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Um dia nos Hamptons: explorando Southampton

Quem é fã de Revenge, Gossip Girl e Sex and the City certamente vai se lembrar dos Hamptons – principalmente se falarmos só em Revenge, já que a série toda tem como pano de fundo os Hamptons. Cenário de muitos filmes e seriados, essa região de praias é famosa pelo seu charme e por ser um refúgio do calor infernal de Nova York durante o verão. Não se trata de qualquer praia – é praia de gente rica, e não estou exagerando, já que pude ver tudo de perto. O próprio acesso ao local, as mansões, as lojas: tudo nos Hamptons tem essa coisa de ostentação, sabem? Fazia muito tempo que eu queria conhecer a região e, no último sábado, alugamos um carro com mais um casal de amigos em fomos passar um dia por lá.

A região dos Hamptons fica localizada em Eastern Long Island, no estado de Nova York e é composto por diferentes regiões, como Southampton, East Hampton e Montauk. Nós escolhemos Southampton como nosso destino – até por ser a cidade mais perto de Manhattan – levamos pouco mais de 2 horas para chegar lá. Tudo é muito tranquilo e não dá pra negar que a gente se sente dentro de um filme. Para mim, é sempre muito encantador estar num lugar que eu só conhecia por conta dos filmes e seriados. As ruas são charmosas, calmas e arborizadas. O que mais vimos foram famílias e casais, muitos deles mais velhos. Não pense que Southampton é uma praia agitada. Seu ar é interiorano. A rua principal é a Main Street, por onde você caminha por restaurantes, cafés, sorveterias e lojas (Ralph Lauren e Michael Kors marcam presença). O bacana é que a arquitetura desses lugares segue a mesma linha da cidade toda – tudo tem o design de casinhas. As ruas são muito limpas e nesse “centrinho” você consegue fazer tudo a pé. Recomendo usar o Foursquare ou o Yelp e escolher um restaurante para almoçar. Há vários, super charmosos, com mesas nas ruas. Nós escolhemos o La Parmigiana, um restaurante italiano. Ele não tem um ambiente muito charmoso como os outros da região, mas o preço era super justo e as porções mega generosas. O Gnocchi com molho pesto custa U$17 em média e serve tranquilamente duas pessoas, assim como o frango à parmegiana, que vem acompanhado de espaguete ao molho de tomate. Sobramos tanta comida que até nos sentimos mal.

Depois do almoço e de caminhar pela Main Street, demos uma passadinha no Agawam Park, que fica no centrinho da cidade e tem uma vista linda para o Agawam Lake. Dali, partimos para a praia e o nosso erro foi deixar o carro estacionado e ir a pé. Caminhamos mais de 20 minutos! O trajeto é incrível, não dá pra negar: ruas arborizadas super tranquilas – e também cheias de mansões com suas cercas verdes. Bem como a gente vê na televisão. Ostentação pura.

A praia é bonita e não estava nada lotada. Mas é pelo acesso (muito dificultado se você não tem carro) e pela estrutura que você já percebe que o local não é “acessível”, digamos assim. Não há bares nem restaurantes à beira-mar – somente algumas poucas mansões. Havia apenas um banheiro público (banheiro químico, que estava sujo e sem papel higiênico). Não há aluguel de guarda sol nem cadeiras – muito menos “chuveirão” para lavar o corpo após a praia. Vejam bem: não fiquei surpresa, porque eu já esperava que fosse assim, mas só estou relatando para vocês saberem exatamente o que vão encontrar. A praia é limpa e bonita e o mar não tem muitas ondas. Então, é bom saber desses detalhes para ir preparado, sabem? Passamos algumas horas por lá, conversando e curtindo. Fui a única a não entrar na água – mas todo mundo garantiu que estava uma delícia.

Como mencionei no início do post, a gente alugou um carro, até para termos mais liberdade com horários e para nos locomovermos na cidade, e quem estiver pensando no passeio, recomendo fortemente fazer isso também. Apesar do “centrinho” ser facilmente percorrido a pé, a praia fica longe dali, como mencionei. Nosso amigo que estava conosco já tinha estado lá, e, na época, foi de trem (Long Island Rail Road, sai da PenStation), mas também levou uma bicicleta. Por isso, apesar de ser prático pegar um trem em Manhattan até uma das regiões dos Hamptons, eu não recomendo. Se não estivéssemos de carro, estaríamos bem limitados. Não vi bikes para alugar, nem táxis. Se você estiver em uma turma, certamente compensa bastante alugar um carro. Sobre hospedagem na região, não posso opinar, já que fomos e voltamos no mesmo dia. Escolhemos um sábado justamente para não pegar tanto trânsito na volta – e acabou sendo muito tranquilo. Saímos de Manhattan às 10h30 e retornamos às 21h e foi um dia muito bem aproveitado. Mas já tinha pesquisado, por curiosidade, alguns hoteis e pousadas e, não se assustem, é caro, caríssimo – ainda mais que estamos falando da alta temporada da região.

Meu saldo do passeio? Super positivo! Se eu gostaria que o local tivesse mais estrutura para receber visitantes? Obviamente. Mas aí o Hamptons certamente perderia o seu ar de exclusividade, que atrai e causa tanta curiosidade nas pessoas. Para mim, valeu muito o passeio!

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