bater novamente perna na Times Square, hotel e cama.

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14º dia: acordamos cedo. No dia anterior, resolvemos comprar ingressos para um tour na ONU em português. Fomos a pé. Nesse dia, estava marcado um frio daqueles de congelar qualquer ser humano. Mesmo assim, resolvemos arriscar ir a pé. Estava ventando em alguns pontos, mas chegamos “vivos”. O passeio foi bem legal, uma brasileira/carioca que mora há 11 anos por lá e entende bem de ONU. De lá, fomos comprar um dos cookies mais sensacionais que já comemos nessa vida na Levain Bakery. Estava quente ainda, não resisti e comprei uns 5 para trazer ao Brasil (e deu certo tá chegaram intactos, perfeitos, ainda crocantes). Voltamos de metrô por causa do frio, fizemos as últimas compras. No hotel, arrumei toda a bagagem, jantamos e cama.

Saiba mais sobre a visita à ONU.

15º dia: acordamos cedo. Resolvemos comprar umas coisinhas que ainda faltavam, fomos trocar um calça na Zara, voltamos para o hotel. Fechei a bagagem ficamos check out, pedimos um Uber e fomos para o aeroporto. Dessa vez, nosso voo era direito e do JFK. Fomos para a sala vip fazer hora até o embarque. Dessa vez, minha tela estava funcionando. Deu tudo certo. Só no café da manhã que não serviram nada quente, nem pão. Tínhamos opções, mas fomos ignorados. Serviram só frutas, uma fatia de queijo e um bolinho (cupcake) café, suco e água. A Delta não preza pelo atendimento. Uma das malas veio amassada mas só percebi quando cheguei por elas terem capas. Fiquei no prejuízo!

Gostaram do relato da Daniela? Se você quiser participar, envie seu relato para análise para laura@lauraperuchi.com COM FOTOS, seu nome completo e cidade/estado. LEMBRE-SE que é preciso ser detalhista. Não precisa escrever um livro, mas seu relato tem que ser informativo!


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