Diário de viagem

Diário de viagem a Nova York – Bruna Satye Dourado Watanabe

O Diário de Viagem é uma seção que traz relatos de leitores do blog. Nesses relatos, eles contam como foi a viagem a Nova York, o que mais gostaram de fazer, o que não gostaram, dividem dicas, enfim: um diário mesmo. A convidada de hoje é a Bruna Satye Dourado Watanabe, de Belém, PA. Ela ficou 5 dias, em novembro de 2018. Para conferir mais relatos, clique aqui.

Os relatos dos diários de viagem e dicas postados aqui no blog foram fundamentais para planejar minha primeira viagem para Nova York e eu não poderia deixar de compartilhar a minha experiência. Sou paraense, 27 anos e passei cinco dias em Nova York em novembro de 2018.

Já estava com tudo planejado para uma viagem para Miami, mas depois de algum tempo achei voos internos na promoção e decidi deslocar alguns dias do meu roteiro da Flórida para uma breve passagem por Nova York. Acabei tendo que viajar sozinha, tinha que ser econômica, mas não podia perder a oportunidade. Meu voo foi direto de Belém para Miami pela Latam. Na imigração, tudo ocorreu de forma bem tranquila. O voo de ida para Nova York partiu de Miami com destino ao aeroporto JFK, foram 3h de voo operado pela American Airlines. Chegando no JFK, segui todas as dicas do vídeo do canal da Laura no YouTube e deu tudo certo: o Airtrain custou $5 e o Metrocard ilimitado para 7 dias foi $32 (sem dúvidas, vale cada centavo).

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Desci na Penn Station em Manhattan por volta das 11h e a estação era bem próxima do meu hotel, o MOXY NYC Times Square. Fui direto para o hotel tentar guardar as malas para conseguir andar enquanto esperava o check-in que seria apenas às 16h. Por sorte, já havia quarto disponível e liberaram minha hospedagem ainda pela manhã. Ponto para o hotel, que por sinal é moderno, com vários ambientes bem decorados, quarto muito confortável, funcional e com um banheiro espetacular. Ainda conta com um rooftop bem descolado, o Magic Hour, com uma boa vista para o Empire State Building.

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Era meu primeiro dia em Nova York, o clima de outono estava perfeito, frio suportável e cores lindas por toda a cidade. Como ainda estava cansada do voo, resolvi conhecer lugares próximos ao hotel. De cara, encontrei um Holiday Market acontecendo no Bryant Park, feirinha de natal muito legal com barraquinhas de comida e artesanato, pista de patinação no gelo e muita gente. Tomei um chocolate quente maravilhoso do Max Brenner por lá e segui para a Biblioteca Pública logo em frente, passei pelo Grand Central Terminal e dei uma volta pelas lojas da 5ª Avenida. Retornei para o hotel e após, descansar um pouco, voltei a caminhar sem muito destino (as ruas de NY são uma atração à parte) até chegar ao Madison Square Park e jantei uma boa massa no Eataly Flatiron, onde acontecia um festival de comidas italianas.

No segundo dia, tirei a manhã para conhecer a região sul de Manhattan, onde está o complexo do World Trade Center. Passei pelo One World Observatory, mas não quis subir já que o dia estava um pouco nublado. No mesmo lugar das antigas torres do WTC, está o 9/11 Memorial Plaza e o espaço com as piscinas de queda d’água infinita. Conheci o The Oculus com sua arquitetura incrível e segui para a loja Century 21 da região, ótimo lugar para comprar casacos por um bom preço. Almocei por ali mesmo, num Pret a Manger, rede de lojas espalhadas em todo canto da cidade, com opções rápidas de comidas e sucos naturais com preço legal, tudo feito à mão e no próprio dia.

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Voltei para o hotel para deixar as compras e segui para o Brooklyn. Desci numa estação de metrô já no Brooklyn (usei o Google Maps para traçar as rotas do metrô e foi super eficiente), caminhei até chegar na interseção da Washington Street com a Front Street, local em que você pode observar o Empire State perfeitamente encaixado abaixo da Manhattan Bridge. O estilo de vida na região é bem diferente, você encontra outra Nova York, quero voltar e conhecer melhor esse lado da cidade. Dali, segui pelo Brooklyn Bridge Park, que foi o lugar que mais me encantou. Lá você encontra o Jane’s carousel, o Brooklyn Historical Society e a vista mais incrível do skyline de Manhattan. A tarde estava ensolarada e eu esperei o pôr-do-sol (em novembro os dias são bem curtos, infelizmente) para fazer a travessia da ponte de volta para Manhattan. Eu amei cada minuto de caminhada alí. Saindo da ponte aproveitei para comprar lembrancinhas, são bem mais baratas por lá. Peguei o metrô e continuei minha caminhada pelo Soho, ruas cheias de charme e com ótimas opções de lojas e restaurantes. Aproveitei para provar o famoso cheesecake da Eileenn’s Special Cheesecake e é mesmo maravilhoso! Um dos meus maiores arrependimentos foi não ter comido mais cheesecakes todos os dias.

Para o terceiro dia planejei o Movie Tour A Grande Maçã. O ponto de encontro foi no St James Theatre. De lá fomos para a Times Square e percorremos vários cenários de filmes e séries até chegarmos ao Central Park, atravessamos direto para o The Plaza Hotel onde foi gravado o filme Esqueceram de Mim. Pegamos o metrô até o West Village, uma região mais tranquila e super linda de Nova York, passamos pelo Washington Square Park, almoçamos no Joe’s Pizza e fomos caminhar pela Greenwich Village. Passamos pelo apartamento de Friends e a casa da Carrie Bradshaw, de Sex and the City. O passeio terminou às 15h na Magnolia Bakery, confeitaria mais famosa da região de West Village.

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Fomos conhecer o Chelsea Market, de lá caminhamos pelo High Line admirando a arquitetura dos prédios ao redor, até chegar na região do Hudson Yards Park. Conseguimos ver de longe a beleza do Vessel, cercado por tapumes, ainda não havia sido inaugurado. O dia rendeu muito! O grupo formado durante o tour ainda se reuniu para assistir ao musical do King Kong na Broadway (foi espetacular, recomendo muito) e encerramos a noite com um agradável jantar no Olive Garden.

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No quarto dia de viagem, havia planejado mudar de hotel. Fiz essa escolha devido à grande alta do valor da diária dos hotéis de Manhanttan em decorrência da chegada do feriado de Ação de Graças. Só lembro que a diferença, acrescentando essa diária, era absurda e não valia a pena gastar tanto. O MOXY tem uma localização maravilhosa e eu amei minha estadia lá, mas o hotel não é barato, principalmente para quem está viajando só. A saída que encontrei foi passar a última noite no Hi New York City Hostel, no Upper West Side, bem pertinho do Central Park. Pesquisei muito, obtive ótimas referências e, apesar do receio de dividir o quarto com desconhecidos, a economia era certa e eu resolvi arriscar. Acabei me surpreendendo! A experiência, ainda que breve, foi muito boa. O Hi Hostel é organizado, o café da manhã estava incluso na diária, o banheiro compartilhado é incrivelmente limpo, os funcionários foram atenciosos, lá dentro tem uma lanchonete com ótimas opções de refeições prontas. Fiquei em um quarto feminino com dois beliches. Quase não tive contato com as outras meninas do quarto (duas chinesas, eu acho), mas encontrei muitos brasileiros espalhados pelo hostel.

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Após a mudança, comecei o dia de turista caminhando um pouco pelo Upper West Side, passei na Levain Bakery e comi o cookie mais incrível da vida. Mas o destino principal da manhã era o Central Park. Coincidentemente, duas brasileiras que participaram do tour também sozinhas, iam para lá e combinamos de nos encontrar para conseguir tirar boas fotos naquele cenário tão maravilhoso. O mais chato de viajar sozinha é não conseguir registrar os momentos da viagem tão bem. Eu recebi muita ajuda de pessoas aleatórias pelas ruas com as fotos, mas nem sempre os registros ficavam do jeito que eu queria e não dá para abusar da boa vontade alheia também, né? A companhia das meninas foi muito bem vinda e conseguimos tirar fotos maravilhosas no Central Park.

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Um dos meus receios era não conseguir encontrar as árvores cheias de folhas coloridas típicas do outono, mas ainda no final de novembro, presenciei um cenário com cores maravilhosas. Concluída a visita no parque, já chegando do outro lado, no Upper East Side, estava com as pernas cansadas e resolvi ver a cidade de outro ângulo, peguei um ônibus que me levou até o Rockefeller Center. Adorei a experiência: ônibus vazio, você consegue ver o movimento da cidade e basta usar o Metrocard.

Como andar de ônibus em Nova York?

Eu havia agendado uma visita no Top of the Rock às 15h, ainda deu tempo de ver antes a pista de patinação no gelo bem lotada, a clássica árvore de natal sendo montada e após algumas voltas pelas lojas do Rockefeller Center chegou a hora de subir até o mirante. A vista lá de cima é única e inesquecível! O que me fez sofrer um pouco foi o vento fortíssimo, no último andar, é quase impossível ficar parada alguns minutos sem que o rosto congele. Mas existem áreas em que podemos nos proteger do vento e dá pra curtir bem o momento, valeu muito a pena ficar até o pôr-do-sol! Terminei o dia no shopping do Columbus Circle e deu para ver os balões gigantes sendo preparados para a parada de Ação de Graças da Macy’s que seria no dia seguinte.

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No meu quinto e último dia em Nova York era feriado de Thanksgiving, data em que acontece a famosa parada da Macy’s. Eu havia me programado para ir bem cedo tentar conseguir um lugar para assistir o desfile, mas o cansaço e a temperatura não permitiram (fez -8°C naquela manhã). Plano cancelado, tomei meu café lá no Hostel mesmo e caminhei pelas redondezas, passei pelo campus da Columbia University e dei mais uma volta rápida no Central Park. Meu voo de volta para Miami era naquela tarde, voltei para o hostel, fiz meu checkout e segui de ônibus para o Aeroporto La Guardia. Sim, ônibus, opção barata e que funcionou muito bem. O ônibus M60-SBS faz parte de uma linha expressa que vai de Manhattan direto para o aeroporto, levou cerca de 40 minutos, é super confortável e possui até um pequeno bagageiro para acomodar as malas. Usando o Metrocard ilimitado você retira um bilhete numa máquina que fica no próprio ponto de ônibus e pronto.

Cinco dias (quatro dias e meio, na verdade) não foram suficientes para conhecer tão bem a cidade, mas a experiência foi incrível. Quero voltar e completar meu roteiro com os museus e bons restaurantes, que foram coisas que eu tive que abrir mão dessa vez. Nova York é uma cidade de muitas possibilidades e, certamente, vale a pena voltar sempre.

Gostaram do relato da Bruna? Se você quiser participar, envie seu relato para análise para laura@lauraperuchi.com COM FOTOS, seu nome completo e cidade/estado. LEMBRE-SE que é preciso ser detalhista. Não precisa escrever um livro, mas seu relato tem que ser informativo!


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