Diário de viagem

Diário de viagem a Nova York – Rafaela Jardim Soto

O Diário de Viagem é uma seção que traz relatos de leitores do blog. Nesses relatos, eles contam como foi a viagem a Nova York, o que mais gostaram de fazer, o que não gostaram, dividem dicas, enfim: um diário mesmo. A convidada de hoje é a Rafaela Jardim Soto, de Niterói, RJ. Ela ficou 8 dias na cidade, em abril de 2018. Para conferir mais relatos, clique aqui.

No mês de abril de 2018, meu marido e eu ficamos oito dias em Nova York e todas as dicas do blog, os diários de viagem e os vídeos da Laura (especialmente sobre o metrô) foram fundamentais e nos ajudaram muito a fazer nosso roteiro e curtir a viagem. Assim, nada mais justo do que retribuir fazendo o relato dos dias lindos que vivemos em Nova York.

Hospedagem: a gente se hospedou em um apartamento no Upper East Side por meio do Airbnb e foi uma excelente experiência. Nossos hosts foram super gentis, solícitos e nos encheram de boas dicas. Além disso, a convivência nos possibilitou maior contato com a cultura e os costumes locais.

Roteiro e planejamento: fizemos um roteiro prévio, dividido por regiões. Entretanto, combinamos de não nos prender a ele, pois o legal da viagem é justamente ter flexibilidade e fazer os passeios com calma, curtindo cada momento sem ansiedade com horários. Além disso, fizemos uma lista do que pretendíamos comprar e quando chegamos ao outlet fomos direto ao ponto e não perdemos tempo procurando (ainda assim gastamos um dia inteiro!).

Como organizar sua viagem a Nova York?

Ainda no Brasil, compramos um chip da T-Mobile com internet ilimitada que funcionou perfeitamente durante toda a viagem e foi uma “mão na roda” desde que o avião pousou. Com internet, podíamos acessar o Maps e, portanto, não ficávamos perdidos nas ruas ou no metrô. Além do mais, acessávamos as avaliações de restaurantes e lojas que gostaríamos de ir.

Compramos também o NY City Pass. Hoje não compraríamos. Enquanto estávamos planejando a viagem achávamos que iríamos em todas as atrações que ele oferecia, mas acabamos deixando duas de fora. A compra não foi de todo ruim, pois nos possibilitou entrar em filas mais rápidas, mas ainda assim o valor despendido não compensou. A questão é que o tempo em Nova York passa super rápido e existem tantas possibilidades que é preciso relaxar e entender que algumas coisas terão que ficar para a próxima, afinal, como diz a Laura, viajar não é riscar da lista!

Vídeo: NY City Pass e NY Pass – valem a pena?

Chegando em Nova York, compramos o Metrocard ilimitado de 7  dias. Foi outro facilitador da nossa viagem, pois a mobilidade é incrível e, de metrô, chega-se com tranquilidade em todos os lugares (recomendo que assistam aos vídeos da Laura sobre o metrô e utilização do Metrocard). Além disso, usa-se muito as pernas, caminhávamos em média 15km por dia.

Confira a série de vídeos sobre o metrô.

Passeios: como eu disse, apesar de termos elaborado um roteiro, não queríamos nos prender e não nos preocupamos em cumpri-lo rigorosamente. Nossa ideia era aproveitar a cidade e aceitar todas as surpresas e imprevisibilidades que ela tinha para nos oferecer.

  • Central Park nos ganhou já no primeiro dia. Estava nublado, e fazia frio, mas ainda assim o passeio foi lindo. Fomos andando e, de pouco em pouco, parávamos para conferir onde estávamos e para tirar fotos. Voltamos lá diversas vezes para caminhar tomando um café, pois ficava super perto do local onde estávamos hospedados. É sensacional! Passamos pelo Conservatory Water, Alice no País das Maravilhas, Turtle Lake, Bethesda Fountain e Terrace, fomos andando pelo the mall e saímos no Columbus Circle. Almoçamos no Whole Foods que é uma opção democrática, saborosa e em conta. Confira um guia para explorar o Central Park!
  • Visitamos o MET e o Museu de História Natural. Ambos sensacionais, mas muito grandes. Impossível ver tudo, é preciso dar uma olhada no mapa do museu e selecionar o que realmente te interessa. O rooftop do MET é muito legal, estivemos lá em uma manhã ensolarada, a vista para a cidade e para o Central Park é demais!
  • Fomos ao Bryant Park, que é um lugar muito charmoso, cheio de cadeiras e mesinhas para sentar e tomar um café ao ar livre. Ele fica no caminho de vários pontos turísticos então passar por lá é inevitável (o que é muito bom!).

  • Memorial e Museu 11/09 também foi um passeio incrível. Por ser uma parte da história recente, é super impactante. As fontes construídas no lugar das torres são lindas e emocionam. Diferentemente da maioria, não achei que foi um passeio pesado. É possível sentir a força e a resiliência envolvida em cada pedaço do lugar. Ali por perto visitamos a Estação Oculus e o Brookfield Place, onde tomamos um café rodeados de tulipas. A vista de lá é linda, ganhamos ótimos minutos por lá, pois fazia um dia ótimo de sol e céu azul. Nesse dia almoçamos no Eataly. Foi uma experiência super agradável, aproveitamos muito o momento, bebemos um vinho e comemos massas incríveis. Confira um roteiro pela região Downtown!
  • Battery Park é outro lugar lindo que nos surpreendeu. Andamos pelo parque, nos sentamos em um banco e ficamos um bom tempo simplesmente curtindo a vista naquela tarde ensolarada e fria.
  • Fomos também ao Chelsea Market, um mercado gastronômico sensacional que fica na antiga fábrica de biscoitos Nabisco. O lugar é super característico e a atmosfera é o máximo. Tomamos um super café da manhã no Friedman’s, uma delícia. Aproveitando que estávamos por aquela região, fomos dar um passeio no High Line e, apesar da ausência de verde nas árvores (era início da primavera), o lugar é super legal, excelente pra tomar um solzinho e dar uma caminhada (especialmente no frio que fazia).
  • Super fãs de Friends, não deixamos de passear pelos arredores do Greenwich Village, indo até o famoso Friend’s Building e também à frente do apartamento da Carrie Bradshaw. A região toda é um encanto e vale super a pena se perder por aquelas ruazinhas.
  • Top Of The Rock foi um passeio contraditório. Amamos a vista, não deixaríamos de ir de forma alguma. Foi o único observatório que visitamos e acho que foi uma escolha super acertada. Entretanto, deixamos para subir no horário do pôr do sol e, por razões óbvias, encontramos o lugar absolutamente cheio. Então, em suma: nos encantamos com a vista, mas ficamos incomodados com a lotação máxima. Se tivéssemos subido em outro horário, quem sabe teríamos conseguido aproveitar mais o lugar. Faz parte, nem tudo são flores.

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  • Tiramos um dia inteiro para explorar a região do Brooklyn, escolhemos um sábado pois sabíamos que daria para conhecer também a Smorgasburg. De todos os dias que estivemos em Nova York, não choveu nenhuma vez, pegamos dias muito bonitos e com bastante sol (apesar do vento gelado e constante), mas o sábado que dedicamos ao Brooklyn estava perfeito. Descemos na estação de metrô no lado do Brooklyn para atravessar a ponte no sentido Brooklyn-Manhattan em razão da vista. Foi de fato uma escolha certa, pois caminhamos contra o sol (pela manhã) e a vista do skyline de Manhattan de cima da Brooklyn Bridge é fenomenal. Depois, óbvio, tivemos que fazer o percurso de volta ao Brooklyn, mas não foi nada cansativo, pelo contrário! Valeu super a pena ir e voltar, o passeio é mais que agradável. Depois do passeio pela ponte fomos para a região do DUMBO, onde tiramos a clássica foto com a Manhattan Bridge emoldurando o Empire State, e nos sentamos no parque perto do Jane’s Carousel e ficamos por ali tomando um café e apreciando aquela vista linda.

  • Pegamos o ferry e fomos para Williamsburg para desbravar a região e curtir a feirinha gastronômica. O trajeto com o ferry é muito legal, dá pra ir no andar de cima, que é aberto e proporciona uma vista linda. Chegando lá fomos direto para a Smorgasburg, não lembro exatamente o nome dos lugares em que comemos, mas foi uma batata frita muito gostosa e um sanduíche com carne e muito queijo, tudo uma delícia. Lá também tem um espaço delimitado para a venda de bebidas alcoólicas, somos fãs de cerveja e, portanto, não deixamos de experimentar. O clima da feirinha é fantástico. Saindo da feira fomos descobrir a região e andamos até a Brooklyn Brewery. Chegando lá tinha uma pequena fila que foi rápida. Tomamos nossas cervejas e voltamos andando para pegar o ferry e voltar ao Brooklyn, onde ficamos um bom tempo estirados no Brooklyn Bridge Park. Confira um roteiro para explorar a região da Brooklyn Bridge.
  • Para ver o pôr do sol optamos por subir ao rooftop do 1 Hotel Brooklyn Bridge. Essa foi uma das piores escolhas que fizemos. Com exceção da vista, que é linda, o resto da experiência foi furada. O lugar estava super cheio e ninguém nos atendeu durante todo o tempo em que estivemos lá (cerca de 1h30min). Até tentamos um “auto-atendimento”, mas não rolou. Assim, antes mesmo do sol se pôr, descemos e fomos matar nossa fome no Shake Shack: cada um pegou seu hambúrguer e fomos comer nos banquinhos do parque, vendo as luzes de Manhattan se acenderem (melhor prova de que tudo em Nova York pode virar poesia).

  • Outra experiência que tivemos e foi inexplicavelmente incrível foi o brunch que tomamos no Café d’Alsace. O lugar é cheio de personalidade, as comidas e os drinks uma delícia.
  • Somos fãs de hambúrguer, então experimentamos vários durante os dias em que estivemos em Nova York, mas um que marcou muito e que não está na rota dos super conhecidos é o Joy Burger, que fica na Lexinton Av. com a 100th St. Foi indicação dos nossos hosts e gostamos tanto que voltamos lá para repetir.
  • Fomos ao Jersey Gardens, onde ficamos um dia inteiro (mesmo planejando as lojas que entraríamos e prevendo o que queríamos comprar). Os valores comparados às lojas de Manhattan são bem mais em conta e super vale a pena, mesmo com o dólar mais alto. Lá, almoçamos um hot dog do Nathan’s Famous e, não sei se é porque era no shopping, mas não achamos gostoso e passaríamos tranquilamente sem.
  • Ainda passeamos muito pela Times Square (Hard Rock, Loja da Disney, Sephora), fomos à Grand Central, que é grandiosa e muito bonita. Entramos em várias farmácias, dá pra gente se perder em meio a tantos cosméticos, maquiagens e guloseimas. Estivemos também na Guitar Center, pois meu marido queria comprar um violão e, para quem gosta de instrumentos musicais, é o lugar certo.

Nossa viagem foi incrível. Já queremos voltar para Nova York, pois ficamos com a sensação de que ainda tem muito a ser explorado.

Gostaram do relato da Rafaela?  Se você quiser participar, envie seu relato para análise para laura@lauraperuchi.com COM FOTOS, seu nome completo e cidade/estado. LEMBRE-SE que é preciso ser detalhista. Não precisa escrever um livro, mas seu relato tem que ser informativo!


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