Diário de viagem

Diário de viagem a Nova York – Sayonara Medeiros

O Diário de Viagem é uma seção que traz relatos de leitores do blog. Nesses relatos, eles contam como foi a viagem a Nova York, o que mais gostaram de fazer, o que não gostaram, dividem dicas, enfim: um diário mesmo. A convidada de hoje é a Sayonara Medeiros, de Natal, RN. Ela ficou 7 dias na cidade, em junho de 2018. Para conferir mais relatos, clique aqui.

Aqui começo meu relato de 8 dias em Nova York! Meus primos e eu estivemos lá entre os dias 23 e 30 de junho e pudemos ver pela primeira vez umpouco do agito da cidade no verão. Com a ajuda do blog e outras informações colhidas nos sites oficiais dos eventos e atrações, foi possível montar um roteiro que atendeu todas às nossas expectativas.

Primeiro dia: desembarcamos cedo no aeroporto JFK, num voo direto de Guarulhos pela Avianca. Após a imigração, fomos de transporte público para nosso hotel a fim deixar as malas e curtir a cidade até a hora do check-in. Seguindo o vídeo da Laura e da Paty como base, conseguimos sair do aeroporto utilizando o Airtrain e o LIRR. Fácil e muito rápido. Além de supereconômico. Recomendo o LIRR por este ser mais rápido que o metrô, especialmente se você vai ficar em Manhattan, próximo à Penn Station. A hospedagem foi no Hotel Stanford, pertinho da Macy’s, do Empire State e do Madison Square Garden. A estação de metrô Herald Station fica bem na esquina e nos leva pra todo canto. Adoro a localização desse hotel. Terceira vez lá e não tenho do que reclamar.

Como ir do aeroporto para Manhattan?

Clique aqui e reserve o Hotel Stanford.

Resolvidos os trâmites burocráticos, lá fomos nós na estação comprar o Metrocard ilimitados para 7 dias (tudo de bom) e seguimos direto para o Central Park, na altura do Conservatory Garden. As flores estavam presentes em cada lugar e as fontes todas ligadas, um espetáculo o local. De lá, pegamos o ônibus M64 que nos levou para a região de Morningside Heights. Visitamos a Catedral St. John Divine e a Columbia University. Uma região que certamente deveria estar no roteiro de quem vai ficar vários dias na cidade. A catedral é deslumbrante e uma das maiores do mundo. A universidade, uma das mais antigas dos EUA, igualmente merece uma visita. De lá, retornamos ao hotel para o check-in e um breve descanso. À tarde, seguimos para Little Italy, pois eu queria muito ver a street art de Audrey Hepburn. A pintura está muito bem conservada. Fica na parede do Cafe Reggio, na Mulberry Street. Aproveitando, já fizemos umas comprinhas em Chinatown rsrsrs realmente os preços dos souvenirs lá são excelentes. Retornamos ao hotel e decidimos descansar da longa viagem. Jantamos no Cafe R, um restaurante coreano perto do hotel.

Um guia para explorar o Central Park

Um roteiro pela região da Columbia University.

Segundo dia: como era domingo, optamos por um parque e o escolhido foi o Corona Park, no Queens. Fomos de metrô e já na estação de chegada, caminhando na passarela de madeira que dá acesso ao parque, topamos com uma boa visão do Citi Field, estádio dos Mets. Fomos até o Unisphere, lindo e realmente enorme rsrs funcionando a pleno vapor, as fontes de água gelada renderam belas fotos. Ficamos umas duas horas por lá, mas com certeza, pode-se passar bem mais tempo de tanta coisa que tem pra ver. Seguindo o roteiro, pegamos a linha F sentido Manhattan, para descer na Roosevelt Island. Outra dica da Laura que valeu muito a pena. Fizemos um lanche no pé da Queensboro Bridge, comprado em um trailer do Nathan’s e depois fomos pegar o bondinho. Gente, é muito legal! Pena ser tão rápido mas valeu cada segundinho. Tem um ônibus gratuito que dá a volta na ilha, mas acabamos não pegando ele. Quando descemos na altura da 60th street, tentamos almoçar no Serendipity, porém infelizmente a fila estava grande. Passamos rapidinho na Dylan’s Candy Bar e de lá fomos pro Union Square Park. Era dia da parada gay e a região tava um agito só! Almoçamos no Max Brenner. Acabamos por assistir a parada e foi uma diversão. Os carros alegóricos eram um destaque à parte. À noite, fomos para a Times Square e jantamos no Supernova, um restaurante que fica no Novotel. Reservamos antecipadamente. Do lado de fora, rende umas fotos espetaculares da Times. Comida ótima e não achei tão caro. Recomendo.

Um roteiro pela região do Flushing

Terceiro dia: este dia foi reservado para o outlet Jersey Gardens que fica em New Jersey. Eu prefiro lá por ser mais perto e coberto. E no calor, achei uma ótima escolha. Tinha muita coisa em promoção. Compramos a passagem ida e volta na Port Authority, linha 111, por 14$. Viagem tranquila e saída pontual. O ônibus deixa e pega na entrada do outlet, não tem segredo.

Qual o melhor outlet?

Quarto dia: esse foi um dia de muito sol, então foi perfeito pra conhecer a Governors Island. Fomos de metrô até o ponto final da linha 1 e de lá compramos o ticket que custa 3$, ida e volta, para entrar na balsa que vai até a ilha. Partimos às 11h e ficamos umas 3 horas por lá. A vista para Dowtown e para a Liberty Island é maravilhosa. É foto que não se acaba. Se quiser, pode alugar bikes e passear pelo lugar. Perto do local de embarque/desembarque tem umas lanchonetes. Seguimos a orla da ilha em direção ao ponto alto da ilha, onde a vista é de tirar o fôlego. É possível acessar o pico pelos degraus ou pela estradinha. Vale o esforço. Na volta, ficamos em Downtown e fomos explorar a região. Saint Paul Chapel, Westfield Mall, Brookfield Place foram alguns dos locais visitados. Almoçamos no Le District, local de boa variedade gastronômica que curti muito. Descansamos um pouco na área aberta que fica por trás do Brookfield Place. Foi lá que curtimos o pôr do sol nesse dia. Ficamos até o anoitecer e recomendo muito. As luzes de Downtown dispensam comentários.

Saiba tudo sobre a Governors Island.

Quinto dia: dedicamos esse dia ao Brooklyn. Pegamos a linha R e descemos na Court Station. Melhor estação para quem quer conhecer o Brooklyn Heights. Ao sair da estação, você já estará na Montague Street. Ela vai te levar para a promenade e ao Brooklyn Bridge Park, que eu adoro tanto quanto o Central Park. O caminho rende fotos e mais fotos. Após a caminhada pelo parque, tomamos um sorvete no Brooklyn Ice cream Factory e seguimos para o Cecconi’s onde tínhamos uma reserva para o almoço. O restaurante é muito bom e tem uma vista maravilhosa para a ponte do Brooklyn. Quem quiser, pode apreciar a pizza do Grimaldi’s ou Juliana’s, que ficam ali pertinho. Após o almoço, subimos no terraço do edifício onde fica o restaurante. Mais fotos rsrsrs o local é recém-inaugurado e pode subir gratuitamente. Tem até elevador. De lá, fomos caminhando em direção a Pebble Beach e depois ao Archway under Manhatan Bridge, atravessando-o até o John Street Park. Perto do arco, pode-se observar nas ruas, os restos dos trilhos que abriam caminho para os antigos bondinhos que cruzavam o Brooklyn no século XIX. É um parque pequeno e bem tranquilo, mas de lá você pode ter a visão perfeita do World Trade Center dentro do arco da Manhattan Bridge. Retornamos no fim da tarde para apreciar a região perto da Brooklyn Bridge à noite. Ficamos pouco tempo, pois estava chuviscando e o trajeto para a estação de metrô de volta a Manhattan é um pouco distante.

Atualizando o roteiro no Brooklyn Bridge Park.

Sexto dia: o dia estava bem nublado mas não nos impediu de fazer o passeio de barco que dá a volta na ilha (não deu exatamente a volta mas..). Foi muito legal, vimos partes de Manhattan que só dá pra ver nesse passeio. Felizmente o sol surgiu e pudemos curtir o visual. O barco partiu pontualmente às 10h e o guia contava um pouco da história da cidade. Pudemos ver praticamente todas as pontes que ligam a ilha ao continente. De lá, fomos conhecer o Museu de História Natural. Demos sorte porque nessa hora começou a chover pesado. Pagamos o preço sugerido e exploramos com calma todo o museu, com exceção da seção de minerais que estava em manutenção. Saímos em direção ao Dakota Building, o qual ainda não tinha visto depois da reforma de sua fachada. Passamos pelo Strawberry Fields e continuamos até a Bethesda Terrace. Como a chuva retornou, decidimos voltar pro hotel e jantar nas imediações.

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Sétimo dia: o sol resolveu voltar e fomos para Coney Island. Meu conselho: abuse do protetor solar e passe o dia lá. Pegamos a linha expressa B, até Brighton Beach, o que acelerou a viagem. Essa é uma praia bem mais tranquila. Nela, existe uma colônia de imigrantes russos se pode observar os vários comércios e seus letreiros escritos em russo. Caminhamos até a boardwalk e seguimos em direção a Coney Island. Como chegamos cedo, alguns dos brinquedos não estavam funcionando e decidimos entrar no Aquário. Apesar do tanque de tubarões ainda estar fechado (já abriu) pudemos vê-los em um local improvisado. Eles dividiam o espaço com as duas lindas tartarugas. A entrada custou uns $12 e foi uma grata atração. Visitamos ainda algumas lojinhas de souvenirs e depois fomos para os parques. Quem curte mesmo, sugiro comprar o passe ilimitado porque o brinquedo individual é bem salgado. A Wonder Wheel, por exemplo, custava U$8 e a Thunderbolt, U$10. Almoçamos no Ruby, uma lanchonete bem estilizada que mostra em fotos a história de Coney Island. O pôr do sol é de tirar o fôlego, apesar de a praia estar lotada, o céu mudando de cor foi algo lindo. Ficamos até a queima de fogos e valeu cada minuto lá. Não foi à toa que escolhemos a sexta, pois esse evento só ocorre no verão e nesse dia, por volta das 21:30h. A volta foi supertranquila, pois a estação é ponto final e fica bem próxima da praia.

Saiba mais sobre Brighton Beach

Oitavo dia: último dia de viagem. Como nosso voo era tarde da noite, foi possível aproveitar bastante o dia. Fomos para Bushwick conhecer as street arts da região. Através da linha L, chegamos na Jefferson Station e já estavámos exatamente onde queríamos. Entre a Wyckoff e a Troutman street, é possível apreciar alguns dos melhores trabalhos dos artistas. Simplesmente fantástico. Como fomos cedo, pudemos tirar fotos com muita tranquilidade. Retornando de Bushwick, descemos na Union para aquela parada básica na Harmon rsrsrsrs deixamos as compras no hotel e fomos para o Rockefeller Center, passar as últimas horas na região. Fomos às esculturas Love e Hope e em algumas lojinhas de souvenirs perto do hotel. Nosso voo de volta partiu pontualmente e da Avianca, não tenho do que reclamar, felizmente. Agradeço a Laura, Paty e a todos do grupo que contribuíram com suas dicas para essa viagem. Obrigada!

Saiba mais sobre Bushwick.

Obrigada, Sayonara, por dividir seu relato conosco!

Gostaram do relato da Sayonara? Se você quiser participar, envie seu relato para análise para laura@lauraperuchi.com COM FOTOS, seu nome completo e cidade/estado. LEMBRE-SE que é preciso ser detalhista. Não precisa escrever um livro, mas seu relato tem que ser informativo!


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