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De mochila: dois dias em Paris

Oi! Eu sou a Meiry, irmã da Laura, e estou morando por três meses na cidade de Leiden, na Holanda. Tenho aproveitado alguns fins de semana e folgas por aqui pra alguns passeios mais rápidos pela Europa e pela própria Holanda, e a Laura me convidou pra escrever um pouco sobre isso. Vou escrever sobre alguns passeios que fiz por aqui, e acho que vai interessar pra dois perfis de leitor@s: quem viaja com pouca grana e/ou tem pouco tempo pra ficar em cada destino. Essa é minha situação aqui. Então escrevo pra quem não se importa muito em carregar uma mochila nas costas, dividir quarto com desconhecidos em albergues, comer muito sanduíche. De qualquer maneira, algumas (na verdade, acho que várias) dicas valem pra quem tem mais grana e tempo.

Neste primeiro momento, vou falar sobre minha ida a Paris. Já havia passado uma semana na cidade com a Laura e o Thiago (noivinho dela) em março do ano passado, e agora voltei pra uma visita rápida com o meu namorado. O fato de eu já ter conhecido a cidade antes fez muito diferença, pois eu já sabia me localizar, como me locomover, o que exatamente eu queria ver… Eu quis voltar especialmente pra poder ver o Louvre com mais calma. Mas pra quem vai pela primeira vez, vale a pena ler dicas de blogs de viagem. Vou tentar ajudar, vamos lá.
Como chegar

Para quem vai direto do Brasil, é importante saber que a cidade tem dois aeroportos: o Charles de Gaulle (CDG) e o Orly. Use ambos quando for pesquisar preços de passagens aéreas.
Daqui da Holanda, poderíamos ir de avião, de trem, de carro ou de ônibus. Carro não tenho aqui, e avião ou trem sairiam do orçamento, então decidimos enfrentar a estrada de ônibus. Veja, você pode não ser muito adepto a viajar de ônibus, mas o fator monetário é bem apelativo: de trem, pagaríamos uns 135 euros de cada pela ida e volta, com uma média de 3 horas de duração por trecho. De ônibus, pagamos uns 57 euros de cada pela ida e volta – ou seja, menos da metade. Colocamos as mochilas nas costas e pegamos um ônibus da Eurolines saindo de Rotterdam (cidade que fica a uns 35 minutos de trem de Leiden, ao sul). Eu gosto muito de viajar “por terra” porque assim dá pra ver muita coisa: descemos a Holanda, entramos na Bélgica pela Antuérpia e passamos por Bruxelas antes de anoitecer. Depois disso, o ônibus seguiu até Paris quando já estava escuro e chegamos por volta das 23h. Chegando em Paris, pegamos um metrô até o hotel. Desse ponto seguem outras dicas.
Obs.: na Europa, as tarifas de várias coisas, especialmente transporte (ônibus e alguns trens) e de entradas de museus são classificadas, em geral, por idade: crianças, jovens (em geral quem tem menos de 26 ou 25 anos, depende de cada país), adultos e idosos. Eu pago a tarifa de jovem, com desconto, pois tenho 24 anos. É uma beleza. Se você tem menos de 26 anos, se joga!
Transporte público em Paris

Usamos apenas o metrô e as nossas pernas para andar por Paris. O ideal é usar mais as pernas do que o metrô, e foi o que fiz ano passado. Dessa vez, porém, tínhamos apenas 48 horas na cidade, então usamos o metrô um pouco mais do que da outra vez. A malha de metrô em Paris é uma das maiores de todas as cidades em que usei metrô. Você chega praticamente a qualquer lugar de metrô, e é muito fácil de usar. As linhas são identificadas por cores e números, então se você tiver um mapa do metrô (que tem em qualquer mapa grátis da cidade) você se vira bem. Você compra os tickets em máquinas automáticas, tem em todas as estações. As máquinas, em geral, aceitam moedas, notas e acho que cartões, mas confirme antes de iniciar o procedimento de compra. Nessas máquinas, está escrito ‘vente’, e tem menu em inglês. Sobre o preço: o ticket unitário, pelo que me lembro, era 1,70 euro. Se você pretende usar bastante, compre um pacote com 10 tickets, assim você ganha um desconto bem bom, fica uns 13,30 euros o total desse “carnê”.
Hospedagem

Tentamos conseguir um albergue, pra economizar (claro), mas como decidimos ir pra lá MUITO em cima da hora (acho que foi com uns 3 dias de antecedência) não conseguimos encontrar um albergue legal com disponibilidade para a data (sexta e sábado). Eu costumo pesquisar por hotéis e albergues nos seguintes sites: hostels.com hostelworld.com e por aí vai.
Se o preço do site do hotel/albergue é o mesmo, eu reservo pelo site dele mesmo. Às vezes, a tarifa do site de busca é mais barata, daí vale a pena reservar por ele. Nós ficamos no hotel Mon Rêve Amadeus, na av. Felix Faure. Não é central a ponto de você fazer tudo à pé (cansa), nem periferia a ponto de ser mais perigoso. Pagamos 140 euros pelas duas noites num quarto de casal, o que eu considero BEM caro, ainda mais por não ser muito bem localizado nem nada luxuoso. O hotel é muito limpo, achei também silencioso, o quarto tem TV, fica perto de estações de metrô, mas esse valor não incluía nem internet free (oi?) nem café da manhã. Mas foi o que tivemos que pagar por termos decidido em cima da hora. Uns pontos e muitos euros a menos pra nós.
Bom, e depois disso tudo, o que fizemos na cidade?
Como chegamos tarde e com duas mochilas, fomos direto para o hotel. No sábado de manhã, pegamos o metrô e descemos na estação do Trocadéro: direto para a Torre Eiffel.
Não subimos a torre: eu subi ano passado e acho que não vale a pena pelo preço (mais de 11 euros) e, principalmente, pelas horas perdidas na fila. Claro que é bonito ver o Campo de Marte de cima, mas dadas as condições, preferimos passar um tempo caminhando pelo Trocadéro e pelo Campo de Marte. Depois disso, seguimos caminhando em direção ao Arco do Triunfo, que eu não consegui ver de perto e com calma da outra vez que estive na cidade. Acho que dá uns 15 minutos caminhando.
Para quem se interessa por compras, a av. Champs Elysées desemboca no Arco, então pode ser legal pra entrar em lojas como Sephora, MAC, essas coisas. Eu segui a Champs Elysées até o fim porque ela dá na Place de La Concorde, linda, seguida pelo Jardin des Tuileries, o arco do triunfo do Carrossel e, finalmente, o museu do Louvre. Mas não entramos no museu no sábado, reservamos o domingo para isso. 
Do museu, seguimos à beira do rio Sena, passando pela Pont des Arts (aquela dos cadeadinhos) – dica: se você é bem romantiquinh@ e quer colocar um cadeado com seu amor, leve do mercado. Tem gente vendendo lá, mas por 5 euros ou mais. Fala sério. Da ponte, fomos em direção à Catedral de Notre Dame, que fica na Île de da Cité (uma ilha no meio do rio, dá de ver da Pont des Arts) mas dessa vez não subi, apenas entrei (dica: não paga para entrar, só para subir). Descansamos um pouco no jardim atrás da catedral e seguimos subindo o boulevard S. Michel. No início dele, tem uma fonte muito linda, e se você seguir caminhando pelo boulevard, passa pela Sorbonne e chega no Jardim de Luxemburgo (ele fecha à noite, então chegue até umas 18h para conseguir dar uma volta sem pressa. Se você ouvir apitos, são os guardinhas “tocando” a galera embora). Na frente do jardim, encontramos um amigo que mora na cidade e fomos a um bar perto do Pantheón, um monumento muito lindo, mas no qual não entrei nem dessa nem da outra vez. Nessa região e atrás do Pantheón, na place de La Contrescarpe, tem muitos barzinhos legais.
Depois disso, já era bem tardinho e estávamos bem cansados, então voltamos, de metrô, para o hotel.
No segundo dia, acordamos, fizemos o checkout, arrumamos as mochilas e as deixamos na recepção. Fomos de metrô ao Louvre (estação Musée Du Louvre) e passamos o dia lá dentro, sem pressa nenhuma. Recomendo um dia inteiro dentro do museu. Não tenha medo de “perder” tempo lá, pois, se você gosta de arte e história, ou de museus em geral, não vai se arrepender. O Louvre fica num antigo palácio, então só pela arquitetura a visita já valeria. O ingresso para as coleções permanentes custa 12 euros e o museu fica aberto entre 9h e 17:30h todos os dias. Nas quartas e sextas, fecha só às 22h. Não abre nas terças.
Saímos do museu no horário de fechamento e pegamos um metrô em direção à basílica de Sacre-Coeur (sagrado coração). Desça no metrô em Anvers e siga caminhando em direção à basílica. Tem que subir alguns bons degraus (nada muito maçante), mas se você não quiser ou não aguentar, tem um bonde que sobe (não sei o preço). Procure na estação por Funiculaire de Montmartre.
Na região da basílica tem muitas feirinhas com muitas coisas legais, lá dá para conseguir uns souvenirs mais baratos do que na parte central da cidade. Cuide com uns caras que te pegam pelo braço e tentam amarrar pulseirinhas, pois depois eles cobram. Apenas olhe seriamente, diga não e siga. Eles dizem “be happy”, como se você tivesse obrigação de ser simpático e cair no golpe. Não caia. Tome muito cuidado com qualquer pessoa que te aborde na rua, nessas cidades turísticas tem muitas furadas para turistas. Cuide também com batedores de carteira (chamados pickpockets) em áreas muito movimentadas, como os pontos mais turísticos.
Chegando à basílica, aproveite para ver a cidade de cima e também entre, pois é linda por fora e por dentro! Lá, encontramos novamente nosso amigo, e depois seguimos caminhando por Montmartre até o Moulin Rouge (só pra ver de fora mesmo). Seguimos caminhando pelo bairro, tomamos uma cerveja, pegamos nossas mochilas que nosso amigo tinha buscado no hotel e fomos de metrô até o ônibus para voltar para a Holanda durante a madrugada.
A qualquer momento que você localizar uma sorveteria Amorino, peça uma casquinha. Não saia de Paris (ou da Europa) sem provar o sorvete deles. É muito gostoso e lindo (eles formam uma flor com o sorvete!).
Obs. 1: não se preocupe se você não fala francês. Em geral, para uma estadia curta e assim bem turística, você se vira bem. Mas não conte totalmente com o inglês, pois não tem tantas informações turísticas na língua e nem todo mundo fala.
Obs. 2: como eu expliquei, esse é um passeio pra quem não tem grana. A nossa alimentação, então, não contou com restaurantes. Em geral, nesse estilo de passeio, os supermercados são os maiores aliados, mas na região central de Paris eles não são comuns. Apelamos, então, para as padarias e comidas de rua: os sanduíches são os maiores parceiros nessas horas. Não deixe, porém, de comer um crepe!
Obs. 3: como dá para notar pelas fotos, a Europa fica linda demais no outono, pois tem cada estação bem definida – no Brasil é um pouco diferente. Acredito que até outubro ou até a metade de novembro seja uma época boa para visitar, depois pode ficar um pouco ruim até o final do inverno, em março (época em que visitei com a Laura). Imagino que seja lindo estar aqui na primavera, também (especialmente na Holanda, para ver os campos de tulipa… cheguei aqui no final do verão, vi “o final do resquício do último restinho” dos campos).
Todas as fotos do post são minhas. Eu costumo colocar algumas fotos no Instagram (@meiryperuchi) e no Flickr

3 Comentários

  1. Uau, que fotógrafa danada! Eu já tava achando que eram fotos escolhidas a dedo na net, heheheh… Animal. E que lindinha! Vou esperar um post falando da Holanda, viu? (com fotos, muitas fotos).

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