belezaBelezaserviços

Colorindo os cabelos em Nova York – experiência no salão da Manic Panic


Muita gente gosta de aproveitar a viagem para Nova York para se jogar em alguma experiência diferente. Você já pensou, por exemplo, em fazer uma mudança radical? Pois é! Minha amiga Juliana Goskes é super adepta das cores diferentonas e ela esteve no salão da Manic Panic aqui em Nova York e eu achei que o relato dela ia interessar vocês. Eu não acho que fazer um procedimento padrão – como corte ou luzes – seja uma super pedida por aqui, já que no Brasil estamos muito bem-servidos nesse quesito. Mas como as cores fantasia estão em alta – e fazer um procedimento desses não é tão simples – acredito que a experiência da Ju será válida.

As cores do cabelo da Ju! A última foto é o resultado após a experiência dela no Manic Panic Salon.

“Acho que vou pintar meu cabelo de lilás.” Foi assim que minha saga de cabelos coloridos (re)começou. Na adolescência, tive mechas azuis (que se transformaram em roxas pela facilidade de aplicar violeta genciana em vez de correr atrás de tintas fantasias caras e difíceis de encontrar nos idos do início dos anos 2000), tive o cabelo todo vermelho, metade vermelho e metade preto… Quem me conhece há algum tempo sabe que adoro mudar—antes do cabelo lilás, tinha cortado o cabelo bem curto! E estar em Nova York só foi aumentando o desejo de fazer algo bem diferente de novo.

Há mais de um ano agora tenho parte do cabelo colorido com cores fantasias. O lilás virou rosa pálido, voltou pro lilás, e foi escurecendo e ficando mais saturado. A raiz foi crescendo, foi retocada, cresceu de novo—e minha cabeleireira não estava disponível quando eu quis retocar da última vez, antes de ir para um evento. Pensando em alternativas, eu lembrei de ter visto um salão dentro da Ricky’s da Times Square cheio de cores da Manic Panic—e como essa é a marca que tem me acompanhado esse tempo todo, resolvi me jogar na experiência.

Pausa aqui para dizer que a Manic Panic é apenas uma das marcas de tintas fantasias disponíveis no mercado norte-americano. O que me atraiu na marca de primeira foi a variedade de tons (são mais de 40 só na linha principal), o fato de ser vegana, e a facilidade de encontrá-la em Nova York (qualquer Ricky’s tem a linha completa, ou quase completa). E, conforme fui usando, pude perceber o quão hidratante o produto é, o que é sempre um bônus para quem tem que sair de um cabelo castanho escuro para um loiro quase platinado. Minha primeira descoloração, em casa, foi com um kit da marca, e meu cabelo aguentou muito bem o tranco (disclaimer: não façam em casa a não ser que 1. tenham experiência ou 2. não tenham zero apego ao cabelo; descoloração por conta própria é sempre um risco!). Tendo tudo isso em mente, lá fui eu para a Ricky’s da Broadway com a 39th Street em uma sexta-feira à tarde. Você pode ser mais prevenido do que eu e ligar antes (o que, aliás, é sempre uma boa ideia); ou você pode tentar um horário como eu fiz. Fui atendida pela Lucy, que me disse para voltar dali a uma hora, quando ela poderia me atender.

O foco do Revolver Salon—Manic Panic Color Asylum (o nome “oficial” do salão dentro da Ricky’s) é, como o nome dá a entender, aplicação de cores da Manic Panic. Sim, eles também oferecem cortes e serviços como escova e luzes, mas o clima é totalmente descontraído e colorido. O preço cobrado para a descoloração já inclui uma aplicação das tintas—e aqui, o céu é o limite. Essa é uma super vantagem de tinturas fantasias mais “leves” como a Manic Panic (e outras marcas que não usei, mas só ouço coisas legais, como a Arctic Fox e a Special Effects): como as tintas são basicamente condicionadores saturados de pigmentos, sem amônia ou revelador, você pode misturar à vontade para criar a cor que quiser! Como eu já uso os produtos há algum tempo e sei quais cores tenho em casa e como costumo misturar, disse pra Lucy o tom que eu queria e ela preparou e conferiu comigo antes de aplicar se a combinação estava do jeito que eu queria, e conferiu comigo as cores usadas para eu poder manter depois.

Meu retoque de raíz com banho de brilho e impostos saiu por 130 dólares e alguns centavos, e eu saiu do salão extremamente contente com o resultado e com a experiência!

E aqui eu deixo algumas dicas caso você se aventure no mundo das cores fantasias:
• Proteja a pele da testa/orelha/pescoço na hora de aplicar a tinta em casa e sempre use luvas! Ter cabelo roxo é legal; ter as cutículas da mesma cor…nem tanto.
• Sabe aquela toalha linda, clarinha, fofinha, que aquela pessoa especial te deu? Nem pense em enxugar o cabelo com ela. Por mais que você esteja vendo a água correr limpa no chuveiro, rola risco de manchar a toalha (e a roupa) com o cabelo molhado. Minhas fronhas são todas claras e não tive problemas com manchas nelas, mas nunca durmo de cabelo molhado ou úmido.
• Aliás, como essas cores não têm fixador químico, elas vão desbotar. O que se pode fazer é garantir que elas demorem a desbotar: água fria sempre (em todos os enxágues) e pouco shampoo (e, de preferência, sem sulfatos e pigmentos).
• Também na onda de manutenção: misture um pouco da tinta no condicionador de uso normal. O ideal é que ele fique em um tom pastel saturado. Dessa forma, você repõe um pouco do pigmento que saiu com o shampoo a cada lavagem.
• Essa é uma dica que eu não sigo, então façam o que eu digo mas não o que eu faço: leave-in com protetor solar quando for se expor ao sol!

Espero que tenham gostado das dicas da Ju! Ju, obrigada por dividir sua experiência conosco!


2 Comentários

  1. olaaaa, por favor me socorra, minha tia vai pra NY e ela vai comprar pra mim tinta da manic, mas ela n sabe onde achar e nem eu, poderia me dizer por favor onde ela pode encontrar? em qual loja e tals? agradeco muitao

Leave a Response