Diário de viagem

Diário de viagem a Nova York – Raquel Monreal Zeppelini

O Diário de Viagem é uma seção que traz relatos de leitores do blog. Nesses relatos, eles contam como foi a viagem a Nova York, o que mais gostaram de fazer, o que não gostaram, dividem dicas, enfim: um diário mesmo. A convidada de hoje é a Raquel Monreal Zeppelini, de São Paulo. Ela ficou 8 dias na cidade, em agosto de 2018. Para conferir mais relatos, clique aqui.

Sempre sonhei com Nova York! Há uns 5 anos pesquiso (e muito!) sobre a cidade e sem dúvidas o blog da Laura me ajudou planejar essa viagem e a colocar tudo isso em prática. O quanto sonhava vendo cada post, cada comentário no grupo do Facebook… mas sempre acontecia algo na minha vida que me impedia de ir. Mas, finalmente o destino conspirou ao meu favor e consegui tirar toda essa pesquisa do papel e embarcar na viagem dos sonhos. Planejei minha viagem sozinha, vendo os vídeos da Laura, da Martha e do Jayme. SÉRIO GENTE! Assistam com atenção e peguem a fundo o excel: eles passam tudo detalhado e muitas dicas que você não vê em outros blogs.

Sobre a compra da viagem

Vôo – Voei pela Delta (vôo direto), saindo de Guarulhos e desembarcando no JFK. Achei muito boa a companhia aérea (na verdade não tenho muita experiência nesse quesito, foi minha primeira viagem internacional) e o trâmite na imigração chegando lá também foi muito tranquilo. Tinha um pouco de medo, pois não tenho um inglês muito bom e estava viajando sozinha… Mas tudo deu certo!

Hotel – Reservei o Hotel Paramount que foi excelente! Bem limpinho, bem localizado (esquina da Times!), e equipe super atenciosa. Quando cheguei informei que não falava inglês muito bem, e, por sorte, a recepcionista arriscava um português. Por estar viajando sozinha, preferi um hotel bem localizado e com o entorno movimentado. Muitos me falaram sobre hostel, mas eu sou um pouco fresca nesse quesito rsrsrs gosto de ter meu cantinho, meu banheirinho. Além disso, também foi boa a localização por conta de poder voltar para o hotel com mais facilidade, deixar as compras no meio do dia, etc.

Reserve o Hotel Paramount

Emabrquei e daí foi só felicidade, não é mesmo? hahaha Chegando em Nova York, peguei o Airtrain (vídeo no blog da Laura explicando tim tim por tim tim). Super tranquilo, mesmo estando sozinha e com malas. Cheguei no hotel às 9h15 e o check in era às 16h, então eles me deram duas opções: guardar as malas sem custo ou pagar uma taxa de 50 dólares para entrar no quarto já naquele momento. Como eu estava bem cansada do vôo e queria tomar um banho para aproveitar o dia, optei por pagar a taxa e já me acomodar.

Como usar o Airtrain?

Uma coisa importante: antes de ir eu pensava que iria aproveitar as experiências gastronômicas e não focar em compras. Chegando em Nova York, tudo mudou hahahaha: jantava pizza de 1 dólar e comprei bem mais do que imaginei! Mesmo com o dólar alto, dá pra dar uma pirada e muita coisa ainda compensa (principalmente maquiagem). Mas isso vocês vão ver nos relatos a seguir!

1º dia: Cheguei, quase morri do coração de felicidade e já fui bater perna. Usei POUQUÍSSIMO táxi: me locomovi praticamente a pé e de metrô. Comprei o Metrocard ilimitado para 7 dias e ja fui desbravar a cidade. Como a Times Square ficava exatamente na esquina do meu hotel, foi o primeiro lugar que fui turistar. Mesmo de dia, que emoção! É a materialização de um sonho, juro. Lá, eu fui na loja da Disney, que é uma fofura, mas não comprei nada, e depois na Forever 21 que estava em liquidação (fiquei imersa umas 2 horas por lá). Depois disso, fui caminhando para o Rockefeller e almocei no Food Hall de verão que eles montam no lugar da pista de patinação.

Passei pela St. Patricks Catedral e depois passei na loja da At&T para comprar meu chip. Comprei o chip de 2,5GB por R$ 25 dólares. Como estava bem cansada, voltei para o hotel e dormi um pouco. No final da tarde, por ser horário de verão e o céu escurecer tarde (isso foi ótimo! fazia o dia render suuuuuper), voltei para o Rockefeller e subi no bar deles que fica no 65º andar, o Sixtyfive Bar. QUE EMOÇÃO, QUE GLAMOUR GENTE! Na hora que você entra no bar, já dá de cara com aquela vista maravilhosa para o Empire State. Para quem quer economizar só a vista dele já vale muito. Mas como eu queria a experiência completa, eu desci depois e comprei o ingresso para o Observatório.

Comprei o NY CITY PASS lá no Rockefeller mesmo. A princípio eu não ia comprar nenhum passe, mas chegando lá vi que real oficial compensava. Na hora da compra do passe foi a única vez que senti dificuldade com o inglês, a atendente não era muito cordial e enfim… Coloquei o que eu queria no Google Tradutor, ela ia me respondendo escrevendo no tradutor também e assim conseguimos nos dar bem e finalizar a compra. Inclusive isso era uma coisa que queria falar: todos dizem que os novaiorquinos não têm paciência, que não ajudam quem não fala inglês e pipipipópópó…. GENTE, NADA DISSO! Todos me ajudaram e tentaram entender o que eu estava falando ou tentaram se fazer entender, seja falando inglês mais devagar, seja falando em espanhol, seja com gestos… Obrigada migos novaiorquinos, amo ainda mais essa cidade!

Confira os principais passes disponíveis em Nova York: New York City Pass – New York Explorer Pass – New York Pass – New York Sightseeing Flex Pass – New York Sightseeing Pass

2º dia: O dia amanheceu chuvoso então parti para o outlet de New Jersey, o Jersey Gardens. Peguei o ônibus na Port Authority e fui tranquila para lá, bem cedinho, no primeiro ônibus. COMPENSA DEMAIS, mesmo tendo o deslocamento! Comprei Kate Spade, Calvin Klein, Tommy Hilfiger, mala, perfume… uma maravilha! Depois, até comparei os preços com a Macy’s e no outlet estava bem mais barato. Almocei no Nathan’s que tem lá dentro e é um ótimo custo-benefício. Lá pelo início da tarde já estava voltando para Nova York e na parte da tarde fui na Harmon (Obrigadaaaaa Laurinha pela dica). Sério gente, esquece CVS, esquece Wallgreens, ESQUECE TUDO E VAI NA HARMON. É tipo muuuuuuito mais barato mesmo: coisa de corretivo da Maybelline ser $12,99 na CVS e $7,49 na Harmon, então só vai gente.

Emfim, segundo dia foi focado nas compritchas e também aproveitei para conhecer um pouco a região do Flatiron, e que lindeza inclusive. Neste dia, eu tomei um pequeno baile do metrô, mas ok e facilmente contornado. Inclusive: é difícil andar de metrô por lá? É SIM… Mas só errei duas vezes e com o tempo você pega o jeito, começa a entender melhor o mecanismo.

Clique aqui e confira a série sobre o metrô

3º dia: Acordava beeeeem cedo lá, para não pegar fila nos lugares e aproveitar bem o dia, então, às 7h já estava na rua batendo perna. Nessa altura, meu “roteiro” já tinha ido pelos ares poque às vezes é engraçado gente. Quando você opta por andar bastante, às vezes você passa pelo lugar que estava planejando ir em outro dia e assim vai indo. Mas muito bom, o dia rende e cada esquina é uma surpresa. Nesta dia vi a escultura LOVE, fui na loja da American Girl, fui na loja da NBC studios e depois peguei o metrô para ir ao Museu 9/11.

Que região f****! A energia, a história, a superação… tudo. Eles conseguiram transformar em algo que é lindo e triste ao mesmo tempo. A estação do metrô é linda e o One World ainda mais. Quanto ao museu, digo que é uma experiência que tem que estar inclusa no seu roteiro. É uma energia que você fica o tempo inteiro arrepiado, é um roteiro de visitação completo e que te faz sentir exatamente como foi aquele dia para os americanos e o impacto em todo o mundo. Vale a pena!

Clique aqui e compre ingresso para o Museu 9/11

Depois do museu, aqui foi a segunda e última vez que me perdi no metrô (ufa! rsrsrs). Queria voltar para o hotel mais acabei indo parar no Greenwich Village. O que bagunçou mais ainda meu roteiro mas foi uma surpresa agradável. Região muuuuito gostosa, aproveitei para conhecer o prédio de Friends e da Carrie (é um bem pertinho do outro). Caminhei por aquelas ruazinhas lindas e me senti vivendo um filme. Depois disso, finalmente consegui voltar para o hotel para descansar um pouco (o calor castigava um pouco).

No final da tarde, fui para o Grand Central Terminal, Bryant Park e NYC Public Library. No Bryant Park, voltei a ser criança e andei de carrossel. A essa altura, vocês devem estar pensando: meu Deus, quanta coisa em um dia! Mas tenho rodinha nos pés kkkk e meu aplicativo marcava sempre por volta de 22 mil passos por dia. Jantei no Shake Shack e gente, na boa: esperava mais do hamburguer. Tem muita hamburgueria aqui no Tatuapé (ZL de SP) que é beeeem melhor hahahaha Mas verdade seja dita: a batata deles é incrível.

4º dia: Acho que foi minha primeira refeição digna. Vi a dica em um post do blog da Laura e quase enlouqueci. Fui tomar café da manhã no Asiate, restaurante do Hotel Mandarin. No momento que adentrei aquele lugar, o único pensamento foi: se já fui pobre nem me lembro kkkkkk. Que restaurante incrível: atendimento, comida e o melhor a vista! Ele tem vista panorâmica para o Central Park! Sério, vale a pena.

Saiba mais sobre o Asiate!

Depois de sair do êxtase que foi esse café da manhã, fui caminhando até o Museu da História Natural. Esse foi um dos lugares que fiquei um pouco decepcionada. Não sei explicar, mas de alguma forma eu esperava mais. Então foi legal, mas não iria de novo. Depois disso, caminhei pelo Upper West Side, que são outras ruas dos sonhos e me senti em um filme. No final da tarde, fui na loja da HBO, onde tem os produtos do Sex and the City e fiquei caminhando pela redondeza. Depois subi em direção ao Central Park novamente e conheci a Trump Tower e o Hotel The Plaza.

5º dia: O dia amanheceu meio nublado, mas queria muito já subir no Empire State. Então, lá fui eu mesmo assim. Óbvio que começou a chover depois que eu estava já lá em cima mas tudo bem, valeu a vista. Voltei para o hotel pq eu estava zero preparada para chuva.

Depois do almoço, resolvi bater perna e ir até o Soho. Lá, comi da Ladurée e foi o lugar que mais amei a comida mas que fui mais mal atendida. Sério… me senti mal lá. A comida era deliciosa, mas as atendentes atendem meio com cara de contragosto. Ai peguei meus docinhos no balcão e fui para uma espécie de pátio que eles tem no fundo do restaurante para sentar e comer. Não tinha nenhum aviso e ninguém me parou, dizendo “olha querida, pode não”. Depois que eu estava sentada, me disseram que eu não podia comer ali porque tinha pegado a comida no balcão (oi?). Até aí ok, perguntei se então poderiam me dar o cardápio, para eu pedir algo e disseram que NÃO! Disseram que primeiro eu deveria sair do pátio, terminar de comer o que pedi no balcão e depois voltar para lá e pedir o menu. Sério gente, me dá um minutinho hahahaha peguei minhas coisas e fui embora, porque né.

O Soho é lindo, a cara da riqueza. Fui subindo a pé e aproveitei para conhecer o Washington Square Park que é outra lindeza, com aquele Arco do Triunfo. O meu passe dava direito a ir para o Empire State no mesmo dia a noite, mas tenho uma amiga que mora na cidade e ela me chamou para a balada (Alô Zeta, tksss foi incrível) E ÓBVIO QUE A BALADA VENCEU. Fomos na Eletric Room, uma balada no Chelsea bem legal. Para ir e voltar na balada foi a primeira vez que peguei táxi na cidade gente.

Baladas em Nova York – dicas e sugestões de clubes

6º dia: Mesmo morta da balada, criei coragem e bem cedinho já peguei o rumo em direção à Estátua da Liberdade. Desci na estação que fica próxima ao Touro de Wall Street e já matei dois coelhos em uma cajadada só. Tirar a foto com o Touro é um mini inferno mesmo cedinho, mas ok, está valendo. Descendo a rua, você já dá de cara com o Battery Park, onde sai a balsa para a estátua. Como cheguei cedo, não peguei fila e foi tudo tranquilo. Tudo incrível e lindo por lá. A vista para a ilha de Manhathan, a Estátua, a balsa, tudo tudo. Como eu estava um pouco cansada e estava bem calor, não desci na Ellis Island e preferi dar uma voltinha no Battery Park que também é incrível. Dei uma volta na região de Wall Street e voltei para o hotel.

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De tarde fui para o MET mas fui meio burra e não vi o horário de fechar… cheguei lá e estava fechado. Maaaas antes vale dizer: o Google me deu um caminho por dentro do Central Park e me perdi. Foi a outra vez que precisei de táxi.  Agora acho que vai ter muita gente que vai querer me matar, mas lá vai: ODIEI O CENTRAL PARK, desculpa. Talvez em uma outra vez, com um tour contratado, pode ser que eu goste. Mas vamos lá, vou contar a minha experiência, com o meu ponto de vista: aproveitei que já estava na região e falei, vou para o Central Park. Me perdi lá dentro, achei claustrofóbico, fiquei com medo de andar sozinha com aquela mata fechada e ruazinhas desertas, na area do Bethesda Terrace tinham uns caras com umas cobras no pescoço e eu ODEIO cobra. Enfim, a sensação foi igual a da Alice no País das Maravilhas perdida dentro do labirinto. Depois, voltei caminhando para o hotel, acho que oi o dia que mais andei. Muito gostoso sentir a cidade, caminhar descobrindo os lugares.

Guia para explorar o Central Park

7º dia: Brooklyn! Aii gente, este dia eu queria ter aproveitado tãooo diferente. O plano era: atravesso a ponte, conhecer Dumbo, Williamsburg e Coney Island. Tudo lindo, não é mesmo? Também acho. Porém, entrando na ponte, eu tropecei e machuquei muito feio meu pé. Era bastante sangue e tudo mais. Por sorte, eu tinha água e Band aid comigo e tapeei para pelo menos atravessar a ponte (quem vê a foto nem imagina o que eu estava sofrendo). Chegando lá do outro lado, o moço da farmácia foi super atencioso e me ajudou. Depois de conhecer um pouquinho do Brooklyn Bridge Park voltei para o hotel, porque né. Fica para a próxima hahaha!

Almocei no Black Tap, e gente só digo para você que é maravilhoso! Essa dica eu vi no blog da Martha e vale cada centavo ($36 dolares: Milk Shake + batata frita com creme de gorgonzola). Depois, fui na loja I love Souvenirs que a Martha indicou e leitor do blog dela tem desconto, além da loja ser a maaaais barata mesmo! À noite, fui ao 230th Rooftop, bem bacana também com vista linda para o Empire State (tudo tem vista para ele nessa cidade e é incrível ahahah). Depois voltei e fiquei curtindo um pouquinho a Times à noite.

8º dia: Já tinha gastado tudo que dava mas achei a Nordstrom Rack e comprei paleta da Naked por 24 dólares. Fiquei caminhando e desbravando a cidade mesmo. À noite, fui ao Magic Hour, que é outro rooftop maraaaa, super descolado.

Dia de vir embora: Mesmo com duas malas grandes, mochila e bolsa fui de metrô para o aeroporto e deu tudo certo.

Uma coisa que vale falar e só lembrei agora: Não tenham vergonha de pedir pra as pessoas tirarem fotos para você, não tenha vergonha de usar o pau de selfie. É absolutamente normal. E de verdade, nãoo tenham medo de viajarem sozinhas! É um experiência incrível que todo mundo deveria ter um dia na vida pelo menos. Pesquise muito, tenha cuidado, mas encarem esse mundão lindo aí fora.

É isso, espero que meu relato tenha ajudado um pouquinho na viagem de vocês.

Obrigada, Raquel, por compartilhar seu roteiro conosco! 

Gostaram do relato da Raquel?  Se você quiser participar, envie seu relato para análise para laura@lauraperuchi.com COM FOTOS, seu nome completo e cidade/estado. LEMBRE-SE que é preciso ser detalhista. Não precisa escrever um livro, mas seu relato tem que ser informativo!


4 Comentários

  1. Hahaha, não poderia concordar mais sobre o Shake Shack, fui com tanta expectativa… Idem sobre o Museu de História Natural! Que delícia de relato, bateu uma saudade imensa, e olha que fui em março, rs, rs…

  2. Muito bom o seu relato! Apesar de claro, não concordar com o não gostar do Central Park, porque eu AMEI! Mas ele é imenso… acredito que vc foi em alguma parte não movimentada!
    Está cidade é mágica!!!

  3. Parabéns pelo seu relato!! Amei!
    Gostaria de saber qual o chip de celular você comprou na At&t. Vou ficar somente dois dias. Mas, precisarei de usar o GPS e o Google Maps. Desde já agradeço pela sua atenção!

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