Diário de viagem

Diário de viagem a Nova York – Felipe Sá

O Diário de Viagem é uma seção que traz relatos de leitores do blog. Nesses relatos, eles contam como foi a viagem a Nova York, o que mais gostaram de fazer, o que não gostaram, dividem dicas, enfim: um diário mesmo. A convidada de hoje é o Felipe Sá, de João Pessoa, PB. Ele ficou 8 dias na cidade, em agosto de 2018. Para conferir mais relatos, clique aqui.

Sinto-me na obrigação de fazer esse diário, pois muitas foram as vezes que fiz uso dos diários daqui do blog da Laura para planejar a minha tão sonhada viagem à Big Apple. Mas não espere uma viagem clichê. Não fui a nenhum musical da Broadway, não fui a nenhum famoso restaurante muito menos adentrei no Central Park. Mas garanto que foi uma viagem inesquecível, pois Nova York me surpreendeu em todos os aspectos.

Vou relatar dia por dia pra ficar melhor o entendimento do diário. Foram oito dias – de 8 a 15 de agosto de 2018 – de muitas surpresas, afinal deixei de lado o check list e me perdi por Nova York para me encontrar depois. Sim, segui o conselho da Laura: não se prenda ao planejamento. Quem vai dizer pra onde você vai é o tempo, o clima, a disposição e os seus pés também. Recomendo o sapato das Havaianas. Não me deram bolhas…

8/08 (quarta-feira) – cheguei no La Guardia por volta de 0h30 num vôo de Dallas (Alaska), onde já tinha ficado por um mês. Achei o aeroporto bem pequeno e isso facilitou a saída pra rua. Assim que cheguei, chamei um Lyft e não demorou muito pra ser surpreendido: corrida compartilhada e barata: $19,62 de lá para a 8th Avenue, onde ficaria no Jazz Columbus. Ao deixar primeiro uma outra passageira em Astoria (eu acho), percebi que a cidade “não dorme”. Havia lava-jato, oficina mecânica e outros locais abertos àquela hora da madruga. A ficha caiu quando, atravessando uma das pontes, de longe, via o Empire e o Chrysler (que emoção). O trajeto foi tranquilo por ser tão tarde, e lindo pelas luzes e neons da Times e outras avenidas. Cheguei no hostel (depois de reservar pelo Booking, percebi que no e-book da Laura que ela recomenda o Jazz Columbus Circle Hostel) e fui para o quarto com três camas e uma suíte. Me parece que todos os quartos têm banheiro dentro.

Clique aqui para reservar o Jazz at Columbus Circle Hostel.

Saiba mais sobre o e-book Nova York Econômica.

Cinco horas depois, me levanto e começo a maratona. Sempre que viajo costumo fazer o reconhecimento de área, até pra ter referências caso me perca. E descubro que estou a menos de 10 minutos da estação de metrô, do Central Park, da Times Square, da Broadway, do Columbus Circle, enfim, de tudo que queria. O hostel fica vizinho a um McDonald, Chipotle, Starbucks, Wells Fargo, TJ-Maxx, enfim. Nova York é um “ovo”. rsrs. Segui para o Columbus Circle Mall, onde tem o Whole Foods, cadeia de supermercado de orgânicos, com comida a kilo. Tomei meu café da manhã super barato e com muitas opções. De lá, fui caminhando em direção ao Central Park e percebi a grande quantidade de homeless (sem-tetos) que dormem nos bancos das praças e ruas. Não imaginava o quanto. Fui margeando o Central Park pois o dia estava começando e não queria suar tanto. Adorava me perder no caminho. Quando já estava “subindo” o lado esquerdo do Central Park, já na altura da 72nd, desci na Amsterdam Ave, quando descobri a Magnolia Bakery, a Century 21 e a Bed Bath Beyond (lá, comprei travesseiro pois o de hostel não é dos melhores). À tarde, desci a 8th Avenue e foram horas andando sem perceber. Às 4pm, almoçava e sem fome ainda, pois me sentia preenchido com todo aquele estímulo visual de Nova York. Entre a 8th e 7th Avenue, se encontra a Broadway, uma das maiores avenidas da ilha. E de longe avistava a Times Square. Atravessei a Times e avistei uma estação de metrô. Só aí me lembrei do cartão ilimitado de 7 dias por $33 dica da Laura.

Clique aqui e confira a série de vídeos sobre o metrô.

09/08 (quinta-feira) – Logo cedo, peguei a linha 1 e fui ao encontro do Jayme da Grande Maçã, para o Movie Tour. Passeio rico em informações. Usei o código da Laura para ganhar $5 de desconto (porque sou desses). O local de encontro do DowntownTour foi o Ferry Boat, que nos levou até a Ilha do Governador e assim que desembarcamos pegamos de volta a barca. Gostei demais do passeio pois o Jayme ainda mostra algumas cenas de filmes gravadas nos locais por onde passamos. Não é uma exclusividade do MovieTour. hehehe. Batery Park, Wall Street, WTC, Tribeca e Soho foram alguns dos lugares por onde passamos. Valeu muito a pena. Das 9am às 15pm de muita riqueza de detalhes. Passamos na frente do prédio da Beyoncé e outras personalidades. Aliás, vou rever Ghost com outros olhos. Passamos na frente do apê onde foi gravado o filme. Assim que acabou o passeio, fui com uma amiga do Tour ao Moma Design Store (Crosby st), na mesma rua onde o personagem do Ghost morreu. Em seguida, sugestão do Jayme, fomos ao Magnum New York (Spring Street) onde você customiza o picolé. Não achei grande coisa, mas valeu a experiência. $8 o picolé com até 3 toppings. De lá, mais Broadway. O Soho é um convite às lojas conceito da Nike, Zara, Muji (#recomendo essa loja japonesa) e outras…

Saiba mais sobre o Movie Tour!

10/08 (sexta-feira) – Dia de passear pela Broadway. Fui caminhando sem pressa e sem destino. Adentrei a Macy´s e passei quase uma hora só olhando aquele shopping. Sim. A Macy´s parece um mall com “lojas” bem definidas: Adidas, Michael Kors, Calvin Klein, MAC, Apple, entre outras. São 6 ou 7 andares mas chega a cansar tanto excesso. Saí e fui à Target. Logo adiante, descendo a Broadway, avistei uma loja que me chamou atenção: a Jack’s 99 cents (32nd St com a 6th Avenue). Adentrei e me surpreendi com os preços e produtos. Mais um pré-conceito quebrado: Nova York tem loja popular sim. Produtos muito bons e com preços baixos. Comprei muita coisa. Quando voltar a Nova York um dia, voltarei à Jack’s com certeza. E continuei a descer a Broadway. Fui conhecer a Fishs Eddy (889 Broadway), uma loja de utensílios domésticos. Fui só pra ver canecas. E não quis comprar por causa do peso. E preço. Depois fui ao Flying Tiger (920 Broadway), loja de produtos populares. Muito boa a seção de papelaria e objetos de decoração. Por falar em papelaria, tem muitas na cidade. Encontrei várias Papyrus (940 Broadway). Eita povo pra gostar de cartão! E depois fui subindo pela 5th Avenue. Adentrei a Biblioteca Pública de Nova York. E me lembrei do Jayme quando disse que lá foi gravado o filme ‘O dia depois de amanhã’. Depois subi até a loja da Apple, já próxima ao Central Park. Aí meus pés pediram arrego. Já pro hostel.

11/08 (sábado) – Sábado foi o dia de ir para outro hostel. Gostei demais do Jazz, mas já tinha reservado o Hi Hostel antes do Jazz. É que eu só iria pra Nova York no dia 11, mas antecipei minha ida. Logo, não tinha disponibilidade antes do dia 11. Mas achei ótimo ter tido duas experiências bem diferentes. Achei o Jazz muito bem localizado e com menos gente no quarto. No Hi Hostel (981 Amsterdam Avenue) fiquei num quarto com 10 camas e sem banheiro no quarto. Me senti num acampamento de férias com adolescentes… rsrsrs. Assim que cheguei, fiz o check in mas não pude subir. Não achei a recepção das melhores. Deixei as malas em baixo e saí. Decidi ir ao Brooklyn no sábado, por conta da Smorgaburg, sugestão de um fluminense de Niterói que se hospedou no Jazz e dividia quarto comigo (hostel tem dessas coisas!). Mas, chegando na estação Brooklyn Bridge City Hall (4, 5, 6, J, Z), o céu fechou. Caminhei até a ponte com esperança de ser só nublado. No meio da travessia, o toró, como chamamos no Nordeste. Muita chuva e eu não tinha guarda-chuva. Parei no primeiro arco e dividi o guarda-chuva com uma chinesa. rsrs. Prossegui e a chuva aumentava. Finalmente, desci a escadaria e fui andando até ver a ponte de Williamsburg. Quanta emoção! Passei um tempinho e depois pedi um Lyft até a feira gastronômica. Porém, cheguei tarde. Mas a chuva também espantou muita gente que ia vender e comprar. Não achei tão bom assim o Smorgaburg. Mas aproveitei pra dar uma volta pelo bairro. Até comer uma pizza no Artichoke e um doce no Marthas Country Bakery. Ótimas pedidas. Voltei a Manhattan de Lyft. Dessa vez fui ao Washington Square Park. Que lugar! Pertinho dali tem o apartamento da série Friends. Aliás, a redondeza dos apês de escadinha…

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12/08 (domingo) – Dia de Chelsea Market. Para minha surpresa, o Buddakan, bar do filme Sex and City 1, fica ao lado do Chelsea Market. E em frente fica o prédio do Google. Dentro, o escritório do Youtube. Entende porquê Nova York é um “egg”?! Não almocei no Chelsea porque já tinha comprado minha comida no Whole Foods, aquele supermercado que vende comida a kilo. Comprei e comi numa pracinha cheia de idosos. De lá, parti pro Chelsea.

13/08 (segunda-feira) – Dia de compras. Foi um dia cansativo, mas bem proveitoso. Bem perto do Hi Hostel tem uma TJ-Maxx. Eu não dei nada pela fachada. Achei pequena. Mas percebi uma escada rolante que dava para o sub-solo. Aí você se dá conta da enorme loja. E preços excelentes. Fui comprar as encomendas da família. À tarde, voltei à 5th Avenue. Ali perto tem o Bryant Park. Tomei um café muito bom no Maison Kayser, uma bakery francesa. E por ali fiquei subindo até à noitinha na 6th e 7th Avenue.

14/08 (terça-feira) – Dia de ir, novamente, à área do World Trade Center. Já tinha passado lá na quinta, com o Tour do Jayme. Voltei, pois na terça o Museu do 9/11 é aberto ao público e gratuito. Mas cheguei muito cedo. Pela manhã, fui ao Eataly do Westfield. Lá tem boas opções de almoço. Mas tinha tomado café tarde e não quis comer às 11am. Fui ao Museu do 11 de setembro e confesso que esperava mais. Paguei $24 e a fila estava média. Esperei por volta de meia hora. Há revista de raio-x. Achei uma obra faraônica e muitos fatos jornalísticos. Os bombeiros e policiais eram exaltados o tempo todo como heróis. Mas eram prédios comerciais. Não públicos. Logo, saí e até hoje continuo sem saber quais empresas tinham lá. No Downtown Tour, o Jayme falou que muitos nomes foram encontrados por causa de relógios como Rolex, além das alianças. Já que neles você pode por seu nome. Logo, eram empresários que também estavam nas torres. Mas em nenhum momento isso foi ressaltado. No final do Museu, você se depara com uma loja de souvenires. Depois, caminhada sem destino. Até que me deparei com a ponte do Brooklyn. Já eram 8pm e me dei conta que ainda não tinha visto a cidade às escuras com as luzes dos prédios acesas. Mas deixei pra uma próxima viagem. Fica a dica: atravessem a ponte por volta das 7pm e verão as luzes se acendendo do outro lado.

15/08 (quarta-feira) – Dia de partir. Apesar de meu vôo ser de 5h40pm, o hostel cobra $5 por mala após check-iout. Eu ainda ia pra Orlando-FL e tinha três malas (duas de despacho e uma de mão) e uma mochila. Preferi ir ao JFK mais cedo. A Jetblue cobra por mala despachada. Resolvi economizar no hostel para pagar o despacho. Tanto na ida como na volta, os voos atrasaram por três horas. Sim. Americanos também atrasam. E achei as comissárias brasileiras mais bonitas, elegantes e simpáticas que as americanas. #prontofalei

Recomendações aos leitores:

  • Não se prenda aos roteiros pré-estabelecidos. Planejamento é fundamental, mas não seja inflexível. Nova York é uma surpresa a cada esquina;
  • Viaje com sapatos já amaciados. Em caso de assaduras – sim, o jeans causa assaduras nas coxas – use o Desitin, à venda em qualquer farmácia;
  • Tire print do mapa do metrô e ponha como papel de parede no celular. Ajuda a economizar bateria;
  • Compre água refil no McDonald’s. Por $1,00 você põe água no copo e na sua garrafinha. Cheguei a encontrar por $3 a garrafinha. Economizar é sempre bom, em época de dólar a mais de R$ 4 então;
  • Century 21 e TJ-Maxx são as melhores lojas para comprar barato. Fiz compras mais baratas que em muitos outlets em Orlando (pasmem). Nova York não é cara. Nós que compramos muitas vezes por impulso não por necessidade. Não comprei 1 M&m na Times. Comprei 1 caneca e me dei por satisfeito. Pense no peso da bagagem e veja se vale a pena comprar 6 pares de sapato, 10 camisas e 8 bermudas como fiz. hehehehe

A você, Laura, meu muito obrigado por compartilhar seu amor a essa cidade que é uma representação do mundo nos States. New York é uma mistura da China com a Itália, do Oriente com o Ocidente, do México com o Brasil, das Arábias com os Judeus. Manhattan é uma ilha mesmo!

Felipe, muito obrigada pelo seu relato!

Gostaram do relato do Felipe? Se você quiser participar, envie seu relato para análise para laura@lauraperuchi.com COM FOTOS, seu nome completo e cidade/estado. LEMBRE-SE que é preciso ser detalhista. Não precisa escrever um livro, mas seu relato tem que ser informativo!


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