Diário de viagem

Diário de viagem a Nova York – Fabiana Queiroga

O Diário de Viagem é uma seção que traz relatos de leitores do blog. Nesses relatos, eles contam como foi a viagem a Nova York, o que mais gostaram de fazer, o que não gostaram, dividem dicas, enfim: um diário mesmo. A convidada de hoje é a Fabiana Queiroga, de Recife. Ela ficou 8 dias na cidade, em maio de 2018. Para conferir mais relatos, clique aqui

Estive em Nova York entre os dias 8 e 16 de maio. Antes de tudo, queria dizer que o planejamento foi muito importante para evitar os imprevistos, uma vez que fui sozinha e se acontecesse alguma bronca não teria ninguém para me ajudar. Assim, li inúmeras resenhas de hotéis no Booking, posts no Facebook, no blog de Laura e em outros também para conseguir o máximo de informações possíveis e tomar decisões quanto à hospedagem, passe de ingressos, passeios, compras, etc. Então vamos lá:

Hospedagem – Reservei pelo Booking o hotel Hampton Inn Times Square South, pois li muitos comentários positivos em relação à localização e à qualidade do serviço – ele fica perto do agito da Times Square, estações de metrô, mas sem barulho (noites de sono tranquilas). Este hotel fica numa rua antes do Port Authority (rodoviária), com estação de metrô, lanchonetes, Duane Reade e de onde sai o ônibus para o Jersey Gardens. Além disso, na esquina tem uma Pret a Manger (com sanduíches e cafés), logo depois o Chipotle (fast food de comida mexicana) e uma Carlos Bakery. Andando 5-7 min a pé, eu estava na Times Square e antes de chegar lá, passava pelos teatros de Harry Potter, Aladdin, além da Applebee’s e Junior’s Bakery, até me deparar com o Bryant Park. No preço da reserva, está incluso o café da manhã, o que não é comum nos hotéis da cidade, além de facilidades no quarto, como frigobar e microondas não cobradas à parte. O hotel permite pagamento antecipado (no Brasil e não reembolsável), o que foi muito importante diante da alta do dólar.

Reserve o Hotel Hampton Inn Times Square South

Internet – comprei o chip de dados da Easysim4u um mês antes da viagem, que foi entregue cerca de quatro dias depois na minha casa. Paguei U$41,50 pelo chip só para dados (10 dias uso + frete) e funcionou perfeitamente. Inclusive, durante a conexão no Panamá, continuou a funcionar sendo que, a princípio, era válido apenas para os EUA, mas recebi uma mensagem de roaming automático da TMobile com a Claro sem custos adicionais.

Ingressos – Comprei o Sighteseen Flex Pass, que é o pacote por quantidade de atrações que, no meu caso, foram 10 por $159, com crédito de $40 para comprar outra a minha escolha, já que o Empire State não estava mais incluso neste passe (a diferença para o passe Sightseen tradicional é porque neste você paga pela quantidade de dias e não de atrações). Não achei o City Pass interessante para mim, pois deixava de fora atrações que eu queria ver de todo jeito, já que teria que optar por uma delas e somando-se o custo do pacote ($122) com os ingressos à parte, ficaria mais caro do que os $159 que paguei no Sigtheseen Pass. Já o NY Pass era o mais caro de todos com mais pontos inclusos, porém, acho que só é válido para quem tem muitos dias disponíveis, o que não era meu caso. É fato que alguns museus são com preço sugerido, mas novamente, depois de fazer as contas diante das opções, ficava mais barato o pacote.

Clique aqui para comprar o Sighteseen Flex Pass

Quanto à utilização do passe em si, levei a versão impressa com o QRCode (pode ser no celular também) e apenas mostrava na bilheteria: após validação do código, recebia o ingresso. Pelo que notei, existe uma fila específica para portadores de passes (não é exclusiva para o City Pass como eu achava) e daí eu não demorava nem cinco minutos para entrar na atração (excetuados os procedimentos de segurança). Filas existiam mesmo para quem comprava o ingresso na hora. Antes de escolher seu passe, decida o que deseja visitar pois a depender do número de atrações pode ser mais interessante um ou outro passe.

Vídeo: análise do NY Pass e NY City Pass.

Transporte – Thanks God, we have Laura and Nyorquina’s videos! Sério gente, foram os vídeos delas ensinando como pegar o AirTrain e o metrô e como comprar o Metrocard que me salvaram, pois só depois de chegar ao hotel que tive acesso à internet. Explico: no avião, vi que havia esquecido a chave/gancho que abre o compartimento de chips da Samsung (tentei com alfinete, broche de roupa e não teve jeito). Para piorar, não sei o motivo, meu celular também não estava conectando à Wi-fi do aeroporto. Resumo: consegui chegar no hotel à moda antiga, ou seja, apenas com o endereço e perguntando a todo instante a direção correta pois não tinha Google Maps. E só consegui pois, depois de assistir tanto os vídeos, já tinha decorado os botões que tinha que apertar na máquina do Metrocard, que tinha que pegar o Airtrain para Jaimaca Station ou Howard Beach, etc.

Confira a série de vídeos sobre o metrô

Compras – com exceção do Jersey Gardens,  não reservei outro dia específico para compras, pois como já estava com todos os pontos de interesse marcados no Google Maps, eu sempre tentava conciliar os passeios com as lojas por perto. Para ir ao outlet, foi super tranquilo já que meu hotel era do lado do Port Authority: comprei a passagem ida e volta na máquina por $14 e cheguei lá pouco antes de abrir, às 10h, e o trajeto durou cerca de 30min. Na volta, saí às 17h e demorei mais de 1 hora para voltar por conta do trânsito.

Imprimi os cupons de desconto no site do shopping na véspera da viagem (são válidos por tempo limitado) e comprei o livro de descontos por $5, porém, não adiantou nada, pois nas lojas que eu mais comprava não havia desconto e as que davam desconto era só a partir de certo valor. As próprias lojas já dão desconto, assim, acho que não vale a pena comprar o livro.

Existem coisas com o mesmo preço de Manhatan (MA), outras com ligeiro desconto e outras bem mais baratas. Abaixo, seguem alguns exemplos das coisas que comprei/pesquisei:

  • Calças Levi’s: MA –  $79 ; JG: $25 ;
  • Uniqlo – mesmo preço em ambos: $69,90 casaco da linha Ultra Light Down;
  • GAP: MA: promoção de, ao comprar 2 peças, a 2ª saía pela metade do preço; JG: melhores preços para roupas infantis com descontos de até 60% e várias camisetas e bermudas a $5 cada peça. Moletom com o logo da loja por $34.
  • Michael Kors – descontos de até 50% e os modelos são novos
  • Tênis – não vi nenhuma promoção por $34, era sempre por $50, 65 e com pouca variedade de modelos, tanto nas lojas próprias das marcas quanto na Modell’s, Footlocker, Famous locker, etc. Tênis da Asics (para corrida) começavam em $120 o que é praticamente o mesmo preço do Brasil.
  • Samsonite e Kippling (lojas próprias no JG) – fujam! Pequenas, com pouca variedade e preços altos. O melhor lugar para malas que vi foi na Burlington do JG: comprei uma Samsonite tamanho médio por $60 (mesmo preço dos outlets de Orlando); em MA variava de $70-80 o mesmo modelo.
  • Calvin Klein – descontos de até 70% nas roupas e bolsas. Vi casacos pesados de inverno de $400 com 70% de desconto; bolsas por $50 e carteira por $30.
  • Guess – descontos de até 60% e promoção para aquelas bolsas carteiras menores do tipo compre 1 e a 2ª sai com 50% desconto.
  • Burlington no JG – depois da Century 21, acho que foi o melhor lugar para comprar bolsas de grife a preços camaradas e com mais variedade do que nas lojas de MA. Exemplo: Calvin Klein por $70.

Em resumo, valeu a pena para mim ir ao JG, pois consegui algumas coisas realmente baratas. Porém, se você está com pouco tempo, acho que não é interessante ir, pois os produtos são os mesmos de Manhattan e, dependendo da loja, você encontra pelo mesmo preço. Tem que ir focada no que você quer comprar, visto que o shopping é enorme, anda-se muito e quando você percebe já passou o dia.

Outlets em Nova York – Jersey Gardens ou Woodbury? Saiba mais sobre os dois.

Century 21: o paraíso ! Por burrice minha, não fui na loja do JG, apenas na do Downtown, mas mesmo assim os preços estavam muito bons principalmente para bolsas, com bastante variedade e roupas também, exemplo: bolsas tipo carteira da Tommy por $30, mochila pequena da Kippling por $65 (preço original de $149), camisas polo masculinas da Calvin Klein e Tommy por $25.

Maquiagem e cosméticos

  • Harmon –  bom para maquiagem (Nyx, Maybelline, Revlon, Loreal) e máscaras coreanas. A marca Deva Curl estava o mesmo preço na Harmon e nas demais lojas: cerca de $22 que é até mais caro do que encontrei no Beleza na Web. Saiba mais sobre a Harmon!
  • Ulta – mesmas maquiagens da Sephora, muitas opções para cabelos e encontrei também alguns produtos coreanos que não vi na Harmon (Tony Moly); a Ulta fica do lado da Shake Shack que é próxima ao MET. Guia de compras na Ulta / Guia para explorar o Upper East Side
  • Sephora – aqueles produtos que amamos, mas achei que algumas coisas não compensavam.
  • Lovue – MUITA variedade de máscaras faciais com preços variando de $1-30. Vale a pena e ela fica próxima à Besfren. Saiba mais sobre a Lovue.
  • Innsfree – comprei uma das máscaras que Laura usou no Mask Challenge. Fica na Union Square próximo à Best Buy 24h e à Burlington. Saiba mais sobre a Innisfree.

Para saber mais informações e endereços de cada loja, baixe o app NYC Beauty!

Eletrônicos – Os preços na Best Buy e B&H são os mesmos, mas o que eu procurava (relógio Garmin com GPS) só encontrei na B&H, pois na Best Buy só tinha para encomenda. As lojas da Best Buy são mais bonitas e agradáveis e a da Union Square é 24h; a B&H só tem uma loja que fica no caminho para Macy’s, Madison Square Garden e Pennsylvania Station.

Pontos turísticos

  • Estátua da Liberdade e Empire State – seguindo relatos que li, fui assim que abriu, às 10h e 8h, respectivamente, o que me evitou as filas que já se formavam quando saí. O passeio na Estátua com parada na Ellis Island durou quase a manhã toda, pois o primeiro barco só saí às 8h30 e o percurso até lá leva uns 15 min. Já no Empire State passei no máximo 1 hora depois de tirar as fotos e não me importei com as grades, para mim valeu a visita.

Compre ingressos para as atrações de Nova York aqui.

  • Memorial e Museu 11/09, OneWorld Observatory > podem ser combinados com visita ao Oculus, Eatly e Century 21 que ficam bem próximos um dos outros. Antes de subir no observatório, comprei umas besteiras no Eataly e aí o rapaz do raio-X disse que, apesar de ser comida, era melhor eu guardar na minha mochila pois a segurança interna poderia questionar.

Confira um roteiro pela região Downtown.

  • Top of The Rock – fui lá às 11h30 e agendei o ingresso para 19h15 e assim poder pegar o antes e depois do pôr do sol que ocorreu por volta de 20h. Se você não faz questão de ver o pôr do sol, então marque seu ingresso para mais tarde, já que na hora que os prédios começaram a se iluminar todo mundo fica junto à murada para tirar fotos. Logo depois disso, o pessoal começou a ir embora.
  • Guggenheim – fui no dia 15 de maio e, salvo engano, até junho, uns 3 ou 4 andares do prédio vão estar fechados para visitação, pois estão preparando novas exposições, incluindo o último andar próximo da claraboia. Dos que sobraram tinha um andar com quadros de Picasso, Monet, outro com telas pintadas por crianças e outros com pinturas de um artista japonês que não conheço. Para mim, não valeu a pena, assim, é bom vocês checarem na entrada se tudo está disponível para visita ou não.

  • MET e Museu de História Natural – vá preparado para passar uma tarde ou manhã inteira, tem MUITA coisa interessante para ver. Ao final da visita no MET, não deixem de dar uma passada no rooftop, que tem uma vista muito bonita para o Central Park.
  • Ônibus Hop on Hop Off – fiz o passeio noturno que passava pelo Brooklyn e não gostei muito, pois quando escureceu não consegui identificar muita coisa. Depois começou a fazer muito frio e, por fim, choveu, tendo que todo mundo descer. Acho que o passeio diurno seria mais proveitoso.
  • Para economizar e também conhecer alguns lugares que seria mais interessante com explicação de uma guia, inscrevi-me em quatro passeios do Free Tours By Foot, que são passeios a pé com guias locais que você paga ao final quanto desejar (pay what you wish). No site deles, tem o calendário dos passeios e demais detalhes.
  • Bryant Park – Parque maravilhoso e agradável no centro da cidade.  Ao redor existem lojas da Whole Foods e Le Pain Quotidien para quem quiser comprar um lanche e degustar no parque. Na entrada principal, tem uma placa com a programação de eventos da semana (num dos dias que fui estava acontecendo aula de malabares!). E, para quem leu os livros da série Toda Sua, saibam que este é o parque onde tem o restaurante que Eva e Gideon adoravam…
  • Central Park – enorme ! Andei 2 horas por ele num dos passeios do Free Tours Feet e tenho certeza que não vi nem 1/10. O passeio que fiz começava na entrada do parque que fica junto ao Hotel Plaza, aquele do filme Esqueceram de Mim 2…vale a pena começar por ali. Confira um guia para explorar o Central Park.

Transfer –  na chegada, como falei, vim de Airtrain e metrô, pois cheguei apenas com uma mala. Na volta, como estava com duas malas e mais uma mochila pesada, optei pelo transfer da Super Shuttle. Agendei para me pegarem no hotel às 11h05 (meu voo sairia às 15h25), porém, o motorista só passou no hotel às 12h, ou seja, com 1 hora de atraso. O congierge do hotel me disse que da próxima vez eu deveria pegar a Go Airlink pois o serviço era melhor: não sei se é realmente melhor ou se ele falou isso por causa de algum acordo com o hotel.

PS: Eu, Laura, já usei o Super Shuttle várias vezes e nunca tive problemas, bem como pessoas que me visitaram. Creio que foi um caso isolado. 

Enfim, espero que essas dicas sejam úteis para vocês! Obrigada à Laura pelas preciosas informações do seu blog e Nyorquina pelos vídeos que me salvaram no transporte! Boa viagem e aproveitem o que NY tem a lhes oferecer!

Gostaram do relato da Fabiana?  Se você quiser participar, envie seu relato para análise para laura@lauraperuchi.com COM FOTOS, seu nome completo e cidade/estado. LEMBRE-SE que é preciso ser detalhista. Não precisa escrever um livro, mas seu relato tem que ser informativo!


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